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	<title>Psicologia e Ciência &#187; Reforçamento positivo</title>
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		<title>O que é Psicoterapia Analítica Funcional?</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 16:14:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
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		<description><![CDATA[A PAF é uma terapia idiossincrática que é vivenciada de forma diferente entre aqueles que têm aprendido, praticado, recebido, pesquisado, ensinado e/ou escrito sobre ela. Então, começaremos com um banquete destas experiências. Esperamos que alguma delas faça mover o seu interior.


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste post, transcrevo uma parte do primeiro capítulo do livro sobre PAF publicado em 2009, traduzido por mim. Gostaria de lembrar que a lei brasileira esclarece que a pubicação em mídia de partes de artigos informativos não consitutui ofença aos direitos autorais desde que mencionadas as fontes da publicação e o nome do autor.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-2119" title="PAF" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2010/02/PAF-300x275.jpg" alt="PAF" width="300" height="275" />Por começar a ler este livro, imaginamos que você esteja intelectualmente curioso e ansioso para ampliar suas habilidades terapêuticas. Você já deve ter experiência em utilizar Psicoterapia Analítica Funcional (PAF) e agora busca por um aprofundamento, ou este pode ser apenas o seu primeiro contato. Se você não tem certeza do que a PAF se trata, deve estar esperando por uma definição comportamental precisa, ou deve estar procurando por uma resposta que fale com você de forma mais intuitiva. Este livro foi concebido de forma consistente com a abordagem comportamental, porém acreditamos que não exista uma intervenção terapêutica ou uma teoria básica que seja absoluta, contextualmente independente ou “melhor” por definição. Aliás, o “melhor” sempre depende do que alguém quer alcançar. A PAF é uma terapia idiossincrática que é vivenciada de forma diferente entre aqueles que têm aprendido, praticado, recebido, pesquisado, ensinado e/ou escrito sobre ela. Então, começaremos com um banquete destas experiências. Esperamos que alguma delas faça mover o seu interior.</p>
<p><em>1) Uma cliente</em></p>
<p>Uma cliente vinha lutando contra os sintomas de Transtorno de Estresse Pós Traumático em seguidas experiências negativas com profissionais de saúde renomados. Consistentemente com a literatura sobre TEPT, ela possuía uma vulnerabilidade anterior que explicava a intensidade incomum e a severidade dos seus sintomas. Sua história incluía abandono na infância, falta de cuidado pelas pessoas em quem confiava e a morte de familiares próximos. Segue uma transcrição retirada de um e-mail no qual ela descreve as reações à sessão de terapia com RJK realizada poucos dias antes.</p>
<p>Você sempre pede por associações livres e esta manhã eu acordei às 6:30 farta disso. Então, aqui vai. Por que, eu fico me perguntando, você [RJK] insiste tanto neste caminho ‘perverso’, onde primeiro me encoraja a me apegar a você (ostensivamente), ao mesmo tempo que fica falando sobre o encerramento de nossa terapia e, suponho, sobre outros encerramentos também? Em que tipo de trégua impensável, eu ainda fico imaginando, Freud e os Behavioristas se sentariam na mesma mesa para tomar chá? Bem, me ocorreu que você esteja utilizando apego terapêutico/transferência na terapia de dessensibilização/exposição. Você está me pedindo para <em>permanecer</em>, uma e outra vez, sobre a ponte da minha zona de conforto, onde uma pessoa está “conscientemente” apegada, confiando em você, sendo eu mesma de verdade, amortecendo nosso encerramento, a cada vez que me deleito com nossas sessões.  ‘Terapia de Exposição Transferencial’, hein?</p>
<p><em>2) Um estudante de graduação</em></p>
<p>A PAF me impele a me esticar e crescer, a ser teoricamente consistente e consistente com valores em todos os aspectos da minha vida. A PAF me desafia a ver a terapia pelos olhos do cliente, a me comprometer com a auto-introspecção e a analisar cuidadosamente a mim mesmo e as minhas interações.</p>
<p><em>3) Um terapeuta cognitivo-comportamental</em></p>
<p>Aprender sobre como ‘estar’ em uma relação terapêutica tem sido um das mais valiosas idéias que a PAF tem me dado para ‘levar pra casa’. Agora eu acho que a maior parte do tempo que trabalho com um cliente, estou consciente do meu ‘ser’ e me concentro com a finalidade de estar plenamente presente – o que tem se mostrado um processo poderoso, mesmo quando desconfortável. Tenho sido impactado de forma profunda, tanto profissionalmente como pessoalmente. Estou muito mais alerta aos meus padrões de esquiva. Tenho me aproximado do desejo de conectar o meu eu pessoal ao eu profissional de forma mais real, mais humana e mais presente. Aprender PAF tem sido uma força curativa e crescente na minha vida e a tem enriquecido imensamente. Esta experiência está sendo renovadora.</p>
<p><em>4) Um terapeuta comportamental-dialético</em></p>
<p>PAF se trata de viver plenamente enquanto se experimenta emoções, aceitando tantos riscos quanto nossos pacientes, ansiando por transformar o mundo, buscando alívio para o sofrimento enquanto seguimos em direção ao amor e à capacidade de amar. Eu realmente gosto desta combinação de criatividade, expansão de fronteiras, intensidade, encontros existenciais e uma técnica terapêutica poderosa.</p>
<p><em>5) Co-autor do livro</em></p>
<p>A PAF é uma psicoterapia interpessoalmente orientada destinada a aliviar os problemas do cliente que trata fundamentalmente de relações humanas. O sofrimento humano pode acontecer na presença ou na ausência de pessoas. Ainda que a dor emocional sentida pelos clientes venha da falta de conexões significativas. O que faz a PAF única é o uso de princípios comportamentais básicos, como modelagem contingente e o uso do reforçamento na sessão de terapia. O coração da PAF é a hipótese de que o mecanismo de mudança na clínica se dá pelo responder contingente do terapeuta ao problema do cliente, ao vivo, na sessão, enquanto ele ocorre.</p>
<p><em>6) Co-autor do livro</em></p>
<p>A PAF utiliza princípios comportamentais para criar um espaço sagrado repleto de consciência, coragem e amor, onde a relação terapêutica é o veiculo primário para a cura e a transformação do cliente. A PAF modela a eficácia interpessoal nutrindo as habilidades do cliente de falar e agir de modo sensível às suas verdades e dons, de dedicar-se à intimidade e de dar e receber amor em plenitude.</p>
<p>Nós originalmente desenvolvemos a PAF (Kolenberg &amp; Tsai, 1991) para explicar porque alguns de nossos clientes que recebiam a TCC padrão demonstravam uma transformação rápida e marcante em suas vidas, muito além daquilo que normalmente era esperado para o tratamento. Cada um destes casos inesquecíveis envolveu a ocorrência natural, e particularmente intensa, de uma relação terapeuta-cliente envolvente e emocional. Nós procuramos explicar tais relações terapeuta-cliente por meio de uma análise behaviorista radical (Skinner, 1945, 1953, 1957, 1974) do processo psicoterapêutico, realçada na história de cada caso.</p>
<p>Certamente, a noção de que a relação terapeuta-cliente ocupa um papel central na produção de mudança é inerente à literatura de psicoterapia e possui um suporte empírico considerável (veja o Capítulo 2). Nossa intenção ao utilizar os conceitos behavioristas radicais no entendimento deste fenômeno era prover uma nova perspectiva sobre a forma como a relação terapeuta-cliente contribui para os ganhos terapêuticos. Nós utilizamos uma abordagem “de cima para baixo”, que começava pelas observações clínicas de intervenções terapêuticas e seus efeitos, para então utilizar os conceitos comportamentais na explicação de tais efeitos. Nós também utilizamos uma abordagem “de baixo para cima”, aplicando conceitos comportamentais juntamente com contribuições experimentais e teóricas para informar, modelar e refinar as intervenções terapêuticas. A PAF que é praticada hoje reflete mais de duas décadas deste processo interativo.</p>
<p>Uma vantagem central da abordagem comportamental incorporada à PAF é que ela realça mecanismos hipotéticos de mudança que, por sua vez, podem ser utilizados em manuais de tratamento específicos que são facilmente ensináveis. Os conceitos e definições comportamentais permitem que os terapeutas disponham de um amplo leque de mecanismos terapêuticos significativos, tais como ‘coragem’, ‘amor terapêutico’, e ‘criação de um espaço sagrado’ (veja Capítulo 4), o que em geral não é feito nas terapias cognitivo-comportamentais. Trazer esta coragem e este amor pra dentro da relação com os clientes é um processo difícil que faz com que os terapeutas rumem em direção às pontes de suas zonas de conforto – o que freqüentemente evoca esquiva emocional. Nós também escolhemos o behaviorismo para facilitar com que os terapeutas aceitassem riscos de forma responsável e ética em benefício de seus clientes.</p>
<p>Autotes: <strong>Robert J. Kohlenberg, Mavis Tsai e Jonathan W. Kanter<br />
</strong>Fonte: Tsai, M; Kohlenberg, R. J.; Jonathan, W. K.; Kohlenberg, B.; Follette, W. &amp; Callaghan, G. M. A Guide to Functional Analytic Psychoterapy. Awareness, courage, love and behaviorism. New York: Springer.</p>


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		<title>O que o behaviorismo é e o que ele não é</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 01:02:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
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<p>“aplica um tratamento diferenciado, sob a justificativa de uma concepção educacional retrógada, que se baseia na punição e/ou na compensação (behaviorista).”</p>
<p>A presidenta da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental, Martha Hübner, afortunadamente pronunciou-se contra a infeliz menção à abordagem. Em sua carta, esclareceu:</p>
<p>“a origem e prática da denominada ‘recompensa’ não são, obviamente, behavioristas. O que o Behaviorismo fez foi estudar empiricamente seus efeitos (&#8230;). Há outros reforços [para além do reforço monetário], que chamamos de participação, atenção especial e tempo, muitos deles tão reivindicados pelo movimento sindical que seus dirigentes e os membros da sua base até poderiam ser chamados de behavioristas: solicitação de opiniões e idéias, intervalo extra, oportunidade de formação e voz ativa em decisões, citando só alguns.”</p>
<p>É lamentável notar que representantes tão sérios da opinião publica pouco se importam com a própria opinião pública, como fica claro na carta de Hübner – o estado do Espírito Santo está repleto de professores behavioristas que inevitavelmente se ofenderiam com as colocações apresentadas no site. E a ofensa repousa, principalmente, no desconhecimento daquilo que o behaviorismo é (uma ciência) e daquilo que o behaviorismo não é (um instrumento do controle coercitivo).</p>
<p>Equipe PeC</p>
<p>Leia a <a href="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Carta-da-ABPMC-ao-SINDIUPES.pdf">Carta da ABPMC ao SINDIUPES</a></p>


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		<title>Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 6 &#8211; A punição, o controle aversivo e a extinção</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 18:58:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Neste post trataremos dos conceitos relacionados aos processos de punição, de controle aversivo e de extinção.


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste post trataremos dos conceitos relacionados aos processos de punição, de controle aversivo e de extinção.</p>
<p>A punição é uma operação que faz parte do reforçamento, isso porque também se trata de uma conseqüência que altera a probabilidade de uma resposta.</p>
<p>Porém a forma como a punição produz tal alteração é uma questão controversa. Há duas correntes teóricas que definem a punição de formas diferentes. Uma delas defende que a punição é um processo que diminui a probabilidade da emissão das respostas. Isso quer dizer que se alguém se comporta de determinada maneira, ou seja, se costuma fazer algo como andar de bicicleta ou pintar quadros, e tem esse comportamento punido, a probabilidade dessa pessoa voltar a fazer estas mesmas coisas será menor.</p>
<p><img title="punição" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/punição-300x240.jpg" alt="punição" width="300" height="240" /></p>
<p>Uma outra corrente teórica diz que a punição na verdade elicia reações emocionais e aumenta a probabilidade de respostas de fuga e esquiva – e por causa destes processos que a resposta sob análise se torna menos provável de ocorrer. Isso quer dizer que se eu puno o comportamento “andar de bicicleta” de alguém, essa pessoa passa a andar menos para não sentir ansiedade, medo ou para evitar que eu a puna novamente.</p>
<p>Apesar da semelhança entre as duas correntes, a diferença entre elas subsidia discussões sobre questões éticas para o uso da punição como método de modificação do comportamento. Porém, esclarecidas estas duas possibilidades de entender os processos punitivos, vamos às definições de punição positiva e negativa</p>
<p><em>A punição positiva</em></p>
<p>A compreensão deste processo requer um retorno ao conceito de reforço negativo. Lembre-se que um reforçador negativo é um estímulo que uma pessoa se comporta para remover. Lembre-se também que este estímulo também pode ser chamado de estímulo aversivo.</p>
<p>Pense agora em uma situação em que alguém faz alguma coisa e, como conseqüência, aquele mesmo estímulo aversivo é produzido pela resposta daquela pessoa. Por isso este processo é chamado de punição positiva, porque se trata da produção/adição de um estímulo aversivo.</p>
<p>Vamos supor que aquela mesma pessoa que fecha a janela pra evitar a chuva agora descobre uma chave em uma parede de sua casa. A pessoa gira a chave e um cano começa a jorrar água fria sobre a cabeça dela. Este é um processo de punição positiva: a resposta produz um estímulo aversivo. Um critério para averiguar se de fato se tratou de uma punição é a observação da diminuição da taxa da resposta. Se a pessoa não abrir mais aquela chave, de fato o jato de água fria puniu.</p>
<p><em>A punição negativa</em></p>
<p><em> </em>Este processo recai sobre o conceito de reforço positivo. Lembre-se que um estímulo reforçador é aquele que, quando produzido, aumenta a probabilidade da resposta que o produziu. Então, se passarmos agora a retirar um estímulo reforçador que está presente no ambiente da pessoa quando ela emite uma determinada resposta, dizemos que houve punição negativa – e este processo deve implicar na diminuição da probabilidade de emissão da resposta. É daí que surge o nome de punição negativa, pois trata-se da retirada/subtração de um estímulo reforçador produzida pela resposta.</p>
<p>Por exemplo, imagine um terapeuta que está sempre atento e pronto a discutir os temas relevantes na vida de seu cliente e isto tem feito o cliente trazer, a cada sessão, mais e mais temas para discutir com seu terapeuta. Porém agora o cliente passa a abordar temas que tratam da vida pessoal do terapeuta e, nestes momentos, o terapeuta se cala e não dá oportunidades para que o cliente prossiga na discussão. A partir daí, o cliente provavelmente não perguntará mais sobre este assunto. O terapeuta estaria, provavelmente, punindo negativamente a resposta de seu cliente. Este é um exemplo que dificilmente acontecerá na prática, mas serve apenas para ilustrar o conceito.</p>
<p><em>O controle aversivo</em></p>
<p>É importante considerar brevemente que o reforço negativo e a punição são estudados sob o tema de controle aversivo, pois todos tratam-se de variáveis de controle do comportamento por outras vias que não o reforçamento positivo. São processos amplamente discutidos devido aos efeitos que este tipo de controle pode gerar no comportamento, como supressão condicionada (parar de responder), os subprodutos emocionais (como o medo e a ansiedade) e o aumento de respostas de agressão quando uma pessoa está sob controle aversivo.</p>
<p><em>A extinção</em></p>
<p>Outra consideração importante se faz necessária para quando conseqüências que vinham sendo produzidas pelas respostas não mais as são. Se determinados estímulos reforçadores ou aversivos não são mais apresentados ou retirados, a tendência do responder é retornar à probabilidade de ocorrência anterior do processo de reforçamento.</p>
<p>Assim, se riscar o papel não o pinta mais, a criança desiste de desenhar; se fechar a janela não impede mais a chuva, a pessoa a larga como está; se abrir a chave não mais produz um banho frio, a pessoa volta a abri-la quando quiser; e se o terapeuta volta a atentar aos tópicos abordados pelo cliente, este volta a perguntar o que havia deixado de lado.</p>
<p>Ou seja, a extinção é o efeito da suspensão do reforçamento sobre o responder –- significa o retorno da probabilidade do responder a taxas anteriores.<strong></strong></p>


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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 19:59:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Básicos de Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Reforçamento positivo]]></category>

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		<description><![CDATA[Por reforçamento pode-se entender qualquer operação que altere a chance de uma resposta ocorrer no futuro. Assim, operações como reforçamento positivo, reforçamento negativo, extinção, punição positiva e punição negativa podem ser englobadas em um único e amplo conceito chamado reforçamento. Primeiramente vamos nos ater às operações conhecidas como reforçamento (ou reforço) positivo e reforçamento (ou reforço) negativo.


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Por reforçamento pode-se entender qualquer operação que altere a chance de uma resposta ocorrer no futuro. Assim, operações como reforçamento positivo, reforçamento negativo, extinção, punição positiva e punição negativa podem ser englobadas em um único e amplo conceito chamado reforçamento.</p>
<p>Primeiramente vamos nos ater às operações conhecidas como reforçamento (ou reforço) positivo e reforçamento (ou reforço) negativo. Um breve parêntese pode ser importante: quando usamos a palavra reforço, podemos estar nos referindo a três coisas diferentes: 1. Um reforçador, quer dizer, um estímulo que quando produzido por uma resposta aumenta a probabilidade desta; 2. Um reforçamento, ou seja, uma operação em que reforçadores são apresentados; e 3. Um reforçamento enquanto procedimento, ou seja, uma situação em que alguém deliberadamente provê conseqüências especialmente para instalar, manter ou manejar o responder de um organismo.</p>
<p>Agora podemos passar a uma apresentação melhor das operações de reforço.</p>
<p><em>O reforço positivo</em></p>
<p>Reforço positivo é uma operação em que um evento produzido por uma resposta aumenta a probabilidade desta resposta ocorrer no futuro.</p>
<p>Vejamos uma situação natural em que esta operação pode ocorrer. Se uma criança, brincando com materiais gráficos, produz no papel um risco colorido com um lápis de cor e, depois disto, passa a riscar papéis quando os encontra pela frente, podemos dizer que o risco (ou o papel riscado) reforçou positivamente a resposta de riscar.</p>
<p>O mesmo pode acontecer em uma situação planejada, como quando um terapeuta discute com o cliente como ele pode resolver os problemas que ele acabou de contar na sessão – o terapeuta reforçou respostas do cliente relacionadas a discutir as dificuldades de sua vida, o que é de muito interesse de um terapeuta.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1703" title="terapeuta" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/terapeuta-300x225.jpg" alt="terapeuta" width="300" height="225" /></p>
<p>De maneira mais geral, uma representação gráfica da relação entre a resposta e o reforçador positivo pode ser formulada da seguinte maneira:</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1711" title="reforçopositivo" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/reforçopositivo2.jpg" alt="reforçopositivo" width="91" height="81" /></p>
<p>Esta representação provavelmente será lida por um analista do comportamento da seguinte forma: dada a emissão de uma resposta, um estímulo é produzido e este estímulo retroage sobre a probabilidade futura de ocorrência desta resposta. Isso quer dizer que, se a pessoa faz algo que produz um reforço, então é bem capaz que ela volte a fazer isso.</p>
<p>Uma observação final é a de que muitos autores já definiram o reforço como um estímulo agradável, apetitivo, prazeroso, etc. Hoje este tipo de definição não é aceita, sendo que a única característica do estimulo que o caracteriza como reforçador é o aumento da probabilidade de ocorrência da resposta que o produziu.</p>
<p><em>O reforço negativo</em></p>
<p>Se por um lado o reforço positivo é marcado pela produção de um evento, o reforço negativo é marcado pela eliminação de um evento. Daí os nomes positivo (produção, adição) e negativo (eliminação, subtração). Desta forma, reforçamento negativo é uma operação em que uma resposta tem sua probabilidade de ocorrência aumentada pela eliminação de um estímulo.</p>
<p>Por exemplo, se uma pessoa está do lado de uma janela e começa a chover no seu rosto, ela pode fechar a janela e impedir que a chuva continue a molhando. Se das próximas vezes que chover ela fechar a janela, a porta, etc., podemos dizer que estas respostas foram negativamente reforçadas pela remoção da chuva.</p>
<p>Os analistas do comportamento chamam de estímulo aversivo o evento que é eliminado no reforçamento negativo. Existem muitos estímulos aversivos conhecidos, como o choque elétrico, os jatos de ar quente, as estimulações dolorosas diversas, etc. Mas definiremos um estímulo aversivo baseados principalmente na probabilidade de uma pessoa, ou um animal, se comportar para eliminar este estímulo.</p>
<p>As respostas negativamente reforçadas são chamadas de fuga na literatura analítico-comportamental. Um esquema gráfico de uma resposta de fuga pode ser este apresentado a seguir:</p>
<p><img title="reforçonegativo" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/reforçonegativo1.jpg" alt="reforçonegativo" width="138" height="58" /></p>
<p>Você pode ler este esquema da seguinte forma: dado um estímulo aversivo, uma resposta que o elimine será negativamente reforçada. Isso quer dizer que se uma pessoa fizer algo que termine uma estimulação aversiva, é muito provável que ela volte a fazer isso quando a estimulação aversiva voltar a acontecer.</p>
<p>Um outro tipo de resposta negativamente reforçada é chamado de esquiva. Na esquiva, o estimulo aversivo não precisa ser apresentado – exige-se apenas a presença de um outro evento que indique que o aversivo pode aparecer. Por exemplo, aquela pessoa que aprendeu a fechar a janela pra se livrar da chuva pode começar a fechar a casa toda quando o céu ficar cheio de nuvens carregadas.</p>
<p>Em resumo, pode-se dizer que reforço positivo e negativo são processos em que as conseqüências do responder aumentam a probabilidade futura da emissão de uma dada resposta.</p>


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		<title>20 de julho – dia do amigo!</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 01:42:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento Verbal]]></category>
		<category><![CDATA[Reforçamento positivo]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje é dia do amigo. Logo cedo recebi um scrap no Orkut em comemoração a este dia. Logo que recebi o scrap, o respondi com as mesmas felicitações e comecei a parabenizar algumas pessoas que estavam online no meu MSN. Aí, agora a pouco, estava pensando: por que recebi aquele scrap? Por que respondi? Por que parabenizei as pessoas no MSN? Por que criaram esta data?


No related posts.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1502" title="amizade" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/07/amizade.jpg" alt="amizade" width="448" height="336" /></p>
<p>Hoje é dia do amigo. Logo cedo recebi um scrap no Orkut em comemoração a este dia. Logo que recebi o scrap, o respondi com as mesmas felicitações e comecei a parabenizar algumas pessoas que estavam online no meu MSN. Aí, agora a pouco, estava pensando: por que recebi aquele scrap? Por que respondi? Por que parabenizei as pessoas no MSN? Por que criaram esta data?</p>
<p>Quando tentei responder a estas perguntas comecei a pensar em algumas variáveis que podem estar relacionadas àquilo que chamamos de amizade. Gostaria de compartilhar meu raciocínio com os leitores. Entendo que primeiramente há variáveis que favorecem a amizade, há ainda outras que a bloqueia e que há diferenças sutis entre um amigo e uma outra pessoa que a gente acha legal.</p>
<p>Primeiramente, o que favoreceria uma amizade? Vamos lá. O dicionário Michaelis online define amizade como “<em>sf</em> (<em>lat amicitate</em>)<strong> 1</strong> Sentimento de amigo; afeto que liga as pessoas.<strong> 2</strong> Reciprocidade de afeto.<strong> 3</strong> Benevolência.<strong> 4</strong> Amor. <em>Antôn: inimizade, ódio, oposição. A. colorida, gír:</em> relação íntima e amorosa, sem compromisso social. <em>Cf amizade-colorida”. </em>Esta definição imediatamente lança luz sobre uma questão importante sobre a amizade: ela envolve sentimentos característicos do reforçamento positivo.</p>
<p>O estudo dos sentimentos na análise do comportamento se dá pela observação de quais tipos de estímulos eliciam quais respostas emocionais. É o campo do estudo do comportamento respondente. Sabe-se que aqueles sentimentos que chamamos de alegria, felicidade e prazer (ou elação) são evocados pela apresentação de estímulos reforçadores após a emissão de alguma resposta. Diz-se, de forma mais tradicional, que tais sentimentos são produtos de uma contingência de reforço. Observe o esquema:</p>
<table style="text-align: center;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<p align="center">Antecedente</p>
</td>
<td>
<p align="center">∙</p>
</td>
<td>
<p align="center">Resposta</p>
</td>
<td>
<p align="center">→</p>
</td>
<td>
<p align="center">Conseqüência</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="5">
<p align="center"><em>Alegria, felicidade, prazer.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Alguns sentimentos são produtos de contingencias mais complexas, como o afeto e o amor. Estes estão ligados a uma predisposição constante em mediar os reforçadores para outra pessoa, isto é, diz-se que uma pessoa ama outra quando esta media os reforçadores para aquela em uma alta freqüência. À despeito da freqüência, a mediação de reforçadores por outra pessoa é o que define todo comportamento social.</p>
<p>A predisposição em mediar os reforçadores pode ter sua origem tanto na própria relação com a pessoa amada quanto pode derivar de outros processos de aprendizagem, como a experiência com outras pessoas que compartilham alguma semelhança ou o seguimento de regras do tipo “ame ao teu próximo como a ti mesmo”. Esta história inclui múltiplas ocasiões em que a pessoa que hoje é vista como uma amiga mediou reforçadores para aquele que a vê desta forma. Isto quer dizer que, se eu tenho você como um amigo, no nosso passado juntos você provavelmente elogiou algumas características minhas, me fez convites para programas agradáveis, me acompanhou em algumas tarefas, fez algum favor imprescindível e trocou gentilezas. Em termos comportamentais, podemos descrever uma contingência de reforçamento mediado pelo outro da seguinte forma:</p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td colspan="10">
<p align="center">FALANTE</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p align="center">(audiência)</p>
</td>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center"><span style="text-decoration: underline;">Pão, por favor</span></p>
</td>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">Pão</p>
</td>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">Obrigado</p>
</td>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">De nada</p>
</td>
<td valign="top">
<p align="center">
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p align="center">S<sup>D</sup></p>
</td>
<td>
<p align="center">∙</p>
</td>
<td>
<p align="center">R<sup>V</sup></p>
</td>
<td>
<p align="center">→</p>
</td>
<td>
<p align="center">S<sup>R</sup> + S<sup>D</sup></p>
</td>
<td>
<p align="center">∙</p>
</td>
<td>
<p align="center">R<sup>V</sup></p>
</td>
<td>
<p align="center">→</p>
</td>
<td>
<p align="center">S<sup>RV</sup></p>
</td>
<td valign="top">
<p align="center">
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p align="center">↑</p>
</td>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">↓</p>
</td>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">↑</p>
</td>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">↓</p>
</td>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">↑</p>
</td>
<td valign="top">
<p align="center">
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">S<sup>DV</sup></p>
</td>
<td>
<p align="center">∙</p>
</td>
<td>
<p align="center">R</p>
</td>
<td>
<p align="center">→</p>
</td>
<td>
<p align="center">S<sup>RV</sup> + S<sup>D</sup></p>
</td>
<td>
<p align="center">∙</p>
</td>
<td>
<p align="center">R<sup>V</sup></p>
</td>
<td valign="top">
<p align="center">→ &#8230;</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">Pão, por favor</p>
</td>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">Passar o pão</p>
</td>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">Obrigado</p>
</td>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">De nada</p>
</td>
<td valign="top">
<p align="center">
</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="10">
<p align="center">OUVINTE</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p align="center">
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="192" valign="top">Legenda</td>
<td width="192" valign="top"></td>
<td width="192" valign="top"></td>
</tr>
<tr>
<td width="192" valign="top">S<sup>D</sup>: Estímulo discriminativo</td>
<td width="192" valign="top">S<sup>DV</sup>: Est. discriminativo verbal</td>
<td width="192" valign="top">R: Resposta</td>
</tr>
<tr>
<td width="192" valign="top">R<sup>V</sup>: Resposta verbal</td>
<td width="192" valign="top">S<sup>R</sup>: Estímulo reforçador</td>
<td width="192" valign="top">S<sup>RV</sup>: Estímulo reforçador verbal</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A relação de contingência descrita acima é um episódio verbal em que uma pessoa, o falante, solicita um pão a outra pessoa, o ouvinte. Neste episódio, somente a presença de uma pessoa (audiência), sinaliza a oportunidade (S<sup>D</sup>) de realizar o pedido de pão (R<sup>V</sup>). O pedido é para o ouvinte uma oportunidade (S<sup>DV</sup>) para passar o pão (R). O pão é a conseqüência (S<sup>R</sup>) para a resposta do falante de pedir pão e é também a oportunidade (S<sup>D</sup>) de agradecer ao ouvinte. O agradecimento do falante é a conseqüência (S<sup>RV</sup>) produzida pelo ouvinte ao passar o pão e também é a oportunidade para este dizer (R<sup>V</sup>) “de nada”. Por fim, “de nada” é a conseqüência (S<sup>RV</sup>) produzida pelo ouvinte diante do agradecimento do falante.</p>
<p>O mais importante aqui é ressaltar que a pessoa amiga se tornou um estímulo capaz de (1) evocar sentimentos de amor e afeto; e (2) tornar mais provável a mediação de um reforçador. Penso que estas duas propriedades facilitam o surgimento de uma amizade.</p>
<p>Há ainda outra característica importante no amigo. O amigo não exerce coerção. A coerção é caracterizada por contingências de reforço negativo, punição e pela manipulação dos reforçadores em favor do manipulador. Os sentimentos derivados destas contingências são respectivamente a ansiedade, o medo e a insegurança. Estes sentimentos são incompatíveis com os sentimentos de alegria, felicidade e prazer e o agente coercitivo não consegue se estabelecer como um mediador de reforçadores. Desta forma, a coerção seria uma variável que bloquearia a amizade.</p>
<p>Porém há ainda uma variável mais sutil, que eu chamaria de diferença qualitativa, que define uma amizade. Afinal, não chamamos o caixa do supermercado (extremamente reforçador e minimamente coercitivo) de amigo. Reservamos este nome para aquelas pessoas que reforçam comportamentos que mais provavelmente seriam punidos. Não só temos no amigo aquele que medeia reforçadores e evita a coerção, mas o amigo é aquele que vai além. Ele ouve atentamente uma confissão inconfessável, se arrisca, acalma o seu piti, critica o seu inimigo, enfim, é seu amigo. O amigo é íntimo.</p>
<p>Bem, que neste dia do amigo os leitores do Psicologia e Ciência possam ser encorajados a serem mais reforçadores, menos coercitivos e a aceitarem aqueles que estão por perto por quem eles são. Quem sabe não é hora de fazer um bom amigo?</p>
<p><span style="font-size: xx-small;">As idéias originais e os conceitos sobre os quais este post se debruça podem ser encontrados em tratados clássicos da análise do comportamento e solicitado via contato com o autor pelo e-mail </span><a href="mailto:rodrigonunesxavier@gmail.com"><span style="font-size: xx-small;">rodrigonunesxavier@gmail.com</span></a><span style="font-size: xx-small;">.</span></p>


<p>No related posts.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Reforçamento Positivo na Análise do Comportamento &#8211; Definição e aplicações clínicas</title>
		<link>http://www.psicologiaeciencia.com.br/reforcamento-positivo-na-analise-do-comportamento-definicao-e-aplicacoes-clinicas/</link>
		<comments>http://www.psicologiaeciencia.com.br/reforcamento-positivo-na-analise-do-comportamento-definicao-e-aplicacoes-clinicas/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 19:39:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Epistemologia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[avaliaçao Psicologica]]></category>
		<category><![CDATA[Reforçamento positivo]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Comportamental]]></category>

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		<description><![CDATA[Dentro da Análise do Comportamento, os procedimentos de reforçamento são muito utilizados. Mas será que esses procedimentos podem ser usados em qualquer situação ? O presente texto pretende discutir alguns aspectos do reforçamento positivo enquanto técnica comportamental e suas aplicações na clinica.


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Dentro de uma abordagem Analítico-comportamental , o reforçamento positivo está presente em muitas técnicas e sem duvida é um principio importante para a mudança comportamental.</p>
<p>Entender o conceito e a aplicação é fundamental para o analista do comportamento articular as sessões para que classes de respostas alvo sejam constantemente reforçadas afim de se mudar um comportamento problema, caso seja esse o objetivo.</p>
<p>O terapeuta deve no inicio ser um agente reforçador por si só, já que o cliente procura um terapeuta e o tem como alguém que detém um conhecimento que pode ajudá-lo  e qualquer ato ou palavra que alivie o sofrimento já tem um papel reforçador para respostas de compromisso e maior aderência ao processo psicoterápico. Ainda podemos falar que esses processos aprofundam e melhoram a relação terapêutica que se está sendo estabelecida entre terapeuta e cliente.</p>
<p>Ao lidar com o reforço positivo são necessários cuidados, é preciso estabelecer um criterioso levantamento de dados e fazer uma boa análise funcional para definir a princípio qual é o melhor esquema de reforçamento para o caso do cliente dentro dos objetivos da terapia.</p>
<p>Alguns clientes funcionam sobre um esquema de contingência de reforço positivo muito infrequente. Isso significa que esse cliente tem uma tolerância a frustração muito grande. Sendo assim, acabam não sendo sensiveis a novas contingências reforçadoras e não operam no ambiente, pois já se acostumaram a suportar frustração e condições aversivas. Nesse caso mantem seu comportamento inalterado, mesmo que seu padrão de respostas produzam conseqüências aversivas.</p>
<p>Clientes que são expostos a contingências de total privação ou de privação moderada de fontes reforçadoras experimentam um intenso sentimento de culpa assim que os reforçadores são apresentados,  isso acontece por possuírem repertórios modelados de uma extrema tolerância a frustração (Guilhardi, 2002, p. 136).</p>
<p>Contingências de reforçamento positivo escassas podem gerar sujeitos que não possuem repertórios comportamentais capazes de produzir reforçadores em ambiente natural intrinsecamente, precisando sempre de esquemas de reforço extrínseco sugerindo baixa auto-estima e dificuldades em relacionar-se em um ambiente social. Com isso pode-se dizer que o individuo sofre um impacto negativo em sua variabilidade comportamental e portanto vai ter dificuldades em buscar novas formas de reforçamento.</p>
<p>Segundo Horcones (1983), as palavras <em>“extrinseco e intrinseco”</em> referem-se apenas a origem das conseqüências. Se o cliente ao responder a estímulos discriminativos, obtém uma conseqüência reforçadora dizemos que o reforçamento é intrínseco e com isso se configura em uma resposta naturalmente reforçada.</p>
<p>Quando o responder do cliente é reforçado pelo ambiente através do terapeuta, dizemos que o reforço é extrínseco e arbitrário, já que foi possibilitado por outra fonte que não seja o próprio responder do sujeito. Em outras palavras, quando falamos de reforçamento positivo intrínseco, nos referimos ao uma relação entre resposta e conseqüência, em que a conseqüência é produto direto da resposta, ou seja, a conseqüência reforçadora é produto direto da resposta do próprio sujeito. Quando falamos de reforçamento positivo extrínseco, vamos nos referir a uma relação entre conseqüência e resposta, em que a conseqüência depende da própria resposta do individuo somado a outros eventos.</p>
<p>O reforçamento intermitente é mais eficaz que o CRF por facilitar a variabilidade comportamental, já que torna a sessão mais proxima ao ambiente natural onde é preciso operar no ambiente e algumas respostas vão ser reforçadas e outras não. O reforçamento de esquema intermitente mostra melhores resultados por que aumenta a tolerância a frustração e obriga o indivíduo a continuar operando para receber o reforço que outrora era sempre apresentado.  Isso é especialmente verdade quando falamos de comportamento social, onde algumas respostas são reforçadas e outras entram em extinção.</p>
<p>O reforçamento positivo é um processo que consiste em apresentar um estímulo conseqüente que aumente a probabilidade da emissão de respostas. Dentro do contexto clinico, é importante determinar respostas que devem ou não ser conseqüenciadas positivamente.  Mas também é sabido que, como no caso da psicoterapia o reforço é obtido dentro do contexto clínico, pode ser que o mesmo reforço não seja produzido em ambiente natural. É necessário que o terapeuta também ajude o cliente a instrumentarlizar-se para obter esses reforços em seu ambiente fora do contexto clínico, podendo generalizar fontes reforçadoras obtidas através de um novo repertório comportamental que foi ou está sendo modelado em terapia.</p>
<p>A terapia seria falha se o cliente só conseguisse operar em um ambiente clínico e só fosse reforçado nesse ambiente, não levando novos repertórios para seu ambiente natural. O reforço extrínseco deve ser capaz de instalar novos repertórios comportamentais para que o reforço seja intrínseco ao comportamento do cliente. Nesse caso, acontecerá a generalização e conseqüentemente repertórios inadequados, não assertivos e agressivos vão ser extintos.</p>
<p>Em alguns casos o terapeuta sozinho não consegue modelar novos repertórios comportamentais apenas em um ambiente clínico. Para esses casos, o trabalho conjunto com o A.T. (Acompanhante Terapêutico) mostra resultados interessantes. O terapeuta como fonte reforçadora em ambiente clínico modelando novos repertórios comportamentais e o A.T. como fonte reforçadora externa ao contexto clínico, e em alguns casos mais graves, dando modelos de novos repertórios para que o cliente possa ver uma classe de respostas mais ampla e com isso passe a imitar o Acompanhante Terapeutico.</p>
<p>Se espera com esse trabalho em conjunto que a generalização de reforçadores seja facilitada contribuindo para a instalação permanente de novas classes de respostas mais adaptadas e novos repertórios comportamentais. Em um próximo texto discutirei um pouco mais o trabalho do Acompanhante Terapeuta ( A.T.).</p>
<p>Agradeço ao Rodrigo Nunes Xavier a importante contribuição na elaboração do presente texto.</p>
<p>Referencias :</p>
<p>Madi, M. B. B. P. (2004). Reforçamento positivo: princípio, aplicação e efeitos desejáveis. Em C.N. Abreu e H.J. Guilhardi (orgs.) <em>Terapia Comportamental e Cognitivo-comportamental : práticas clínicas.</em> Capitulo 2, 41-54. São Paulo : Roca.</p>
<p>Kohlemberg, R.J. e Tsai, M. (2001). Suportes teóricos da FAP.  Em: <em>Psicoterapia Funcional Analitica: Criando Relações Terapeuticas Intensas e Curativas. </em>Santo André : ESETec. (pp.8-18).</p>
<p>Andery, M.A.P.A.; Sério, T.M. Consequências intrínsecas e extrínsecas. Em : C.E. Costa, J.C. Luzia, H. H. Nunes S´Antana(orgs.) <em>Primeiros Passos em Analise do Comportamento e Cognição, </em>Vol 2. Santo André : Esetec, 2004 (pp 43-48)</p>
<p>Por : Marcelo C. Souza</p>


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