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	<title>Psicologia e Ciência &#187; Terapia Comportamental</title>
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		<title>O que é Psicoterapia Analítica Funcional?</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 16:14:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Reforçamento positivo]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Comportamental]]></category>

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		<description><![CDATA[A PAF é uma terapia idiossincrática que é vivenciada de forma diferente entre aqueles que têm aprendido, praticado, recebido, pesquisado, ensinado e/ou escrito sobre ela. Então, começaremos com um banquete destas experiências. Esperamos que alguma delas faça mover o seu interior.


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste post, transcrevo uma parte do primeiro capítulo do livro sobre PAF publicado em 2009, traduzido por mim. Gostaria de lembrar que a lei brasileira esclarece que a pubicação em mídia de partes de artigos informativos não consitutui ofença aos direitos autorais desde que mencionadas as fontes da publicação e o nome do autor.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-2119" title="PAF" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2010/02/PAF-300x275.jpg" alt="PAF" width="300" height="275" />Por começar a ler este livro, imaginamos que você esteja intelectualmente curioso e ansioso para ampliar suas habilidades terapêuticas. Você já deve ter experiência em utilizar Psicoterapia Analítica Funcional (PAF) e agora busca por um aprofundamento, ou este pode ser apenas o seu primeiro contato. Se você não tem certeza do que a PAF se trata, deve estar esperando por uma definição comportamental precisa, ou deve estar procurando por uma resposta que fale com você de forma mais intuitiva. Este livro foi concebido de forma consistente com a abordagem comportamental, porém acreditamos que não exista uma intervenção terapêutica ou uma teoria básica que seja absoluta, contextualmente independente ou “melhor” por definição. Aliás, o “melhor” sempre depende do que alguém quer alcançar. A PAF é uma terapia idiossincrática que é vivenciada de forma diferente entre aqueles que têm aprendido, praticado, recebido, pesquisado, ensinado e/ou escrito sobre ela. Então, começaremos com um banquete destas experiências. Esperamos que alguma delas faça mover o seu interior.</p>
<p><em>1) Uma cliente</em></p>
<p>Uma cliente vinha lutando contra os sintomas de Transtorno de Estresse Pós Traumático em seguidas experiências negativas com profissionais de saúde renomados. Consistentemente com a literatura sobre TEPT, ela possuía uma vulnerabilidade anterior que explicava a intensidade incomum e a severidade dos seus sintomas. Sua história incluía abandono na infância, falta de cuidado pelas pessoas em quem confiava e a morte de familiares próximos. Segue uma transcrição retirada de um e-mail no qual ela descreve as reações à sessão de terapia com RJK realizada poucos dias antes.</p>
<p>Você sempre pede por associações livres e esta manhã eu acordei às 6:30 farta disso. Então, aqui vai. Por que, eu fico me perguntando, você [RJK] insiste tanto neste caminho ‘perverso’, onde primeiro me encoraja a me apegar a você (ostensivamente), ao mesmo tempo que fica falando sobre o encerramento de nossa terapia e, suponho, sobre outros encerramentos também? Em que tipo de trégua impensável, eu ainda fico imaginando, Freud e os Behavioristas se sentariam na mesma mesa para tomar chá? Bem, me ocorreu que você esteja utilizando apego terapêutico/transferência na terapia de dessensibilização/exposição. Você está me pedindo para <em>permanecer</em>, uma e outra vez, sobre a ponte da minha zona de conforto, onde uma pessoa está “conscientemente” apegada, confiando em você, sendo eu mesma de verdade, amortecendo nosso encerramento, a cada vez que me deleito com nossas sessões.  ‘Terapia de Exposição Transferencial’, hein?</p>
<p><em>2) Um estudante de graduação</em></p>
<p>A PAF me impele a me esticar e crescer, a ser teoricamente consistente e consistente com valores em todos os aspectos da minha vida. A PAF me desafia a ver a terapia pelos olhos do cliente, a me comprometer com a auto-introspecção e a analisar cuidadosamente a mim mesmo e as minhas interações.</p>
<p><em>3) Um terapeuta cognitivo-comportamental</em></p>
<p>Aprender sobre como ‘estar’ em uma relação terapêutica tem sido um das mais valiosas idéias que a PAF tem me dado para ‘levar pra casa’. Agora eu acho que a maior parte do tempo que trabalho com um cliente, estou consciente do meu ‘ser’ e me concentro com a finalidade de estar plenamente presente – o que tem se mostrado um processo poderoso, mesmo quando desconfortável. Tenho sido impactado de forma profunda, tanto profissionalmente como pessoalmente. Estou muito mais alerta aos meus padrões de esquiva. Tenho me aproximado do desejo de conectar o meu eu pessoal ao eu profissional de forma mais real, mais humana e mais presente. Aprender PAF tem sido uma força curativa e crescente na minha vida e a tem enriquecido imensamente. Esta experiência está sendo renovadora.</p>
<p><em>4) Um terapeuta comportamental-dialético</em></p>
<p>PAF se trata de viver plenamente enquanto se experimenta emoções, aceitando tantos riscos quanto nossos pacientes, ansiando por transformar o mundo, buscando alívio para o sofrimento enquanto seguimos em direção ao amor e à capacidade de amar. Eu realmente gosto desta combinação de criatividade, expansão de fronteiras, intensidade, encontros existenciais e uma técnica terapêutica poderosa.</p>
<p><em>5) Co-autor do livro</em></p>
<p>A PAF é uma psicoterapia interpessoalmente orientada destinada a aliviar os problemas do cliente que trata fundamentalmente de relações humanas. O sofrimento humano pode acontecer na presença ou na ausência de pessoas. Ainda que a dor emocional sentida pelos clientes venha da falta de conexões significativas. O que faz a PAF única é o uso de princípios comportamentais básicos, como modelagem contingente e o uso do reforçamento na sessão de terapia. O coração da PAF é a hipótese de que o mecanismo de mudança na clínica se dá pelo responder contingente do terapeuta ao problema do cliente, ao vivo, na sessão, enquanto ele ocorre.</p>
<p><em>6) Co-autor do livro</em></p>
<p>A PAF utiliza princípios comportamentais para criar um espaço sagrado repleto de consciência, coragem e amor, onde a relação terapêutica é o veiculo primário para a cura e a transformação do cliente. A PAF modela a eficácia interpessoal nutrindo as habilidades do cliente de falar e agir de modo sensível às suas verdades e dons, de dedicar-se à intimidade e de dar e receber amor em plenitude.</p>
<p>Nós originalmente desenvolvemos a PAF (Kolenberg &amp; Tsai, 1991) para explicar porque alguns de nossos clientes que recebiam a TCC padrão demonstravam uma transformação rápida e marcante em suas vidas, muito além daquilo que normalmente era esperado para o tratamento. Cada um destes casos inesquecíveis envolveu a ocorrência natural, e particularmente intensa, de uma relação terapeuta-cliente envolvente e emocional. Nós procuramos explicar tais relações terapeuta-cliente por meio de uma análise behaviorista radical (Skinner, 1945, 1953, 1957, 1974) do processo psicoterapêutico, realçada na história de cada caso.</p>
<p>Certamente, a noção de que a relação terapeuta-cliente ocupa um papel central na produção de mudança é inerente à literatura de psicoterapia e possui um suporte empírico considerável (veja o Capítulo 2). Nossa intenção ao utilizar os conceitos behavioristas radicais no entendimento deste fenômeno era prover uma nova perspectiva sobre a forma como a relação terapeuta-cliente contribui para os ganhos terapêuticos. Nós utilizamos uma abordagem “de cima para baixo”, que começava pelas observações clínicas de intervenções terapêuticas e seus efeitos, para então utilizar os conceitos comportamentais na explicação de tais efeitos. Nós também utilizamos uma abordagem “de baixo para cima”, aplicando conceitos comportamentais juntamente com contribuições experimentais e teóricas para informar, modelar e refinar as intervenções terapêuticas. A PAF que é praticada hoje reflete mais de duas décadas deste processo interativo.</p>
<p>Uma vantagem central da abordagem comportamental incorporada à PAF é que ela realça mecanismos hipotéticos de mudança que, por sua vez, podem ser utilizados em manuais de tratamento específicos que são facilmente ensináveis. Os conceitos e definições comportamentais permitem que os terapeutas disponham de um amplo leque de mecanismos terapêuticos significativos, tais como ‘coragem’, ‘amor terapêutico’, e ‘criação de um espaço sagrado’ (veja Capítulo 4), o que em geral não é feito nas terapias cognitivo-comportamentais. Trazer esta coragem e este amor pra dentro da relação com os clientes é um processo difícil que faz com que os terapeutas rumem em direção às pontes de suas zonas de conforto – o que freqüentemente evoca esquiva emocional. Nós também escolhemos o behaviorismo para facilitar com que os terapeutas aceitassem riscos de forma responsável e ética em benefício de seus clientes.</p>
<p>Autotes: <strong>Robert J. Kohlenberg, Mavis Tsai e Jonathan W. Kanter<br />
</strong>Fonte: Tsai, M; Kohlenberg, R. J.; Jonathan, W. K.; Kohlenberg, B.; Follette, W. &amp; Callaghan, G. M. A Guide to Functional Analytic Psychoterapy. Awareness, courage, love and behaviorism. New York: Springer.</p>


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		<title>Conceitos basicos da AC &#8211; Parte 3 &#8211; Reflexo Condicionado</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 22:16:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos]]></category>
		<category><![CDATA[Epistemologia]]></category>
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		<category><![CDATA[Conceitos Básicos de Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Comportamental]]></category>

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		<description><![CDATA[O Reflexo Condicionado foi descoberto quase que por um acidente, Pavlov percebeu que o som dos seus passos foram pareados diversas vezes com um pedaço de carne que era dado aos cães e após um curto espaço de tempo, mesmo que não se apresentasse a comida, apenas com o som dos passos os cães começavam a salivar.


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Como prometido no texto sobre <a href="http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-ac-parte-2-reflexo-incondicionado/" target="_blank">Reflexos Incondicionados</a>, vamos prosseguir com a explicação e exploração do tema Reflexo Condicionado na Analise do Comportamento</p>
<p>O Reflexo Condicionado foi descoberto quase que por um acidente, Pavlov percebeu que o som dos seus passos foram pareados diversas vezes com um pedaço de carne que era dado aos cães e após um curto espaço de tempo, mesmo que não se apresentasse a comida, apenas com o som dos passos os cães começavam a salivar. O pareamento entre um estimulo incondicionado ( comida ) e um estimulo neutro ( som dos passos ) foi capaz de produzir uma resposta condicionada.</p>
<p>Pavlov quando notou que os cães respondiam salivando apenas com o som dos seus passos, começou a fazer experiências. Na sua pesquisa, adotou o seguinte procedimento : Antes de apresentar a comida, um estimulo sonoro era tocado, como campainhas. Apos algumas vezes que esse estimulo neutro era apresentado antes da comida, foi percebido que esse estimulo por si só já eliciaria o comportamento de salivar.</p>
<p>A ilustração abaixo mostra o processo do Pareamento de um estimulo Neutro ( Sn ) com um estimulo Incondicionado ( Si ) que a principio elicia uma resposta incondicionada ( Ri ) e no fim ela se transforma em uma resposta condicionada ( Rc )</p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1682" title="Sc" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Sc.JPG" alt="Sc" width="360" height="378" />Colocando o diagrama acima no exemplo.</p>
<p style="text-align: left;">Na Etapa 1 do procedimento de Pavlov, podemos dizer que a Comida ( Si ) eliciava a salivação ( Ri ). Na etapa 2, adicionamos um estimulo Neutro que no caso foi o som dos passos do Pavlov ( Sn ) precedendo a apresentação da Comida, então percebemos que houve um pareamento entre o som dos passos de Pavlov ( Sn ) com a apresentação da Comida ( Si ). Na etapa 3, o som dos passos de Pavlov se tornou um estimulo condicionado ( Sc ) e agora produzem uma resposta igualmente condicionada ( Rc ).</p>
<p style="text-align: left;">A partir disso, a comida não precisaria ser apresentada para que o som dos passos de Pavlov eliciem o comportamento de Salivar.</p>
<p style="text-align: left;">Diferentemente do Reflexo incondicionado que é controlado filogeneticamente, o reflexo condicionado é controlado Ontogeneticamente, pois é necessária uma história prévia de pareamentos.</p>
<p style="text-align: left;">O Condicionamento Reflexo ou Pavloviano é muito comum na nossa vida. Agora com esses novos conceitos, podemos responder as perguntas feitas no inicio do texto com facilidade. A criança chora ao ouvir o barulho da maquina do dentista pois em sua vivência, o som da maquina ( Estimulo Neutro ) era pareada com a dor ( estimulo incondicionado ) que a mesma provocava. Em algumas sessões de tratamento com o dentista, o som da maquina por sí só foi capaz de eliciar ansiedade, medo e todos os respondentes que foram pareados no momento do uso da maquina.</p>
<p>Um exemplo bem interessante são os dos Esquimós da região do Alaska. Um reflexo incondicionado característico a espécie humana é que quando sentimos dor intensa ou quando estamos muito tristes, choramos. É um reflexo incondicionado comum ao homem. Porem no Alaska o homem não pode chorar.</p>
<p>O reflexo incondicionado é alterado para o condicionado de não chorar, o estimulo que leva ao choro produz uma outra resposta. Geralmente, quando sentem dor ou quando estão muito tristes, os esquimós dão risada. Um reflexo incondicionado que se transformou em condicionado ontogeneticamente.</p>
<p>O organismo deles foi modificado, pois o frio é tão intenso que quando se chora, as lagrimas imediatamente se congelam e com isso ferem os olhos gravemente. Vejam, o organismo se modificou alterando um reflexo incondicionado para que o organismo se adaptasse ao ambiente. Aqueles que choram sofrem danos oculares, os que não possuem mais essa resposta se mantem intactos.</p>
<p>Algumas leis são importantes quando falamos em Reflexo Condicionado. São elas :</p>
<ol>
<li>Um estimulo Neutro só adquire poder de eliciar respostas incondicionadas se for apresentado ao mesmo tempo do Estimulo Incondicionado</li>
<li>Quanto mais o estimulo neutro for pareado com o estimulo incondicionado, mais poder de eliciar a resposta ele adquire.</li>
<li>Quanto menor o tempo de ocorrência entre um estímulo neutro e um incondicionado, mais eficiente será o condicionamento.</li>
<li>Em alguns casos os fatores biológicos interferem na capacidade de um estimulo neutro se tornar um estimulo condicionado.</li>
</ol>
<p>Pavlov foi um marco dentro da Psicologia, pois foi através das suas idéias que outros grandes nomes começaram, como o grande expoente do Behaviorismo Radical B. F. Skinner. É interessante citar que Pavlov utilizou o termo &#8220;Reforçador&#8221; quando discorria sobre o efeito do alimento no condicionamento de uma cachorro a salivar ao som de uma campainha. O Alimento reforçava a conecção entre um estimulo neutro e a salivação. ( Keller, F. S. 1969 ).</p>
<p>Os achados de Pavlov e as experiências de Condicionamento de reflexos foram muito importantes para a Psicologia, pois a partir de todos esses conceitos que os autores comportamentais puderam ampliar suas formas de entendimento do comportamento humano.</p>
<p>Referencias : Keller, F. S. 1969; Aprendizagem : Teoria do Reforço. (pp 7-14).</p>
<p>Por : Marcelo C. Souza</p>


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		<title>Terapia Comportamental &#8211; Relação Terapêutica</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 00:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Brino Faggiani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educativos]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[TC série]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Comportamental]]></category>

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		<description><![CDATA[O que é relação terapêutica?
São as interações que ocorrem entre terapeuta e cliente durante o processo terapêutico. Tais interações podem ser positivas, negativas ou sem nenhuma carga emocional. Algumas modalidades de terapia, como a psicanálise clássica, defendem que o profissional deve evitar qualquer tipo de proximidade com o cliente. Outras abordagens, como o humanismo (especialmente [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O que é relação terapêutica?</strong><br />
<img class="alignleft" title="psicoterapia" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/08/psicoterapia-300x224.jpg" alt="psicoterapia" width="270" height="202" />São as interações que ocorrem entre terapeuta e cliente durante o processo terapêutico. Tais interações podem ser positivas, negativas ou sem nenhuma carga emocional. Algumas modalidades de terapia, como a psicanálise clássica, defendem que o profissional deve evitar qualquer tipo de proximidade com o cliente. Outras abordagens, como o humanismo (especialmente com Rogers) e a terapia comportamental (mais explicitamente a partir da década de 80), argumentam que um terapeuta paciente e atencioso podem beneficiar o cliente.</p>
<p>Em 1953, Skinner já falava sobre a importância da boa relação terapeuta-cliente. No livro &#8220;Ciência e Comportamento Humano&#8221;, o autor defende que o terapeuta deve ser não-punitivo, no sentido de aceitar as peculiaridades (positivas e negativas) das pessoas que o procuram pedindo ajuda. O raciocínio do autor era bastante claro e simples: aqueles que buscam terapia, que estão sofrendo, provavelmente o fazem porque são punidos de algum modo; a aceitação incondicional do terapeuta mostra ao cliente que ele pode ser quem ele é e falar qualquer coisa que precisar. A liberdade proporcionada pela terapia, em teoria, ajudaria na resolução dos problemas apresentados.</p>
<p><strong>A boa relação terapêutica</strong><br />
As pesquisas têm demonstrado que a reflexão de Skinner estava certa. A qualidade da relação terapêutica tem, sim, efeitos sobre o sucesso da terapia. Com base em dados científicos, é possível realizar uma listagem das características do terapeuta que foram mais eficazes em ajudar os clientes: postura empática e compreensiva, aceitação desprovida de julgamentos, autenticidade, auto-confiança, flexibilidade, comprometimento, tolerância e interesse. Com relação a comportamentos terapêuticos específicos, os mais funcionais são: altas taxas de comportamentos gestuais, manutenção do contato visual, verbalizações acerca de pensamentos e sentimentos, postura não-diretiva e orientações ocasionais.</p>
<p>Os dados relatados acima (retirado de Meyer e Vermes, 2001) podem ser tomados como um resumo das posturas terapêuticas consideradas positivas pelos clientes. Percebe-se um padrão bem claro: os clientes preferem terapeutas que os aceitam, compreendem e mostram verdadeiro interesse em ajudar. Por que isso, e como isso funciona na terapia?</p>
<p><strong>Como funciona a relação terapêutica na prática</strong><br />
Apesar da listagem de características do terapeuta que produzem bons resultados na terapia, é necessário considerar que determinados clientes podem ter peculiaridades que necessitam de modos particulares de intervenção. Sendo assim, ao invés de discutir a lista apresentada acima, é mais válido considerar a função da relação terapêutica sem especificar um modelo.</p>
<p>A Psicoterapia Analítica Funcional (FAP) vai nesse sentido. No livro que a apresenta (<a href="http://www.psicologiaeciencia.com.br/os-desafios-da-terapia-e-fap/" target="_blank">veja mais aqui</a>), argumenta-se que a boa relação terapêutica é aquela capaz de simular, na terapia, os problemas do cotidiano do cliente, o que permite lidar com eles em um contexto mais afetivo e reforçador. Em outras palavras, o terapeuta deve ser sensível o suficiente para identificar o tipo de relação terapêutica necessitada pelo cliente. É essa sensibilidade e a relação humana de aceitação e interesse que tem função terapêutica.</p>
<p>Outra forma de pensar a relação terapêutica é a considerando positiva quando há semelhança entre os objetivos do terapeuta e do cliente para a terapia. Se ambos dividem metas, significa que haverá colaboração mútua, ampliando a possibilidade de o tratamento ser bem sucedido. Essa definição de boa relação terapêutica deixa implícito algo bastante interessante: a importância da participação do cliente na terapia (<a href="http://www.psicologiaeciencia.com.br/a-importancia-do-cliente-no-sucesso-terapeutico/" target="_blank">vejam este texto</a>). O profissional deixa de ser pensado como alguém com conhecimento superior que ajudará alguém com problemas. Ambos passam a ser iguais em uma relação, sendo que um deles tem o objetivo de facilitar as descobertas do outro.</p>
<p style="text-align: center;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;- xx &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;- xx &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;- xx &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;- xx</p>
<p>Isso encerra a série sobre Terapia Comportamental. No entanto, mais textos sobre a Terapia devem ser publicados em breve</p>
<p>Robson Faggiani</p>


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		<title>Terapia Comportamental &#8211; Análise Funcional &#8211; intervenção</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 17:01:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Brino Faggiani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educativos]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicopatologia]]></category>
		<category><![CDATA[TC série]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Comportamental]]></category>

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		<description><![CDATA[No último texto falei sobre a análise funcional do ponto de vista da avaliação psicológica. Agora vou comentar sobre como o processo de avaliação fundamenta as bases da intervenção em terapia comportamental.
Para começar, um aviso. Seria mais correto mudar o título deste texto para &#8220;Mudanças de Contingências&#8221; no lugar de &#8220;Análise Funcional &#8211; Intervenção&#8221;. Preferi [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.psicologiaeciencia.com.br/terapia-comportamental-analise-funcional-avaliacao/" target="_blank">No último texto</a> falei sobre a análise funcional do ponto de vista da avaliação psicológica. Agora vou comentar sobre como o processo de avaliação fundamenta as bases da intervenção em terapia comportamental.</p>
<p>Para começar, um aviso. Seria mais correto mudar o título deste texto para &#8220;Mudanças de Contingências&#8221; no lugar de &#8220;Análise Funcional &#8211; Intervenção&#8221;. Preferi manter o presente título porque as mudanças de contingências são constamente avaliadas do ponto de vista funcional.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1338" title="seattle counseling" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/07/seattle-counseling-300x240.jpg" alt="seattle counseling" width="300" height="240" /></p>
<h3>Intervindo no Comportamento</h3>
<p>Após a análise funcional, passamos a ter hipóteses sobre como e por que ocorre o comportamento-problema do cliente. O próximo passo é realizar a intervenção. Há algumas maneiras de fazer isso:</p>
<p><strong>1. Modificando o ambiente</strong><br />
De acordo com os princípios comportamentais, a principal fonte de controle do comportamento é o ambiente. A melhor forma de intervir em terapia comportamental, portanto, seria realizar alterações no cotidiano da pessoa que procura ajuda. Infelizmente, o terapeuta não tem acesso a tudo que acontece ao cliente.</p>
<p>De forma brilhante, a Psicoterapia Analítica-Funcional (FAP) sugeriu uma solução para esse problema: utilizar a semelhança funcional entre os ambientes de dentro e fora do consultório e tentar reproduzir na sessão terapêutica as situações causadoras do sofrimento do cliente. Dessa forma, o ambiente poderia ser mudado ao vivo, enquanto os comportamentos-problema do cliente ocorressem.</p>
<p>Ainda que a solução proposta pela FAP seja excelente e aplicável em várias situações, está longe de solucionar a dificuldade em acessar o cotidiano do cliente. Há, no entanto, outros meios de intervir no comportamento.</p>
<p><strong>2. Modificando regras.</strong><br />
Regras são declarações verbais acerca do funcionamento do ambiente e do comportamento. Desde a infância, somos acostumados por nossos pais, professores e amigos a atentar e seguir instruções verbais. Aprendemos a descrever o mundo e o modo como agimos. Essas descrições afetam nosso comportamento. É comum, infelizmente, que muitas dessas regras sejam inadequadas e produzam comportamentos inapropriados.  Já falei sobre esse assunto <a href="http://www.psicologiaeciencia.com.br/o-pensamento-controlando-comportamento/" target="_blank">neste texto</a>.</p>
<p>Dada a importância das declarações verbais, o terapeuta comportamental pode, como parte de sua intervenção clínica, ajudar o cliente a analisar a pertinência de suas regras e a avaliar se é possível criar regras mais apropriadas. Aqui cabe deixar claro que o terapeuta não muda as regras do cliente: apenas ajuda o cliente a mudar suas próprias regras.</p>
<p><strong>3. Autoconhecimento e autocontrole</strong><br />
Um objetivo fundamental do terapeuta comportamental é ajudar o cliente a compreender e controlar o próprio comportamento, possibilitando a ele pensar sobre seus problemas e encontrar a melhor forma de resolvê-los mesmo depois de terminado o trabalho terapêutico. É possível afirmar que, de modo geral, todas as perguntas do terapeuta têm, em última análise, a função de promover autoconhecimento. Algumas vezes, no entanto, algumas ações específicas são executadas, como pedidos de auto-registro, lições de casa, etc. Outra possibilidade é analisar o comportamento do cliente e mostrar como esse processo é feito, ou seja, dando modelos aos clientes sobre como fazê-lo.</p>
<p>Uma pessoa capaz de compreender a si mesma e a manipular o próprio comportamento, provavelmente não terá problemas que não pode resolver. A tarefa de ajudar o cliente no processo de auto-descoberta é provavelmente a tarefa mais nobre da psicoterapia.</p>
<p><strong>4. Terapia fora da clínica</strong><br />
Alguns clientes podem se beneficiar muito de sessões terapêuticas no &#8216;mundo real&#8217;, especialmente aqueles com problemas de ansiedade, depressão e fobia. Um cliente tímido, por exemplo, que treina como falar com pessoas do &#8216;mundo real&#8217; com a supervisão do terapeuta tem a possibilidade de apresentar uma melhora muito mais rápida do que um treino social apenas na clínica.</p>
<p>A terapia fora da clínica é uma ferramenta relativamente moderna de intervenção e com resultados muito promissores. Particularmente, posso dizer que os meus clientes gostaram muito das experiências no &#8216;mundo real&#8217;. Essa forma de intervenção é uma ótima maneira de driblar o problema da falta de acesso do terapeuta ao cotidiano do cliente.</p>
<p>Outra forma de fazer terapia fora da clínica é com o auxílio de acompanhantes terapêuticos. O objetivo dos acompanhantes é funcionar como uma extensão da terapia no &#8216;mundo real&#8217;. Assim como descrito acima, o trabalho do acompanhante produz resultados muito satisfatórios na resolução dos comportamentos-problema.</p>
<p><strong>5. Participação familiar</strong><br />
Para terminar, é válido comentar a importância da participação da família na psicoterapia. Familiares ajudam de duas formas: além de serem a base emocional do cliente, potencializam as intervenções terapêuticas. O terapeuta hábil em facilitar trocas emocionais entre clientes e familiares tem uma importante forma de intervenção à sua disposição.</p>
<p>Além da familiares, outras pessoas importantes da vida do cliente podem ajudar, como namorados (as), colegas de quarto, etc. O trabalho em comunhão produz resultados espantosos.</p>
<p style="text-align: center;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211; xx &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211; xx &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211; xx &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>Independentemente da forma de intervenção utilizada, todo terapeuta comportamental é guiado pela idéia de ajudar o cliente a descobrir sobre si mesmo e a mudar seus comportamentos que causam sofrimento. Como será visto em textos posteriores, o terapeuta comportamental utiliza procedimentos de intervenção baseados em descobertas científicas e lida com cada cliente de forma única e particular. Esse cuidado com a individualidade do cliente, ao mesmo tempo em que se analisa seu contexto social, é a pedra angular da terapia comportamental.</p>
<p>No próximo texto da série, vou discutir sobre a Relação Terapêutica para a terapia comportamental. Até lá.</p>
<p>Robson Brino Faggiani</p>


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		<title>Reforçamento Positivo na Análise do Comportamento &#8211; Definição e aplicações clínicas</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 19:39:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<category><![CDATA[Reforçamento positivo]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Comportamental]]></category>

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		<description><![CDATA[Dentro da Análise do Comportamento, os procedimentos de reforçamento são muito utilizados. Mas será que esses procedimentos podem ser usados em qualquer situação ? O presente texto pretende discutir alguns aspectos do reforçamento positivo enquanto técnica comportamental e suas aplicações na clinica.


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Dentro de uma abordagem Analítico-comportamental , o reforçamento positivo está presente em muitas técnicas e sem duvida é um principio importante para a mudança comportamental.</p>
<p>Entender o conceito e a aplicação é fundamental para o analista do comportamento articular as sessões para que classes de respostas alvo sejam constantemente reforçadas afim de se mudar um comportamento problema, caso seja esse o objetivo.</p>
<p>O terapeuta deve no inicio ser um agente reforçador por si só, já que o cliente procura um terapeuta e o tem como alguém que detém um conhecimento que pode ajudá-lo  e qualquer ato ou palavra que alivie o sofrimento já tem um papel reforçador para respostas de compromisso e maior aderência ao processo psicoterápico. Ainda podemos falar que esses processos aprofundam e melhoram a relação terapêutica que se está sendo estabelecida entre terapeuta e cliente.</p>
<p>Ao lidar com o reforço positivo são necessários cuidados, é preciso estabelecer um criterioso levantamento de dados e fazer uma boa análise funcional para definir a princípio qual é o melhor esquema de reforçamento para o caso do cliente dentro dos objetivos da terapia.</p>
<p>Alguns clientes funcionam sobre um esquema de contingência de reforço positivo muito infrequente. Isso significa que esse cliente tem uma tolerância a frustração muito grande. Sendo assim, acabam não sendo sensiveis a novas contingências reforçadoras e não operam no ambiente, pois já se acostumaram a suportar frustração e condições aversivas. Nesse caso mantem seu comportamento inalterado, mesmo que seu padrão de respostas produzam conseqüências aversivas.</p>
<p>Clientes que são expostos a contingências de total privação ou de privação moderada de fontes reforçadoras experimentam um intenso sentimento de culpa assim que os reforçadores são apresentados,  isso acontece por possuírem repertórios modelados de uma extrema tolerância a frustração (Guilhardi, 2002, p. 136).</p>
<p>Contingências de reforçamento positivo escassas podem gerar sujeitos que não possuem repertórios comportamentais capazes de produzir reforçadores em ambiente natural intrinsecamente, precisando sempre de esquemas de reforço extrínseco sugerindo baixa auto-estima e dificuldades em relacionar-se em um ambiente social. Com isso pode-se dizer que o individuo sofre um impacto negativo em sua variabilidade comportamental e portanto vai ter dificuldades em buscar novas formas de reforçamento.</p>
<p>Segundo Horcones (1983), as palavras <em>“extrinseco e intrinseco”</em> referem-se apenas a origem das conseqüências. Se o cliente ao responder a estímulos discriminativos, obtém uma conseqüência reforçadora dizemos que o reforçamento é intrínseco e com isso se configura em uma resposta naturalmente reforçada.</p>
<p>Quando o responder do cliente é reforçado pelo ambiente através do terapeuta, dizemos que o reforço é extrínseco e arbitrário, já que foi possibilitado por outra fonte que não seja o próprio responder do sujeito. Em outras palavras, quando falamos de reforçamento positivo intrínseco, nos referimos ao uma relação entre resposta e conseqüência, em que a conseqüência é produto direto da resposta, ou seja, a conseqüência reforçadora é produto direto da resposta do próprio sujeito. Quando falamos de reforçamento positivo extrínseco, vamos nos referir a uma relação entre conseqüência e resposta, em que a conseqüência depende da própria resposta do individuo somado a outros eventos.</p>
<p>O reforçamento intermitente é mais eficaz que o CRF por facilitar a variabilidade comportamental, já que torna a sessão mais proxima ao ambiente natural onde é preciso operar no ambiente e algumas respostas vão ser reforçadas e outras não. O reforçamento de esquema intermitente mostra melhores resultados por que aumenta a tolerância a frustração e obriga o indivíduo a continuar operando para receber o reforço que outrora era sempre apresentado.  Isso é especialmente verdade quando falamos de comportamento social, onde algumas respostas são reforçadas e outras entram em extinção.</p>
<p>O reforçamento positivo é um processo que consiste em apresentar um estímulo conseqüente que aumente a probabilidade da emissão de respostas. Dentro do contexto clinico, é importante determinar respostas que devem ou não ser conseqüenciadas positivamente.  Mas também é sabido que, como no caso da psicoterapia o reforço é obtido dentro do contexto clínico, pode ser que o mesmo reforço não seja produzido em ambiente natural. É necessário que o terapeuta também ajude o cliente a instrumentarlizar-se para obter esses reforços em seu ambiente fora do contexto clínico, podendo generalizar fontes reforçadoras obtidas através de um novo repertório comportamental que foi ou está sendo modelado em terapia.</p>
<p>A terapia seria falha se o cliente só conseguisse operar em um ambiente clínico e só fosse reforçado nesse ambiente, não levando novos repertórios para seu ambiente natural. O reforço extrínseco deve ser capaz de instalar novos repertórios comportamentais para que o reforço seja intrínseco ao comportamento do cliente. Nesse caso, acontecerá a generalização e conseqüentemente repertórios inadequados, não assertivos e agressivos vão ser extintos.</p>
<p>Em alguns casos o terapeuta sozinho não consegue modelar novos repertórios comportamentais apenas em um ambiente clínico. Para esses casos, o trabalho conjunto com o A.T. (Acompanhante Terapêutico) mostra resultados interessantes. O terapeuta como fonte reforçadora em ambiente clínico modelando novos repertórios comportamentais e o A.T. como fonte reforçadora externa ao contexto clínico, e em alguns casos mais graves, dando modelos de novos repertórios para que o cliente possa ver uma classe de respostas mais ampla e com isso passe a imitar o Acompanhante Terapeutico.</p>
<p>Se espera com esse trabalho em conjunto que a generalização de reforçadores seja facilitada contribuindo para a instalação permanente de novas classes de respostas mais adaptadas e novos repertórios comportamentais. Em um próximo texto discutirei um pouco mais o trabalho do Acompanhante Terapeuta ( A.T.).</p>
<p>Agradeço ao Rodrigo Nunes Xavier a importante contribuição na elaboração do presente texto.</p>
<p>Referencias :</p>
<p>Madi, M. B. B. P. (2004). Reforçamento positivo: princípio, aplicação e efeitos desejáveis. Em C.N. Abreu e H.J. Guilhardi (orgs.) <em>Terapia Comportamental e Cognitivo-comportamental : práticas clínicas.</em> Capitulo 2, 41-54. São Paulo : Roca.</p>
<p>Kohlemberg, R.J. e Tsai, M. (2001). Suportes teóricos da FAP.  Em: <em>Psicoterapia Funcional Analitica: Criando Relações Terapeuticas Intensas e Curativas. </em>Santo André : ESETec. (pp.8-18).</p>
<p>Andery, M.A.P.A.; Sério, T.M. Consequências intrínsecas e extrínsecas. Em : C.E. Costa, J.C. Luzia, H. H. Nunes S´Antana(orgs.) <em>Primeiros Passos em Analise do Comportamento e Cognição, </em>Vol 2. Santo André : Esetec, 2004 (pp 43-48)</p>
<p>Por : Marcelo C. Souza</p>


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		<title>O que é a Avaliação Psicológica</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 23:32:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A avaliação Psicológica esta sempre sendo citada como parte importante na terapia comportamental. Mas sera que de fato todos os terapeutas sabem o que é, como e quando se usa a Avaliaçao Psicológica ?


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito se fala sobre a avaliação psicológica, mas o que vem a ser a avaliação ? Por que ela é importante ? A avaliação comportamental é o primeiro passo para a psicoterapia. É através dela que podemos definir o começo do planejamento de tratamento e começar a pensar em hipoteses diagnosticas. Desde o primeiro momento que o cliente entra em contato com o terapeuta , já esta falando sobre si mesmo e portanto é passivel de observação direta do terapeuta para colher informações.</p>
<p>Em uma definição mais ampla a analise comportamental consiste em estabelecer as relações entre as variaveis que mantem um comportamento alvo. A avaliação é base para a analise funcional e posterior aplicação de técnicas ( quando necessárias). Começa desde a primeira entrevista e é um continuo dentro da terapia comportamental. O metodo investigativo é feito atraves de entrevistas com o proprio cliente ou com terceiros como pais, irmaõs ou responsaveis, perguntas abertas, fechadas ou semi abertas. Alem disso pode se utilizar testes psicologicos e escalas padronizadas de medição e enquadramento de sintomas como o DSM ou CID.</p>
<p>A avaliação comportamental é importantissima dentro do contexto terapeutico pois é atravéz dela que podemos definir as ferramentas que o cliente possui para lidar com os problemas que o aflingem e em que ponto as contingencias estão sendo prejudiciais. É preciso muito tato e muito cuidado com o diagnostico psiquiatrico, muitas vezes exigido, principalmente pelos convenios medicos pois a função do diagnostico nao é estigmatizar o cliente e sim dar parametros aos profissionais que entendam e possam com isso lidar com os comportamentos alvo. Ressalto ainda que é a partir das hipoteses diagnósticas que o terapêuta baseia seu raciocinio clinico e testa através das suas perguntas e intervenções a validade dessas mesmas hipóteses.</p>
<p>Enfim, a avaliação psicológica é o marco para onde começa a psicoterapia e é o inicio do conhecimento do cliente buscando informações na sua historia de vida, contingências atuais que sustentam suas respostas e tudo aquilo que é definido pelo cliente como comportamentos problema.</p>
<p>Por : Marcelo C. Souza</p>


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		<title>Lei Seca &#8211; O outro lado da Moeda</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 23:18:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educativos]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Lei Seca]]></category>
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		<description><![CDATA[O ano de 2008 foi marcado por uma lei rigida que pegou muitas pessoas de surpresa. A lei diz que qualquer um que for pego com uma quantidade minimo de alcool no sangue vai ter consequências muito duras. E se causar algum problema mais grave vai punido com prisão. Como todo controle gera um contra controle imediato, esse artigo tem como intenção discutir o contra controle que observei quando frequêntei bares e casas noturnas.


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			<content:encoded><![CDATA[<div>O ano de 2008 foi presenteado com uma nova lei que pretende diminuir os acidentes e mortes no trânsito brasileiro.</div>
<p>A chamada Lei Seca, que pune, com Prisão, apreensão do Veiculo, perda da Carteira de motorista, e multa altíssima, parece que fez efeito. Segundo agências do governo e privadas, o número de acidentes e mortes realmente diminuiram, pois sem motoristas alcoolizados, as ocorrências registradas pelo Corpo de Bombeiros e o SAMU ( Serviço de Atendimento Medico de Urgencia ), foram menores que o mesmo periodo de 2007.</p>
<div>Independente de ser certo ou errado, a abordagem utilizada para evitar motoristas embriagados, baseada unicamente, em Punição por parte do governo e Reforçamento Negativo ,por parte da população, criou algo que não foi esperado, um efeito colateral interessante que talvez as pessoas ainda não tenham dado conta. Motoristas que antes tinham um mínimo de censura quando iam para as noitadas de carro, e controlavam de certo modo, as dosagens de bebidas, passaram a ignorar totalmente o senso de quantidade de alcool. O pensamento vigente passou de: ““Preciso parar de beber umas horas antes; ou mesmo não beber, por que vou dirigir” para: “ Eu vou de taxi mesmo, vou beber tudo e mais um pouco”.</div>
<div>O efeito colateral é que as pessoas nunca beberam tanto alcool como agora. Pois muitos deixam os carros em casa e bebem o máximo que podem sem se importarem com a direção dos veículos. Diminuímos os acidentes por pessoas embriagadas, mas podemos estar criando um outro problema, tão ou mais sério do que a problemática que a Lei Seca se propôs a Reduzir.</div>
<div>Conversei pessoalmente com alguns barmans e donos de bares e estabelecimentos, e o consumo de bebidas, aumentou em, pelo menos, 300%. Os mesmos afirmaram que, desde que a lei seca foi sansionada ,as pessoas não pedem mais por doses e sim por garrafas. Não é raro grupos de amigos comprando camarotes com quantidade de bebida quase ilimitada nas casas noturnas.</div>
<div> Segundo alguns freqüentadores, não vale a pena comprar bebidas por dose, pois o custo é muito mais alto do que comprando a garrafa, e já que ninguém vai dirigir, podem beber a vontade.</div>
<div>O curioso é que em muitos dos entrevistados, frases como “ Eu nunca bebi tanto como estou bebendo ultimamente” ou então “ Meu cartão de Credito está estourado com o tanto que eu gasto em bebida nas baladas” ou mesmo “ Eu não preciso dirigir mesmo&#8230;” se tornaram muito comum.</div>
<div>A Lei Seca proporcionou uma maior segurança no trânsito, mas induziu um aumento imenso na quantidade de alcool ingerido nas noites. Não preciso dizer que um maior consumo de alcool aliada a uma imensa quantidade de cigarros, são devastadores para a saúde dos freqüentadores desses lugares. Isso sem falar dos colaterais, que o excesso de alcool provoca como, violência, sexo sem proteção, aumentando o numero de infectados com DSTS, gravidez indesejada, entre outros&#8230;</div>
<div>Diminuímos as mortes imediatas causadas por motoristas irresponsaveis embriagados, mas a probabilidade de aumentarmos o número de alcoolismo, entre jovens, é incrivelmente mais alta do que antes. Além disso, outros problemas como tabagismo, que vem acompanhado do elevado consumo de álcool, também vai aumentar, e com isso, o custo de cada uma dessas pessoas para a Saúde Pública vai se elevar muito.</div>
<div>A pergunta que penso é: será que não seria mais efetivo se pensar em outro tipo de campanha, baseada em reforçamento positivo, do que em punição? Pois, na melhor das hipóteses, a punição leva à fuga/esquiva. E foi justamente isso que aconteceu. Já que não podemos beber muito, se estivermos dirigindo, então não vamos dirigir e beber mais ainda.</div>
<div>Se por um lado estamos evitando a possível morte de alguém, em um acidente de trânsito, por outro lado estamos apressando a morte de outra pessoa pelos efeitos a medio/longo prazo do alcool.</div>
<p>Realmente, fica o desafio para o governo resolver.</p>
<p>Por : Marcelo C. Souza</p>


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		<title>Ciumes em uma visão Analitico Comportamental</title>
		<link>http://www.psicologiaeciencia.com.br/ciumes-em-uma-visao-analitico-comportamental/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 22:19:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Comportamental]]></category>

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		<description><![CDATA[Na expêriencia clinica, tenho visto muitos casais que tem problemas sérios relacionados ao ciumes. Mas afinal, o quê é o ciumes e por que ele aparece ?



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			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;">Mas afinal, o que seria o ciúmes ?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Podemos dizer que o ciúmes aparece onde alguma situação serve como sinalizador que o reforço não vai ser apresentado. O parceiro interpreta um estimulo como sendo um aviso que vai perder o objeto reforçador e portanto emite todos os operantes para evitar a perda dos reforçadores ( geralmente respostas aversivas e agressivas modeladas por contingências na historia de vida da pessoa ) e respondentes pareados a processos de extinção que o organismo já sofreu anteriormente.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Diante dos estímulos sinalizadores que são descritas como responsáveis pelo ciúme, muitas vezes a pessoa acaba emitindo operantes como:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Fazer inúmeras perguntas a (o) parceira (o); proibir de sair; brigar; chorar; etc. Situações estas que, certamente são aversivas para o outro (a) parceiro (a). A fim de tentar amenizar a situação, este acaba, sem perceber, reforçando o comportamento dito “ciumento” ao dizer frases como: “eu te amo”,” você fica linda ciumenta”, “não precisa se preocupar, jamais te trocaria por ninguém”; ao enumerar as diversas qualidades do “ciumento”, ao oferecer presentes e/ou qualquer outras provas de amor; bem como atender as determinações do ciumento. Em médio prazo o(a) esposo(a) faz uma ligação entre o comportamento ciumento e reforçadores. Portanto as chances do comportamento ciumento ser mantido e aparecer mais vezes é muito maior. Nesse caso ensinamos que quanto mais a pessoa for ciumenta, maior é o cuidado e carinho ela recebe e portanto menor é a chance do(a) parceiro(a) o abandonar.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Por outro lado o (a) Esposo (a) pode se utilizar da mais pura fuga / esquiva e fingir que não esta ouvindo nada e ignorando todo o jogo agressivo e manhoso do ciumento, entrando em ação o processo de extinção. E é ai que a coisa aperta, já que por definição quando um organismo é colocado sob uma contingência de extinção a resposta vai sofrer um grande aumento, pois o organismo vai variar o comportamento buscando que o reforçador seja novamente apresentado. Se já existe uma história previa de que ser ciumento leva ao recebimento dos reforçadores a coisa piora mais ainda. Muitos casais acabam se separando ou tendo brigas intensas por esse motivo. Quando os terapeutas de casal dizem que a conversa entre os parceiros tem um grande papel nas reconciliações, eles não estão errados.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Tanto em uma situação ( reagir com carinho ou apatia ) vai elevar a freqüência das respostas de ciúmes. Tanto uma quanto a outra por reforçamento negativo, já que a intenção do parceiro não é prolongar a briga e nem recompensar o comportamento de ciúmes. A única intenção nesses momentos é fugir de uma situação aversiva. Mas esse procedimento acaba aliviando o parceiro rapidamente, mas aumenta a probabilidade de acontecer novamente. Aumenta progressivamente a pressão dentro do relacionamento, podendo chegar uma hora onde a briga é inevitável.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;">Mas e se virar briga, o que fazer?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A resposta é complicada. Se atender estará aumentando a freqüência das perguntas, proibições, brigas, choro, etc. Se não atender, corre o risco de ter que enfrentar uma briga ainda maior ou mesmo o fim do relacionamento. Antes de tudo, precisamos pensar em qual é a função do comportamento ciumento. O que esta por trás de todas as brigas, gritos e choros. A topografia da resposta é particularmente inútil para se entender o que se passa. Devemos ter em mente que o ciumento aprendeu a ser ciumento. Seja por reforçamento positivo, negativo ou por um ambiente coercitivo onde se tornar ciumento, briguento e desafiador foram as únicas formas de sobrevivência que o sujeito encontrou para se relacionar com o meio.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Um dos principais erros que acontecem quando falamos de extinção de comportamentos ciumentos é que o processo acaba nunca chegando ao fim. O que geralmente acaba acontecendo é que a extinção acaba se convertendo em um esquema de razão variável. O parceiro tenta extinguir o comportamento ciumento ignorando, mas acaba não resistindo e reforça intermitentemente, dando flores, levando pra jantar ou então tentando “colocar panos quentes a situação”.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;">Talvez antes de virar briga, o procedimento mais correto seria expor ao parceiro os motivos de descontentamento. Seja do ponto de vista do ciumento ou seja o ponto de vista do parceiro. É importante um falar e o outro escutar e juntos chegarem a um acordo sobre as situações que despertam ciúmes no parceiro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;">E se a briga virar agressão física?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Quando se passa de brigas verbais para agressão física o relacionamento não tem mais chances de se tornar saudável ou reestruturado sem a ajuda de um Psicólogo qualificado. Seja em terapia de casal ou mesmo psicoterapia individual, tanto para agressor quanto para o agredido.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Sabemos que casais se completam, tanto em aspectos positivos quanto em negativos. É necessário entender a função do relacionamento e dos comportamentos de ciumes dentro da história de aprendizagem no casal. Quais foram seus modelos ? Como o casal aprendeu sobre o que é um relacionamento ? Os modelos foram saudaveis ?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Todas essas perguntas são importantes para se entender e ter um panorama de como o casal se formou. Todo comportamento possui uma função, inclusive o comportamento violento ou ciumento. É importante os terapeutas enfatizarem que a agressão é inaceitável e o agressor tem total responsabilidade sobre seus atos. Tanto pela violência quanto pelo fim dela. É necessária uma postura rígida do terapeuta, mas nunca moralista.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Um pouco de ciúmes dizem que apimenta o relacionamento e acredito ser saudável. Mas quando o ciúmes se torna patológico e apresenta agressões físicas, verbais e acaba virando uma relação difícil, sofrida ou perigosa pra um dos parceiros, é necessário urgentemente intervenção psicológica e/ou legal com advogados para que a segurança do parceiro agredido seja restabelecida.</span></p>
<p>Por : Marcelo C. Souza</p>


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		<title>Terapia Comportamental &#8211; Análise Funcional &#8211; avaliação</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Apr 2009 14:05:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Brino Faggiani</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
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		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[TC série]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Comportamental]]></category>

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		<description><![CDATA[Pode-se dizer que a análise funcional é o centro da terapia comportamental. Está em todos os passos da terapia: envolve o &#8220;diagnóstico&#8221; do problema do cliente, o planejamento das intervenções terapêuticas, a sua execução e a avaliação dos resultados obtidos. Além disso, o conceito de análise funcional está ligado à noção de psicopatologia para a [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Pode-se dizer que a análise funcional é o centro da terapia comportamental. Está em todos os passos da terapia: envolve o &#8220;diagnóstico&#8221; do problema do cliente, o planejamento das intervenções terapêuticas, a sua execução e a avaliação dos resultados obtidos. Além disso, o conceito de análise funcional está ligado à noção de psicopatologia para a análise do comportamento. Por causa da amplitude do tema, vou dividi-lo em dois. Neste primeiro será discutido o caráter diagnóstico da análise funcional. O texto seguinte será sobre intervenção.</p>
<h2><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;"><img class="alignleft size-medium wp-image-1586" title="grammarians" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/04/grammarians-300x236.jpg" alt="grammarians" width="270" height="212" />Análise Funcional</span><br />
</span></h2>
<p>O objetivo da análise funcional é identificar o comportamento-alvo da intervenção (aquele que está inadequado) e os elementos do ambiente que estão ocasionando e mantendo esse comportamento. Interessam (1) o produto do comportamento, (2) seu contexto de ocorrência e (3) as operações motivadoras subjacentes a esse comportamento. Soma-se a esses dados a história de vida do cliente. Em posse das informações, o terapeuta descreve as relações comportamentais objetivamente, permitindo ao cliente interessado acompanhar os passos do diagnóstico e do tratamento.</p>
<p>O diagnóstico é dado em termos de relações comportamentais. Ou seja, especifica-se quais elementos do ambiente estão produzindo o comportamento inadequado. Esse tipo de diagnóstico relacional opõe-se a avaliações tradicionais, que classificam e descrevem o problema do cliente em termos de mal funcionamento mental. No lugar de classificar um problema como depressão, por exemplo, o terapeuta comportamental mostra como o modo de agir chamado de depressivo está relacionado a más condições de vida específicas, passíveis de serem alteradas.</p>
<p>Além disso, o diagnóstico relacional deixa implícito a possibilidade de que as queixas, e problemas, do cliente podem variar no decorrer da terapia; afinal, novas condições de vida geram novos comportamentos. A análise funcional, portanto, considera o comportamento algo fluído e variável; afirma que classificações em termos de doenças podem mascarar essa fluidez, resultando em tratamentos focados em sintomas e não nas relações indivíduo-ambiente.</p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>Forma vs Função</strong><br />
Uma das características importantes da análise funcional é a compreensão do comportamento em termos de suas funções, e não em termos de sua forma (ou topografia). Ou seja, mais importante do que avaliar a resposta em si, ela é considerada no contexto em que está inserida e o que produz para o cliente. Essa estratégia de análise possibilita uma organização mais eficaz do comportamento, pois procura os elementos ambientais por trás das aparências.</span></p>
<blockquote><p><em>Exemplo 1. É possível dar adeus de várias formas diferentes: acenar com a mão, dizer &#8220;tchau&#8221;, dizer &#8220;até logo&#8221; ou fazer um movimento com a cabeça. Todos esses comportamentos têm formas diferentes, alguns utilizam a voz, outros partes do corpo, mas todos possuem a mesma função: dar adeus. Sendo assim, diz-se que todos esses comportamentos são funcionalmente equivalentes.</em></p>
<p><em>Exemplo 2. Imagine dois garotos. Um deles estuda porque quer ir bem na prova. O outro estuda porque se não o fizer, fica de castigo. A forma, a aparência, do comportamento de estudar é igual para ambos os garotos, mas a função é diferente. A função de estudar, para o primeiro garoto, é aprender. Para o segundo, é evitar problemas. Portanto, esses comportamentos não são equivalentes.</em></p>
<p><em>Exemplo 3. Um cliente, na sessão terapêutica, diz que está cansado demais para falar sobre sua semana. A forma da resposta é dizer &#8220;estou cansado&#8221;, mas uma análise funcional pode revelar que o indivíduo não está de fato cansado, e que seu comportamento tem a função de evitar falar sobre algum problema doloroso ocorrido durante a semana.</em></p></blockquote>
<h2><span style="color: #000000;">Como analisar funcionalmente</span></h2>
<p>Não é possível explicar, caso a caso, como realizar uma análise funcional. No entanto, vale a pena mostrar os passos de uma análise funcional (por enquanto, apenas do processo de avaliação).</p>
<p style="text-align: center;">1. Observação do Comportamento<br />
|<br />
2. Identificação do Comportamento-Problema<br />
|<br />
3. Identificação do Produto do Comportamento<br />
|<br />
4. Identificação do Contexto de Ocorrência do Comportamento<br />
|<br />
5. Identificação das Operações que Motivam esse Comportamento<br />
|<br />
6. Ampliar a Análise Funcional do Comportamento</p>
<p>Para mostrar o funcionamento da análise funcional, vale a pena utilizar o exemplo 3 acima: o cliente que chora na terapia. Vamos ver passo a passo.</p>
<p><strong>1. Observação do Comportamento</strong><br />
Nesse exemplo, o terapeuta já tem um certo conhecimento do cliente. Conhece suas dificuldades particulares. Sabe, por exemplo, que o cliente frequentemente evita falar sobre si mesmo.</p>
<p><strong>2. Identificação do Comportamento-Problema</strong><br />
Normalmente, há vários comportamentos que merecem intervenção. Nesse exemplo, um dos comportamentos-problema identificados é &#8220;evitar falar sobre si mesmo&#8221;. Essa é o comportamento descrito funcionalmente, mas ele pode ocorrer de diversas formas diferentes (com variada topografia): dizer &#8220;estou cansado&#8221;, chorar, faltar à sessão, desviar o assunto, etc. Todas essas formas têm para o cliente a mesma função de evitar conversas sobre si mesmo.</p>
<p><strong>3. Identificação do Produto do Comportamento</strong><br />
Os comportamentos de evitação, quando efetivo, produz consequências que o mantêm: o indivíduo escapa de falar sobre si mesmo; evita falar sobre assuntos dolorosos, deixando o cliente longe do sofrimento. Apesar de cumprir seu objetivo, esse comportamento impede o cliente de lidar com seus problemas.</p>
<p><strong>4. Identificação do Contexto de Ocorrência do Comportamento</strong><br />
Geralmente, o contexto em que esse comportamento ocorre é a presença de situações nas quais o cliente é incentivado a falar sobre a sua vida. Sabendo disso, é fácil fazer com que o comportamento de evitação aconteça ou não.</p>
<p><strong>5. Identificação das Operações que Motivam esse Comportamento</strong><br />
Provavelmente, a motivação do cliente que evita falar sobre si mesmo é o medo de revelar seu passado e seus pensamentos. É possível supor que coisas desagradáveis ocorreram em sua vida. Alternativamente, é possível que o cliente, no passado, tenha sido ridicularizado quando se expôs.</p>
<p><strong>6. Ampliar a Análise Funcional do Comportamento</strong><br />
Em posse das informações obtidas nos passos anteriores, o terapeuta é capaz de ampliar a análise funcional, acrescentando ou retirando comportamentos e elementos ambientais importantes para compreender o cliente. Por exemplo, se for descoberto que a evitação ocorre por conta de fatos desagradáveis, o foco da análise e da intervenção deve ser os pensamentos e sentimentos do cliente sobre esses fatos. Caso a evitação ocorra porque o cliente foi ridicularizado quando se expôs no passado, o foco de análise e intervenção deve ser o comportamento social.
</p>
<p style="text-align: center;">&#8212;&#8212;- xx &#8212;&#8212;- xx &#8212;&#8212;- xx &#8212;&#8212;- xx &#8212;&#8212;- xx &#8212;&#8212;-</p>
<p>Isso encerra esse primeiro texto sobre análise funcional.</p>
<p>Caso queira saber mais sobre a idéia de não classificar o cliente em termos de doenças mentais, <a href="http://www.psicologiaeciencia.com.br/psicopatologia/" target="_blank">este texto sobre psicopatologia</a> pode ajudar. Para se aprofundar mais na idéia, recomendo <a href="http://www.iaccsul.com.br/robson-faggiani/36-colunista-robson-faggiani/56-o-entendimento-contextual-da-doenca-mental" class="broken_link"  target="_blank">este texto sobre normalidade e anormalidade.</a></p>
<p>Robson Faggiani</p>


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		<title>Psicologia vs Terapias Alternativas</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2009 15:28:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Brino Faggiani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Interessante]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Cognitivo-Comportamental]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Comportamental]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante a minha aula de Ética Profissional, ocorrida hoje, discutimos, eu e os alunos, o problema das terapias alternativas. Baseado na conversa com os alunos, decidi escrever um pequeno texto sobre o assunto. 
O que são terapias alternativas?
São práticas terapêuticas não utilizadas na medicina tradicional ou na psicologia científica. Apesar de haver algumas execeções, a [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante a minha aula de Ética Profissional, ocorrida hoje, discutimos, eu e os alunos, o problema das terapias alternativas. Baseado na conversa com os alunos, decidi escrever um pequeno texto sobre o assunto. <span id="more-993"></span></p>
<h3><span style="color: #800000;">O que são terapias alternativas?</span></h3>
<p><strong>São práticas terapêuticas não utilizadas na medicina tradicional ou na psicologia científica</strong>. Apesar de haver algumas execeções, a grande maioria das terapias alternativas seria melhor definida como segue: <strong>práticas terapêuticas não comprovadas cientificamente.<img class="alignright size-medium wp-image-999" title="aromatherapy11" src="http://www.robsonfaggiani.com/wp-content/uploads/2009/04/aromatherapy11-300x282.jpg" alt="aromatherapy11" width="210" height="197" /></strong></p>
<p><a href="http://www.bolsademulher.com/corpo/materia/guia_de_terapias_alternativas/9078/1" target="_blank">Neste link</a>, uma lista com algumas das terapias alternativas disponíveis no mercado. Mas não é uma lista abrangente, já que não comenta sobre as terapia de regressão, as cirurgias espirituais, as sessões de descarrego, etc.</p>
<h3><span style="color: #800000;">Terapias alternativas funcionam?</span></h3>
<p>A resposta a essa pergunta não é simples.<strong> As terapias alternativas não funcionam, mas fazer uso delas promove, sim, mudanças positivas</strong>. Essa resposta não é paradoxal; precisa ser analisada em duas etapas. Primeiro, a parte em que diz que elas não funcionam e, em seguida, a parte em que diz que elas produzem mudanças positivas.</p>
<ol>
<li><strong>Testes científicos rigorosos mostram que a imensa maioria das práticas alternativas não exerce efeito</strong>. Ou seja, nada do que o suposto terapeuta faz promove saúde. As terapias que mostram efeito positivo de fato, comumente deixam de ser &#8220;alternativas&#8221;. Um exemplo é a acupuntura, que está ganhando espaço junto às terapias tradicionais.</li>
<li><strong>Apesar da não funcionalidade por meio dos seus métodos, as terapias alternativas exercem efeito placebo</strong>. Esse efeito já foi discutido <a href="http://www.psicologiaeciencia.com.br/efeito-placebo/" target="_blank">neste texto</a>. A idéia pode ser resmida assim: as ações terapêuticas nada fazem, mas a atenção recebida pelo cliente e a crença de que a terapia vai ajudar, promovem mudanças positivas, sim, ainda que limitadas. Prova disso é que tais terapias continuam existindo.</li>
</ol>
<p><strong><img class="alignleft size-medium wp-image-1000" title="photo_aroma4" src="http://www.robsonfaggiani.com/wp-content/uploads/2009/04/photo_aroma4-225x300.jpg" alt="photo_aroma4" width="180" height="240" />O que os terapeutas alternativos alegam ser causa de suas ações, é na verdade um efeito psicológico advindo da crença dos clientes.</strong> O problema é que esse efeito psicológico, por limitado que seja, é utilizado como argumento de sucesso, tornando as terapias alternativas práticas perigosas.</p>
<h3><span style="color: #800000;">Por que as terapias alternativas são perigosas?</span></h3>
<p><strong>Porque os indivíduos que confiam nelas não se curam de fato, e podem não procurar um profissional especializado que ajudaria em seus problemas</strong>. Apesar de haver o efeito placebo, ele se limita a produzir uma redução da ansiedade e da dor; pode melhorar o funcionamento do sistema imunológico, no entanto, não cura doenças físicas ou psicológicas, como depressão ou síndrome do pânico.</p>
<h3><span style="color: #800000;">O que a Psicologia tem a ver com isso?</span></h3>
<p>As psicoterapias, por muitos motivos, parecem menos interessantes do que as terapias alternativas para lidar com problemas psicológicos. (1) São mais caras. (2) São mais longas. (3) Exigem trabalho do cliente. (4) São menos atrativas (dizer que um floral vai curar pode parecer, para algumas pessoas, mais interessante do que conversar com um terapeuta). <strong>Resta então, às psicoterapias, a eficiência superior</strong>. Mas elas são eficientes?</p>
<p>Eu tenho uma opinião radical: a de que <strong>a maioria das psicoterapias não é mais funcional do que as terapias alternativas e que as melhoras produzidas por elas podem ser atribuídas ao efeito placebo</strong>. Claro que os psicólogos não concordarão. Mas a verdade é que ainda não existem pesquisas que comprovem, de fato, que algumas formas de psicoterapia são eficientes.</p>
<p>Falando dos dados de pesquisa, eles podem ser resumidos assim: a <strong>Terapia Cognitivo-Comportamental</strong> e a <strong>Terapia Comportamental</strong> mostraram bons resultados para uma grande variedade de problemas. A <strong>Terapia de Orientação Analítica</strong> (derivada da Psicanálise) mostra resultados para alguns problemas. Pesquise <a href="http://scholar.google.com.br/scholar?q=efic%C3%A1cia+psicoterapia&amp;hl=pt-BR&amp;lr=&amp;btnG=Pesquisar&amp;lr=" target="_blank">aqui</a>, <a href="http://scholar.google.com.br/scholar?hl=pt-BR&amp;lr=&amp;q=efici%C3%AAncia+psicoterapia&amp;btnG=Pesquisar&amp;lr=" target="_blank">aqui</a>, <a href="http://scholar.google.com.br/scholar?hl=pt-BR&amp;lr=&amp;q=pesquisas+terapia+cognitivo-comportamental&amp;btnG=Pesquisar&amp;lr=" target="_blank">aqui</a>, <a href="http://scholar.google.com.br/scholar?hl=pt-BR&amp;lr=&amp;q=pesquisas+psicoterapia+anal%C3%ADtica&amp;btnG=Pesquisar&amp;lr=" target="_blank">aqui</a> e <a href="http://scholar.google.com.br/scholar?hl=pt-BR&amp;lr=&amp;q=terapia+comportamental&amp;btnG=Pesquisar&amp;lr=" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Ora, se ainda são poucas as psicoterapias com validade comprovada, como afirmar que a psicoterapia é melhor do que as terapias alternativas? Somando esse problema ao fato de elas serem mais longas e mais caras, fica claro que as Psicoterapias precisam de reformulação e de pesquisas.</p>
<p>O Conselho Federal de Psicologia, com ajuda dos Conselhos Regionais de Psicologia, estão fazendo de 2009 o ano da Psicoterapia. <strong>É uma excelente oportunidade de fomentar pesquisas e passar um pente fino nas práticas dos psicólogos clínicos</strong>. A Psicologia é uma ciência e, portanto, os profissionais da área devem fornecer um trabalho de qualidade.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Deveriam ser permitidas apenas psicoterapias comprovadas cientificamente. Caso contrário, a Psicologia não pode ser considerada diferente das terapias alternativas.</strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;">Robson Brino Faggiani</span></p>


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