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CURSO INTRODUTÓRIO DE FUNDAMENTOS DA CLINICA COMPORTAMENTAL

Ultimamente o Comporte-se tem se destacado por diversas parcerias de sucesso com eventos e empresas ligadas à Psicologia Comportamental. Graças a uma nova parceria com o InPA – Instituto de Psicologia Aplicada, de Brasília, anunciamos mais uma novidade pra você:

Curso Introdutório de Fundamentos na Clinica Comportamental

O curso será ministrado Online através do InPA – EAD, em encontros semanais de 2 horas cada. Terá início dia 15 de outubro,  das 18 às 20 horas. Faça antecipadamente sua inscrição e ganhe desconto. Corra que as vagas são limitadas.

Conheça a programação

- MÓDULO 1: Princípios Fundamentais da Análise Comportamental Clínica;
- MÓDULO 2: Avaliação e Diagnóstico Comportamental;
- MÓDULO 3: Análise Funcional do Comportamento;
- MÓDULO 4: Psicopatologia para a Análise do Comportamento;
- MÓDULO 5: Estratégias de Intervenção em Terapia Comportamental;
- MÓDULO 6: O lugar da Relação Terapêutica na Clínica Comportamental.

Estrutura:

O participante receberá via e-mail um texto base para leitura com  2 questões que deverão ser enviadas respondidas ao tutor em até 72 horas antes da aula. O tutor fará a correção comentada da resposta do aluno, de modo a auxiliar sua compreensão do material estudado.

As aulas serão em grupos de até 5 pessoas e terão função de aproximar o conteúdo do texto da prática clínica do Terapeuta Comportamental e sanar dúvidas dos participantes quanto ao material estudado. Serão utilizados vídeos ilustrativos e estudos de caso para discussão durante os encontros.

Carga Horária e Certificação:

Para maiores informações sobre inscrições, valor do investimento e outros detalhes, acesse a página do InPA – EAD clicando aqui. Você pode também entrar em contato pelo e-mail contato@comportese.com caso tenha dúvidas sobre o curso.

Facilitadores:

O curso será ministrado pelos psicólogos Esequias Neto e Marcelo Souza, de nossa equipe, [conheça-os aqui]. O módulo de Psicopatologia para a Análise do Comportamento será ministrado pelo Psicólogo Ms Felipe Epaminondas, professor da ILES/ ULBRA e autor do blog Psicológico [link].

Posted in Artigos.

Entrevista com Júlio César De Rose

Esequias C. A. Neto
Este ano tive o prazer de realizar a cobertura oficial da X JAC UFSCar pelo Comporte-se (link) e RedePsi (link). Durante o evento realizei entrevistas com diversas personalidades da Análise do Comportamento. Entra elas, Júlio César De Rose.
De Rose é doutor em Psicologia Experimental pela USP – São Paulo (1981) e Professor Titular do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São Carlos.  Realizou seu pós doutorado em Neurologia Comportamental pelo Eunice Kennedy Shriver Center for Mental Retardation (EUA, 1984-1986), desenvolvendo pesquisas sobre relações simbólicas. Diretor do Centro de Educação e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Carlos (1996-2000).
É fundador e coordenador do Núcleo de Estudos sobre Comportamento, Cognição e Ensino, apoiado pelo Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex), de 1998 a 2004. Coordenador do Programa de Ciência Translacional do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre Comportamento, Cognição e Ensino e membro do conselho editorial do Journal of Applied Behavior Analysis e do The Psychological Record (fonte).
1 – Olá Júlio. Para começar, gostaria de falar um pouquinho sobre a educação. Embora a Análise do Comportamento apresente excelentes resultados no ensino de pessoas com desenvolvimento típico e atípico, ela não é muito usada e nem muito conhecida pelos profissionais da educação. Por que isto acontece? Como contornar este quadro?
Bom! Para começar, temos que saber que a Análise do Comportamento não é muito utilizada no Brasil, na área da educação. No exterior – Estados Unidos, Europa e no Oriente também -, a Análise do Comportamento tem sido muito utilizada no ensino de crianças com desenvolvimento atípico, especialmente com autismo. Então há um uso intenso da abordagem para isto. Isto porque já é bastante reconhecido que a abordagem produz grandes resultados para a intervenção com estas pessoas. E há, inclusive, bastante recursos para intervenção com crianças com autismo. Então isto tem produzido uma grande expansão da Análise do Comportamento no campo da educação. O desafio da Análise do Comportamento, então, é ser aplicada também para o ensino de crianças com desenvolvimento típico. Aí sim, há uma resistência maior. Existem experiências em escolas que a aplicam nos Estados Unidos. Até no Brasil já existe uma.
A gente tem dificuldade de se comunicar em uma linguagem mais inteligível para pessoas que não são Analistas do Comportamento. Acho que isto dificulta muito o diálogo com educadores. Além disso, os educadores tem uma visão em parte equivocada sobre a Análise do Comportamento. Acreditam que ela é uma abordagem mecanicista, reducionista, etc. Isto também é uma barreira para a comunicação com educadores.
A gente ainda não desenvolveu estratégias eficazes para superar estas dificuldades. A forma de apresentar o que a gente faz, ao invés de dissipar estas impressões dos educadores, às vezes a reforça. Então eles até podem achar: “Ah, isto funciona com criança retardada, você condiciona ela e ela melhor. Mas não vem querer condicionar nossos alunos com desenvolvimento típico”. Esta é uma dificuldade que a gente tem.
2 – Existe este mesmo problema em relação ao diálogo da Análise do Comportamento com áreas como a Medicina, Filosofia, entre outras?
Eu acho que existe um pouco também, devido à linguagem mais hermética do Analistas do Comportamento que dificulta o diálogo com outros profissionais. Em algumas áreas, eu acho que isso tem melhorado. Há uma inserção, também no exterior – mais do que no Brasil – , da Análise do Comportamento na medicina. Também, razoavelmente na Neurociência, tem havido progressos nesta direção. Mas com outras áreas, como Medicina, Antropologia, Ciências Sociais, etc., eu acho que poderia haver muito mais diálogo. Acho que o Analista do Comportamento tem que se preparar para este diálogo, aprendendo a ouvir as outras áreas.
As vezes parece haver um lado entre os Analistas do Comportamento – isto é uma impressão pessoal, não tenho como provar e nem sei se é uma impressão verdadeira – que evita o diálogo e procura mais a interação com os próprios Analistas do Comportamento, que se reforçam mutuamente e o evitam [o diálogo], porque isso leva a ouvir críticas, a ter que ouvir a posição dos outros também. Isto é mais desafiador, mas é um desafio importante: aprender a ouvir as outras posições, dialogar com elas. Também é preciso admitir as limitações da nossa área, do nosso conhecimento. Se a gente parte do pressuposto de que nós sabemos tudo, então pra que dialogar com alguém?
3 – O senhor poderia falar um pouquinho destas limitações na área da educação, em que pode ser útil utilizar conhecimento vindo de outras áreas do conhecimento?
Sempre é útil. O Skinner, por exemplo, era um pensador e cientista que buscava muito o conhecimento de outras áreas do saber. O que ele rejeitava eram as teorias, as interpretações, as explicações que estas outras áreas davam. Mas ele nunca rejeitava o conhecimento, em termos de dados, fatos que podiam ser aportados por outras áreas que estudaram muitos fenômenos importantes do comportamento.
Eu vejo isto muito claro no campo da antropologia. Tem muita produção interessante de Analistas do Comportamento sobre a questão da cultura, mais recentemente. E acho que isso poderia se enriquecer com o conhecimento produzido pelos antropólogos sobre cultura. Mesmo que a gente rejeite as explicações que são dadas, os dados que eles tem são muito interessantes e desafiam as interpretações comportamentais sobre este fenômeno.
Na questão da educação, não podemos descartar, talvez, elementos interessantes da produção, por exemplo dos Piagetianos ou Vygostkyanos. Talvez de outras abordagens também, mas são estas as que me ocorrem agora.
4 – Algumas abordagens da Psicologia produzem bastante sobre arte e em parceria com a arte, como por exemplo, a Psicanálise e a Sócio-Histórica. Pensado agora na Análise do Comportamento, como está este diálogo e produção com a arte?
Eu conheço pouco. Tenho visto muitas interpretações de arte, principalmente com base na Psicanálise e muito pouco com base na Análise do Comportamento. Até acho que, talvez, pelo fato de a Psicanálise ser mais metafórica, mais literária, ela seja mais atraente para os estudiosos da arte. Mas eu acho que a Análise do Comportamento tem muito a oferecer. A gente acabou de realizar, agora, uma conferência tentando analisar a criatividade musical à partir de um referencial teórico Comportamental¹. São coisas iniciais, ainda. Muito exploratórias. A gente tem um grande caminho a percorrer por aí.
5 – Para finalizar, gostaria que o senhor deixasse algumas dicas para quem se interessa pelo estudo da Análise do Comportamento.
Este é uma pergunta difícil.
A Psicologia, como um todo, é uma disciplina relativamente nova e que lida com questões tremendamente desafiadoras. A mente ou o comportamento humano (para nós, Analistas do Comportamento, o estudo do Comportamento; para os psicólogos, o estudo dos processos mentais), seja para qual formulação teórica for, são assuntos tremendamente desafiadores sobre os quais ainda se sabe muito pouco. Então, minha primeira dica, é estar disposto a lidar com o desconhecido.
A Análise do Comportamento tem métodos que permitem fazer perguntas e caminhar na produção de respostas. Ela não tem respostas prontas sobre todos os processos e fenômenos comportamentais, mas tem métodos e maneiras de formular perguntas que podem levar a respostas produtivas.
Acho que é importante, também, a gente ter claro que a Análise do Comportamento é um caminho para as descobertas que nós ainda não não chegamos. Ela não é uma doutrina que dá todas as respostas para as nossas questões sobre comportamento, mas nos diz as maneiras mais produtivas de formular as perguntas e métodos com os quais se pode chegar às respostas.
Eu conheço pouco. Tenho visto muitas interpretações de arte, principalmente com base na Psicanálise e muito pouco com base na Análise do Comportamento. Até acho que, talvez, pelo fato de a Psicanálise ser mais metafórica, mais literária, ela seja mais atraente para os estudiosos da arte. Mas eu acho que a Análise do Comportamento tem muito a oferecer. A gente acabou de realizar, agora, uma conferência tentando analisar a criatividade musical à partir de um referencial teórico Comportamental¹. São coisas iniciais, ainda. Muito exploratórias. A gente tem um grande caminho a percorrer por aí

Esequias C. A. Neto

Este ano tive o prazer de realizar a cobertura oficial da X JAC UFSCar pelo Comporte-se (link) e RedePsi (link). Durante o evento realizei entrevistas com diversas personalidades da Análise do Comportamento. Entra elas, Júlio César De Rose.

De Rose é doutor em Psicologia Experimental pela USP – São Paulo (1981) e Professor Titular do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São Carlos.  Realizou seu pós doutorado em Neurologia Comportamental pelo Eunice Kennedy Shriver Center for Mental Retardation (EUA, 1984-1986), desenvolvendo pesquisas sobre relações simbólicas. Diretor do Centro de Educação e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Carlos (1996-2000).

É fundador e coordenador do Núcleo de Estudos sobre Comportamento, Cognição e Ensino, apoiado pelo Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex), de 1998 a 2004. Coordenador do Programa de Ciência Translacional do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre Comportamento, Cognição e Ensino e membro do conselho editorial do Journal of Applied Behavior Analysis e do The Psychological Record (fonte).


1 – Olá Júlio. Para começar, gostaria de falar um pouquinho sobre a educação. Embora a Análise do Comportamento apresente excelentes resultados no ensino de pessoas com desenvolvimento típico e atípico, ela não é muito usada e nem muito conhecida pelos profissionais da educação. Por que isto acontece? Como contornar este quadro?

Bom! Para começar, temos que saber que a Análise do Comportamento não é muito utilizada no Brasil, na área da educação. No exterior – Estados Unidos, Europa e no Oriente também -, a Análise do Comportamento tem sido muito utilizada no ensino de crianças com desenvolvimento atípico, especialmente com autismo. Então há um uso intenso da abordagem para isto. Isto porque já é bastante reconhecido que a abordagem produz grandes resultados para a intervenção com estas pessoas. E há, inclusive, bastante recursos para intervenção com crianças com autismo. Então isto tem produzido uma grande expansão da Análise do Comportamento no campo da educação. O desafio da Análise do Comportamento, então, é ser aplicada também para o ensino de crianças com desenvolvimento típico. Aí sim, há uma resistência maior. Existem experiências em escolas que a aplicam nos Estados Unidos. Até no Brasil já existe uma.

A gente tem dificuldade de se comunicar em uma linguagem mais inteligível para pessoas que não são Analistas do Comportamento. Acho que isto dificulta muito o diálogo com educadores. Além disso, os educadores tem uma visão em parte equivocada sobre a Análise do Comportamento. Acreditam que ela é uma abordagem mecanicista, reducionista, etc. Isto também é uma barreira para a comunicação com educadores.

A gente ainda não desenvolveu estratégias eficazes para superar estas dificuldades. A forma de apresentar o que a gente faz, ao invés de dissipar estas impressões dos educadores, às vezes a reforça. Então eles até podem achar: “Ah, isto funciona com criança retardada, você condiciona ela e ela melhor. Mas não vem querer condicionar nossos alunos com desenvolvimento típico”. Esta é uma dificuldade que a gente tem.

2 – Existe este mesmo problema em relação ao diálogo da Análise do Comportamento com áreas como a Medicina, Filosofia, entre outras?

Eu acho que existe um pouco também, devido à linguagem mais hermética do Analistas do Comportamento que dificulta o diálogo com outros profissionais. Em algumas áreas, eu acho que isso tem melhorado. Há uma inserção, também no exterior – mais do que no Brasil – , da Análise do Comportamento na medicina. Também, razoavelmente na Neurociência, tem havido progressos nesta direção. Mas com outras áreas, como Medicina, Antropologia, Ciências Sociais, etc., eu acho que poderia haver muito mais diálogo. Acho que o Analista do Comportamento tem que se preparar para este diálogo, aprendendo a ouvir as outras áreas.

As vezes parece haver um lado entre os Analistas do Comportamento – isto é uma impressão pessoal, não tenho como provar e nem sei se é uma impressão verdadeira – que evita o diálogo e procura mais a interação com os próprios Analistas do Comportamento, que se reforçam mutuamente e o evitam [o diálogo], porque isso leva a ouvir críticas, a ter que ouvir a posição dos outros também. Isto é mais desafiador, mas é um desafio importante: aprender a ouvir as outras posições, dialogar com elas. Também é preciso admitir as limitações da nossa área, do nosso conhecimento. Se a gente parte do pressuposto de que nós sabemos tudo, então pra que dialogar com alguém?

3 – O senhor poderia falar um pouquinho destas limitações na área da educação, em que pode ser útil utilizar conhecimento vindo de outras áreas do conhecimento?

Sempre é útil. O Skinner, por exemplo, era um pensador e cientista que buscava muito o conhecimento de outras áreas do saber. O que ele rejeitava eram as teorias, as interpretações, as explicações que estas outras áreas davam. Mas ele nunca rejeitava o conhecimento, em termos de dados, fatos que podiam ser aportados por outras áreas que estudaram muitos fenômenos importantes do comportamento.

Eu vejo isto muito claro no campo da antropologia. Tem muita produção interessante de Analistas do Comportamento sobre a questão da cultura, mais recentemente. E acho que isso poderia se enriquecer com o conhecimento produzido pelos antropólogos sobre cultura. Mesmo que a gente rejeite as explicações que são dadas, os dados que eles tem são muito interessantes e desafiam as interpretações comportamentais sobre este fenômeno.

Na questão da educação, não podemos descartar, talvez, elementos interessantes da produção, por exemplo dos Piagetianos ou Vygostkyanos. Talvez de outras abordagens também, mas são estas as que me ocorrem agora.

4 – Algumas abordagens da Psicologia produzem bastante sobre arte e em parceria com a arte, como por exemplo, a Psicanálise e a Sócio-Histórica. Pensado agora na Análise do Comportamento, como está este diálogo e produção com a arte?

Eu conheço pouco. Tenho visto muitas interpretações de arte, principalmente com base na Psicanálise e muito pouco com base na Análise do Comportamento. Até acho que, talvez, pelo fato de a Psicanálise ser mais metafórica, mais literária, ela seja mais atraente para os estudiosos da arte. Mas eu acho que a Análise do Comportamento tem muito a oferecer. A gente acabou de realizar, agora, uma conferência tentando analisar a criatividade musical à partir de um referencial teórico Comportamental¹. São coisas iniciais, ainda. Muito exploratórias. A gente tem um grande caminho a percorrer por aí.

5 – Para finalizar, gostaria que o senhor deixasse algumas dicas para quem se interessa pelo estudo da Análise do Comportamento.

Esta é uma pergunta difícil.

A Psicologia, como um todo, é uma disciplina relativamente nova e que lida com questões tremendamente desafiadoras. A mente ou o comportamento humano (para nós, Analistas do Comportamento, o estudo do Comportamento; para os psicólogos, o estudo dos processos mentais), seja para qual formulação teórica for, são assuntos tremendamente desafiadores sobre os quais ainda se sabe muito pouco. Então, minha primeira dica, é estar disposto a lidar com o desconhecido.

A Análise do Comportamento tem métodos que permitem fazer perguntas e caminhar na produção de respostas. Ela não tem respostas prontas sobre todos os processos e fenômenos comportamentais, mas tem métodos e maneiras de formular perguntas que podem levar a respostas produtivas.

Acho que é importante, também, a gente ter claro que a Análise do Comportamento é um caminho para as descobertas que nós ainda não não chegamos. Ela não é uma doutrina que dá todas as respostas para as nossas questões sobre comportamento, mas nos diz as maneiras mais produtivas de formular as perguntas e métodos com os quais se pode chegar às respostas.

Eu conheço pouco. Tenho visto muitas interpretações de arte, principalmente com base na Psicanálise e muito pouco com base na Análise do Comportamento. Até acho que, talvez, pelo fato de a Psicanálise ser mais metafórica, mais literária, ela seja mais atraente para os estudiosos da arte. Mas eu acho que a Análise do Comportamento tem muito a oferecer. A gente acabou de realizar, agora, uma conferência tentando analisar a criatividade musical à partir de um referencial teórico Comportamental¹. São coisas iniciais, ainda. Muito exploratórias. A gente tem um grande caminho a percorrer por aí

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Você já ouviu falar em Marshmallow?

Através dos Marshmallows, psicólogos da Universidade de Santford descobriram que as crianças que controlam o impulso de comer um marshmallow são os que saem melhor na escola! Como?

Bem, apesar de, por um lado ser até engraçado, por outro, esta pesquisa tem muito anos dizer sobre o autocontrole das crianças e a vida adulta dos mesmos. O significado da experiência original não tinha nada a ver com marshmallow mas sim, tudo a ver com a importância do controle dos impulsos e da capacidade de adiar gratificação e consequentemente, fazer escolhas inteligentes.

Em suma, esta foi uma pesquisa de longo prazo que, primeiramente foi conduzida pelo psicólogo Walter Mischel, em 1968. Centenas de crianças fizeram parte deste estudo que seguiu-as até a vida adulta. A pesquisa resumia em colocar as crianças em uma sala sozinhos com um marshmallow e disseram se não comê-lo depois de 15 minutos, eles seriam recompensados com dois marshmallow. O teste comprovou que as crianças que não conseguiram esperar pelo segundo marshmallow tiveram diversos problemas de controle dos impulsos mais tarde na vida, como por exemplo:

  • Maior índice de massa corporal
  • Consumo abusivo de substâncias (álcool e drogas)
  • Baixa autoestima

Essa pesquisa veio a tona novamente qundo Dr. Dave Walsh recriou parte deste estudo, em colaboração com a TV WCCCO em Minneapolis e pode, mais uma vez, expor a importância da aprendizagem das crianças em relação ao controle de impulso:

Kids and the marshmallow test

É fundamental ensinar todas as nossas crianças, tanto meninos quanto meninas, como dizer “não” a si mesmos, porque a auto-disciplina é a chave para o sucesso e felicidade. Existem dois desafios para os pais: Primeiro de tudo, as crianças não aprendem a autodisciplina por conta própria, necessitando dos pais, professores e outros cuidadores. Em segundo lugar, controle de impulsos não se aprende em uma aula. É um padrão de aulas que se repetem uma e outra vez. A melhor estratégia para ensinar controle dos impulsos é “limite e as consequências”. Isto implica deixar a criança saber de antemão quais são as expectativas ou limites e qual a consequência, se as expectativas não são cumpridas ou os limites observados. É importante que a criança saiba que eles estariam “escolhendo” a consequência de seu comportamento. No caso em que a expectativa não seja cumprida ou o limite não seja respeitado, é muito importante para os pais seguir com a consequência de forma calma e de maneira consistente. Assim a criança experimenta o resultado negativo da sua própria escolha. Seguindo esse padrão consistente, que não é fácil mas é muito eficaz. ” Dr. Dave Walsh

O teste do marshmallow foi uma forma inteligente para medir a auto-disciplina, que é como um fator chave de sucesso em tantas áreas da nossa vida.

É importante lembrar  que estamos falando de generalizações aqui com muitas exceções à regra.

Muitos pais têm dificuldade em dizer não a seus filhos, pois desenvolveram uma reação alérgica a infelicidade da criança. Realmente, não é fácil a tarefa de dizer “não” a uma criança e tentamos ao máximo suavizar a maioria dos obstáculos dos pequenos e acabamos nos enganando pois nossa função é ter certeza de que nossos filhos tenham “amortecedores” para que possam lidar com os solavancos da vida.

Estabelecer limites e fazer cumprir as consequências é um trabalho árduo e o caminho de menor resistência é o de ceder a uma lamentação. Dizer “não” é mais difícil a curto prazo do que dizer “sim”. O problema é que o “sim” é muito mais difícil a longo prazo para mudar as coisas. Se não podemos dizer ”não” a uma criança de 2 anos, nós não conseguimos dizer o mesmo quando ela tiver quinze anos.

Para incorporar a importância de ensinar nosso filhos a entender “não significa não” enquanto ainda mantém paternidade de uma forma positiva é fácil, mas ao mesmo tempo difícil pois precisamos avaliar a situação, ou seja: “Estou dizendo sim, porque eu acho que é a coisa a fazer, ou porque é o caminho de menor resistência. Se eu estou dizendo que sim só para acalmar um criança, então eu posso estar comprando a paz a curto prazo à custa de prejuízos a longo prazo.”  Explica Dave.

A resposta a esta pergunta é simples e difícil. A resposta simples é calma, e aplicar consistentemente as consequências sem ser atraídos para as lutas de poder. No entanto, é difícil de fazer. Precisamos lembrar que o trabalho do filho é empurar os limites e é o nosso trabalho para configurá-los e formatá-lo.

Persistência, paciência e determinação são características essenciais para a felicidade e sucesso a longo prazo.

O objetivo é dizer “não” quando preciso,

Paciência é uma arte,

O equilíbrio de um sim e não é de fato uma arte.

Para saber mais, visite o site: http://drdavewalsh.com/

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Ana e Mia – Considerações sobre a Anorexia e Bulimia

  1. O que é anorexia?

A Anorexia Nervosa é um transtorno caracterizado pela Organização Mundial de Saúde e pertence à classe dos transtornos alimentares. É um transtorno que causa mais de 100 mil mortes por ano só nos EUA. Muitas pessoas ainda têm a idéia errada de que a Anorexia é apenas uma moda ou um novo tipo de regime para perder peso e com isso não percebem o grande risco envolvido.  Tecnicamente, a Anorexia é definida por uma negação em se alimentar, e isso quase sempre ocorre por uma interpretação distorcida do que se está vendo no espelho, ou seja, existe em grande parte dos casos uma comorbidade com o Transtorno Dismórfico Corporal. Isso quer dizer que um anoréxico se vê obeso quando na verdade, está muito abaixo do IMC estabelecido pela Organização Mundial de Saúde como saudável para a relação altura x idade.

É importante salientar que o transtorno alimentar pode ser definido quando existe uma severa alteração no comportamento de se alimentar. Os tipos mais comuns do problema são a Anorexia e Bulimia nas mulheres e atualmente tem se dado muita importância a Vigorexia nos homens. Estatísticas mostram que quase 90% dos casos de anorexia e Bulimia são de indivíduos do sexo feminino.

2. Quais outras características podem sinalizar a anorexia?

Na Anorexia, existe uma série de sinais que o corpo emite quando está com falta de nutrientes. Alem do lado bioquímico corporal, ainda podemos facilmente notar grandes discrepâncias em relação à massa corporal em um curto espaço de tempo. Quando falamos nos aspectos comportamentais, podemos citar que os sintomas mais comuns nos anoréxicos são: medo intenso de ganhar peso e, portanto faz dietas severas, geralmente são muito ansiosas e depressivas e são extremamente preocupadas com sua imagem. Possuem uma sensibilidade muito grande ao frio já que a gordura também serve como isolante térmico e são amenorreicas, ou seja, tem a menstruação interrompida.

Geralmente os anoréxicos mostram alguns comportamentos que devem ser olhados com atenção pelos pais ou pessoas do convívio. Podemos citar como exemplos: A perda de peso muito rápida, o isolamento nas horas das refeições familiares, reclamações irracionais sobre o peso ou imagem corporal, consumo muito limitado de alimentos ou então a compulsão por dietas.

3.  Existem tipos diferentes de anorexia?

Sim, o Manual Diagnóstico dos Transtornos Mentais da Associação de Psiquiatria Americana ( DSM-4 TR / APA ) classifica a Anorexia Nervosa em 2 subtipos.

a)     Tipo restritivo: Talvez o tipo mais comum de anorexia. Se caracteriza quando o Anoréxico consegue a grande perda de peso através de regimes intensos e dietas muito restritivas, alem do excessivo volume de exercícios físicos. Quase sempre levando a exaustão muscular.

b)    Tipo Compulsivo Periódico / Purgativo: Esse tipo se assemelha ao Bulímico, com algumas diferenças. Para esse subtipo de Anorexia, podemos ter como característica o individuo que se envolve em episódios de hiperfagia ( alimentação excessiva ) e/ou purgação pelo menos 1 vez por semana.

São indivíduos que se utilizam de laxantes potentes, vômitos e enemas para que o pouco alimento que consomem não seja absorvido e com isso, exista o aumento da massa corporal.

4. Como se trata a anorexia?

A Anorexia, por ser um transtorno multifatorial, envolve uma equipe multidisciplinar. Existe um lado bioquímico e um lado psicológico/comportamental envolvido.

Geralmente, por possuir comorbidades como a Depressão e sintomas de transtornos de ansiedade, a anorexia é tratada com a união do Médico Psiquiatra, do psicólogo e do Nutricionista.

A terapia contra a anorexia é difícil e bastante aversiva para o cliente. Pois envolve medicação, atendimento psicológico e precisamos fazer com que o cliente se alimente. E isso é terrivelmente aversivo para o doente. Em alguns casos mais graves, com risco de vida, é necessária a internação para que seja administrada uma alimentação enteral, ou seja, por meio de uma sonda.

O tratamento psiquiátrico é feito com medicamentos antidepressivos e/ou ansiolíticos, e o psicólogo trabalha com o lado emocional do cliente. Alguns trabalhos científicos realizados pelo mundo todo, já comprovou que o trabalho multidisciplinar trás resultados muito mais rápidos do que uma ou outra terapia feita separadamente. A união do médico psiquiatra, com um nutricionista especializado em transtornos alimentares e um psicólogo analista do comportamento ( ou cognitivo comportamental ) produzem resultados mais rápidos e com maior taxa de sucesso.

A equipe é importante, pois na anorexia a prevalência de depressão maior e ideação suicida / suicídios é muito grande. É preciso que profissionais e família se mantenham atentos.

5. O que é a bulimia?
A bulimia também pertence a classe dos transtornos alimentares. Podemos classificar a Bulimia como um transtorno onde existe a hiperfagia com posterior sistema compensatório inadequado. Isso significa que o Bulimico tem ataques de compulsão alimentar e com isso, ingere muito alimento de uma só vez e logo em seguida para que não exista a absorção e posterior aumento de massa corporal, acaba usando métodos compensatórios como purgação e uso de potentes laxantes.

O que difere a Bulimia da Anorexia é que o bulimico tem episódios de comer compulsivo e depois se utiliza de laxantes ou vômitos ao passo de que o anoréxico não come por se enxergar obeso.

6. O bulímico é aquele indivíduo gordo que come muito?

Sim e não. O bulimico não necessariamente é obeso. É preciso diferenciar bulimia de obesidade. O obeso pode ter ataques de ansiedade, pode ter compulsão alimentar, pode ter transtorno obsessivo compulsivo ou pode ter um problema bioquímico como hipotiroidismo ou qualquer outro problema que cause o aumento de peso.

O bulimico se caracteriza por ter compulsão alimentar e logo após, por vergonha da compulsão, acaba se utilizando de estratégias inadequadas de controle de peso como vômitos e potentes laxantes. Podem ser magérrimos, muitas modelos famosas são bulimicas assumidas.

7. Que outros sinais indicam a bulimia?

Muitos bulimicos por terem vergonha, acabam escondendo da família e relacionamentos afetivos o problema. Porem alguns sinais podem ser observados. O bulimico geralmente apresenta um período em que diz estar de dieta e logo após consome uma quantidade de alimento muito maior do que pode absorver. Pode depois de comer ir ao banheiro e ficar um tempo fingindo estar escovando os dentes ou se maquiando, porem ninguém esta desconfiando que a pessoa está vomitando todo o alimento. É importante dizer que a bulimia é muito prejudicial ao organismo, pois o vomito destrói as paredes do esôfago e também destrói o esmalte dos dentes. Alguns casos de bulimia podem levar ao câncer de esôfago. Isso acontece pelo constante ataque dos ácidos do estomago as paredes do esôfago. Uma característica da bulimia é o calo na ponta dos dedos e unhas enfraquecidas ou escurecidas, isso também é resultado da ação dos ácidos do estomago.

8. Todo bulímico induz vômito?

Não. Na verdade, como na anorexia, o bulimico também pode ter 2 subtipos. Segundo o DSM-4 TR, podemos classificar a bulimia em:

a)     Tipo-Purgativo: É o bulimico que faz uso de vômitos e potentes laxantes, diuréticos ou enemas.

b)    Tipo Não-Purgativo: É o bulimico que não se utiliza de vômitos ou laxantes, mas usa mecanismos compensatórios como excesso de exercícios físicos ou jejuns

9. Como é tratada a bulimia?

Como na anorexia, a bulimia também é tratada por equipe multidisciplinar.

O médico psiquiatra medica com antidepressivos e em alguns casos com estabilizadores de humor para que o medicamento atue nos neuro transmissores de forma a ajudar com as compulsões, o psicólogo analítico comportamental ou cognitivo comportamental atua no controle da ansiedade, depressão e da compulsão e o nutricionista atua na elaboração de cardápios adequados ao reequilíbrio nutricional.

10. Qual o papel da família no tratamento da bulimia e anorexia?

A família é muito importante, pois são essas pessoas que estão em maior contato com o doente. Eles podem detectar um problema ainda no começo e conseguir ajuda sem chegar a estágios terminais do problema. Além disso, o doente sofre muito, seja com anorexia ou bulimia. A família tem um papel de apoio tão grande que muitos tratamentos dão certo por conta do apoio familiar. É muito comum portadores de Transtornos Alimentares verbalizarem que desejam desistir de tudo, mas com o apoio da família, essas pessoas contam com mais ajuda e portanto tem maior vontade de vencer a doença.

11.  Em qual faixa etária a bulimia e anorexia são mais comuns?

Geralmente, grande parte dos portadores se encontra em um intervalo de 14 a 20 anos. Geralmente a maior prevalência do transtorno se encontra em mulheres ao passo de que no homem, o transtorno é muito menor. Achados científicos mostram que o homem desenvolve outro tipo de problema chamado Vigorexia, que se caracteriza pela grande preocupação com o físico e por isso treinam horas e horas na academia, usam anabolizantes e mesmo que estejam com a musculatura de um body builder profissional, ainda se olham no espelho e enxergam um homem magrinho.

12.  Qual é a origem dessas doenças?

As causas são multifatoriais. Estudos mostram que tem um fundo genético nos transtornos alimentares. Mas fatores como alterações hormonais de certos agentes ( Serotonina – Dopamina – Noradrenalina e outros hormônios relacionados também ao comportamento alimentar ), causas Psicológicas e Sociais/culturais tem uma grande parte no aparecimento e desenvolvimento do problema. O fator ambiental / psicológico é muito forte. Se aliarmos um ambiente competitivo, uma indústria da moda e uma série de regras sociais que diferenciam o “aceito” do “não aceito”, teremos um grande campo para o desenvolvimento de transtornos ligados a alimentação e a imagem corporal.

Não é possível definir a proporção exata entre a genética e os fatores psicológicos, pois cada pessoa é única e é preciso alem de enxergar a topografia do comportamento, observar a função do comportamento. Todas as pessoas tiveram um histórico de vida diferente, portanto o que aconteceu como gatilho para uma pessoa não aconteceu para a outra. É preciso analisar cada caso como um caso único.

13.  Existem outras complicações para os pacientes de anorexia e bulimia nervosas?

Sim, existe uma série de complicações médicas que podem levar a morte.

A anorexia leva a um quadro de inanição onde o corpo não possui mais nutrientes para continuar vivo. Quando um cliente entre nesse estágio é tudo muito mais difícil, pois o corpo não tem mais energia nem para reagir. A internação quando isso ocorre é feita em 100% dos casos. Geralmente quando não existe óbito, alguns órgãos já estão permanentemente danificados como os rins, fígado e o coração. É muito comum os anoréxicos possuírem problemas cardíacos, pois a falta de certos nutrientes como o potássio causam paradas cardíacas e arritmias.

Estatísticas mostram que de 10 a 15% dos pacientes com esse transtorno vão morrer antes ou durante o tratamento e que 2 a 5% vão cometer suicídio.

A pessoa com anorexia ou bulimia tem uma auto-estima muito frágil e podem se tornar violentas e muito agressivas quando confrontadas. Geralmente aparece o Transtorno Dismorfico Corporal e a depressão maior. O que piora ainda o problema. Algumas anoréxicas podem apresentar comportamentos Psicóticos também.

Marcelo C. Souza

Psicólogo Clinico / Hospitalar

Analista do Comportamento

CRP: 06/76621

Email: marcelocds11@gmail.com

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Supremo tribunal Federal reconhece união homoafetiva

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ao julgarem as Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4277 e da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 132, reconheceram a união estável para casais do mesmo sexo. As ações foram ajuizadas na Corte, respectivamente, pela Procuradoria-Geral da República e pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

O julgamento começou na tarde de ontem (4), quando o relator das ações, ministro Ayres Britto, votou no sentido de dar interpretação conforme a Constituição Federal para excluir qualquer significado do artigo 1.723, do Código Civil, que impeça o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar.

O ministro Ayres Britto argumentou que o artigo 3º, inciso IV, da CF veda qualquer discriminação em virtude de sexo, raça, cor e que, nesse sentido, ninguém pode ser diminuído ou discriminado em função de sua preferência sexual. “O sexo das pessoas, salvo disposição contrária, não se presta para desigualação jurídica”, observou o ministro, para concluir que qualquer depreciação da união estável homoafetiva colide, portanto, com o inciso IV do artigo 3º da CF.

Os ministros Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e Cezar Peluso, bem como as ministras Cármen Lúcia Antunes Rocha e Ellen Gracie acompanharam o entendimento do ministro Ayres Britto, pela procedência das ações e com efeito vinculante, no sentido de dar interpretação conforme a Constituição Federal para excluir qualquer significado do artigo 1.723, do Código Civil, que impeça o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar.

Na sessão de quarta-feira, antes do relator, falaram os autores das duas ações – o procurador-geral da República e o governador do Estado do Rio de Janeiro, por meio de seu representante –, o advogado-geral da União e advogados de diversas entidades, admitidas como amici curiae (amigos da Corte).

Ações

A ADI 4277 foi protocolada na Corte inicialmente como ADPF 178. A ação buscou a declaração de reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar. Pediu, também, que os mesmos direitos e deveres dos companheiros nas uniões estáveis fossem estendidos aos companheiros nas uniões entre pessoas do mesmo sexo.

Já na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 132, o governo do Estado do Rio de Janeiro (RJ) alegou que o não reconhecimento da união homoafetiva contraria preceitos fundamentais como igualdade, liberdade (da qual decorre a autonomia da vontade) e o princípio da dignidade da pessoa humana, todos da Constituição Federal. Com esse argumento, pediu que o STF aplicasse o regime jurídico das uniões estáveis, previsto no artigo 1.723 do Código Civil, às uniões homoafetivas de funcionários públicos civis do Rio de Janeiro.

Fonte : http://m.stf.jus.br/portal/noticia/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=178931

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O Behaviorismo Radical é ambientalista ?

O Behaviorismo é ambientalista ?

Sempre ouvimos falar que o Behaviorismo é uma escola de pensamento que foca no ambiente e que com isso desenvolveu todo um raciocínio que perdura até hoje.  Mas será mesmo que isso é verdade?

A resposta parece ser simples, mas na verdade vai surpreender muita gente. A questão é:  “O Behaviorismo é ambientalista?”  A resposta é NÃO, ele não é. Surpresos?

O Behaviorismo radical não é e nunca foi ambientalista. Pois quando Skinner desenvolveu o paradigma do comportamento operante ( R –  Sr+ ), deixou claro que o comportamento não é uma simples questão de estimulo resposta ( S – R ) e muito menos o produto de um homúnculo interno que comanda todas as nossas ações. Para Skinner, a confusão ocorria por que os teóricos da época estavam confundindo PRODUTO com PROCESSO.

Skinner então mostrou que o Behaviorismo não é ambientalista e sim RELACIONISTA. Não existe ambiente vazio assim como não existe organismo sozinho. O comportamento então é uma relação entre um organismo e seu ambiente, e essa relação se dá de forma operante, já que as respostas vão ser controladas pelas suas conseqüências.  É relacionista e não ambientalista ou realista, por que não existe uma coisa que se sobrepõe a outra, o ambiente não é o principal como nos diz Watson, e nem é produto de forças inconscientes como nos diz Freud, mas sim uma relação entre o ambiente e o organismo, e ai Skinner genialmente propõe os níveis de seleção do comportamento, FILOGENETICO, ONTOGENETICO E CULTURAL.

Vamos a um exemplo: Temos um rato na caixa de Skinner e ele bateu na barra para beber água. Para os mentalistas o rato bateu na barra, pois estava com vontade de beber água, para os ambientalistas, o rato bateu na barra, por que a barra estava presente. Para o Behaviorista Skinneriano, o rato bateu na barra, pois existiu em sua história um processo de condicionamento e que as respostas de bater na barra e ganhar água foram reforçadas positivamente.

Skinner encerra a questão dizendo: “Desde que [o comportamento] é um processo e não uma coisa, não pode ser facilmente imobilizado para observação. Ele é mutável, fluido e evanescente” (Skinner, 1953, p. 15).

Comportamento é, portanto, relação organismo-ambiente, que pode ser entendida do ponto de vista de sua dinâmica como uma coordenação sensório-motora, e do ponto de vista da Análise do Comportamento como uma relação de interdependência entre eventos ambientais, eventos comportamentais, estados comportamentais e processos comportamentais. (LOPES, C. E. 2008).

Se o comportamento é uma relação de interdependência entre eventos, o Behaviorismo Skinneriano é relacionista e não mais ambientalista como Watson propõe e muito menos mentalista como propõe Freud.

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A Terapia Cognitivo Comportamental representa um avanço com relação a Análise do Comportamento?

Os terapeutas cognitivo comportamentais dizem que a TCC é uma evolução com relação à Análise do Comportamento por ter incorporado componentes cognitivos e afetivos em suas análises, enquanto a Análise do Comportamento só trabalha com o comportamento. Isso realmente representa um progresso da abordagem?”

Esta foi a pergunta enviada pelo Thiago Silveira, do Paraná, para o e-mail neto@comportese.com. Para respondê-la, divido-a em duas:

1)      Será verdade que os Terapeutas Comportamentais excluem componentes cognitivos e afetivos de suas análises?

2)      A terapia cognitivo-comportamental representa um avanço com relação à Análise do Comportamento?

Antes de responder a qualquer uma das perguntas, cabe uma pequena discussão sobre o que é comportamento, o que é sentimento e o que é pensamento para a Análise do Comportamento e para a Teoria Cognitivo Comportamental.

Maria Amália Andery e Tereza Maria Sério definem Comportamento como “uma interação entre eventos ambientais (estímulos) e atividades de um organismo (respostas)”, em uma perspectiva Behaviorista Radical.

Quando se aplica a definição apresentada e temos em mente que pensar e o sentir são alguns dos tipos de interação que o organismo estabelece com o ambiente¹, é correto defini-los como Comportamentos, assim como o andar, o falar e o escrever. A diferença, é que quando falamos de Sentimento e Pensamento, estamos falando de formas de interação que não são acessíveis diretamente a outras pessoas, senão a quem pensa e sente.

Agora, vamos voltar à primeira pergunta que fiz:

1)      Será verdade que os Terapeutas Comportamentais excluem componentes cognitivos e comportamentais de suas análises?

Se partirmos desta definição de comportamento que acabo de apresentar, a afirmação é falsa. É falsa porque, como já foi dito, o pensar e o sentir são algumas das formas de interação que o organismo estabelece com o ambiente; e, como tais, são comportamentos, objetos de estudo próprios do Analista Comportamental.

Já a definição de Comportamento da Teoria Cognitivo- Comportamental é bastante diferente desta. Eles chamam de comportamento apenas aquilo que pode ser observado publicamente. O andar, o falar e o escrever, continuam sendo comportamentos; afinal, não ocorrem de maneira privada. Mas o pensar e o sentir, cujo acesso é restrito a quem pensa e sente (até que esta pessoa relate), já não podem ser chamados de comportamento dentro desta segunda definição.

Como partem de uma definição de comportamento que não engloba atividades do organismo que sejam privativas ao indivíduo (o pensamento e o sentimento), e os terapeutas comportamentais partem de uma definição que engloba estas atividades, é natural que exista este mal entendido.

Quando o Psicólogo Comportamental fala que estuda o Comportamento, ele está pensando em toda e qualquer interação do organismo com o ambiente (inclusive pensamento e sentimento). Quando o Psicólogo Cognitivista ouve que o Analista Comportamental estuda o Comportamento, ele pensa apenas naquilo que é observável (categoria em que não se incluem o pensamento e o sentimento).  Além disso, existem também alguns fatos históricos que contribuem para a confusão, os quais poderão ser discutidos em outro texto.

Respondida a primeira pergunta, vamos partir para a segunda:

1)      A Terapia Cognitivo-Comportamental representa um avanço com relação à Análise do Comportamento?

Não serei eu quem darei esta resposta. Recorrendo a uma fala de Bruno Strapasson, em entrevista ao Comporte-se, quando eu definir o que é melhor ou pior eu estarei partindo de um referencial específico e, como tal, minha definição será enviesada por este referencial. Portanto, caberá ao leitor definir quais são os critérios de melhor ou pior adotados e dizer se houve ou não um avanço.  Mas se posso dar minha opinião pessoal (que acredite, é fundamentada em leituras e pesquisas sobre as duas abordagens), não houve avanço nenhum, apenas uma variação que tem dado certo. Muitos cognivistas irão querer me matar por isto, mas vá lá.

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Como fazer e receber elogios

Atendendo ao pedido de uma leitora, a discussão de hoje da série sobre Habilidades Sociais é: como fazer e receber elogios? Como já sabem os que acompanham a série, as idéias aqui trazidas são de Vicente Caballo, em seu livro Manual de Avaliação e Treinamento das Habilidades Sociais, publicado em 2006 pela editora SANTOS.

Como fazer elogios?

Elogios podem ser definidos como “comportamentos verbais específicos que ressaltam características positivas de uma pessoa“(Caballo, 2006, p. 254). O autor também cita diversos motivos pelos quais devemos fazer elogios, expressando nosso apreço – quando realmente há um porque de se elogiar. Dentre os motivos citados por Caballo, estão:

1. Os outros desfrutam, ao ouvir expressões positivas, sinceras, sobre como nos sentimos com relação a eles;

2. Fazer elogios ajuda a fortalecer e aprofundar as relações entre as pessoas;

3. Quando fazemos elogios aos demais, é menos provável que se sintam esquecidos ou não apreciados;

4. Nos casos em que precisamos expressar sentimentos negativos ou defender nossos direitos diante de alguém, é menos provável que esta pessoa reaja de maneira inadequada quando, em outras situações, outros aspectos seus foram elogiados;

Gostaria de propor um exercício aos leitores. A maioria de nós não presta atenção quando as pessoas ao nosso redor agem da maneira que nos agradam (p. 255). Quando nos desagradam, no entanto, logo reclamamos. O exercício é o seguinte: a partir de hoje, preste um pouco mais de atenção nas coisas boas que as pessoas fazem para você; e, quando elas fizerem, retribua com um elogio. Vai ver como suas relações irão melhorar.

Porém, antes de sair por aí elogiando, existem alguns aspectos que devem ser levados em consideração. São eles:

1. Os comportamentos que são valorizados por aqueles que nos rodeiam, tendem a se repetir na presença destes. Mas como lembra Caballo (p.255), ignorar o comportamento que nos agrada e punir o que nos desagrada é uma maneira nada eficaz de ensinar ao outro como queremos que ele nos trate.

2. Os elogios, normalmente, podem ser feitos sobre o comportamento, a aparência ou posses da outra pessoa. São mais eficientes quando são a) específicos, isto é, dizendo exatamente o que nos agrada na outra pessoa, e; b) referimo-nos a pessoa pelo nome.

3. Os elogios são mais significativos quando expressos em termos de nossos próprios sentimentos e não em termos absolutos. Ou seja, é melhor dizer “gostei de seu cabelo” do que “seu cabelo é lindo”.

4. Muita gente tem dificuldade em aceitar um elogio diretamente. Talvez por modéstia, ou simplesmente por não saber o que dizer. Alguns autores recomendam que, para evitar este tipo de problema, o elogio seja seguido de alguma pergunta; pois, deste modo, a pessoa pode focar sua atenção em responder a pergunta ao invés de procurar como reagir ao elogio.

Caballo (idem) ainda recomenda que, para que suas expressões positivas sejam mais confiáveis, caso não seja de seu costume elogiar, você comece aos poucos, e vá aumentando a frequência progressivamente. Diz ainda que, no início, é melhor que estes sejam expressos de maneira conservadora, pois expressões repentinas de apreço levantam suspeitas. Recomenda também que não ofereçamos expressões positivas quando queremos algo da outra pessoa. Nesta situação, provavelmente o elogio não será levado a sério e ainda pode pegar mal. Explica também que devolver o elogio que recebemos com outro igual pode soar superficial – como uma obrigação.

Quando elogiamos os demais, é provável que também sejamos elogiados. Para que estas trocas positivas continuem, é importante que saibamos como responder aos elogios.

Como receber elogios?

Se, ao recebermos elogios, nós os negamos (”quem? Eu?”), mudamos o foco da atenção (”eu também gostei de sua roupa”), ou recusamos (”Você gostou mesmo do que falei? Foi feito tão às pressas, nem ficou bom”), é provável que recebamos menos elogios no futuro.

Caballo (p.256.) explica que, muitas vezes, um simples “Obrigado!” ou um “Obrigado, você é muito gentil”  são mais do que suficientes para que quem elogiou sinta-se satisfeito e volta e elogiar no futuro.

Para concluir, gostaria de retomar o exercício proposto lá no início. Não se esqueça de fazer elogios às pessoas que te cercam. Ao fazer isto, procure se lembrar de tudo o que foi discutido neste texto e depois me diga se suas interações sociais não melhoraram.

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Um feliz natal e um 2011 cheio de sucessos

A equipe Psicologia e Ciência deseja a todos os leitores um feliz natal e um 2011 com grandes vitórias em todas as áreas da vida.

Muito trabalho, muita saude e muita alegria é o que desejamos a todos vocês que diretamente ou indiretamente fizeram o Psicologia e Ciência um dos sites mais citados e lidos do Brasil.

Um grande abraço a todos vocês

Equipe Psicologia e Ciência

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Terapia ABA: Humana

Este texto foi originado após uma pergunta feita por alguns pais que escolheram a Terapia ABA como o principal elemento do tratamento dos seus filhos diagnosticados com Transtorno Invasivo do Desenvolvimento, às vezes chamado de Transtorno do Espectro Autista, às vezes simplesmente autismo. (Terapia ABA?)

Esses pais perguntaram “Por que alguém não escreve um texto mostrando como a Terapia ABA é humana?” É um questionamento que deixa duas perguntas constrangedoras implícitas. Alguém, então, pensa que uma Terapia focada no desenvolvimento integral de seres humanos pode ser outra coisa senão humana? A resposta é “sim” e continua mais triste “e são outros profissionais que dizem isso”. Mas a pergunta implícita mais constrangedora é “esses profissionais, e alguns pais que acreditam neles, acreditam que os aplicadores de Terapia ABA e as famílias que a escolhem aceitam práticas não-humanas para seus filhos…?”

Este texto, pensando nas questões acima, faz uma descrição diferente da Terapia ABA. Não tem a intenção de criticar profissionais ou abordagens. O texto é tão somente para mostrar alguns porquês da Terapia ABA sob o ponto de vista da sua base humanista. Ele é necessário porque, além de terapeutas, os profissionais ABA são cientistas. Este fato maravilhoso teve dois efeitos colaterais imprevisíveis. O primeiro é que os conceitos ABA têm nomes “duros”, ao contrário de suas práticas. O segundo é que os textos explicativos falam muito dos porquês científicos da Terapia ABA e pouco das razões humanas. É tempo de mostrar três delas.

A razão mais humana que justifica a Terapia ABA é: ela funciona, e funciona bem! Isso acontece porque os terapeutas estão o tempo todo debruçados sobre o seu próprio trabalho, avaliando, criticando, melhorando. Não só realizaram centenas de pesquisas para ter a certeza de que ABA funciona, mas também analisam minuciosamente o trabalho realizado com cada um dos seus clientes. Todos os passos do tratamento são registrados e constantemente avaliados, permitindo melhorar tudo que está dando certo e consertar o que está dando errado. É muito difícil falhar, já que os erros são corrigidos. Se um terapeuta ABA não acerta na primeira, tenta a segunda, a terceira, e continua tentando até conseguir: e consegue! O resultado disso é que cada pessoa recebe uma Terapia ABA particular. Os conceitos e princípios básicos são os mesmos para todos, mas a forma de aplicação e o modo de trabalho do terapeuta são especiais e exclusivos para cada um dos clientes.

Os terapeutas ABA sabem que todas as pessoas têm capacidade de aprender. Eles têm razão, pois fazem a aprendizagem acontecer não importa quão difícil o ensino seja. Algumas pessoas, como aquelas diagnosticadas com autismo, precisam de atenção adicional para aprender, mas o fazem plenamente quando motivados. Confiar no potencial de todas as pessoas faz com que os terapeutas ABA se sintam, desde sua formação, responsáveis pela evolução dos seus clientes. Um bom profissional ABA jamais dirá “esta criança não consegue aprender” sobre um cliente com dificuldades para realizar as tarefas propostas; ele dirá “esta criança está certa: meu método de ensino não está adequado e devo modificá-lo”. As intensas auto-exigência e responsabilidade dos terapeutas, derivadas da crença na capacidade do outro, é a segunda razão mais humana que embasa a Terapia ABA.

É comum ouvir críticas de que a Terapia ABA não respeita o ritmo e o tempo das pessoas. A verdade é o oposto disso: respeitar é o que se faz o tempo todo. Respeita-se, principalmente, o direito das pessoas de conhecer o mundo e de se relacionar com seus pares. Para isso, é preciso aprender coisas que nem sempre são prazerosas à primeira vista, mas se mostram incrivelmente interessantes no segundo contato. Sabendo dessa verdade indiscutível, a Terapia ABA usa duas estratégias infalíveis para ensinar. Torna até mesmo o conhecimento mais chato o mais interessante do mundo e evita que os clientes errem. Isso mesmo, eles sempre acertam e são intensamente elogiados toda vez que o fazem. Essas estratégias só são possíveis porque o ritmo e o tempo de cada um são respeitados. Algo deve ficar claro, as pessoas diagnosticadas com autismo são iguais a todos os seres humanos: estão sempre prontas para ir mais longe. Grande parte do esforço dos terapeutas ABA é mostrar a seus clientes o quanto aprender é prazeroso e importante. A terceira razão humana que direciona a Terapia ABA, portanto, é o seu respeito ao direito das pessoas de continuarem aprendendo sobre o mundo e sobre seus pares; cada um no seu ritmo, mas sempre mais.

Não se pode afirmar que a Terapia ABA é mais efetiva para lidar com o Transtorno do Espectro Autista, mas é correto afirmar que ela tem o maior corpo de conhecimento e o maior número de pesquisas mostrando sua eficácia. É uma pena, portanto, que as bases humanas da Terapia ABA descritas acima não sejam conhecidas por todos os pais e profissionais que lidam com indivíduos diagnosticados com autismo. É uma pena que escolhas sejam feitas sem que as terapias sejam devidamente conhecidas. Espera-se que este texto ajude os pais a tomarem decisões sobre o futuro dos seus filhos não com base na falsa ideia de que há terapias humanas e não-humanas, mas sim baseados em suas preferências de método de trabalho e na análise da eficiência de cada um deles.

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Robson Faggiani (robsonfaggiani@gmail.com) é psicólogo e mestre em Psicologia Experimental; especializou-se no atendimento de adultos típicos e de pessoas diagnosticadas com autismo. Atualmente, realiza doutorado na Universidade de São Paulo, onde desenvolve um tutorial gratuito para ensinar Terapia ABA para pais e profissionais. Robson viaja por todo o Brasil dando consultoria para famílias que têm filhos diagnosticados com autismo e treinando equipes para realizar o tratamento baseado em ABA. Escreve também no site Autismo – Psicologia e Ciência.

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