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	<title>Psicologia e Ciência &#187; Educação</title>
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		<title>Como os pais podem contribuir com a vida escolar de seu filho?</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 13:18:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Educativos]]></category>
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O final do ano está chegando. Com ele se intensificam a pressão por boas notas e o nível de estresse em casa; especialmente nos casos onde a criança não teve um bom rendimento no decorrer do ano letivo e está correndo risco de não passar. Muitos pais encontram-se totalmente sem saber o que fazer diante [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">
<p>O final do ano está chegando. Com ele se intensificam a pressão por boas notas e o nível de estresse em casa; especialmente nos casos onde a criança não teve um bom rendimento no decorrer do ano letivo e está correndo risco de não passar. Muitos pais encontram-se totalmente sem saber o que fazer diante das notas baixas e possível desinteresse do filho pela escola. Alguns me procuraram via e-mail e pessoalmente, perguntado se existem algumas dicas que, de algum modo, possam contribuir para um melhor acompanhamento do filho. Não existem fórmulas: cada criança é uma criança. Existem, no entanto, alguns pontos podem contribuir para a melhor manutenção da relação pai X filho. Zoega, Souza e Marinho (2004) apresentam 14 destes pontos. Neste texto eu discuto cada dos pontos apresentados por eles, no entanto, da maneira como acho mais adequada a demanda que me vem sendo apresentada. Peço lincença aos autores (ZOEGA, SOUZA e MARINHO, 2004) para usar a idéia deles.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://inescarvalho.blog.br/wp-content/uploads/2009/09/1232388927_pais_estudando_com_o_filho_560x420.jpg" alt="" width="300" height="250" /></p>
<p>Seguem as dicas:</p>
<p><strong>1º &#8211; Tornar explícitos os direitos e deveres do filho: desde pequenas, as crianças devem aprender que direitos e deveres andam sempre juntos. Uns não existem sem os outros.</strong></p>
<p>Existem direitos que, pelo simples fato de existir, toda criança tem &#8211; como por exemplo, o amor e cuidado dos pais. Outros, no entanto, devem ser conquistados à medida em que alguns deveres são cumpridos. Caso a criança não cumpra seu dever, ela perde um direito específico (daqueles conquistados), o qual deve ter sido acertado anteriormente. Por exemplo, os pais estabelecem que a criança deve fazer a tarefa de casa e, somente após isto, ela poderá assistir TV, jogar video-game, etc. Caso a criança não cumpra o dever combinado, ela não poderá, sob nenhuma condição ter acesso a seu direito de jogar video game, ver TV, etc.</p>
<p><strong>2º &#8211; Estabelecer uma rotina organizada: rotina refere-se à definição clara e precisa do horário para a realização de cada atividade. </strong></p>
<p>É importante que os pais conheçam a quantidade e tipo de tarefas da criança para que possam organizar de maneira funcional a sua rotina. Estas informações devem ser coletadas com a própria criança e <span style="text-decoration: underline;">também</span> com seus professores (é importante o contato frequente dos pais com os professores). Quanto maior a clareza e quantidade de dados os pais tiverem a respeito do que a criança precisa fazer, mais fácil fica para organizar a rotina dela.</p>
<p>Os horários para cada tipo de atividade (estudar, jogar, comer, etc) devem ser estabelecidos e seguidos de maneira clara &#8211; hora certa pra brincar, pra comer, pra estudar, etc. Os estudos devem sempre ocupar status de prioridade &#8211; os primeiros da lista, o que diminui as chances da criança estar cansada quando for estudar. É interessante que os horários sejam combinados com a criança, respeitando suas preferências.</p>
<p>É interessante que os pais estabeleçam e sigam uma rotina também para sí. As crianças aprendem com muito mais facilidade através da observação.</p>
<p>Ambas as rotinas podem ser organizadas em um cartaz para consulta sempre que necessário, o qual deve ser fixado em algum cômodo da casa.</p>
<p><strong>3º &#8211; Estabelecer limites.</strong></p>
<p>Existem pesquisas que mostram que maioria dos jovens infratores são oriundos de lares onde: 1) ou a disciplina é relaxada &#8211; isto é, os pais relativizam as regras, não colocam limites; ou 2) os pais são autoritários e agressivos (GOMIDE, 2006). Para viverem em sociedade, no entanto, as crianças devem aprender que existem regras a serem cumpridas &#8211; e este aprendizado começa em casa, no respeito às regras estabelecidas pelos pais. A criança deve aprender, então, que a última palavra é sempre dos pais. Os pais não podem, sob hipótese alguma, permitir que a criança assuma o controle das regras da casa.</p>
<p><strong>4º &#8211; Supervisionar Atividades.</strong></p>
<p><strong> </strong>Quanto mais jovem a criança, maior a necessidade de supervisão de suas atividades. Existem pesquisas que apontam, inclusive, que o progresso na aprendizagem escolar está diretamente ligado a supervisão e organização das tarefas do lar (MATURANA, citado por ZOEGA, SOUZA E MARINHO, 2004). Os pais devem tomar cuidado, no entanto, para não fazerem a tarefa pela criança &#8211; sob pena de ensiná-la a delegar suas próprias obrigações a outros, esquivando-se delas.</p>
<p>Este acompanhamento consiste em verificar se a criança cumpre seus horários, se ela realmente faz o que se propôs a fazer, etc.</p>
<p><strong>5º &#8211; Dosar Adequadamente a Proteção e Incentivo à Independência.</strong></p>
<p><strong> </strong>Tarefa difícil: como saber o quanto uma criança pode ser independente e o quanto os pais ainda precisam tomar as atitudes por ela e protegê-la? A independência deve ser incentivada aos poucos, à medida em que a criança mostra-se capaz. Se os pais não permitem que a criança se exponha a certos desafios, ela jamais vai aprender a lidar com eles.</p>
<p><strong>6º &#8211; Prover um ambiente com recursos e instrumentos para estudar.</strong></p>
<p><strong> </strong>O ambiente adequado para estudo envolve ausência ou quantidade mínima de ruídos, distrações, arejado, iluminado e arejado. O estado físico também é relevante. Se a criança encontra-se cansada, estressada, com sono, com fome, com medo, mais dificilmente aprenderá a matéria e o gosto pelos estudos.<br />
<strong><br />
7º -  Estabelecer Interações Positivas.</strong></p>
<p><strong> </strong>Os castigo é uma estratégia muito usada pelos pais para que uma criança não volte a apresentar um comportamento indesejado. Existem, no entanto, dois aspectos que precisam ser mencionados: 1) fazer com que a criança deixe de se comportar de maneira adequada, não a leva, necessariamente, a aprender a comportar-se de maneira adequada; 2) castigos e punições, em geral, funcionam durante um curto período de tempo. Os pais sabem que, muitas vezes, uma criança volta a apresentar um comportamento punido em uma situação posterior (o que não sabem, é que a probabilidade dela apresentar este comportamento é maior na ausência dos pais &#8211; agentes punitivos).</p>
<p>Deste modo, fica claro que castigos e punições não contribuem para a aprendizagem do comportamento adequado por parte da criança (p.e.: bater nela por que ela está jogando video game ao invés de estudar não necessariamente faz com que ela faça de fato a atividade de casa, ela pode simplesmente fingir que fez para voltar a jogar). Além do mais, fazer com que a criança associe estudar com situações ou coisas desagradáveis pode, a longo prazo, fazer com que ela tenha pouco ou nenhum interesse pelos estudos.</p>
<p>É importante que os pais estabeleçam condições que propiciem &#8211; reforçem, no sentido de tornar  &#8220;agradável&#8221; para a criança &#8211; comportar-se da maneira adequada. Marinho (citado por ZOEGA, SOUZA E MARINHO, 2004) explica que maneiras interessantes de criar estas condições, envolvem acompanhar a criança nos estudos e apresentar recompensas imediadas ao estudar (p.e.: muito bom te ver estudando e poder te ajudar); descrever o comportamento que está sendo reforçado (p.e.: se a criança capricha em alguma coisa, dizer algo como &#8220;muito bom, parabéns pela dedicação); enfim, consequências que tornem o estudo algo agradável. Todo o bom desempenho da criança deve ser elogiado e/ou gratificado, de maneira sincera, o que aumenta as chances de que a criança aprenda a gostar daquilo.</p>
<p>É também necessário que os pais entendam que a princípio, não há como uma criança que não gosta de estudar começar a gostar de repente. É preciso &#8220;construir o gosto&#8221; dela pelos estudos. Ela dificilmente irá gostar naturalmente de estudar. Consequências a longo prazo, como formar-se e ganhar dinheiro, não tem tanto poder sobre um comportamento da criança como consequências imediatas, como ganhar pontos em um jogo de video-game. É mais eficaz se, diante de um elogio feito aos pais por um professor ou uma boa nota em uma prova, os pais convidarem a criança para fazer algo que ela goste e não seja costume da família, especificando por que é que ela está sendo convidada para isto (p.e.: legal, gostei de sua nota. Vamos ao cinema para comemorar?).</p>
<p>Quando se trata de elogio, no entanto, um cuidado deve ser tomado: não é aconselhável que se faça uma crítica ou desafio junto ao elogio. Por exemplo, &#8220;gostei de sua nota, mas vamos ver se melhora, tá?&#8221;. Isto é um elogio seguido de crítica/desafio, o que desvaloriza a nota alta da criança. Fica a sensação de que o pai nunca está satisfeito. Os pais devem procurar ressaltar sempre os aspectos positivos do comportamento da criança e, na medida do possível, não punir aspectos negativos. Por exemplo, um boletim com notas variando entre 10 e 6. É mais proveitoso que, ao invés de punirem a nota 6, os pais elogiem as notas mais altas, como o 10, ou o 9.</p>
<p>Quando o pai vai falar para a criança de sua evolução, é necessário muito cuidado também para não compará-la a outras crianças. A comparação deve sempre ser feita com ela própria, mostrando seus resultados anteriores e os atuais. Se por acaso o rendimento tiver caído, é melhor não comparar.</p>
<p><strong>8º &#8211; demonstrar afeto.</strong></p>
<p><strong> </strong>A disciplina e estabelecimento de limites e regras só são efetivos quando os pais demonstram afeto pelos filhos (ZOEGA, SOUZA E MARINHO, 2004). O afeto pode ser demonstrado através da organização de um tempo para passar com os filhos, fazendo junto a eles coisas que eles gostam e sintam prazer em fazer. É importante também que os pais demonstrem que gostam da criança independente dela obter ou não sucesso na escola. O amor deve ser incondicional.</p>
<p><strong>9º &#8211; modelo adequado de envolvimento com as atividades.</strong></p>
<p><strong> </strong>A criança aprende de maneira mais eficaz quando ela vê alguém fazendo do que quando ela ouve que deve fazer. E para que ela aprenda, aquele comportamento observado deve ser consequenciado com reforço (conforme explicado no tópico 7).</p>
<p>Se os pais demonstram envolvimento e responsabilidade pelos estudos e/ou trabalho, mais provavelmente a criança também apresentará. Se eles apresentam gosto pela leitura e demonstram isto para a criança, mais provavelmente ela mais provavelmente apresentará também.</p>
<p><strong>10º &#8211; promover diálogo.</strong></p>
<p><strong> </strong>Os pais devem ter disponibilidade para ouvir a criança, cuidando para não transformar estes momentos em monólogos onde eles apenas a questionam. Existem inúmeras pesquisas que demonstram que correlação negativa entre confiança da criança nos pais e envolvimento em atividades ilegais (GOMIDE, 2006).</p>
<p><strong>11º &#8211; apresentar nível de exigência compatível com o desenvolvimento da criança.</strong></p>
<p><strong> </strong>De nada adianta cobrar da criança um desempenho o qual ela não possui condições de obter. Isto gera estresse e frustração nos pais e na criança.</p>
<p><strong>12º &#8211; relacionar o teórico com a prática.</strong></p>
<p><strong></strong>Quando os pais valorizam o que a criança aprende e conseguem relacionar aquilo com suas experiências o interesse e aprendizagem da criança são mais efetivos.</p>
<p><strong>13º &#8211; incentivar o brincar e a socialização.</strong></p>
<p><strong></strong>A criança que brinca tem um melhor desenvolvimento cognitivo, emocional e social. O dia da criança não pode se transformar em um fazer tarefas contínuo, devem existir momentos para a diversão &#8211; muitos momentos.</p>
<p><strong>14º &#8211; Interessar-se pela vida do filho.</strong></p>
<p><strong></strong>Os pais devem demonstrar interesse pela vida de seu filho em TODOS os momentos, não apenas quando este apresenta bons resultados. É importante que os pais participem das atividades que a escola do filho promove, acompanhe-o em situações onde ele gostaria de ser acompanhado, etc.</p>
<p style="text-align: right;">Autor: Esequias Caetano de Almeida Neto</p>
<p>Referências:</p>
<p>Gomide, P. I. C. (2006). <em>Inventário de Estilos Parentais. Modelo teórico: manual de aplicação, apuração e interpretação</em>. Petrópolis: Vozes.</p>
<p>Zoega, M. R. S; Souza, S. R; Marinho, M.L. (2004). <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-166X2004000300009&amp;script=sci_arttext&amp;tlng=en"> <em>Envolvimento dos pais: incentivo a habilidade</em></a></p>
<p><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-166X2004000300009&amp;script=sci_arttext&amp;tlng=en"><em>de estudo em crianças. </em></a>Campinas: Estudos em Psicologia.</p>


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		<title>Bullying &#8211; O terrorismo psicológico</title>
		<link>http://www.psicologiaeciencia.com.br/bullying-o-terrorismo-psicologico/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 15:54:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma das maiores preocupações da Psicologia e dos educadores sem duvida é o Bullying. A palavra não tem uma tradução exata e no português é traduzida mais ou menos como “assedio moral”.

O bullying já é uma patologia social. É definido como a imposição de sofrimento intencional em relações de desigualdade. Para exemplificar, podemos falar de um aluno dito “popular” de uma escola que faz de tudo para humilhar e expor um defeito (às vezes nem tão aparente) do colega que só tira notas altas ou então o rapaz musculoso que inferniza a vida de um colega mais fraco fisicamente ou um “tímido” que é exposto de forma que cause maior constrangimento possível.



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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1979" title="bullying" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/bullying1-300x270.jpg" alt="bullying" width="314" height="344" />Uma das maiores preocupações da Psicologia e dos educadores sem duvida é o Bullying. A palavra não tem uma tradução exata e no português é traduzida mais ou menos como “assedio moral”.</p>
<p>O bullying já é uma patologia social. É definido como a imposição de sofrimento intencional em relações de desigualdade. Para exemplificar, podemos falar de um aluno dito “popular” de uma escola que faz de tudo para humilhar e expor um defeito (às vezes nem tão aparente) do colega que só tira notas altas ou então o rapaz musculoso que inferniza a vida de um colega mais fraco fisicamente ou um “tímido” que é exposto de forma que cause maior constrangimento possível. No Brasil a forma mais típica de Bullying são os apelidos humilhantes exaltando defeitos físicos e as agressões físicas.</p>
<p>O Bullying infelizmente é presente no mundo todo e em alguns países, as vitimas cometem atos extremos com mais freqüência como homicídios e suicídio como vimos nos recentes ataques em escolas dos Estados Unidos, onde vitimas de Bullying invadiram a própria escola com armas pesadas e assassinaram muitos colegas e logo após cometeram suicídio. Nas cartas deixadas pelos suicidas, vemos referencias as constantes humilhações que passaram e que tomados pela depressão e transtornos de ansiedade não viram outra forma de acabar com o sofrimento que não fosse com o suicídio, mas não antes de levar todos os agressores consigo. Uma explosão de raiva e ódio sem limites como reação ao que sofreram.</p>
<p>No Brasil, é mais raro acontecer assassinatos como resultado de anos de humilhações e agressores físicas que as vitimas sofrem. Porem, a taxa de suicídios é alta, mas infelizmente é velada. Medicamente o Bullying não é reconhecido como causadora de suicídios (que são atribuídos a depressão, que por sua vez foi resultado direto da vitimização).</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Cyber Bullying :</span></strong></p>
<p>Infelizmente, estão sendo criadas novas formas de humilhação. Alem do bullying tradicional que envolve humilhações e agressão física, hoje em dia temos o Cyber Bullying, que é a pratica de humilhação e exposição publica caluniosa e difamatória através da Internet. Essa é uma forma mais agressiva do Bullying tradicional, já que calunias e difamações por internet têm um alcance muito maior e conta com o anonimato do agressor. Ele não precisa mais ser uma pessoa forte ou popular, pode ser feita por qualquer um, inclusive vitimas em busca de vingança. Um exemplo claro são os perfis falsos em redes de relacionamentos.</p>
<p>Segundo a delegacia de crimes virtuais, essa é a pratica mais comum de Cyber Bullying. Cria-se um perfil falso da vitima com informações reais como telefone, endereço e fotos e se relaciona a comunidades que podem ser aversivas e difamatórias. Como uma mulher ter seu perfil com descrição de garotas de programa ou um menino ter seu perfil associado a comunidades ligadas a pedofilia ou mesmo fazendo montagens com fotos. Geralmente com fundo pornográfico.</p>
<p>Cabe ressaltar que não se tem uma legislação especifica sobre crimes virtuais, mas já existe jurisprudência no cyber espaço e em breve deve ser regulamentada leis especificas.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">O Bullying marca vidas :</span></strong></p>
<p>As marcas que ficam nas vítimas de bullying são muito fortes e infelizmente, na maioria das vezes mudam permanentemente a vida das vitimas. As marcas mais comuns são: Depressão, baixa auto-estima, muita dificuldade em relacionamentos sociais e muitas vezes transtornos de ansiedade se instalam.</p>
<p>O importante é ressaltar que o atendimento psicológico oferece resultados promissores em relação a todas essas marcas, principalmente as terapias de abordagem comportamental.</p>
<p>Claro que não se pode mudar o passado, mas com o atendimento psicológico podemos fazer um “controle de danos” e com isso saber lidar com os problemas decorrentes antes que esses se agravem.</p>
<p>Com os anos de atendimento clinico, percebo que as vitimas de Bullying paralisam e não conseguem ver que precisam de ajuda. Tenho percebido que o discurso é sempre depressivo e muitos acham que não tem possibilidade de mudar. Julgam que não tem nada a fazer alem de se acostumar e esperar o tempo passar para ver se melhora. Muitas vezes se sentem até responsáveis por serem vitimas. Infelizmente as coisas não funcionam assim e o tempo não ajuda a melhorar.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Mudar de escola resolve ??</span></strong></p>
<p>Existe uma crença de que mudar de escola ou mudar de cidade vai fazer que a pessoa deixe de ser vitima. Infelizmente também não funciona, pois o padrão comportamental da pessoa em questão vai fazer com que seja atacada em qualquer lugar. Vai virar alvo na casa nova, na escola nova ou em qualquer lugar que esteja. O problema é o padrão comportamental que predispõe uma pessoa a ser vitima e esse padrão é justamente o que precisa mudar. Nesse ponto o atendimento psicológico de orientação Comportamental é fundamental, pois vai desenvolver novos repertórios comportamentais incompatíveis com o perfil das vitimas de Bullying (geralmente pessoas tímidas, caladas e com baixa auto-estima).</p>
<p>A vitima precisa de orientação.  Isso inclui ir a delegacias especializadas em crimes virtuais ou então procurar atendimento jurídico, psicológico e medico sempre que precisar.</p>
<p>O Bullying deve ser sempre combatido e jamais tolerado em escolas ou qualquer outro lugar. Já se tem informações que esta dentro das empresas e academias. Cabe lembrar que não é só aquele que pratica o Bullying que é o agressor. Na verdade, os espectadores que não fazem nada e ainda dão risada da vitima que esta sendo humilhada é tão agressor quanto o Bullyer (como é chamado o agressor principal), são chamados de agressores passivos e são esses agressores que reforçam o comportamento do agressor que por sua vez aumenta muito a freqüência dos comportamentos agressivos pois obtém reforço social.</p>
<p>É um problema muito serio que marca vidas, talvez se as pessoas entendessem que Bullying não é bobagem e que não é uma brincadeira de mau gosto como muito se prega e sim uma agressão psicológica e muitas vezes física também que deixa marcas para toda uma vida.</p>
<p>Então, você quer ser uma vitima para sempre ou quer mudar sua vida?</p>
<p>Procure seus pais, o diretor da escola, um psicólogo qualificado e competente e conte o problema. Não se silencie, não deixe que a situação se agrave.</p>
<p>Por : Marcelo C. Souza</p>


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		<title>Modelação &#8211; Children See Children Do</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 23:38:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
		<category><![CDATA[Epistemologia]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[A modelagem - Modelação sao ferramentas importantes de transferir conhecimentos e comportamentos. O grande problema é que através dos exemplos tambem passamos a outras pessoas comportamentos negativos, lesivos, agressivos e violentos.
Esse artigo é uma discussão sobre o video, Children See, Children Do de uma ONG americana.


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			<content:encoded><![CDATA[<div><img class="aligncenter size-full wp-image-1158" title="mod" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/05/mod.jpg" alt="mod" width="576" height="432" /></div>
<div style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=CWUtywfwsMw">http://www.youtube.com/watch?v=CWUtywfwsMw</a></div>
<div>&#8220;&#8230; Quer exista ou não algo como imitação nao aprendida ou inata, uma coisa é certa: A imitação pode ser ensinada. Usando-se os procedimentos de condicionamento &#8211; tornando o reforço contingente à repetição do ato do outro &#8211; um organismo pode ser levado a imitar&#8221; ( Keller e Schoenfeld, 1950/1973, pag 378).</div>
<div>Imitação é um processo de aprendizagem pelo qual os individuos aprendem comportamentos novos ou modificam antigos por meio da observação de um modelo. Isso ocorre porque existe a probabilidade das pessoas serem reforçadas pelas mesmas consequências que reforçam o comportamento do modelo ( Keller e schoenfeld 1950/1973 : Bandura, 1969/1979; Malott, 1971/1981; Striefel, 1975; Mikulas 1977; Skinner 1989/1991; Baum 1994/1999; Catania 1998/1999).</div>
<p>Tanto a Imitação quanto a modelagem permitem ao individuo adquirir novos comportamentos. Mas por lógica a imitação é um comportamento aprendido através da observação de um modelo enquanto que na modelagem o comportamento é aprendido através de aproximação sucessiva se reforçando diferencialmente cada resposta que pertence a mesma classe para que se chegue no comportamento final desejado.</p>
<p>A historia mostra que os procedimentos de modelação e modelagem nos fizeram continuar nesse planeta. Afinal, toda vez que vemos como nossos pais fazem uma determinada tarefa e são bem sucedidos, tendemos a tentar imitar esse mesmo comportamento para que sejamos reforçados como os modelos são. Filogenéticamente isso foi muito importante. Observando os mais velhos caçando conseguimos sobreviver por muitos seculos e as técnicas de sobrevivencia são passadas de geração em geração. A natureza utiliza muito o processo de imitação, só observarmos um animal selvagem. Logo após seu nascimento em pouco tempo já esta observando os pais nas caçadas e aprende por observação como deve se fazer e repete.</p>
<p>Mas se os processos de Imitação e modelagem são tão importantes para a sobrevivencia humana, então porque o video Children see, Children Do nos chama tanto a atenção ?<br />
A imitação do modelo pode ser perigosa tambem, pois o mesmo nem sempre é adequada dentro de certos limites culturais e sociais. Mesmo lembrando da pluralidade da espécie humana, os modelos são escolhidos dentro da cultura vigente do local onde está inserida e mais do que isso, qual é o papel reforçador de se imitar um modelo ?</p>
<p>Sabemos que uma criança imita seus pais e se sentem poderosas com isso, porêm será que os pais entendem que são modelos aos seus filhos ? Será que os pais entendem que certos comportamentos são passados de forma quase que inevitavel ?<br />
Claro que existe uma grande diferença em ser um modelo para uma criança que ainda está desenvolvendo seu repertório comportamental e ser um modelo para um homem adulto.<br />
O video é um alerta que não se pode ignorar, precisamos rever urgentemente os nossos conceitos e começarmos a pensar no que estamos fazendo com nossas crianças.</p>
<p>A luz do Beraviorismo Radical, o que podemos fazer ?? Não apenas nos mantendo nos consultorios, mas partindo pra politicas publicas, sociais, trabalhos socio-educativos etc&#8230;<br />
Quando estava pensando nisso ouvi muitas pessoas, algumas da área da Psicologia e outras não e elas diziam que não devemos pensar, devemos fazer, colocar a mão na massa. De pensadores o mundo está cheio.</p>
<p>Mas ai comecei a pensar em outra questao. Ir e fazer é uma resposta óbvia, mas pergunto, fazer o quê ? Com que estratégia ? Quais parametros utilizar ? O que ja se tem de estudos nessa área ?Ir e fazer como ? Ir a viadutos e dar bebida e comida para moradores de rua ? É uma coisa boa ?</p>
<p>Bom, ja temos estudos que afirmam que ao fazer isso apenas reforçamos a vontade dessas pessoas em continuar na rua, portanto não resolvemos o problema apenas reforçando uma comportamento que gostariamos de extinguir. Pode se demorar a voltar com a comida, mas sempre se volta. E sabemos que o Reforço Intermitente é especialmente muito dificil de ser extinto.</p>
<p>O quê nao tira a bondade do ato, mas tal qual uma criança que nunca é frustrada, no futuro teremos problemas, pois ela esta sendo reforçada em algo que nao vai lhe ajudar .A questao nao é o quê fazer, mas como fazer.Nesse sentido devemos pensar de forma mais ampla, entendendo os mecanismos sociais que regulam a nossa sociedade e como podemos entender os reforçadores e punidores que à mantem da forma que está e como podemos extinguir os repertorios nao adaptativos.</p>
<p>Eu imagino que nem podemos falar em extinção ja que por definição ao se utilizar dela a frequência de comportamentos que se quer extinguir aumenta enormemente podendo levar ao situações até de perigo pois estamos falando da area social. O que estamos fazendo especificamente para mudarmos o mundo ???</p>
<p>O quê estou tentando dizer é : O quê devemos fazer, como devemos fazer e quais politicas adotar para que a sociedade mude seus valores e fique sobre controle de outros estimulos que visam o potencial humano e a saude.</p>
<div>Entendi quando é dito que que é preciso atitude. Mas por expêriencia vejo que atitude por si só pode ser perigosa, pois podemos estar sob controle de outras variaveis que não seriam eficientes para a resolução do problema, mas com topografias diferentes que mantenham o problema, mesmo que na forma pareça que estamos tentando resolve-lo.</div>
<div>A pergunta final, que na verdade já foi repetido inumeras vezes dentro desse texto é : O que estamos fazendo com as nossas crianças ?</div>
<div>
<p>Por : Marcelo C. Souza</p></div>


<p>No related posts.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O que é a Avaliação Psicológica</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 23:32:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A avaliação Psicológica esta sempre sendo citada como parte importante na terapia comportamental. Mas sera que de fato todos os terapeutas sabem o que é, como e quando se usa a Avaliaçao Psicológica ?


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito se fala sobre a avaliação psicológica, mas o que vem a ser a avaliação ? Por que ela é importante ? A avaliação comportamental é o primeiro passo para a psicoterapia. É através dela que podemos definir o começo do planejamento de tratamento e começar a pensar em hipoteses diagnosticas. Desde o primeiro momento que o cliente entra em contato com o terapeuta , já esta falando sobre si mesmo e portanto é passivel de observação direta do terapeuta para colher informações.</p>
<p>Em uma definição mais ampla a analise comportamental consiste em estabelecer as relações entre as variaveis que mantem um comportamento alvo. A avaliação é base para a analise funcional e posterior aplicação de técnicas ( quando necessárias). Começa desde a primeira entrevista e é um continuo dentro da terapia comportamental. O metodo investigativo é feito atraves de entrevistas com o proprio cliente ou com terceiros como pais, irmaõs ou responsaveis, perguntas abertas, fechadas ou semi abertas. Alem disso pode se utilizar testes psicologicos e escalas padronizadas de medição e enquadramento de sintomas como o DSM ou CID.</p>
<p>A avaliação comportamental é importantissima dentro do contexto terapeutico pois é atravéz dela que podemos definir as ferramentas que o cliente possui para lidar com os problemas que o aflingem e em que ponto as contingencias estão sendo prejudiciais. É preciso muito tato e muito cuidado com o diagnostico psiquiatrico, muitas vezes exigido, principalmente pelos convenios medicos pois a função do diagnostico nao é estigmatizar o cliente e sim dar parametros aos profissionais que entendam e possam com isso lidar com os comportamentos alvo. Ressalto ainda que é a partir das hipoteses diagnósticas que o terapêuta baseia seu raciocinio clinico e testa através das suas perguntas e intervenções a validade dessas mesmas hipóteses.</p>
<p>Enfim, a avaliação psicológica é o marco para onde começa a psicoterapia e é o inicio do conhecimento do cliente buscando informações na sua historia de vida, contingências atuais que sustentam suas respostas e tudo aquilo que é definido pelo cliente como comportamentos problema.</p>
<p>Por : Marcelo C. Souza</p>


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		<title>Crianças Birrentas &#8211; O que fazer ??</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 23:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todos nós ja vimos alguma vez na vida uma criança birrenta. Aquelas que se jogam no chão, gritam e que tem um poder inacreditavel de constranger os pais caso seus desejos nao sejam saciados imediatamente. Esse artigo discute como lidar com essas crianças e desenvolver estratégias para mudar comportamentos problemas.


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			<content:encoded><![CDATA[<div><img class="aligncenter size-full wp-image-1153" title="birra" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/05/birra.jpg" alt="birra" width="576" height="432" /></div>
<div style="text-align: center;"><a href="http://br.youtube.com/watch?v=ZjZrx0ZOKRs">http://br.youtube.com/watch?v=ZjZrx0ZOKRs</a></div>
<div>Uma duvida muito frequente que aparece nos consultórios de psicologia e de educadores é relativa ao comportamento de birra. Hoje em dia vemos que as crianças aprenderam a conseguir tudo que o seu desejo quer atravéz de uma tatica manipulatória muito interessante. Usam uma habilidade incrivel de constranger os pais através de gritos, choro intenso ou mesmo comportamentos auto lesivos.</div>
<div>Os pais por sua vez por não aguentarem a cena do filho gritando e se debatendo em um ambiente publico acabam reforçando o comportamento de birra. A criança é condicionada, ou seja, a criança aprende que toda vez que se comportar de força birrenta vai ganhar o que quer. Isso acaba fortalecendo ainda mais o comportamento problema.</div>
<div>Os mecanismos que fazem a birra dar certo muitas vezes são sociais, pois os pais ficam muito constrangidos com o comportamento da criança e sentem que estão sendo julgados como pessimos pais pelas outras pessoas. Para acabar com a cena rapidamente, geralmente os pais acabam fazendo a vontade da criança criando um circulo vicioso , pois a consequência do comportamento da criança é sempre positivo e reforçador. Por outro lado tambem existe a dificuldade dos pais em lidar com o &#8220;sofrimento&#8221; do filho naquele momento pois acabam não suportando o choro do filho e não conseguem lidar com a situação.</div>
<div>O video nos mostra uma criança com comportamento altamente birrento e manipulador que a todo momento tenta chamar a atenção dos pais para aquilo que deseja no momento. Os pais da criança do Video parecem estar utilizando uma técnica comportamental muito eficiente chamada Extinção de respostas, onde a criança pode chorar a vontade que o comportamento de birra nao vai ser reforçado de forma nenhuma. Com esse procedimento se espera que a criança perceba que o seu comportamento birrento não vai ser consequênciado positivamente ou seja, mesmo que ela chore por horas a consequência reforçadora não vai ser apresentada levando o comportamento de birra a extinção.</div>
<div>O problema dessa técnica é que por definição quando tentamos extinguir um comportamento, a frequência de resposta desse mesmo comportamento vai sofrer um imenso aumento pois a criança vai tentar alcançar a consequência reforçadora e portanto vai aumentar a intensidade dos seus esforços.</div>
<div>No video percebemos claramente que a criança quando começa a entender que ninguem esta dando bola para a birra, ela varia o comportamento. Ela segue os pais e quando os ve cai no chão e retoma toda a série de comportamentos que outrora eram consequênciados positivamente.</div>
<div>Pelo video percebemos que o comportamento birrento é especialmente dificil de se extinguir e especificamente nessa criança, a birra é resistente a extinção. Pois provavelmente, ela foi reforçada de forma intermitente e intensa.</div>
<div>É preciso um treino com os pais para que a técnica seja aplicada com sucesso, pois muitas vezes os pais não conseguem ir até o fim por não suportarem o &#8220;sofrimento&#8221; do filho e acabam reforçando o comportamento depois de algum tempo. Isso é terrivel pois o esquema de reforço intermitente fortalece o comportamento problema enormemente, ficando cada vez mais dificil a extinção.</div>
<div>Em todo caso é muito interessante sempre consultar um Psicologo competente e qualificado para que todas as duvidas sejam dirimidas. Afinal, criar um filho é uma tarefa ardua. Mas que sempre é altamente recompensadora.</div>
<div>
<p>Por : Marcelo C. Souza</p></div>


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		<title>Metacontingências e Planejamento da Qualidade de Vida em uma Cultura.</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 23:08:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O termo metacontingência é usado quando estamos falando de contingências entrelaçadas de varios sujeitos e essas mesmas contingências entrelaçadas produzem um produto agregado final.

Sabendo disso, podemos  entender como uma unica pessoa ou uma unica ideia pode desencadear acontecimentos que podem ser muito positivos e ao mesmo tempo pode ser muito destrutivo. O presente artigo pretende fazer uma discussão sobre a metacontingência e como essa ferramente é importante para se planejar contingências sobre uma cultura visando o bem estar e qualidade de vida de toda uma população.


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			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Compreender como entrelaçamento de contingências atuam na produção de uma consequência final, aumenta as chances de se elaborar planejamentos culturais adequados e eficazes. Os planejamentos bem sucedidos por sua vez podem tornar mais eficazes prevenções de doenças, molhorias no trânsito, processos educacionais, processos politicos dentre outros assuntos que dizem respeito a um individuo dentro de uma sociedade&#8221; ( Alencar, E. 2008 ).</p>
<p>A partir dessa explicação entendo melhor a importância, o poder e o perigo que apenas uma pessoa pode ter em uma cultura. O entrelaçamento de contingências realmente é alvo a ser mais estudado pois é o que acaba ditando como o grupo se comporta e atua no mundo. O responder de um individuo vira um Sd ( Estimulo Discriminativo ) para outro individuo e assim se forma uma cadeia que leva a uma consequência final que pode ser desde a paz mundial, até a 3º Guerra Mundial. Alguma lembrança do filme &#8221; Efeito Borboleta&#8221; ??<br />
Acho que esse filme ilustra exatamente como as escolhas de uma pessoa interferem em outro individuo criando cadeias de comportamentos e eventos que levam a consequências desastrosas e mudando uma escolha, a cadeia muda e a consequência muda drasticamente. Claro que é um filme, apenas uma ficção, mas o conteudo e a mensagem não é. Fica a mensagem&#8230;</p>
<p>Pensando por um lado mais positivo, a metacontingência pode ser uma grande aliada na produção e organização de bem estar dentro de uma cultura, pois levam a uma consequência previsivel e portanto controlavel. É preciso um reforçador imediato para induzir outro reforçador atrazado. Um exemplo bem sucedido são as campanhas de vacinação, pois são necessários comportamentos operantes de diversos profissionais para que a campanha de certo. Um perfeito exemplo de entrelaçamento de contingências controlada com consequência previsivel, um operante de uma individua server como estimulo discriminativo para outra pessoa e assim se forma uma cadeia de contingências entrelaçadas que levam a uma consequência final reforçadora, previsivel e manipulavel positivamente. No caso a consequência imediata é o evitamento de um surto de determinada doença e como consequências atrazada a erradicação da mesma no futuro.</p>
<p>Me parece muito inteligente o estudo das relaçoes funcionais entre as contingências e uma consequência unica atrazada para todos os operantes entrelaçados.<br />
O conceito de metacontingência é um tanto quanto complicado, mas muito lógico. Temos a contingência como unidade de análise do comportamento de um individuo e a Metacontingência como unidade de análise de uma cultura formada por diversos individuos, cada um com suas contingências se entrelaçando resultando em uma consequência final.</p>
<p>Concluo que a forma de entender e manejar a cultura e os grupo é sem duvida através da metacontingência manipulando variáveis e planejando as consequências desejaveis sempre visando o bem estar e o avanço da qualidade de vida do grupo.</p>
<p>Talvez a resposta para todos os problemas sociais esteja na mão das metacontingências no sentido de termos um instrumento eficiente na criação de campanhas sociais com custo de resposta favoravel a consequência imediata reforçadora e a atrasada também reforçadora.</p>
<p>Nesse caso, o instrumento parece ser realmente promissor.</p>
<p>Por : Marcelo C. Souza</p>


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		<title>Alternativas a punição &#8211; Punir ou nao punir ?</title>
		<link>http://www.psicologiaeciencia.com.br/alternativas-a-punicao-punir-ou-nao-punir/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 23:03:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Pedagogia]]></category>

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		<description><![CDATA[A punição pode a primeira vista ser interessante, pois suprime imediatamente uma resposta inadequada. Porem, será que nao tem outras formas de lidar com respostas inadequadas sem o uso irrestrito de punição ? Será que a punição é a forma mais adequada e eficiente ?
O presente artigo tem como objetivo discutir formas de modelagem com ou sem punição e seus efeitos colaterais.


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			<content:encoded><![CDATA[<div>O tema Punição dentro da Analíse do Comportamento e de outras ciências naturais são sempre muito discutidos, desde suas aplicações e efeitos colaterais. A punição como supressora imediata de uma determinada resposta realmente funciona, porem carrega efeitos colaterais que em determinados casos inviabilizam seu uso já que os colaterais se sobrepõe aos seus beneficios.</div>
<div>Em primeira instancia, quando falamos de punição é provavel que se sinta repulsa, pois a palavra nos leva a pensar em dor ou sofrimento, mas se ampliarmos o conceito, estamos apenas falando de um estimulo adicionado em uma relação com o ambiente que suprime a resposta alvo de ser emitida. Quando falamos em punição, estamos falando em supressão de resposta e consequêntemente a extinção dessa mesma resposta e não em dor ou sofrimento. É a probabilidade da emissão da resposta ser diminuida e posteriormente extinta. Da mesma forma que quando falamos de reforçamento positivo, não estamos falando em bem estar e sim de controlar consequências nas contingências afim de aumentar a probabilidade de emissão de uma determinada resposta.</div>
<div>Vale lembrar que punir uma resposta as vezes é o unico caminho a se seguir como nos casos de auto agressão severa. ou mesmo de procedimentos de aprendizagem como ensinar uma criança a atravessar a rua. Não podemos permitir a auto agressão pois o comportamento em questão leva a danos e a punição evita um mal maior assim como não podemos modelar o comportamento de atravessar a rua por aproximação sucessiva já que a chance da criança ser atropelada é enorme nesse caso. Os procedimentos de modelagem portanto não são eficientes sendo necessaria a supressão imediata da resposta.</div>
<p align="justify">Alguns psicologos são completamente contra o uso de punição, mas o problema não é o uso em sí. O maior problema é que para o uso de procedimentos de punição é necessario analisar a situação e entender que é o unico caminho possivel para se proteger o individuo ou a sociedade que o cerca. É o caso dos criminosos. É impensavel a criação de politicas onde não exista punição para crimes previstos pelo nosso código penal. Claro que a punição por sí só nao é eficiente, pois um dos colaterais da punição é que a resposta acaba sendo suprimida unicamente na presença do agente punidor, continuando a ser emitida na sua ausencia. Obviamente a extinção seguida de reforçamento diferencial ( DRO ou DRA ) são infinitamente mais eficientes. A questão maior é punir apenas a resposta sem dar alternativas mais &#8220;saudáveis&#8221; não levam a modificação do comportamento de forma duradoura. Prender criminosos os punindo suprime o ato criminoso, mas não existe a correção e substituição de comportamentos lesivos a sociedade. Punir apenas por punir não é um caminho inteligente.</p>
<p>Talvez um dos maiores problemas é que o humano tem uma tendência a usar punição indiscriminadamente, suprimir uma resposta indesejavel imediatamente é muito mais reforçador do que se utilizar de outras estratégias como a modelação e reforçamento diferencial que demoram mais tempo para fazerem efeito, mas que levam a mudanças mais duradouras.<br />
Em nossa cultura parece que é mais prazeiroso ( e estimulado ) punir a educar.</p>
<p>Outro exemplo classico são as nossas escolas. Muitas são movidas a punição ou reforço negativo. Os alunos estudam ( quando estudam&#8230;) para evitar punição. O mecanismo de fuga/esquiva em alguns alunos chega a ser fantastico de tão criativo.<br />
Enfim, acredito que a punição como supressora imediata de uma resposta deva ser utilizada com parcimonia dentro de casos bem especificos seguidos por DRO ou DRA.<br />
Creio que os analistas comportamentais têm muito a desenvolver, necessitando tambem entender que a Técnologia Comportamental não esta restrita apenas a Psicologia Clinica ou no laboratório, mas também tem grande valia dentro das politicas e instituições carcerarias, instituições de ensino ou mesmo em organizações empresariais.</p>
<p>Por : Marcelo C. Souza</p>


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		<title>Não se brinca mais como antigamente&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 22:48:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os novos tempos acabaram trazendo muito mais do que novas tecnologias. As velhas brincadeiras das crianças, principalmente as da decada de 80, foram substituidas por novas formas de divertimento. Alguns puramente virtuais. O presente artigo pretende discutir a função das novas formas de diversão e os impactos para a saude fisica, psicológica e os impactos no coletivo.


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			<content:encoded><![CDATA[<div><img class="alignright size-full wp-image-1126" title="pae05025" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/05/pae05025.jpg" alt="pae05025" width="500" height="416" />Não se brinca mais como antigamente, isso é uma verdade incontestável. Atualmente com o avanço da tecnologia, as crianças encontram formas de divertimento puramente virtuais dadas por pais que tambem não tem tempo de estar investindo em atividades com seus filhos.</div>
<div>Computadores e video games substituiram completamente os jogos que eram tão conhecidos e praticados, principalmente na decada de 80. Amarelinha, pular corda, queimada, corrida&#8230; Uma infinidade de atividades que foram substituidas pela frieza e solidão do mundo virtual da Internet, Computadores e Jogos de Video Games.</div>
<div>É uma pena, pois os jogos ensinam as crianças como lidar com a frustração de uma derrota, aprendem como se comportar socialmente e desenvolvem formas sadias de lidar com a competitividade. Não apenas os jogos mudaram, mas as musicas e até as roupas. Hoje em dia não temos mais crianças e sim, mini adultos. As antigas canções de roda cantadas por gênios da Musica Brasileira como Toquinho e sua inesquecivel canção &#8221; Aquarela &#8221; foi substituidas pelas musicas carregadas de erotismo e duplos sentidos do Bonde do Tigrão ou da funkeira Tati Quebra Barraco.</div>
<div>As roupas foram modificadas, é comum ver crianças de 5 anos se vestindo como adultos, gravatas, mini saias, sapatos de bico fino e saltos-alto.<br />
A questão principal e o problema é que não existe espaço para crianças serem apenas crianças na sociedade moderna. Desde pequena já é introduzida no mundo virtual da internet, surfando sozinha por bits e mais bits conhecendo apenas nomes ou figurinhas em uma tela de computador. A competitividade é estimulada de forma muitas vezes cruel, buscando a destruição do adversario e não a união de forças ou mesmo a vitória sadia. O velho ditado popular &#8221; O importante não é vencer&#8230;&#8221; caiu em desuso rapidamente e foi substituido quase que totalmente por um outro que diz &#8221; Se não vencer, você não é ninguem&#8230;&#8221;.</div>
<div>O resultado de gerações de crianças que foram criadas para serem individualistas é assustador. É importante que as crianças sejam educadas dentro do mundo globalizado e altamente tecnológico dos dias atuais, mas também creio que é necessário treinar os educadores para continuar introduzindo valores éticos e morais para que essa criança não se perca entre o trabalho quase que 24h dos pais e a negligência das escolas.</div>
<div>É algo a se trabalhar muito, principalmente para os Psicólogos e Pedagogos. As crianças não conseguem mais ser crianças e isso em um intervalo de tempo de medio prazo é desastroso.</div>
<div>Por onde andam os brinquedos que até uma decada atrás divertiam de forma saudavel milhões de crianças ao redor do mundo ? Onde estão aqueles jogos que ensinavam as crianças que o importante não era ganhar a qualquer custo ( até ser desonesto ) e sim participar da brincadeira ?? Onde está o espaço onde a criança pode ser apenas criança ?</div>
<div>Realmente&#8230;</div>
<div>Não se brinca mais como antigamente.</div>
<div>Por : Marcelo C. Souza</div>


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		<title>Problemas de Aprendizagem &#8211; Por que existem pessoas que tem problemas para aprender?</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 22:44:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
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		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Problemas de Aprendizagem]]></category>

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		<description><![CDATA[É muito comum os psicólogos receberem em seus consultórios mães e pais muito preocupados com seus filhos. As escolas acabam encaminhando ao terapeuta alegando que a criança não consegue aprender. Esse artigo pretente mostrar de forma direta o que é o problema de aprendizagem e o que nao é. E mais do que isso, por que existem pessoas com problemas de aprendizagem.


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			<content:encoded><![CDATA[<div><img class="alignleft size-full wp-image-1121" title="volta-as-aulas" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/05/volta-as-aulas.jpg" alt="volta-as-aulas" width="420" height="280" />É muito comum encontrar escolas e pais que não sabem o quê fazer com aquele aluno ou filho que tem uma certa dificuldade para aprender os conceitos das aulas. Grande parte das instituições de ensino, sobretudo as escolas da rede publica ,não contam com serviços de psicologos ou psicopedagogos para auxiliar esses individuos</div>
<p>Em um primeiro momento, podemos analisar superficialmente o problema de aprendizagem como uma dificuldade em absorver informação. Os motivos são multifatoriais. Pode ser desde um problema de visão simples de se corrigir com o uso de óculos ,como pode ser mais complicado como a Dislexia necessitando tratamento psicologico, psicopedagógico e dependendo do caso medicamentoso.</p>
<p>Ao se fazer referência às dificuldades de aprendizagem não se pode perder de vista a presença de distorções inerentes ao próprio sistema educacional e às influências ambientais que funcionam como contexto para as manifestações comportamentais e as peculiaridades do indivíduo que pode apresentar, no sistema escolar, o sintoma de não aprender (Linhares, 1998; Marturano, Linhares &amp; Parreira, 1993).</p>
<p>As escolas ou qualquer outra instituição de ensino tendem a estigmatizar o aluno que esta tendo baixo rendimento, supondo que é um problema do proprio aluno. Hoje com os avanços da Psicologia da Educação, sabemos que o Ambiente tem muita importancia. Grande parte das escolas tendem a ignorar o problema, colocando no aluno toda a culpa por seu baixo desempenho, encaminhando o para psicologos que acabam não achando nada errado. Quando se faz uma caracterização do Ambiente, entendemos claramente os motivos dos problemas de aprendizagem que a instituição atribuiu unicamente ao aluno.</p>
<p>Ao constatar individuos com problemas de aprendizagem, é importante verificar qual é o ambiente que esse individuo esta inserido. Ele tem todos os materiais apropriados para aprender ? Essa pessoa possui algum problema emocional ou organico que a impedem de fixar atenção nas disciplinas ? Sera que esse ambiente é favoravel ao aprendizado?</p>
<p>Enfim, existem inumeras questões antes de colocarmos a culpa no aluno. Analisando grande parte dos casos que chegam aos consultorios dos psicologos, entendemos que grande parte do problema esta no ambiente e não no individuo. Existem formas de ensino que são mais eficientes para transmitir conhecimento. Uma dessas propostas é a Abordagem Comportamental.</p>
<div>Se você esta tendo dificuldades em entender os conceitos da sua escola, faculdade ou trabalho, pare uns minutos por dia. Comece a pensar em como é o seu ambiente de trabalho, como é o seu ambiente na faculdade ou na escola. É um ambiente acolhedor ? Aconchegante ? Iluminado ? Os professores parecem animados ao ensinar? Como esta a sua vida ? Esta muito ansioso ? Um periodo de mudanças ou mesmo de Stress com algo?</div>
<div>Caro leitor, o problema de aprendizagem não é uma sentença, muito pelo contrario, definindo as causas reforçadoras para o não aprender, podemos planejar estrategias de intervenção eficientes para a mudança comportamental do não aprender.Claro que dependendo do caso é sempre recomendado procurar um Psicologo qualificado para discutir as questões que o perturbam e restalebecer seu foco.</div>
<div>Alguns problemas são especialmente dificeis de se resolver sozinho, nesses casos é muito importante que um psicologo seja consultado. As vezes o problema é mais facil de se resolver do que se pensa.<br />
O importante é que você o resolva e alcance todos os seus objetivos.</div>
<div>
<p>Por : Marcelo C. Souza</p></div>


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		<title>A falsa dificuldade</title>
		<link>http://www.psicologiaeciencia.com.br/a-falsa-dificuldade/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 13:57:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Brino Faggiani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educativos]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Comportamental]]></category>

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		<description><![CDATA[Vou ilustrar alguns conceitos da Análise do Comportamento utilizando um caso clínico como pano de fundo. O caso foi atendido por Juliana Helena SilvérioEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo . Ela me passou um quadro geral do ocorrido, sem entrar em muitos detalhes para não [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Vou ilustrar alguns conceitos da Análise do Comportamento utilizando um caso clínico como pano de fundo. O caso foi atendido por Juliana Helena SilvérioEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo . Ela me passou um quadro geral do ocorrido, sem entrar em muitos detalhes para não comprometer a identidade dos envolvidos.</p>
<p>Os pais de uma garota de 5 anos (vamos chamá-la de Carol) procuraram a psicóloga. De acordo com eles, Carol se comportava com uma criança mais nova. Fazia exatamente o que a irmã de 3 anos fazia. Na escola, era sociável e brincava com as amigas. Na sala de aula, porém, era a última a terminar as tarefas propostas pela professora.</p>
<p>É muito comum que pessoas leigas e alguns profissionais de saúde, incluindo psicólogos, considerem que problemas no interior do indivíduo sejam responsáveis por suas dificuldades. Por conta do atraso em terminar as tarefas e do seu comportamento infantil, os pais começaram a se questionar se Carol tinha algum atraso de desenvolvimento, ou seja, se algo no interior da criança estava funcionando de forma incorreta e causando o comportamento infantil. A nossa cultura nos ensina a olhar para dentro de nós e não para o que acontece no mundo; essa maneira de analisar os problemas pode resultar em interpretações errôneas e às vezes absurdas do que está ocorrendo.</p>
<p style="text-align: left;">O treino do analista do comportamento é diferente. Ele procura nas variáveis ambientais as possíveis “causas” dos problemas. Foi o que a terapeuta fez. Questionando os pais sobre o cotidiano de Carol, identificou alguns acontecimentos que possivelmente estavam produzindo o aparente atraso da garota. Chamamos esse processo de avaliação de análise funcional: consiste em recortar o comportamento em três partes: (1) variáveis ambientais que antecedem a resposta, (2) a resposta e (3) variáveis ambientais conseqüentes à resposta. Esses três termos são considerados de forma inter-relacionada; o objetivo é descobrir como cada um desses elementos é influenciado pelos outros. Eis um quadro do que Juliana identificou:</p>
<p style="text-align: center;">
<div style="text-align: center;">
<table class="MsoNormalTable" style="margin-left: -5.1pt; height: 324px;" border="1" cellpadding="0" width="451">
<tbody>
<tr>
<td style="padding: 0.75pt; width: 33.94%;" width="33%">
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">antecedente</span></strong></p>
</td>
<td style="padding: 0.75pt; width: 28.42%;" width="28%">
<p style="text-align: center;" align="center"><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">resposta</span></strong></p>
</td>
<td style="padding: 0.75pt; width: 35.88%;" width="35%">
<p style="text-align: center;" align="center"><strong><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">conseqüência</span></strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="padding: 0.75pt; width: 33.94%;" width="33%">
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">A   mãe sai com os filhos (parque do prédio, festas, shopping, salão de beleza)   As pessoas elogiam os irmãos menores</span></p>
</td>
<td style="padding: 0.75pt; width: 28.42%;" width="28%">
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">Carol chora</span></p>
</td>
<td style="padding: 0.75pt; width: 35.88%;" width="35%">
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">A   mãe explica que ela também é fofa, “só que ela cresceu e que quando as   crianças crescem elas recebem pouca atenção mesmo” sic</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="padding: 0.75pt; width: 33.94%;" width="33%">
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">A   mãe sai com os filhos (parque do prédio, festas, shopping, salão de beleza)   As pessoas elogiam os irmãos menores</span></p>
</td>
<td style="padding: 0.75pt; width: 28.42%;" width="28%">
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">Carol imita os irmãos</span></p>
</td>
<td style="padding: 0.75pt; width: 35.88%;" width="35%">
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">As   pessoas dão atenção porque “ela deve estar muito traumatizada” sic</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="padding: 0.75pt; width: 33.94%;" width="33%">
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">A   professora passa uma atividade</span></p>
</td>
<td style="padding: 0.75pt; width: 28.42%;" width="28%">
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">Carol termina junto com as outras crianças ou antes</span></p>
</td>
<td style="padding: 0.75pt; width: 35.88%;" width="35%">
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">Fica   sem fazer nada ou vai para o pátio da escola</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="padding: 0.75pt; width: 33.94%;" width="33%">
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">A   professora passa uma atividade</span></p>
</td>
<td style="padding: 0.75pt; width: 28.42%;" width="28%">
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">Carol fica atrasada</span></p>
</td>
<td style="padding: 0.75pt; width: 35.88%;" width="35%">
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">A   professora fica com ela ajudando e faz carinho</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p style="text-align: left;">A análise funcional permite algumas considerações sobre o que estava ocorrendo com Carol. A mais importante delas diz respeito ao que Carol estava fazendo para receber o que queria: carinho e atenção. Os pais prestavam mais atenção à garota quando ela chorava ou imitava os irmãos do que quando se comportava como uma garota mais velha. Por exemplo, ao ver Carol andando de patins, os pais diziam “todo mundo sabe fazer isso”; por outro lado, quando ela chorava ou imitava os irmãos recebia carinho e ouvia “você também é linda, Carol”.</p>
<p>Em palavras mais técnicas: os comportamentos inadequados estavam sendo reforçados e os adequados estavam sendo extintos. Explicando: Carol estava privada de carinho e, portanto, receber atenção era reforçador (como explicado no último texto, respostas seguidas pelo reforçador têm maior probabilidade de voltarem a ocorrer). Comportar-se como os irmãos estava se tornando mais freqüente, pois era agindo assim que a menina recebia reforço. Extinção, por sua vez, é o processo no qual uma resposta não é seguida por reforçador e, por isso, deixa de ocorrer. Andar de patins, no exemplo, e outras atividades do tipo não eram seguidas do carinho dos pais e passou a acontecer com menor freqüência.</p>
<p>A análise é semelhante na escola. Quem fazia a lição rapidamente podia ir ao pátio. Os alunos que demoravam em terminar as tarefas recebiam ajuda e carinho da professora. Aqui, uma explicação precisa ser feita. Geralmente, ir ao pátio é reforçador para as crianças e comportamentos que permitem a brincadeira ocorrem com mais freqüência. No caso de Carol, carinho estava sendo mais importante do que ir ao pátio, ou seja, atrasar a lição era seguido de uma conseqüência mais reforçadora do que terminá-la rapidamente. O resultado observado era o atraso de Carol em realizar as atividades em sala.</p>
<p>Com base nessas análises, Juliana planejou sua intervenção. Foram três tipos de ações: atendimentos à Carol, orientação aos pais e orientação à professora. Com Carol, Juliana explicou o que estava acontecendo; nas brincadeiras no consultório, dava carinho à garota quando ela brincava como uma menina de 5 anos. Nenhuma atenção era dada a brincadeiras mais infantis.</p>
<p>A psicóloga explicou para os pais de Carol que a menina necessitava de atenção e que o carinho devia ser contingente (ou seja, estar relacionada) às brincadeiras adequadas. O mesmo foi explicado para a professora: Juliana sugeriu a ela que fizesse mais carinho nas crianças que terminassem a tarefa rapidamente do que naquelas que se atrasassem.</p>
<p>Esses três conjuntos de ações obtiveram os seguintes resultados. Carol começou a se comportar como as outras garotas de sua idade e reduziu a freqüência de imitação dos comportamentos dos irmãos. Isso ocorreu porque os pais reforçaram Carol após engajamento da garota em atividades adequadas à sua idade. Na escola, Carol passou a terminar a tarefa junto com os outros colegas. A instrução à professora ainda produziu outro resultado: todos os alunos aumentaram a velocidade de resolução das tarefas. A atenção da professora, aparentemente, era reforçadora a todos os alunos e quando passou a ser contingente à rápida realização das tarefas, modificou o comportamento de todos da sala.</p>
<p>Ao todo, foram 8 sessões com Carol, 4 orientações aos pais, 4 somente à mãe e 2 sessões de orientação à professora.</p>
<p>O possível problema de desenvolvimento de Carol foi mostrado infundado. A análise da relação entre comportamento e ambiente, e a intervenção por meio de modificações ambientais foi bem sucedida. Descobriu-se que o aparente atraso de Carol era conseqüência do reforçamento de comportamentos inapropriados. Não havia nenhuma causa interna produzindo inadequação. A dificuldade era falsa.</p>
<p>Robson Faggiani</p>


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