Já está em processo de desenvolvimento o DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais). Clique aqui para ver. Não sabe o que é isso? Clique aqui. Atualmente, o manual está em sua quarta edição (publicada em 2000). É com base no DSM que psiquiatras do MUNDO INTEIRO realizam seus diagnósticos. Um manual dessa importância requer um cuidado delicado para ser desenvolvido. O que é doença e o que não é depende do que está escrito em suas páginas. A quinta edição está sendo criada de maneira sigilosa, evitando a pressão da indústria farmacêutica (que pode se beneficiar muito do DSM: quanto mais doenças, mais remédios; quanto mais remédios, mais lucros).
Alguns críticos do manual afirmam que ele descreve uma quantidade exagerada de doenças. Ao invés de facilitar o processo diagnóstico, tantas nomeclaturas e subdivisões podem prejudicar uma avaliação mais precisa do problema do paciente. Desde a primeira edição, de 1957, até agora, o manual já triplicou a quantidade de doenças mentais. Novas categorias de doença já estão sendo cotadas para fazerem parte do DSM-V, como a compulsão por compras ou por comida. É preciso avaliar se tais compulsões realmente constituem doenças psiquiátricas. O problema, alertam alguns profissionais, é que ainda não há verdadeiros processos de validação das doenças mentais: as pesquisas ainda não mostram objetivamente o que deve ser considerado um problema psiquiátrico, e o que não é. Veja aqui sobre isso.
Por exemplo, no passado machista, desobediência ao marido era considerada uma doença. A expansão do feminismo terminou com esse absurdo. O novo manual, esperamos todos, deve corrigir erros semelhantes a esses. Espera-se também que atualize as descrições dos problemas psiquiátricos, tornando sua identificação mais precisa e mais clara. Não há dúvidas sobre a utilidade do DSM. Mas, como tudo na ciência, é sempre possível melhorar.
Robson Faggiani
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