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	<title>Psicologia e Ciência &#187; Educativos</title>
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		<title>Terapia Comportamental &#8211; Análise Funcional &#8211; intervenção</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 17:01:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Brino Faggiani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No último texto falei sobre a análise funcional do ponto de vista da avaliação psicológica. Agora vou comentar sobre como o processo de avaliação fundamenta as bases da intervenção em terapia comportamental.
Para começar, um aviso. Seria mais correto mudar o título deste texto para &#8220;Mudanças de Contingências&#8221; no lugar de &#8220;Análise Funcional &#8211; Intervenção&#8221;. Preferi [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.psicologiaeciencia.com.br/terapia-comportamental-analise-funcional-avaliacao/" target="_blank">No último texto</a> falei sobre a análise funcional do ponto de vista da avaliação psicológica. Agora vou comentar sobre como o processo de avaliação fundamenta as bases da intervenção em terapia comportamental.</p>
<p>Para começar, um aviso. Seria mais correto mudar o título deste texto para &#8220;Mudanças de Contingências&#8221; no lugar de &#8220;Análise Funcional &#8211; Intervenção&#8221;. Preferi manter o presente título porque as mudanças de contingências são constamente avaliadas do ponto de vista funcional.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1338" title="seattle counseling" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/07/seattle-counseling-300x240.jpg" alt="seattle counseling" width="300" height="240" /></p>
<h3>Intervindo no Comportamento</h3>
<p>Após a análise funcional, passamos a ter hipóteses sobre como e por que ocorre o comportamento-problema do cliente. O próximo passo é realizar a intervenção. Há algumas maneiras de fazer isso:</p>
<p><strong>1. Modificando o ambiente</strong><br />
De acordo com os princípios comportamentais, a principal fonte de controle do comportamento é o ambiente. A melhor forma de intervir em terapia comportamental, portanto, seria realizar alterações no cotidiano da pessoa que procura ajuda. Infelizmente, o terapeuta não tem acesso a tudo que acontece ao cliente.</p>
<p>De forma brilhante, a Psicoterapia Analítica-Funcional (FAP) sugeriu uma solução para esse problema: utilizar a semelhança funcional entre os ambientes de dentro e fora do consultório e tentar reproduzir na sessão terapêutica as situações causadoras do sofrimento do cliente. Dessa forma, o ambiente poderia ser mudado ao vivo, enquanto os comportamentos-problema do cliente ocorressem.</p>
<p>Ainda que a solução proposta pela FAP seja excelente e aplicável em várias situações, está longe de solucionar a dificuldade em acessar o cotidiano do cliente. Há, no entanto, outros meios de intervir no comportamento.</p>
<p><strong>2. Modificando regras.</strong><br />
Regras são declarações verbais acerca do funcionamento do ambiente e do comportamento. Desde a infância, somos acostumados por nossos pais, professores e amigos a atentar e seguir instruções verbais. Aprendemos a descrever o mundo e o modo como agimos. Essas descrições afetam nosso comportamento. É comum, infelizmente, que muitas dessas regras sejam inadequadas e produzam comportamentos inapropriados.  Já falei sobre esse assunto <a href="http://www.psicologiaeciencia.com.br/o-pensamento-controlando-comportamento/" target="_blank">neste texto</a>.</p>
<p>Dada a importância das declarações verbais, o terapeuta comportamental pode, como parte de sua intervenção clínica, ajudar o cliente a analisar a pertinência de suas regras e a avaliar se é possível criar regras mais apropriadas. Aqui cabe deixar claro que o terapeuta não muda as regras do cliente: apenas ajuda o cliente a mudar suas próprias regras.</p>
<p><strong>3. Autoconhecimento e autocontrole</strong><br />
Um objetivo fundamental do terapeuta comportamental é ajudar o cliente a compreender e controlar o próprio comportamento, possibilitando a ele pensar sobre seus problemas e encontrar a melhor forma de resolvê-los mesmo depois de terminado o trabalho terapêutico. É possível afirmar que, de modo geral, todas as perguntas do terapeuta têm, em última análise, a função de promover autoconhecimento. Algumas vezes, no entanto, algumas ações específicas são executadas, como pedidos de auto-registro, lições de casa, etc. Outra possibilidade é analisar o comportamento do cliente e mostrar como esse processo é feito, ou seja, dando modelos aos clientes sobre como fazê-lo.</p>
<p>Uma pessoa capaz de compreender a si mesma e a manipular o próprio comportamento, provavelmente não terá problemas que não pode resolver. A tarefa de ajudar o cliente no processo de auto-descoberta é provavelmente a tarefa mais nobre da psicoterapia.</p>
<p><strong>4. Terapia fora da clínica</strong><br />
Alguns clientes podem se beneficiar muito de sessões terapêuticas no &#8216;mundo real&#8217;, especialmente aqueles com problemas de ansiedade, depressão e fobia. Um cliente tímido, por exemplo, que treina como falar com pessoas do &#8216;mundo real&#8217; com a supervisão do terapeuta tem a possibilidade de apresentar uma melhora muito mais rápida do que um treino social apenas na clínica.</p>
<p>A terapia fora da clínica é uma ferramenta relativamente moderna de intervenção e com resultados muito promissores. Particularmente, posso dizer que os meus clientes gostaram muito das experiências no &#8216;mundo real&#8217;. Essa forma de intervenção é uma ótima maneira de driblar o problema da falta de acesso do terapeuta ao cotidiano do cliente.</p>
<p>Outra forma de fazer terapia fora da clínica é com o auxílio de acompanhantes terapêuticos. O objetivo dos acompanhantes é funcionar como uma extensão da terapia no &#8216;mundo real&#8217;. Assim como descrito acima, o trabalho do acompanhante produz resultados muito satisfatórios na resolução dos comportamentos-problema.</p>
<p><strong>5. Participação familiar</strong><br />
Para terminar, é válido comentar a importância da participação da família na psicoterapia. Familiares ajudam de duas formas: além de serem a base emocional do cliente, potencializam as intervenções terapêuticas. O terapeuta hábil em facilitar trocas emocionais entre clientes e familiares tem uma importante forma de intervenção à sua disposição.</p>
<p>Além da familiares, outras pessoas importantes da vida do cliente podem ajudar, como namorados (as), colegas de quarto, etc. O trabalho em comunhão produz resultados espantosos.</p>
<p style="text-align: center;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211; xx &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211; xx &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211; xx &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>Independentemente da forma de intervenção utilizada, todo terapeuta comportamental é guiado pela idéia de ajudar o cliente a descobrir sobre si mesmo e a mudar seus comportamentos que causam sofrimento. Como será visto em textos posteriores, o terapeuta comportamental utiliza procedimentos de intervenção baseados em descobertas científicas e lida com cada cliente de forma única e particular. Esse cuidado com a individualidade do cliente, ao mesmo tempo em que se analisa seu contexto social, é a pedra angular da terapia comportamental.</p>
<p>No próximo texto da série, vou discutir sobre a Relação Terapêutica para a terapia comportamental. Até lá.</p>
<p>Robson Brino Faggiani</p>


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		<title>Como lidar com os filhos</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 20:59:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Brino Faggiani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O bem estar da criança está intimamente ligado com a habilidade de seus pais. Não é incomum encontrar, na clínica infantil, crianças cujos problemas poderiam ser resolvidos caso os pais tivessem alguma instrução sobre análise do comportamento. Este pequeno guia sobre como lidar com os filhos tem o objetivo de prevenir problemas e fornecer ferramentas [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>O bem estar da criança está intimamente ligado com a habilidade de seus pais. Não é incomum encontrar, na clínica infantil, crianças cujos problemas poderiam ser resolvidos caso os pais tivessem alguma instrução sobre análise do comportamento. Este pequeno guia sobre como lidar com os filhos tem o objetivo de prevenir problemas e fornecer ferramentas aos pais para resolverem possíveis problemas de comportamento dos filhos.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1253" title="pais e filhos" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/06/pais-e-filhos.gif" alt="pais e filhos" width="288" height="315" /></p>
<p><strong>POR QUE NOS COMPORTAMOS?</strong></p>
<p>Para começar, vamos entender por que nos comportamos.</p>
<p>O mais importante a saber é que fazemos o que fazemos porque fomos ensinados. Tudo o que fazemos é aprendido, até mesmo os comportamentos inadequados dos nossos filhos. Se os pais não ajudam o filho na escola, não pedem para eles arrumarem o quarto, não se preocupam se eles saem à noite, com certeza as crianças vão aprender que não precisam estudar, não precisam arrumar o quarto e podem sair para onde quiserem. O fato de que comportamentos são aprendidos é uma boa notícia: significa que podemos ensinar maneiras diferentes de agir. Podemos identificar quais são os comportamentos dos nossos filhos que são inadequados, e criar situações para que eles aprendam melhores formas de se comportar. Para isso, precisamos entender melhor sobre os motivos do comportamento.</p>
<p>Em primeiro lugar, as pessoas se comportam para conseguir algo que querem. Por exemplo: abrimos a geladeira para pegar água, vamos à escola para aprender, convidamos nossos amigos para brincar porque eles nos fazem bem, e assim por diante. Também nos comportamos para evitar algo que é desagradável. Por exemplo: colocamos blusas quando está frio, estudamos para não ir mal à prova, tiramos o sapato se há uma pedra, etc.</p>
<p>Outra propriedade importante do comportamento é que ele é diferente em lugares diferentes. O comportamento na sala de aula difere do comportamento no recreio. As ações diante do chefe diferem das realizada na presença do marido ou da esposa. É importante saber disso porque é comum que nossos filhos se comportem de maneira inadequada com o pai, mas não com a mãe, ou somente na escola e nunca em casa. Se conseguirmos identificar em que situações e com quais pessoas nossos filhos se comportam de forma errada, mais facilmente podemos corrigir esse comportamento.</p>
<p>Vamos usar o exemplo da criança que faz arte na presença do pai e não da mãe. Podemos supor que parte do problema está no fato de que o pai não deve estar estabelecendo regras para a criança, enquanto a mãe consegue impor limites. Agora imaginem uma criança que só estuda na véspera da prova. Muito provavelmente ela faz isso porque os pais não a incentivam a estudar um pouco a cada dia. Se a criança cuidada pela avó faz birra somente quando a mãe, que trabalha o dia todo, chega em casa, isso pode significar que ela está tentando chamar a atenção da mãe com a birra. Esses exemplos mostram a importância de saber em quais situações e com quais pessoas as crianças se comportam inadequadamente. A identificação desses momentos é fundamental para planejar a mudança do comportamento.</p>
<p><strong>A RESPONSABILIDADE DOS PAIS</strong></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1254" title="Pai e filho estudando" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/06/Pai-e-filho-estudando.jpg" alt="Pai e filho estudando" width="314" height="208" />Os pais, se desejam ajudar os filhos a corrigir comportamentos problemáticos, devem assumir a responsabilidade pelo que está acontecendo. O que os filhos fazem está relacionado com o comportamento dos pais. Portanto, há sempre algo que pode ser feito para o bem das crianças. É fundamental que os pais assumam a responsabilidade porque eles são as pessoas mais importantes para os filhos e é principalmente na convivência familiar que a criança se desenvolve.</p>
<p>Agora que já foi falado sobre os motivos do comportamento, os pais precisam saber que existem quatro formas diferente de lidar com as ações dos filhos.</p>
<p>A primeira e mais recomendável forma de lidar com os comportamentos dos filhos é premiar as ações positivas com elogios, carinhos, presentes, passeios, comidas preferidas, etc. O comportamento positivo premiado tende a ocorrer novamente. Esse prêmio, no entanto, não deve vir após uma ameaça e deve ocorrer da forma mais natural e menos planejada possível. O prêmio também não deve ser apresentado sempre, mas apenas de vez em quando. Crianças que ouvem palavras de incentivo dos pais crescem felizes, saudáveis e autoconfiantes. Os melhores pais são aqueles capazes de dar atenção aos filhos. É preciso tomar cuidado para o prêmio não virar chantagem. Repito: o prêmio (seja carinho, passeio, etc) deve ser o mais natural e menos planejado possível. Pais que premiam sempre e fazem todas as vontades dos filhos podem estar criando crianças mimadas que terão problemas de se adaptar à realidade. Crianças que têm tudo o que querem não desenvolvem autoconfiança e têm dificuldades em lidar com a frustração.</p>
<p>A segunda forma de lidar com os comportamentos dos filhos é não fazer nada. Há pais que, independentemente do que os filhos fazem, seja bom ou ruim, nada fazem: não dão prêmios ou broncas, não fazem carinhos nem deixam de castigo. Pais que não se importam para o que os filhos fazem podem estar criando adultos com dificuldade de aprendizagem, com baixa auto-estima e baixa autoconfiança. Essas crianças podem se tornar adultos apáticos, incapazes até mesmo de conhecer suas próprias preferências.</p>
<p>A terceira forma é motivar o filho com algum tipo de ameaça. Por exemplo, há pais que criam regras como “se você não estudar, vai ficar de castigo” ou “ou você arruma o quarto ou vai apanhar”, e assim por diante. Essa forma de lidar com as ações dos filhos apenas empurram o problema para frente, mas não o resolvem. Filhos que crescem recebendo ameaças não são capazes de entender o porquê devem se comportar de maneira positiva. Serão adultos desconfiados e com medo de errarem.</p>
<p>A quarta forma é brigar ou bater nos filhos sempre que eles fazem algo errado. Apesar de parecer a mais funcional das formas, é a menos recomendada. Filhos que apanham ou são xingados pelos pais se tornam adultos violentos, sem nenhum amor próprio e sem autoconfiança. Alguns estudos correlacionam a violência na infância com criminalidade. Por isso, bater ou xingar é a pior maneira de lidar com os filhos. Sempre que possível, os pais devem evitar punir suas crianças. Como dito anteriormente, é muito melhor ensinar os filhos por meio da premiação.</p>
<p><strong>DO QUE AS CRIANÇAS GOSTAM</strong></p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1255" title="crianças pulando" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/06/crianças-pulando-300x228.jpg" alt="crianças pulando" width="300" height="228" />Agora que os pais sabem a melhor forma de lidar com os comportamentos dos filhos, é válido falar sobre o que as crianças gostam. Se os pais souberem o que é importante para seus filhos, é mais fácil que cuidem deles com atenção e carinho.</p>
<p>Segue uma lista de coisas que as crianças gostam:</p>
<p>1. Brincar: a brincadeira é fundamental para as crianças aprenderem a se relacionar socialmente e conhecer seus limites. Por meio das brincadeiras, elas desenvolvem sua inteligência, imaginação e passam a aprender a diferenciar suas preferências das de outras pessoas.</p>
<p>2. Receber carinho e atenção: tanto meninas quanto meninos gostam de receber carinho e atenção dos pais. Carinho faz com que as crianças se sintam felizes, possibilitando que cresçam com saúde, auto-estima e autoconfiança.</p>
<p>3. Ser ouvido: permita que seus filhos contem histórias, ainda que fantasiosas. Ser ouvido faz com que a criança se sinta valorizada.</p>
<p>4. Poder decidir: meninos e meninas adoram tomar decisões. Uma vez por semana, deixe seu filho escolher o jantar. Permita que ele escolha qual canal assistir, qual refeição comer, etc. Isso é ótimo para autoconfiança dele e ajuda no crescimento saudável.</p>
<p>5. Aprender coisas novas: crianças são curiosas por natureza. Elas gostam de explorar o ambiente, fazer perguntas, etc. Ajudem-nas nisso. Crianças incentivadas a aprender se tornam mais inteligentes e capazes. Portanto, respondam as dúvidas dos seus filhos.</p>
<p>6. Não ser comparado: não é correto comparar um dos seus filhos com seus irmãos ou com outras crianças. Cada pessoa é única e deve ser tratada assim.</p>
<p>7. Ser valorizado: meninos meninas adoram quando os pais prestam atenção no que fazem e elogiam seu trabalho. Elogiar e prestar atenção é uma boa maneira de criar auto-estima e autoconfiança.</p>
<p><strong>COMO VOCÊ DEVE TRATAR SEU FILHO</strong></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1256" title="crianças estudando" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/06/crianças-estudando.jpg" alt="crianças estudando" width="180" height="270" />A melhor forma de evitar dificuldades é prevenindo sua ocorrência. Um lar pacífico evita crianças com problemas de comportamento. Hoje em dia, a pressão do trabalho é grande. Os pais chegam em casa estressados e cansados e não têm vontade, ou tempo, de estar com os filhos. É compreensível. No entanto, isso não pode servir como desculpa para uma má educação. Se os pais se esforçarem e criarem um ambiente agradável em casa, vão chegar do trabalho com mais energia, pois vão encontrar paz e o carinhos dos filhos. Se os pais não dão atenção ao lar, o caos se forma e chegar do trabalho pode se tornar desagradável. Portanto, investir na paz em casa é benéfico tanto para os pais quanto para os filhos.</p>
<p>Seguem algumas dicas para um ambiente saudável e para lidar adequadamente com as crianças:</p>
<p>1. Seja honesto e direto com seus filhos. Às vezes as crianças fazem perguntas desconcertantes, ou querem saber o motivo de certas proibições. O melhor caminho a tomar é explicar para os filhos as razões de tudo. Se uma criança entender por que deve olhar para os dois lados antes de atravessar a rua, é muito mais provável que faça isso com cuidado do que se simplesmente ouvir a regra e levar bronca no caso de não segui-la.</p>
<p>2. Tenha certeza de que ensinou o comportamento correto. Muitas vezes exigimos que nossos filhos façam as coisas do nosso jeito, mas não ensinamos exatamente como é esse jeito. Então, antes de brigar com seu filho, tenha certeza de que você deixou claro para ele qual é a maneira correta de se comportar.</p>
<p>3. Todas as pessoas são diferentes. Lembre-se sempre que cada pessoa é única e tem gostos e preferências particulares. Antes de dar uma ordem, de brigar com seu filho, de dizer que ele não faz nada direito, pense nas preferências dele. Não é justo exigir que todas as pessoas sejam iguais a você. É saudável respeitar as particularidades das pessoas.</p>
<p>4. Seja firme, mas não punitivo. Já foi falado sobre o problema de ser punitivo, mas não dos benefícios de ser firme. Ter firmeza significa não voltar atrás nas suas decisões. Uma proibição deve se manter uma proibição até que a situação mude de alguma forma. Pais que voltam atrás em suas decisões podem gerar filhos sem limites. Por exemplo: é muito comum que os pais deixem o filho de castigo, mas o tirem com antecedência por ficarem com dó da criança. Ser firme, nesse caso, consiste em não tirar a criança do castigo até que a determinação inicial tenha sido cumprida.</p>
<p>5. Passe um tempo com seu filho. Após chegar do trabalho, ou nos fins de semana, passe um tempo com seu filho. O ideal é conversar um pouco e brincar com ele. Se não for possível, pelo menos jantem no mesmo horário e assistam ao programa favorito da criança. Filhos que não passam tempo com os pais podem desenvolver problemas em relacionamentos e dificuldade em confiar em outras pessoas.</p>
<p>6. Interesse-se pelas tarefas da escola. É comum que os pais pensem que o filho tem a obrigação de estudar. Isso é só parcialmente correto. Os filhos devem, sim, freqüentar a escola, mas ao invés de serem forçados, devem ser incentivados a isso. Pais que se interessam pelo que aconteceu na escola, que vistam as tarefas escolares, que ajudam os filhos a estudarem para as provas e que participam dos eventos da escola, estão contribuindo não só para a formação imediata do filho, mas para seu futuro de interesse pelos estudos. Não é preciso saber sobre o que os filhos estão estudando. Mostrar interesse basta para incentivar a criança.</p>
<p>7. Sejam coerentes. Há pais que dividem os papéis. Um deles é o liberal e o outro, o chato. Isso deve ser evitado. O ideal é que os pais entrem em acordo sobre os limites dos filhos e sobre possíveis punições ou prêmios. Pais discordantes podem deixar o filho confuso, além do fato de que as crianças podem passar a preferir um do pais ao outro, o que não é desejável nem saudável.</p>
<p>8. Imponha limites. Crianças precisam saber até onde podem ir. Tratar bem o filho não é sinônimo de deixá-los fazer o que bem entenderem. Os limites são importantes, pois protegem os filhos de fazerem algo perigoso ou que pode ser socialmente considerado ruim. Por meio dos limites, as crianças aprendem que há regras no mundo e que é preciso obedecê-las como todos fazem. Os limites devem ser pensados para não serem muitos nem poucos. Crianças com muitos limites crescem com medo de errarem e arriscarem. Crianças com poucos limites podem se tornar sem valores morais.</p>
<p>9. Reconheça seus erros. Ninguém é infalível. Se você cometeu algum erro com seu filho, não tenha medo de admitir. Além de fazer bem para você e para a criança, isso vai ensiná-la a se responsabilizar por seus atos.</p>
<p>10. Converse também sobre assuntos delicados. Muitas crianças têm curiosidade sobre sexo, morte ou outros assuntos do tipo. O ideal é não esconder delas o que são essas coisas, e falar sobre esses temas de uma forma apropriada para cada idade. Uma criança de 7 anos não precisa saber tudo sobre sexo, mas é bom que saiba o que é isso. Já uma criança de 16 anos precisa saber tudo sobre sua sexualidade. Apesar de esses assuntos serem tabus, eles precisam ser tratados. A honestidade e clareza com a criança pode prevenir problemas futuros.</p>
<p>11. Seja um modelo. Filhos imitam os pais. É injusto exigir do filho um comportamento que os pais não demonstram.</p>
<p>12. Procure ajuda. Caso essas dicas não ajudem, procurem ajuda de um profissional. Problemas graves, como abuso de drogas, podem requerer auxílio de uma pessoa especializada no problema. Não há vergonha em pedir ajuda. Pelo contrário, é nobre querer ajudar o filho.</p>
<p>Essas dicas encerram este pequeno guia. Caso tenha contribuições para complementá-los, deixe-as nos comentários. Caso queria, conheça o serviço de <a href="http://www.psicologiaeciencia.com.br/treino-de-pais/">Treino de Pais</a>.</p>
<p>Robson Faggiani</p>


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		<title>Terapia Comportamental &#8211; Análise Funcional &#8211; avaliação</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Apr 2009 14:05:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Brino Faggiani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pode-se dizer que a análise funcional é o centro da terapia comportamental. Está em todos os passos da terapia: envolve o &#8220;diagnóstico&#8221; do problema do cliente, o planejamento das intervenções terapêuticas, a sua execução e a avaliação dos resultados obtidos. Além disso, o conceito de análise funcional está ligado à noção de psicopatologia para a [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Pode-se dizer que a análise funcional é o centro da terapia comportamental. Está em todos os passos da terapia: envolve o &#8220;diagnóstico&#8221; do problema do cliente, o planejamento das intervenções terapêuticas, a sua execução e a avaliação dos resultados obtidos. Além disso, o conceito de análise funcional está ligado à noção de psicopatologia para a análise do comportamento. Por causa da amplitude do tema, vou dividi-lo em dois. Neste primeiro será discutido o caráter diagnóstico da análise funcional. O texto seguinte será sobre intervenção.</p>
<h2><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;"><img class="alignleft size-medium wp-image-1586" title="grammarians" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/04/grammarians-300x236.jpg" alt="grammarians" width="270" height="212" />Análise Funcional</span><br />
</span></h2>
<p>O objetivo da análise funcional é identificar o comportamento-alvo da intervenção (aquele que está inadequado) e os elementos do ambiente que estão ocasionando e mantendo esse comportamento. Interessam (1) o produto do comportamento, (2) seu contexto de ocorrência e (3) as operações motivadoras subjacentes a esse comportamento. Soma-se a esses dados a história de vida do cliente. Em posse das informações, o terapeuta descreve as relações comportamentais objetivamente, permitindo ao cliente interessado acompanhar os passos do diagnóstico e do tratamento.</p>
<p>O diagnóstico é dado em termos de relações comportamentais. Ou seja, especifica-se quais elementos do ambiente estão produzindo o comportamento inadequado. Esse tipo de diagnóstico relacional opõe-se a avaliações tradicionais, que classificam e descrevem o problema do cliente em termos de mal funcionamento mental. No lugar de classificar um problema como depressão, por exemplo, o terapeuta comportamental mostra como o modo de agir chamado de depressivo está relacionado a más condições de vida específicas, passíveis de serem alteradas.</p>
<p>Além disso, o diagnóstico relacional deixa implícito a possibilidade de que as queixas, e problemas, do cliente podem variar no decorrer da terapia; afinal, novas condições de vida geram novos comportamentos. A análise funcional, portanto, considera o comportamento algo fluído e variável; afirma que classificações em termos de doenças podem mascarar essa fluidez, resultando em tratamentos focados em sintomas e não nas relações indivíduo-ambiente.</p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>Forma vs Função</strong><br />
Uma das características importantes da análise funcional é a compreensão do comportamento em termos de suas funções, e não em termos de sua forma (ou topografia). Ou seja, mais importante do que avaliar a resposta em si, ela é considerada no contexto em que está inserida e o que produz para o cliente. Essa estratégia de análise possibilita uma organização mais eficaz do comportamento, pois procura os elementos ambientais por trás das aparências.</span></p>
<blockquote><p><em>Exemplo 1. É possível dar adeus de várias formas diferentes: acenar com a mão, dizer &#8220;tchau&#8221;, dizer &#8220;até logo&#8221; ou fazer um movimento com a cabeça. Todos esses comportamentos têm formas diferentes, alguns utilizam a voz, outros partes do corpo, mas todos possuem a mesma função: dar adeus. Sendo assim, diz-se que todos esses comportamentos são funcionalmente equivalentes.</em></p>
<p><em>Exemplo 2. Imagine dois garotos. Um deles estuda porque quer ir bem na prova. O outro estuda porque se não o fizer, fica de castigo. A forma, a aparência, do comportamento de estudar é igual para ambos os garotos, mas a função é diferente. A função de estudar, para o primeiro garoto, é aprender. Para o segundo, é evitar problemas. Portanto, esses comportamentos não são equivalentes.</em></p>
<p><em>Exemplo 3. Um cliente, na sessão terapêutica, diz que está cansado demais para falar sobre sua semana. A forma da resposta é dizer &#8220;estou cansado&#8221;, mas uma análise funcional pode revelar que o indivíduo não está de fato cansado, e que seu comportamento tem a função de evitar falar sobre algum problema doloroso ocorrido durante a semana.</em></p></blockquote>
<h2><span style="color: #000000;">Como analisar funcionalmente</span></h2>
<p>Não é possível explicar, caso a caso, como realizar uma análise funcional. No entanto, vale a pena mostrar os passos de uma análise funcional (por enquanto, apenas do processo de avaliação).</p>
<p style="text-align: center;">1. Observação do Comportamento<br />
|<br />
2. Identificação do Comportamento-Problema<br />
|<br />
3. Identificação do Produto do Comportamento<br />
|<br />
4. Identificação do Contexto de Ocorrência do Comportamento<br />
|<br />
5. Identificação das Operações que Motivam esse Comportamento<br />
|<br />
6. Ampliar a Análise Funcional do Comportamento</p>
<p>Para mostrar o funcionamento da análise funcional, vale a pena utilizar o exemplo 3 acima: o cliente que chora na terapia. Vamos ver passo a passo.</p>
<p><strong>1. Observação do Comportamento</strong><br />
Nesse exemplo, o terapeuta já tem um certo conhecimento do cliente. Conhece suas dificuldades particulares. Sabe, por exemplo, que o cliente frequentemente evita falar sobre si mesmo.</p>
<p><strong>2. Identificação do Comportamento-Problema</strong><br />
Normalmente, há vários comportamentos que merecem intervenção. Nesse exemplo, um dos comportamentos-problema identificados é &#8220;evitar falar sobre si mesmo&#8221;. Essa é o comportamento descrito funcionalmente, mas ele pode ocorrer de diversas formas diferentes (com variada topografia): dizer &#8220;estou cansado&#8221;, chorar, faltar à sessão, desviar o assunto, etc. Todas essas formas têm para o cliente a mesma função de evitar conversas sobre si mesmo.</p>
<p><strong>3. Identificação do Produto do Comportamento</strong><br />
Os comportamentos de evitação, quando efetivo, produz consequências que o mantêm: o indivíduo escapa de falar sobre si mesmo; evita falar sobre assuntos dolorosos, deixando o cliente longe do sofrimento. Apesar de cumprir seu objetivo, esse comportamento impede o cliente de lidar com seus problemas.</p>
<p><strong>4. Identificação do Contexto de Ocorrência do Comportamento</strong><br />
Geralmente, o contexto em que esse comportamento ocorre é a presença de situações nas quais o cliente é incentivado a falar sobre a sua vida. Sabendo disso, é fácil fazer com que o comportamento de evitação aconteça ou não.</p>
<p><strong>5. Identificação das Operações que Motivam esse Comportamento</strong><br />
Provavelmente, a motivação do cliente que evita falar sobre si mesmo é o medo de revelar seu passado e seus pensamentos. É possível supor que coisas desagradáveis ocorreram em sua vida. Alternativamente, é possível que o cliente, no passado, tenha sido ridicularizado quando se expôs.</p>
<p><strong>6. Ampliar a Análise Funcional do Comportamento</strong><br />
Em posse das informações obtidas nos passos anteriores, o terapeuta é capaz de ampliar a análise funcional, acrescentando ou retirando comportamentos e elementos ambientais importantes para compreender o cliente. Por exemplo, se for descoberto que a evitação ocorre por conta de fatos desagradáveis, o foco da análise e da intervenção deve ser os pensamentos e sentimentos do cliente sobre esses fatos. Caso a evitação ocorra porque o cliente foi ridicularizado quando se expôs no passado, o foco de análise e intervenção deve ser o comportamento social.
</p>
<p style="text-align: center;">&#8212;&#8212;- xx &#8212;&#8212;- xx &#8212;&#8212;- xx &#8212;&#8212;- xx &#8212;&#8212;- xx &#8212;&#8212;-</p>
<p>Isso encerra esse primeiro texto sobre análise funcional.</p>
<p>Caso queira saber mais sobre a idéia de não classificar o cliente em termos de doenças mentais, <a href="http://www.psicologiaeciencia.com.br/psicopatologia/" target="_blank">este texto sobre psicopatologia</a> pode ajudar. Para se aprofundar mais na idéia, recomendo <a href="http://www.iaccsul.com.br/robson-faggiani/36-colunista-robson-faggiani/56-o-entendimento-contextual-da-doenca-mental" class="broken_link"  target="_blank">este texto sobre normalidade e anormalidade.</a></p>
<p>Robson Faggiani</p>


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		<title>Terapia Comportamental &#8211; Princípios Fundamentais</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 13:26:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Brino Faggiani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este é o segundo texto da série sobre Terapia Comportamental. Nele vou discutir alguns princípios que guiam o trabalho do profissional terapeuta.
1. O objeto de interesse da terapia é o comportamento do cliente

O interesse do terapeuta comportamental é o comportamento, compreendido como a relação entre o indivíduo e o ambiente que o cerca. Dentro dessa [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Este é o segundo texto da série sobre Terapia Comportamental. Nele vou discutir alguns princípios que guiam o trabalho do profissional terapeuta.</p>
<h2><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;"><img class="alignleft size-medium wp-image-1584" title="sabedoria" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/04/sabedoria-300x225.jpg" alt="sabedoria" width="240" height="180" />1. O objeto de interesse da terapia é o comportamento do cliente</span><br />
</span></h2>
<p>O interesse do terapeuta comportamental é o comportamento, compreendido como a relação entre o indivíduo e o ambiente que o cerca. Dentro dessa definição entram comportamentos públicos. Sentimentos e pensamentos são também comportamento e merecem uma atenção especial na terapia. Sentimentos mostram o grau em que o cliente está envolvido com determinado problema. Os pensamentos indicam como o indivíduo interpreta o que lhe acontece. Saber sobre como o cliente sente e pensa é fundamental para entender seus problemas e propor soluções adequadas.</p>
<h2><span style="color: #000000;">2. O comportamento é aprendido</span></h2>
<p>Apesar de existirem comportamentos inatos, a maior parte do comportamento humano é aprendido. O modo como agimos, os pensamentos que temos sobre os fatos e pessoas, a maneira como interagimos com os outros, tudo é aprendido. Mesmo o comportamento inadequado, que causa sofrimento, é aprendido. Isso leva à idéia de que é possível desaprender os comportamentos inapropriados e aprender uma maneira alternativa e mais saudável de agir.</p>
<h2><span style="color: #000000;">3. A pessoa não é doente. Seu comportamento é que está inadequado</span></h2>
<p>Baseando-se nos princípios anteriores, chega-se a um fundamento importante da terapia comportamental: não existem pessoas doentes. Ora, se o comportamento é relação e se o comportamento é aprendido, significa que ações que causam sofrimento ao indivíduo estão ocorrendo em caráter temporário, como conseqüência de um aprendizado ou de  um contexto inadequado. Mudando o aprendizado, mudando as relações com o ambiente, o sofrimento cessa. Ou seja, o que está problemático é o que o indivíduo faz, e não o indivíduo em si. Ainda que não inteiramente precisa, pode-se usar uma frase para resumir essa idéia: o indivíduo não é doente, seus comportamentos é que <span style="text-decoration: underline;">estão</span> doentes.</p>
<h2><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">4. Não se muda comportamento. Muda-se ambiente</span><br />
</span></h2>
<p>É impossível ter acesso direto ao comportamento. Lembre-se que ele é relação entre o indivíduo e o ambiente. Não se pode mudar o indivíduo diretamente: isso seria como pegar os seus braços, levá-lo até o copo e fazê-lo fechar as mãos em torno do recipiente. Não é praticável, não é desejável e, mesmo no exemplo acima, não se está de fato modificando o indivíduo.</p>
<p>O terapeuta (de qualquer linha) tem acesso somente ao ambiente. Felizmente, mudanças no ambiente resultam em mudanças no comportamento. Tudo o que o terapeuta faz é estimulação ambiental para o cliente. Sorrir, falar, sugerir são ações do terapeuta e estímulos para o cliente.</p>
<p style="text-align: center;">&#8212;&#8212; xx &#8212;&#8212; xx &#8212;&#8212; xx &#8212;&#8212;</p>
<p>Esses quatro princípios estão descritos de forma resumida e não encerram todas as características importantes da terapia comportamental. Mais dessas características vão ser discutidas no decorrer dessa série. No próximo texto será apresentado o conceito de análise funcional.</p>
<p>Robson Brino Faggiani</p>


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		<title>Terapia Comportamental &#8211; Breve Introdução</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Apr 2009 16:37:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Brino Faggiani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educativos]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[TC série]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Comportamental]]></category>

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		<description><![CDATA[Alunos meus e leitores do blog parecem dividir um mesmo interesse: Terapia Comportamental. Devido a isso, decidi escrever uma série de textos sobre o tema. Eis como será estruturada a série:

Terapia Comportamental &#8211; Breve Introdução
Terapia Comportamental &#8211; Princípios Fundamentais
Terapia Comportamental &#8211; Análise Funcional &#8211; avaliação
Terapia Comportamental &#8211; Análise Funcional &#8211; intervenção
Terapia Comportamental &#8211; Relação Terapêutica

Uma [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Alunos meus e leitores do blog parecem dividir um mesmo interesse: Terapia Comportamental. Devido a isso, decidi escrever uma série de textos sobre o tema. Eis como será estruturada a série:</p>
<ol>
<li>Terapia Comportamental &#8211; Breve Introdução</li>
<li>Terapia Comportamental &#8211; Princípios Fundamentais</li>
<li>Terapia Comportamental &#8211; Análise Funcional &#8211; avaliação</li>
<li>Terapia Comportamental &#8211; Análise Funcional &#8211; intervenção</li>
<li>Terapia Comportamental &#8211; Relação Terapêutica</li>
</ol>
<h2 style="text-align: left;"><span style="color: #000000;">Uma breve introdução à Terapia Comportamental</span></h2>
<p>A Terapia Comportamental é comumente dividida em três gerações, ou três ondas.</p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>Primeira onda<br />
<span style="font-weight: normal;">A primeira onda foi marcada por técnicas de modificação do comportamento fundamentadas em experimentos básicos. Geralmente, os terapeutas realizavam uma investigação dos problemas do cliente e plenejavam a intervenção de forma a eliminar os problemas identificados. A terapia era focada em aspectos observáveis e, portanto, mensuráveis do comportamento.</span></strong></span></p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-774" title="CB065332" src="http://www.robsonfaggiani.com/wp-content/uploads/2009/03/mpj040244600001-264x300.jpg" alt="CB065332" width="264" height="300" /></p>
<p>Os profissionais da primeira onda (como Eysenck e Wolpe) uniram, pela primeira vez, ciência e terapia. Seu objetivo era desenvolver uma abordagem de bases experimentais e, portanto, inequivocamente eficiente. O movimento comportamental surgiu como uma crítica e uma rejeição ao subjetivismo dominante na psicologia clínica. Focando apenas em comportamentos mensuráveis, era possível demonstrar com clareza os efeitos produzidos pelas técnicas terapêuticas.</p>
<p>Muitas críticas pertinentes foram feitas a esse método terapêutico. A maior delas foi a de que ignorando a subjetividade dos clientes, o terapeuta não podia realizar um trabalho integral. Dizendo de outro modo: tratar apenas comportamentos observáveis não produzia uma verdadeira mudança no comportamento total do cliente. Essas críticas deram origem à segunda onda.</p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>Segunda onda</strong><br />
A segunda onda foi marcada pela revolução cognitiva, que originou a terapia cognitivo-comportamental (TCC). O modelo surgiu com Aaron Beck e sua terapia cognitiva para depressão, mas se espalhou rapidamente, tornando-se uma das maiores forças da psicoterapia. A terapia cognitivo-comportamental continua em franca expansão, sendo um modelo terapêutico largamente investigado. Os resultados dessas investigações demonstram a eficiência da TCC para uma grande diversidade de problemas psicológicos.</span></p>
<p>O principal foco de interesse da TCC é o pensamento do cliente. Afirma-se que os problemas psicológicos acontecem quando o indivíduo tem crenças e pensamentos insalubres que o fazem interpretar o mundo de maneira incorreta. Essa avaliação enviesada do mundo provoca sofrimento e impede que o cliente obtenha prazer ou descubra maneiras alternativas e mais saudáveis de se comportar. O terapeuta procura mostrar ao cliente a origem das suas crenças e pensamentos inadequados e, por meio de uma série de técnicas, ajuda o cliente a questionar a validade dessas crenças e pensamentos. O objetivo do terapeuta é, em poucas palavras, modificar a estrutura cognitiva do cliente. Somada às técnicas de mudança cognitiva, algumas tarefas de modificação do comportamento são também utilizadas.</p>
<p>A ênfase demasiada ao pensamento é frequentemente criticada pelos terapeutas comportamentais, segundo os quais não é necessário recorrer à cognição para explicar as atividades humanas. Para os analistas do comportamento, os terapeutas cognitivo-comportamentais pecam por dar importância especial à cognição, como algo separado do comportamento. Defendem que a cognição é também comportamento e que, portanto, a ênfase da terapia deve ser a relação do indivíduo com seu ambiente: aí incluindo eventos privados (como pensamentos e sentimentos) e públicos.</p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>Terceira onda<br />
<span style="font-weight: normal;">A terceira onda, e atual, é um retorno a e uma evolução das idéias da primeira onda. Mantém-se a postura científica e as idéias behavioristas radicais, mas são propostas novas formas de compreender o processo terapêutico. Há três principais novidades trazidas pela nova terapia comportamental. Para iniciar, em consonância com a filosofia behaviorista radical, a cognição continua a ser estudada, mas deixa de constituir entidade explicativa, sendo compreendida como relação entre indivíduo e ambiente (comportamento). Ou seja, os terapeutas voltam a enfatizar o ambiente como produtor e produto das ações humanas.</span></strong></span></p>
<p>A segunda novidade é a perspectiva contextualista e funcional. Cada comportamento é compreendido dentro do contexto específico em que ocorre e de acordo com a função que exerce. Essa perspectiva permite uma interpretação clínica que vai além das aparências, chegando à raíz dos eventos que mantêm e controlam o comportamento. Produz uma ferramenta de análise em que se reconhece a particularidade dos indivíduos. Cada pessoa passa por uma avaliação singular, e suas dificuldades são compreendidas de forma integrada dentro do quadro maior de sua história de vida e contextos atuais.</p>
<p>Finalmente, a terceira novidade trazida pela terceira onda da terapia comportamental é seu foco na relação terapêutica. Pode-se dividir isso em duas características: (1) teoria e prática sobre a importância da relação terapêutica em si, e (2) sugestões de como o terapeuta deve se comportar para atingir sucesso. Ambas essas características estão relacionadas com uma perspectiva humana em psicologia clínica. Para os novos profissionais, importa não apenas o comportamento do cliente, mas também o comportamento do próprio terapeuta. Em poucas palavras, a terceira onda mostra que o sucesso terapêutico ocorre na relação humana, e não em verbalizações unilaterais.</p>
<p style="text-align: center; ">&#8212;&#8212;- xx &#8212;&#8212;- xx &#8212;&#8212;- xx &#8212;&#8212;- xx &#8212;&#8212;- xx &#8212;&#8212;-</p>
<p>No próximo texto, vou discutir alguns princípios fundamentais da terapia comportamental. Todos os textos serão baseados na teoria e prática da terceira onda de terapia.</p>
<p>Enquanto não publico novidades, recomendo <a href="http://www.psicologiaeciencia.com.br/os-desafios-da-terapia-e-fap/" target="_blank">este texto</a> sobre a relação humana em terapia.</p>
<p>Robson Faggiani</p>


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		<title>Efeito Placebo</title>
		<link>http://www.psicologiaeciencia.com.br/efeito-placebo/</link>
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		<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 00:11:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Brino Faggiani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educativos]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Breve introdução
Sempre me interessei muito pelo efeito placebo. Desde que o conheci, na graduação, assombra-me como o efeito mostra inequivocamente que nós somos indivisíveis. Não existe mente e corpo, apenas um organismo integrado.
Mas o que é efeito placebo? É o efeito benéfico, ou maléfico, à saúde de um indivíduo produzido por uma substância ou tratamento [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align:center;">Breve introdução</h3>
<p style="text-align: left;">Sempre me interessei muito pelo efeito placebo. Desde que o conheci, na graduação, assombra-me como o efeito mostra inequivocamente que nós somos indivisíveis. Não existe mente e corpo, apenas um organismo integrado.<img class="alignleft size-full wp-image-640" title="placebo1" src="http://psicologiafqm.wordpress.com/files/2009/03/placebo1.jpg" alt="placebo1" width="300" height="181" /></p>
<p>Mas o que é efeito placebo? <strong>É o efeito benéfico, ou maléfico, à saúde de um indivíduo produzido por uma substância ou tratamento inerte (sem princípios ativos)</strong>. Um exemplo: sabe-se que pílulas de açúcar, sem qualquer princípio ativo, podem abrandar uma grande quantidade de doenças.<span id="more-610"></span></p>
<p>A internet tem excelentes trabalhos sobre o assunto. <a href="http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2009/03/01/ult581u3076.jhtm" target="_blank">Neste link</a>, um ótimo e recente texto sobre placebo. O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Placebo" target="_blank">wiki</a> sobre o efeito. Outro interessante texto neste <a href="http://www.cerebromente.org.br/n09/mente/placebo1.htm" target="_blank">link</a>. Por fim, no dicionário cético, <a href="http://skepdic.com/brazil/placebo.html" target="_blank">mais uma contribuição</a> valiosa. Esses textos fornecem a base do que será escrito aqui. Recomendo fortemente a leitura de todos esses trabalhos.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<h3 style="text-align: center;">Uma aplicação do Placebo</h3>
<p>O placebo é utilizado no estudo da eficácia de tratamentos medicamentosos, psicoterápicos ou de terapias alternativas. Os estudos são bastante simples. Divide-se pacientes com os mesmos problemas em dois grupos. Para um dos grupos, aplica-se tratamento verdadeiro. Para outro, aplica-se tratamento sem princípio ativo, ou seja, placebo.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-640" title="placebo" src="http://psicologiafqm.wordpress.com/files/2009/03/placebo.jpg" alt="placebo" width="231" height="226" />O tratamento verdadeiro é considerado válido apenas se os seus resultados forem superiores aos do placebo. Caso contrário, o tratamento é descartado. Esse tipo de estudo tem o objetivo de evitar que cheguem ao mercado medicamentos ou terapias sem eficácia comprovada cientificamente. É um meio de proteger o público de drogas ineficazes ou de terapeutas charlatães.</p>
<p>Psicoterapias também são comparadas com tratamento placebo. Graças a essas pesquisas, a Psicologia vem ganhando espaço na área da saúde. Apesar de <strong>algumas formas de psicoterapia não serem superiores a tratamentos placebos, os efeitos positivos das terapias comportamental e cognitivo-comportamental estão documentadas </strong>e passam a ser recomendadas por médicos psiquiatras e de outras especialidades.</p>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<h3 style="text-align:center;">A Psicologia do Efeito Placebo</h3>
<p>A teoria mais divulgada sobre o efeito placebo afirma que <strong>a crença na funcionalidade do tratamento placebo é a chave para compreender o fenômeno</strong>. A teoria tem suporte no fato de que a consciência de que se está tomando um medicamento inerte diminui drasticamente os benefícios do tratamento com placebo.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-641" title="placebo3" src="http://psicologiafqm.wordpress.com/files/2009/03/placebo3.jpg" alt="placebo3" width="300" height="240" />Essa teoria é utilizada por alguns pesquisadores para mostrar que as terapias alternativas exercem efeito placebo, e não efeito ocasionado por seus supostos princípios ativos declarados. De fato, as pesquisas mostram que a homeopatia, a cromoterapia, etc, não possuem eficácia maior do que a de pílulas de açúcar. Isso significa que tais formas de tratamento dependem da crença dos seus pacientes e não da qualidade dos seus procedimentos.</p>
<p>Na esteira da teoria anterior, há autores que alegam ser <strong>o processo de tratamento o responsável pelo efeito placebo</strong>. Para esses autores, são a visita ao médico ou psicólogo, a conversa com esses agentes e a atenção dispensada por eles os princípios do efeito placebo. Em suma, o tratamento humano estaria na raíz da cura.</p>
<p><strong>Uma terceira teoria atribui o efeito placebo ao condicionamento respondente</strong>. Esse fenõmeno foi primeiramente descrito por Pavlov e, posteriormente, sistematizado por Skinner. No condicionamento respondente, um estímulo neutro passa a ter efeitos sobre um indivíduo após ser pareado com um estímulo que já produzia esse efeito. Aplicando essa idéia ao efeito placebo, afirma-se que o tratamento falso produz alterações no organismo devido à semelhança da sua aplicação com a aplicação do tratamento real.</p>
<p>A teoria do condicionamento respondente ganha força com a descoberta de que o cérebro de quem toma medicamentos placebo sofre alterações praticamente idênticas às sofridas pelos cérebros de quem toma o medicamento ativo.</p>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<h3 style="text-align:center;">Concluindo &#8211; Ética e Efeito Placebo</h3>
<p>Lembro-me que durante a graduação estudei um texto sobre efeito placebo em que era relatado um fenômeno extraordinário. Havia um certo problema de saúde cuja cirurgia real produzia menos efeitos positivos do que a cirurgia placebo. Os médicos, obviamente, preferiam a cirurgia falsa. Por questões éticas, explicavam a seus pacientes que havia dois tipos de cirurgia para seus problemas: uma clássica e uma experimental. Alegavam que ambas eram efetivas, mas a experimental produzia melhores resultados. Era dada, aos pacientes, a chance de escolher.<img class="alignright size-full wp-image-642" title="placebo2" src="http://psicologiafqm.wordpress.com/files/2009/03/placebo2.jpg" alt="placebo2" width="300" height="225" /></p>
<p>E, de fato, é necessário ser honesto com os pacientes e clientes. Ainda que o efeito placebo exista, e seja benéfico na maioria das vezes, não é justo nem ético tratar pessoas com procedimentos inertes sem que elas saibam disso. Isso, naturalmente, leva a um paradoxo: se a consciência do tratamento falso elimina seus efeitos positivos, por que avisar os pacientes sobre ele? A resposta é simples: <strong>a ética deve prevalescer</strong>.</p>
<p><strong>Aos psicólogos, cabe seguir as orientações do CFP (Conselho Federal de Psicologia) e não utilizar nem recomendar terapias alternativas, cujo efeito positivo não supera o placebo</strong>. Estão entre elas: homeopatia, cromoterapia, aromaterapia, florais de Bach, cirurgias espirituais de qualquer tipo, entre outras.</p>
<p>Ao CFP, cabe avaliar a infinidade de psicoterapias existentes no Brasil e manter como válidas apenas as que produzem resultados superiores ao placebo.</p>
<p>Robson Brino Faggiani</p>


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		<title>Técnicas de Exame Psicológico</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Jul 2008 19:47:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Brino Faggiani</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Educativos]]></category>
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		<description><![CDATA[O processo de avaliação psicológica é fundamental para o planejamento de uma ação efetiva. É na avaliação que o psicólogo conhece o indivíduo ou a situação que requer intervenção. A partir dos dados obtidos, a intervenção é planejada de modo a sanar os problemas identificados na avaliação e aperfeiçoar as condições já existentes.
Na Psicologia, a [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>O processo de avaliação psicológica é fundamental para o planejamento de uma ação efetiva. É na avaliação que o psicólogo conhece o indivíduo ou a situação que requer intervenção. A partir dos dados obtidos, a intervenção é planejada de modo a sanar os problemas identificados na avaliação e aperfeiçoar as condições já existentes.</p>
<p>Na Psicologia, a avaliação pode ser feita de diversas maneiras e com a utilização de uma variedade de instrumentos. Geralmente, o processo consiste em (1) uma entrevista e/ou uma observação das condições psicológicas do cliente ou da situação a ser avaliada, (2) na aplicação de um ou mais instrumentos de medida, (3) na realiza mais uma entrevista e/ou observação, e (4) a partir do obtido nos passos anteriores produz um diagnóstico.</p>
<p>Dentre os instrumentos que podem ser utilizados, estão entrevistas abertas e fechadas, questionários abertos e fechados, escalas, testes psicométricos, técnicas projetivas, análise funcional e observações controladas. A escolha dos instrumentos depende da natureza da demanda que chega ao psicólogo.</p>
<p style="text-align: center;">&#8212;&#8212;- xx &#8212;&#8212;- xx &#8212;&#8212;- xx &#8212;&#8212;- xx &#8212;&#8212;-</p>
<p>O objetivo desta disciplina é apresentar aos alunos o processo de avaliação em Psicologia, bem como os diferentes instrumentos de avaliação disponíveis. Alguns deles são: questionários, entrevistas, escalas e testes. Outro objetivo é apresentar teorias e técnicas de avaliação, como a terapia cognitiva, a avaliação psicomotora e a análise funcional do comportamento.</p>
<p>Seguem textos de interesse.</p>
<p><strong>TEP III</strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: normal;"><strong><a href="http://www.robsonfaggiani.com/wp-content/uploads/2008/08/entrev-question.pdf" target="_blank">Questionários e Entrevistas</a> &#8211; Franco Noce.<a title="questionariot2.pdf" href="http://www.robsonfaggiani.com/wp-content/uploads/2008/08/questionariot2.pdf"></a></strong></span></li>
<li><span style="font-weight: normal;"><strong><a title="questionariot2.pdf" href="http://www.robsonfaggiani.com/wp-content/uploads/2008/08/questionariot2.pdf">Questionário</a> &#8211; Isabel Chagas.</strong></span></li>
</ul>
<p><strong></strong></p>


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