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	<title>Psicologia e Ciência &#187; Comportamento Verbal</title>
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		<title>Conceitos básicos de AC &#8211; parte 9 &#8211; Comportamento Verbal &#8211; Definição</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 11:33:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Brino Faggiani</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<category><![CDATA[Educativos]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento Verbal]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Básicos de Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1832" title="brasil-330x220-lac-young-people-talking" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/brasil-330x220-lac-young-people-talking-300x200.jpg" alt="brasil-330x220-lac-young-people-talking" width="300" height="200" />O modo como a ‘linguagem’ é definida e estudada na abordagem analítico-comportamental reverte inteiramente as idéias com as quais estamos acostumados e apresenta uma forma prática e científica de investigar a origem, o que mantém e como classificar funcionalmente comportamentos verbais. Não cabe nos objetivos deste texto discutir as críticas aos sistemas tradicionais de entendimento da linguagem, portanto, é válido partir direto para o comportamento verbal de acordo com a análise do comportamento.</p>
<p>Dada a extensão do tema, vou dividi-lo em partes. Nesta primeira, vou definir comportamento verbal e comentar algumas de suas implicações. Depois, vou comentar sobre os diferentes tipos de operantes verbais e como eles podem ajudar na prática profissional.</p>
<p>Em consonância com o Behaviorismo Radical, Skinner definiu comportamento verbal como um (1) comportamento operante (2) reforçado pela mediação de um ouvinte (3) especialmente treinado para fazê-lo por uma comunidade verbal.</p>
<p><strong>1 &#8211; Comportamento operante</strong></p>
<p>Definir comportamento verbal como operante significa dizer que a ‘linguagem’ não tem nenhuma propriedade especial: ela é afetada pelo ambiente da mesma forma que qualquer outro comportamento. Essa é uma virada radical na concepção tradicional de linguagem como algo superior ou como uma ferramenta a ser utilizada por aqueles que a dominam. Sendo comportamento, não pode ser utilizada: é a própria ação; e não pode ser superior porque segue os mesmos princípios de qualquer comportamento. Vamos ver algumas implicações disso.</p>
<p>A primeira delas é que temos que analisar cada comportamento verbal isoladamente. Por exemplo, pedir por água não é igual a dizer água diante dela. Cada um desses comportamentos ocorre em um contexto específico e é aprendido separadamente. Pedimos por água controlados pela sede e o reforçador é o próprio líquido. Dizer ‘água’ quando a vemos está sob controle do estímulo água e o reforçamento é generalizado (não está sob controle de algo específico).</p>
<p>Na formulação de Skinner, portanto, a mesma forma verbal “água” pode ter diferentes funções, e ser capaz de falar “água” em um contexto não é sinal de saber falar “água” em todas as situações possíveis. A partir dessa concepção, Skinner criou algumas categorias funcionais para classificar o comportamento verbal (elas serão o assunto do próximo texto).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/coptoverbal.png" target="_blank"><img class="size-medium wp-image-1833 aligncenter" title="coptoverbal" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/coptoverbal-300x172.png" alt="coptoverbal" width="300" height="172" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Clique para ampliar</p>
<p>Outra implicação de o comportamento verbal ser operante é o fato de que o repertório de uma pessoa é produto de sua história de reforçamento. O modo como falamos e o quê falamos estão relacionados com os contextos em que fomos ensinados e as respostas que foram reforçadas. Um exemplo: atenção especial a verbalizações de melhora do cliente fazem com que relatos de avanço aumentem, enquanto o aparecimento de queixas diminui. A importância de saber disso é clara: é necessário tomar cuidado para não reforçar somente queixas nem somente melhoras, caso contrário a terapia pode ocorrer de maneira inadequada.</p>
<p><strong>2. Reforçado pela mediação de um ouvinte</strong></p>
<p>Apesar de o comportamento verbal ser operante, ele tem uma especificidade fundamental: é verbal somente o que é reforçado pela mediação de um ouvinte. Ir à cozinha e pegar a água é reforçado pela própria ação de quem se comportou. Pedir por água é reforçado pela ação de alguém que traz a água.</p>
<p>Dada que a especificidade do comportamento verbal é o fato de ele ser mediado, abre-se um grande leque de comportamentos que são considerados verbais pela análise do comportamento. Por exemplo, acenar, piscar o olho, cumprimentar apertando demasiadamente a mão, são comportamentos verbais, pois são reforçados por conta da ação de outra pessoa.</p>
<p>É importante notar que falante e ouvinte são definições funcionais, e não se referem a duas pessoas necessariamente. Assim sendo, uma pessoa pode ser ouvinte de si mesma, reforçando o próprio comportamento. É comum que nos surpreendamos falando conosco mesmo, escrevendo planos em uma agenda ou descrevendo as nossas ações enquanto as executamos.</p>
<p><strong>3. Treinado especialmente para fazê-lo por uma comunidade verbal</strong></p>
<p>Para que possamos dizer que uma pessoa é ouvinte, precisamos estar certos de que ela foi treinada nas especificidades de determinado idioma. Pedir água para um americano poderia não ser reforçado e, portanto, não seria um comportamento verbal. No entanto, pedir “water” resultaria na água. Isso acontece porque a comunidade verbal americana é diferente da brasileira e disso decorre que os falantes e ouvintes dessas comunidades possuem comportamentos verbais próprios.</p>
<p><strong>Síntese</strong></p>
<p>Agora que cada trecho da definição foi apresentado, veja-a novamente: comportamento verbal é um comportamento operante reforçado pela mediação de um ouvinte especialmente treinado para fazê-lo por uma comunidade verbal.</p>
<p>Notem que é uma definição funcional, não fazendo referência a formas específicas de resposta. Uma grande vantagem de se considerar linguagem como comportamento é a possibilidade de analisá-la em suas unidades funcionais e pesquisar maneiras de mudar esse comportamento para o benefício da comunidade. Um terapeuta ou professor experiente podem analisar os comportamentos verbais de seus clientes e alunos, identificando quais assuntos são necessários tratar ou ensinar e que tipo de repertório verbal vale a pena reforçar.</p>
<p>Em seguida, vou descrever os tipos de comportamento verbal e como esse conhecimento pode ser utlizado na prática profissional.</p>
<p>Robson Faggiani</p>


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		<title>20 de julho – dia do amigo!</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 01:42:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento Verbal]]></category>
		<category><![CDATA[Reforçamento positivo]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje é dia do amigo. Logo cedo recebi um scrap no Orkut em comemoração a este dia. Logo que recebi o scrap, o respondi com as mesmas felicitações e comecei a parabenizar algumas pessoas que estavam online no meu MSN. Aí, agora a pouco, estava pensando: por que recebi aquele scrap? Por que respondi? Por que parabenizei as pessoas no MSN? Por que criaram esta data?


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1502" title="amizade" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/07/amizade.jpg" alt="amizade" width="448" height="336" /></p>
<p>Hoje é dia do amigo. Logo cedo recebi um scrap no Orkut em comemoração a este dia. Logo que recebi o scrap, o respondi com as mesmas felicitações e comecei a parabenizar algumas pessoas que estavam online no meu MSN. Aí, agora a pouco, estava pensando: por que recebi aquele scrap? Por que respondi? Por que parabenizei as pessoas no MSN? Por que criaram esta data?</p>
<p>Quando tentei responder a estas perguntas comecei a pensar em algumas variáveis que podem estar relacionadas àquilo que chamamos de amizade. Gostaria de compartilhar meu raciocínio com os leitores. Entendo que primeiramente há variáveis que favorecem a amizade, há ainda outras que a bloqueia e que há diferenças sutis entre um amigo e uma outra pessoa que a gente acha legal.</p>
<p>Primeiramente, o que favoreceria uma amizade? Vamos lá. O dicionário Michaelis online define amizade como “<em>sf</em> (<em>lat amicitate</em>)<strong> 1</strong> Sentimento de amigo; afeto que liga as pessoas.<strong> 2</strong> Reciprocidade de afeto.<strong> 3</strong> Benevolência.<strong> 4</strong> Amor. <em>Antôn: inimizade, ódio, oposição. A. colorida, gír:</em> relação íntima e amorosa, sem compromisso social. <em>Cf amizade-colorida”. </em>Esta definição imediatamente lança luz sobre uma questão importante sobre a amizade: ela envolve sentimentos característicos do reforçamento positivo.</p>
<p>O estudo dos sentimentos na análise do comportamento se dá pela observação de quais tipos de estímulos eliciam quais respostas emocionais. É o campo do estudo do comportamento respondente. Sabe-se que aqueles sentimentos que chamamos de alegria, felicidade e prazer (ou elação) são evocados pela apresentação de estímulos reforçadores após a emissão de alguma resposta. Diz-se, de forma mais tradicional, que tais sentimentos são produtos de uma contingência de reforço. Observe o esquema:</p>
<table style="text-align: center;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<p align="center">Antecedente</p>
</td>
<td>
<p align="center">∙</p>
</td>
<td>
<p align="center">Resposta</p>
</td>
<td>
<p align="center">→</p>
</td>
<td>
<p align="center">Conseqüência</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="5">
<p align="center"><em>Alegria, felicidade, prazer.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Alguns sentimentos são produtos de contingencias mais complexas, como o afeto e o amor. Estes estão ligados a uma predisposição constante em mediar os reforçadores para outra pessoa, isto é, diz-se que uma pessoa ama outra quando esta media os reforçadores para aquela em uma alta freqüência. À despeito da freqüência, a mediação de reforçadores por outra pessoa é o que define todo comportamento social.</p>
<p>A predisposição em mediar os reforçadores pode ter sua origem tanto na própria relação com a pessoa amada quanto pode derivar de outros processos de aprendizagem, como a experiência com outras pessoas que compartilham alguma semelhança ou o seguimento de regras do tipo “ame ao teu próximo como a ti mesmo”. Esta história inclui múltiplas ocasiões em que a pessoa que hoje é vista como uma amiga mediou reforçadores para aquele que a vê desta forma. Isto quer dizer que, se eu tenho você como um amigo, no nosso passado juntos você provavelmente elogiou algumas características minhas, me fez convites para programas agradáveis, me acompanhou em algumas tarefas, fez algum favor imprescindível e trocou gentilezas. Em termos comportamentais, podemos descrever uma contingência de reforçamento mediado pelo outro da seguinte forma:</p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td colspan="10">
<p align="center">FALANTE</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p align="center">(audiência)</p>
</td>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center"><span style="text-decoration: underline;">Pão, por favor</span></p>
</td>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">Pão</p>
</td>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">Obrigado</p>
</td>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">De nada</p>
</td>
<td valign="top">
<p align="center">
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p align="center">S<sup>D</sup></p>
</td>
<td>
<p align="center">∙</p>
</td>
<td>
<p align="center">R<sup>V</sup></p>
</td>
<td>
<p align="center">→</p>
</td>
<td>
<p align="center">S<sup>R</sup> + S<sup>D</sup></p>
</td>
<td>
<p align="center">∙</p>
</td>
<td>
<p align="center">R<sup>V</sup></p>
</td>
<td>
<p align="center">→</p>
</td>
<td>
<p align="center">S<sup>RV</sup></p>
</td>
<td valign="top">
<p align="center">
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p align="center">↑</p>
</td>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">↓</p>
</td>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">↑</p>
</td>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">↓</p>
</td>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">↑</p>
</td>
<td valign="top">
<p align="center">
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">S<sup>DV</sup></p>
</td>
<td>
<p align="center">∙</p>
</td>
<td>
<p align="center">R</p>
</td>
<td>
<p align="center">→</p>
</td>
<td>
<p align="center">S<sup>RV</sup> + S<sup>D</sup></p>
</td>
<td>
<p align="center">∙</p>
</td>
<td>
<p align="center">R<sup>V</sup></p>
</td>
<td valign="top">
<p align="center">→ &#8230;</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">Pão, por favor</p>
</td>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">Passar o pão</p>
</td>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">Obrigado</p>
</td>
<td>
<p align="center">
</td>
<td>
<p align="center">De nada</p>
</td>
<td valign="top">
<p align="center">
</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="10">
<p align="center">OUVINTE</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p align="center">
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="192" valign="top">Legenda</td>
<td width="192" valign="top"></td>
<td width="192" valign="top"></td>
</tr>
<tr>
<td width="192" valign="top">S<sup>D</sup>: Estímulo discriminativo</td>
<td width="192" valign="top">S<sup>DV</sup>: Est. discriminativo verbal</td>
<td width="192" valign="top">R: Resposta</td>
</tr>
<tr>
<td width="192" valign="top">R<sup>V</sup>: Resposta verbal</td>
<td width="192" valign="top">S<sup>R</sup>: Estímulo reforçador</td>
<td width="192" valign="top">S<sup>RV</sup>: Estímulo reforçador verbal</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A relação de contingência descrita acima é um episódio verbal em que uma pessoa, o falante, solicita um pão a outra pessoa, o ouvinte. Neste episódio, somente a presença de uma pessoa (audiência), sinaliza a oportunidade (S<sup>D</sup>) de realizar o pedido de pão (R<sup>V</sup>). O pedido é para o ouvinte uma oportunidade (S<sup>DV</sup>) para passar o pão (R). O pão é a conseqüência (S<sup>R</sup>) para a resposta do falante de pedir pão e é também a oportunidade (S<sup>D</sup>) de agradecer ao ouvinte. O agradecimento do falante é a conseqüência (S<sup>RV</sup>) produzida pelo ouvinte ao passar o pão e também é a oportunidade para este dizer (R<sup>V</sup>) “de nada”. Por fim, “de nada” é a conseqüência (S<sup>RV</sup>) produzida pelo ouvinte diante do agradecimento do falante.</p>
<p>O mais importante aqui é ressaltar que a pessoa amiga se tornou um estímulo capaz de (1) evocar sentimentos de amor e afeto; e (2) tornar mais provável a mediação de um reforçador. Penso que estas duas propriedades facilitam o surgimento de uma amizade.</p>
<p>Há ainda outra característica importante no amigo. O amigo não exerce coerção. A coerção é caracterizada por contingências de reforço negativo, punição e pela manipulação dos reforçadores em favor do manipulador. Os sentimentos derivados destas contingências são respectivamente a ansiedade, o medo e a insegurança. Estes sentimentos são incompatíveis com os sentimentos de alegria, felicidade e prazer e o agente coercitivo não consegue se estabelecer como um mediador de reforçadores. Desta forma, a coerção seria uma variável que bloquearia a amizade.</p>
<p>Porém há ainda uma variável mais sutil, que eu chamaria de diferença qualitativa, que define uma amizade. Afinal, não chamamos o caixa do supermercado (extremamente reforçador e minimamente coercitivo) de amigo. Reservamos este nome para aquelas pessoas que reforçam comportamentos que mais provavelmente seriam punidos. Não só temos no amigo aquele que medeia reforçadores e evita a coerção, mas o amigo é aquele que vai além. Ele ouve atentamente uma confissão inconfessável, se arrisca, acalma o seu piti, critica o seu inimigo, enfim, é seu amigo. O amigo é íntimo.</p>
<p>Bem, que neste dia do amigo os leitores do Psicologia e Ciência possam ser encorajados a serem mais reforçadores, menos coercitivos e a aceitarem aqueles que estão por perto por quem eles são. Quem sabe não é hora de fazer um bom amigo?</p>
<p><span style="font-size: xx-small;">As idéias originais e os conceitos sobre os quais este post se debruça podem ser encontrados em tratados clássicos da análise do comportamento e solicitado via contato com o autor pelo e-mail </span><a href="mailto:rodrigonunesxavier@gmail.com"><span style="font-size: xx-small;">rodrigonunesxavier@gmail.com</span></a><span style="font-size: xx-small;">.</span></p>


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		<title>Comportamento Verbal &#8211; Instrução e Regra</title>
		<link>http://www.psicologiaeciencia.com.br/comportamento-verbal-instrucao-e-regra/</link>
		<comments>http://www.psicologiaeciencia.com.br/comportamento-verbal-instrucao-e-regra/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 May 2009 22:53:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Educativos]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento Verbal]]></category>

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		<description><![CDATA[O comportamento verbal é uma parte importante dos estudos da Psicologia Comportamental. Mas afinal, como é que aprendemos através do comportamento verbal ? Como é que o Terapeuta comportamental provoca as mudanças comportamentais no seu cliente através da Regra e da Instrução.
Esse artigo tem como objetivo uma breve introdução a essas respostas.


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			<content:encoded><![CDATA[<div>Existe uma importante diferença entre os termos regra e instrução, embora ambos sejam considerados estimulos verbais. O termo Regra é usado para contingências generalizadas e instrução para Contingências especificas ( Castanhaira, 2001 ; Cerutti 1989 ).</div>
<div>Regras / instruções e auto regras podem participar do controle do comportamento verbal e nao verbal ja que sao adiquiridos por contingências ambientais. Pensando nas vantagens e desvantagens entre essas formas de mudança do comportamento do cliente, podemos dizer que entre as vantagens que a instrução oferece é que existe uma facilitação à aquisição de novos comportamentos, principalmente quando são contingências complexas.</div>
<div>Segundo Skinner ( 1969 ) a instrução é utilizada para complementar contingências ambientais com baixo grau de discriminação. O problema é que usada em excesso, pode provocar uma redução na sensibilidade comportamental. De qualquer forma, a terapia como agência de controle, pode determinar a extenção da variabilidade do responder sob controle da contingência em vigor.</div>
<div>A Regra passada por um locutor, é diferente da auto instrução que é um estimulo verbal gerado pelo proprio individuo. Pensando na Analise Aplicada do Comportamento em contexto clinico, é sabido que é comum que o cliente se comporte em relação ao terapeuta da mesma forma que se comporta no ambiente em relação as outras pessoas. O controle exercido pelo terapeuta com instruções ou mesmo exercidas pelas auto-instruções facilitam a aquisição do repertório comportamental, mas pode reduzir a sensibilidade as mudanças nas contingências ambientais.</div>
<div>O terapeuta pode se utilizar de modelagem consequênciada diferencialmente as verbalizações do cliente de modo a selecionar por aproximações sucessivas o objetivo final ou apresentar análises funcionais prontas interpretando o comportamento do cliente, alem é claro do uso das instruções.</div>
<div>Como a instrução facilita a aquisição de novos comportamentos, mas pode diminuir a sensibilidade a contingência, é interessante se utilizar de estratégias de modelagem simultaneamente para evitar ou minimizar o efeito negativo que pode acontecer. Quanto o terapeuta, clara e precisamente aponta as variaveis de controle do comportamento problema e sugere um comportamento alternativo, a aquisição do novo comportamento é rapido, portanto é bom o terapeuta promover variabilidade comportamental de modo que, no caso de mudanças ambientais ( muitas delas imprevisiveis ), o cliente dispusesse de alternativas para lidar com essas mesmas mudanças, já que a manutenção do controle verbal é mais provavel quando existe um hístorico de reforçamento de comportamento de seguir regras.</div>
<div>O terapeuta tambem pode treinar seu cliente para discriminar quais intruções e auto-instruções devem ser seguidas ou não, por meio de reforçamento diferencial, já que um dos principais objetivos de uma terapia é estabelecer correspondência entre o quê o cliente diz ao terapeuta e o quê de fato o cliente faz em seu ambiente natural.</div>
<div>O terapeuta, através do comportamento verbal pode estabelecer contingências apropriadas para a aquisição de uma maior correspondencia entre dizer-fazer, sendo que pode ser implementadas contingências e considerar que o controle por auto-instruções é mais provável quando o dizer do cliente é desenvolvido por meio de modelagem, em vez de ser adiquirido por meio de instruções.</div>
<div>O terapeuta tambem pode treinar o cliente a implementar o comportamento alvo gradualmente fora da sessão e com isso diminuir a probabilidade de punição.</div>
<p>bibliografia : Rodrigues, J, A ; Heck, E.T.S : Instruções e Auto Instruções &#8211; Contribuições da pesquisa Basica. Cap 10</p>
<p>Por : Marcelo C. Souza</p>


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