<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Psicologia e Ciência &#187; Ciência</title>
	<atom:link href="http://www.psicologiaeciencia.com.br/tag/ciencia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.psicologiaeciencia.com.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Mon, 26 Sep 2011 13:15:45 +0000</lastBuildDate>
	
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>O que o behaviorismo é e o que ele não é</title>
		<link>http://www.psicologiaeciencia.com.br/o-que-o-behaviorismo-e-e-o-que-ele-nao-e/</link>
		<comments>http://www.psicologiaeciencia.com.br/o-que-o-behaviorismo-e-e-o-que-ele-nao-e/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 01:02:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos]]></category>
		<category><![CDATA[Epistemologia]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Básicos de Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia da ciência]]></category>
		<category><![CDATA[história da ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Pedagogia]]></category>
		<category><![CDATA[Problemas de Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[Reforçamento positivo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.psicologiaeciencia.com.br/?p=1992</guid>
		<description><![CDATA[Na data de hoje, pode ser encontrado no site do Sindicato dos(as) Trabalhadores(as)  em Educação Pública do Espírito Santo mais uma referência – no mínimo incorreta – ao behaviorismo. 


Related posts:<ol><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/behaviorismo-radical-e-realismo/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Behaviorismo Radical e Realismo'>Behaviorismo Radical e Realismo</a> <small>Olhando alguns livros eu encontrei algumas críticas ao Behaviorismo Radical...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-de-ac-parte-1-behaviorismo-2/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos Básicos de AC &#8211; Parte 1 &#8211; Behaviorismo.'>Conceitos Básicos de AC &#8211; Parte 1 &#8211; Behaviorismo.</a> <small>O Behaviorismo teve sua origem em 1913, com a publicação...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/reforcamento-positivo-na-analise-do-comportamento-definicao-e-aplicacoes-clinicas/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Reforçamento Positivo na Análise do Comportamento &#8211; Definição e aplicações clínicas'>Reforçamento Positivo na Análise do Comportamento &#8211; Definição e aplicações clínicas</a> <small>Dentro da Análise do Comportamento, os procedimentos de reforçamento são...</small></li></ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-medium wp-image-1994 alignleft" title="skinner-80s-smiling" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/11/skinner-80s-smiling-206x300.jpg" alt="skinner-80s-smiling" width="206" height="300" />Na data de hoje, pode ser encontrado no site do Sindicato dos(as) Trabalhadores(as)  em Educação Pública do Espírito Santo (<a href="http://www.sindiupes.org/?sub=92">http://www.sindiupes.org/?sub=92</a>) mais uma referência – no mínimo incorreta – ao behaviorismo. Citando a publicação, o site critica as medidas políticas do estado em relação às bonificações oferecidas aos professores da rede pública estadual da seguinte forma:</p>
<p>“aplica um tratamento diferenciado, sob a justificativa de uma concepção educacional retrógada, que se baseia na punição e/ou na compensação (behaviorista).”</p>
<p>A presidenta da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental, Martha Hübner, afortunadamente pronunciou-se contra a infeliz menção à abordagem. Em sua carta, esclareceu:</p>
<p>“a origem e prática da denominada ‘recompensa’ não são, obviamente, behavioristas. O que o Behaviorismo fez foi estudar empiricamente seus efeitos (&#8230;). Há outros reforços [para além do reforço monetário], que chamamos de participação, atenção especial e tempo, muitos deles tão reivindicados pelo movimento sindical que seus dirigentes e os membros da sua base até poderiam ser chamados de behavioristas: solicitação de opiniões e idéias, intervalo extra, oportunidade de formação e voz ativa em decisões, citando só alguns.”</p>
<p>É lamentável notar que representantes tão sérios da opinião publica pouco se importam com a própria opinião pública, como fica claro na carta de Hübner – o estado do Espírito Santo está repleto de professores behavioristas que inevitavelmente se ofenderiam com as colocações apresentadas no site. E a ofensa repousa, principalmente, no desconhecimento daquilo que o behaviorismo é (uma ciência) e daquilo que o behaviorismo não é (um instrumento do controle coercitivo).</p>
<p>Equipe PeC</p>
<p>Leia a <a href="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Carta-da-ABPMC-ao-SINDIUPES.pdf">Carta da ABPMC ao SINDIUPES</a></p>


<p>Related posts:<ol><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/behaviorismo-radical-e-realismo/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Behaviorismo Radical e Realismo'>Behaviorismo Radical e Realismo</a> <small>Olhando alguns livros eu encontrei algumas críticas ao Behaviorismo Radical...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-de-ac-parte-1-behaviorismo-2/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos Básicos de AC &#8211; Parte 1 &#8211; Behaviorismo.'>Conceitos Básicos de AC &#8211; Parte 1 &#8211; Behaviorismo.</a> <small>O Behaviorismo teve sua origem em 1913, com a publicação...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/reforcamento-positivo-na-analise-do-comportamento-definicao-e-aplicacoes-clinicas/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Reforçamento Positivo na Análise do Comportamento &#8211; Definição e aplicações clínicas'>Reforçamento Positivo na Análise do Comportamento &#8211; Definição e aplicações clínicas</a> <small>Dentro da Análise do Comportamento, os procedimentos de reforçamento são...</small></li></ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.psicologiaeciencia.com.br/o-que-o-behaviorismo-e-e-o-que-ele-nao-e/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Autocontrole: você pode ter???</title>
		<link>http://www.psicologiaeciencia.com.br/autocontrole-voce-pode-ter/</link>
		<comments>http://www.psicologiaeciencia.com.br/autocontrole-voce-pode-ter/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 00:46:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Análise Experimental do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Básicos de Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.psicologiaeciencia.com.br/?p=1983</guid>
		<description><![CDATA[Tratado geralmente como uma características das pessoas, no sentido de que alguns têm autocontrole e outros não têm, a análise do comportamento tem proposto explicar fenômenos como este a partir das relações entre o ambiente e as respostas. Preparados para mudar sua forma de ver o autocontrole?


Related posts:<ol><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-de-ac-parte-9-comportamento-verbal-definicao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos básicos de AC &#8211; parte 9 &#8211; Comportamento Verbal &#8211; Definição'>Conceitos básicos de AC &#8211; parte 9 &#8211; Comportamento Verbal &#8211; Definição</a> <small>O modo como a ‘linguagem’ é definida e estudada na...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/voce-ja-ouviu-falar-em-marshmallow/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Você já ouviu falar em Marshmallow?'>Você já ouviu falar em Marshmallow?</a> <small>Através dos Marshmallows, psicólogos da Universidade de Santford descobriram que...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-ac-parte-iv-a-punicao-o-controle-aversivo-e-a-extincao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 6 &#8211; A punição, o controle aversivo e a extinção'>Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 6 &#8211; A punição, o controle aversivo e a extinção</a> <small>Neste post trataremos dos conceitos relacionados aos processos de punição,...</small></li></ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tratado geralmente como uma características das pessoas, no sentido de que alguns têm e outros não, a análise do comportamento tem proposto explicar fenômenos como este a partir das relações entre o ambiente e o organismo. Preparados para mudarem sua forma de ver o autocontrole?</p>
<p>Primeiramente, uma concepção internalista trata o autocontrole como derivado de traços de personalidade, de características inatas e de forças interiores. Argumentos à parte, tais concepções facilmente sucumbiriam a indagações tais como “por que as pessoas demonstram diferentes níveis de autocontrole em diferentes situações?”, “por que uma pessoa tem mais autocontrole em uma fase da vida e menos em outra?” e “por que as crianças são mais impulsivas que os adultos?”. São perguntas que enfraquecem o argumento de que o autocontrole pode ser determinado por um eu iniciador localizado no interior do sujeito.</p>
<p>A partir daí, podemos começar a buscar uma explicação externalista, ou seja, que parte da análise da interação entre resposta e ambiente para caracterizar o autocontrole. O primeiro passo para uma definição operacional do autocontrole é delimitar o que se pretende estudar. Os analistas do comportamento propõem que o autocontrole trata-se da escolha por um reforçador de maior magnitude com maior atraso atrasado em detrimento da escolha por um reforçador de menor magnitude e com menor atraso. A imagem abaixo ilustra esta definição:</p>
<p><img title="autocontrole" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/10/autocontrole1-300x128.jpg" alt="autocontrole" width="300" height="128" /></p>
<p>Como podemos ver, o autocontrole é a preferência por uma recompensa maior que ocorrerá no futuro, ao invés de uma recompensa menor que está disponível no presente. Esta definição parece útil, pois retrata bem o que pode ser entendido como autocontrole no cotidiano. Por exemplo, eu digo que tenho autocontrole quando resisto a um belo pedaço de bolo de chocolate. Em outras palavras, estou optando por ser paquerado na praia durante o verão e talvez até arrumar um casamento (um reforçador de maior magnitude e mais atrasado), ao invés de comer um pedaço de bolo que logo será esquecido (um reforçador menor e imediato).</p>
<p>Porém, em que condições alguém escolhe a alternativa de autocontrole ao invés da alternativa de impulsividade? Os analistas experimentais tentaram responder a esta pergunta e encontraram resultados interessantes.</p>
<p>O primeiro deles vem das pesquisas sobre a escolha de compromisso. Nestas pesquisas, um sujeito (pombo, rato, criança etc.) poderia optar por uma contingência em que escolheria entre um reforçador menor e imediato ou um reforçador maior e mais atrasado (em geral o reforçador era tempo de acesso a alimento); ou por outra contingência em que somente poderia ter acesso ao reforçador maior e mais atrasado (chamada <em>elo de compromisso</em>). Os resultados demonstram que os sujeitos preferem a primeira contingência e acessam ao reforçador menor e imediato quando o intervalo entre a escolha desta contingência e o acesso ao alimento é pequeno; porém os sujeitos preferem apenas o elo de compromisso – aquela contingência que só permite acesso ao reforçador maior e mais atrasado – quando há um intervalo maior entre a escolha das contingências e o acesso aos reforçadores. É como se os sujeitos dissessem “já que eu tenho que esperar mesmo, então vou esperar só pelo que vale a pena”. Outro resultado interessante é que os participantes escolhem a contingência que não os permitem “cair na tentação” de optar pela impulsividade.</p>
<p>Um fenômeno observado a partir dos estudos de autocontrole é a inversão de preferência. Os pesquisadores demonstraram que a magnitude do reforçador estabelece um determinado intervalo de tempo em que aquele reforçador controla a resposta que o produz. Ou seja, um reforçador de maior magnitude pode controlar uma resposta mesmo estando mais distante no tempo, ao passo que um reforçador menor somente pode controlar uma resposta mais imediata. Assim, os reforçadores disponíveis no ambiente poderiam concorrer pela resposta, sendo que a distancia temporal determinaria a escolha. Tentarei explicar melhor a partir da figura abaixo: <br />
<img class="aligncenter size-medium wp-image-1988" title="maria" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/10/maria1-300x153.jpg" alt="maria" width="300" height="153" /></p>
<p>Suponhamos que a moça rosa seja Maria, que tem diante de si a possibilidade de escolher entre dois reforçadores: um carro ou algumas guloseimas. O custo implicado em comprar um carro é maior que aquele implicado em comprar guloseimas, mas estão relacionados – então se Maria sempre comprar doces, dificilmente conseguirá comprar seu carro. Porém, o fato é que o carro é um reforçador de maior magnitude (GM) e controla o comportamento de Maria mesmo distante no tempo (linha amarela). Já as guloseimas são reforçadores menores (Gm) e só controlam o comportamento de Maria quando estão disponíveis imediatamente (linha verde). O fenômeno da inversão de preferência prevê, então, que Maria se comportará para comprar o seu carro mesmo muito antes de ir à concessionária (ponto x), poupando dinheiro por exemplo. Porém, quando Maria estiver passeando no shopping e ver uma loja com muitas guloseimas (ponto y), é muito provável que ela torre o dinheiro e compre suas balas prediletas. O ponto i da figura indica o momento em que Maria tende tanto a poupar como a torrar; é quando Maria fica confusa e seu comportamento é imprevisível.</p>
<p>A contribuição aplicada da análise do comportamento mais proeminente é a proposição de um procedimento que pode gerar a escolha pelo autocontrole em sujeitos que não demonstrem este repertório. O procedimento básico consiste em apresentar um reforçador de maior magnitude e um outro reforçador de menor magnitude simultaneamente, sendo que o sujeito pode escolher livremente entre ambos reforçadores. Uma vez observada a preferência pelo reforçador de maior magnitude, deve-se aumentar o intervalo de tempo ou o custo de resposta necessário para produzir o reforçador de maior magnitude. Este aumente deve ser realizado segundo um procedimento conhecido como <em>esvanecimento aditivo</em>, que é caracterizado pelo aumento gradual no intervalo ou no custo da resposta. Um exemplo é oferecer uma intervenção a crianças com TDAH que consista na apresentação de um prêmio maior e outro menor pela resolução de duas contas de matemática com nível de dificuldade semelhante. A partir do momento que a criança começar a preferir aquela conta que permite acesso ao reforçador de maior de magnitude, o terapeuta pode aumentar gradualmente a dificuldade dos problemas correlacionados ao reforço maior e manter o mesmo nível de dificuldade para aquele problema que permite acesso ao reforçador de menor magnitude. Em geral os resultados deste tipo de intervenção demonstram preferência pelos problemas de maior dificuldade em comparação ao repertório apresentado pela criança antes da intervenção.</p>
<p> <img title="estudando" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/10/estudando-300x225.jpg" alt="estudando" width="300" height="225" /></p>
<p>Então, como você vê o autocontrole agora? Se antes este só poderia ser entendido como uma aptidão inata, agora você pode contar com a compreensão analítico-comportamental deste complexo fenômeno estudado pela psicologia. E se você não sabia responder à pergunta-título desta publicação, o que me diria agora?</p>
<p> </p>
<p>Texto base: Hanna, E. S. &amp; Ribeiro, M. R. (2005). Autocontrole: um caso especial de comportamento de escolha. Em: J. Abreu-Rodrigues &amp; M. R. Ribeiro. <em>Análise do comportamento: teoria, pesquisa e aplicação</em>. Porto Alegre: Artmed.</p>


<p>Related posts:<ol><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-de-ac-parte-9-comportamento-verbal-definicao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos básicos de AC &#8211; parte 9 &#8211; Comportamento Verbal &#8211; Definição'>Conceitos básicos de AC &#8211; parte 9 &#8211; Comportamento Verbal &#8211; Definição</a> <small>O modo como a ‘linguagem’ é definida e estudada na...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/voce-ja-ouviu-falar-em-marshmallow/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Você já ouviu falar em Marshmallow?'>Você já ouviu falar em Marshmallow?</a> <small>Através dos Marshmallows, psicólogos da Universidade de Santford descobriram que...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-ac-parte-iv-a-punicao-o-controle-aversivo-e-a-extincao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 6 &#8211; A punição, o controle aversivo e a extinção'>Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 6 &#8211; A punição, o controle aversivo e a extinção</a> <small>Neste post trataremos dos conceitos relacionados aos processos de punição,...</small></li></ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.psicologiaeciencia.com.br/autocontrole-voce-pode-ter/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>16</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Conceitos básicos de AC &#8211; parte 9 &#8211; Comportamento Verbal &#8211; Definição</title>
		<link>http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-de-ac-parte-9-comportamento-verbal-definicao/</link>
		<comments>http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-de-ac-parte-9-comportamento-verbal-definicao/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 11:33:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Brino Faggiani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos]]></category>
		<category><![CDATA[Educativos]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento Verbal]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Básicos de Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.psicologiaeciencia.com.br/?p=1829</guid>
		<description><![CDATA[O modo como a ‘linguagem’ é definida e estudada na abordagem analítico-comportamental reverte inteiramente as idéias com as quais estamos acostumados e apresenta uma forma prática e científica de investigar a origem, o que mantém e como classificar funcionalmente comportamentos verbais. Não cabe nos objetivos deste texto discutir as críticas aos sistemas tradicionais de entendimento [...]


Related posts:<ol><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-ac-parte-4-o-comportamento-operante/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 4 &#8211; O Comportamento Operante'>Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 4 &#8211; O Comportamento Operante</a> <small>Há um tipo de comportamento caracterizado por uma dada propriedade:...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/comportamento-verbal-instrucao-e-regra/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Comportamento Verbal &#8211; Instrução e Regra'>Comportamento Verbal &#8211; Instrução e Regra</a> <small>O comportamento verbal é uma parte importante dos estudos da...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-de-ac-%e2%80%93-parte-8-%e2%80%93-esquemas-de-reforco/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos Básicos de AC – Parte 8 – Esquemas de reforço.'>Conceitos Básicos de AC – Parte 8 – Esquemas de reforço.</a> <small>Grande parte de nossas respostas não são reforçadas em 100%...</small></li></ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1832" title="brasil-330x220-lac-young-people-talking" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/brasil-330x220-lac-young-people-talking-300x200.jpg" alt="brasil-330x220-lac-young-people-talking" width="300" height="200" />O modo como a ‘linguagem’ é definida e estudada na abordagem analítico-comportamental reverte inteiramente as idéias com as quais estamos acostumados e apresenta uma forma prática e científica de investigar a origem, o que mantém e como classificar funcionalmente comportamentos verbais. Não cabe nos objetivos deste texto discutir as críticas aos sistemas tradicionais de entendimento da linguagem, portanto, é válido partir direto para o comportamento verbal de acordo com a análise do comportamento.</p>
<p>Dada a extensão do tema, vou dividi-lo em partes. Nesta primeira, vou definir comportamento verbal e comentar algumas de suas implicações. Depois, vou comentar sobre os diferentes tipos de operantes verbais e como eles podem ajudar na prática profissional.</p>
<p>Em consonância com o Behaviorismo Radical, Skinner definiu comportamento verbal como um (1) comportamento operante (2) reforçado pela mediação de um ouvinte (3) especialmente treinado para fazê-lo por uma comunidade verbal.</p>
<p><strong>1 &#8211; Comportamento operante</strong></p>
<p>Definir comportamento verbal como operante significa dizer que a ‘linguagem’ não tem nenhuma propriedade especial: ela é afetada pelo ambiente da mesma forma que qualquer outro comportamento. Essa é uma virada radical na concepção tradicional de linguagem como algo superior ou como uma ferramenta a ser utilizada por aqueles que a dominam. Sendo comportamento, não pode ser utilizada: é a própria ação; e não pode ser superior porque segue os mesmos princípios de qualquer comportamento. Vamos ver algumas implicações disso.</p>
<p>A primeira delas é que temos que analisar cada comportamento verbal isoladamente. Por exemplo, pedir por água não é igual a dizer água diante dela. Cada um desses comportamentos ocorre em um contexto específico e é aprendido separadamente. Pedimos por água controlados pela sede e o reforçador é o próprio líquido. Dizer ‘água’ quando a vemos está sob controle do estímulo água e o reforçamento é generalizado (não está sob controle de algo específico).</p>
<p>Na formulação de Skinner, portanto, a mesma forma verbal “água” pode ter diferentes funções, e ser capaz de falar “água” em um contexto não é sinal de saber falar “água” em todas as situações possíveis. A partir dessa concepção, Skinner criou algumas categorias funcionais para classificar o comportamento verbal (elas serão o assunto do próximo texto).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/coptoverbal.png" target="_blank"><img class="size-medium wp-image-1833 aligncenter" title="coptoverbal" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/coptoverbal-300x172.png" alt="coptoverbal" width="300" height="172" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Clique para ampliar</p>
<p>Outra implicação de o comportamento verbal ser operante é o fato de que o repertório de uma pessoa é produto de sua história de reforçamento. O modo como falamos e o quê falamos estão relacionados com os contextos em que fomos ensinados e as respostas que foram reforçadas. Um exemplo: atenção especial a verbalizações de melhora do cliente fazem com que relatos de avanço aumentem, enquanto o aparecimento de queixas diminui. A importância de saber disso é clara: é necessário tomar cuidado para não reforçar somente queixas nem somente melhoras, caso contrário a terapia pode ocorrer de maneira inadequada.</p>
<p><strong>2. Reforçado pela mediação de um ouvinte</strong></p>
<p>Apesar de o comportamento verbal ser operante, ele tem uma especificidade fundamental: é verbal somente o que é reforçado pela mediação de um ouvinte. Ir à cozinha e pegar a água é reforçado pela própria ação de quem se comportou. Pedir por água é reforçado pela ação de alguém que traz a água.</p>
<p>Dada que a especificidade do comportamento verbal é o fato de ele ser mediado, abre-se um grande leque de comportamentos que são considerados verbais pela análise do comportamento. Por exemplo, acenar, piscar o olho, cumprimentar apertando demasiadamente a mão, são comportamentos verbais, pois são reforçados por conta da ação de outra pessoa.</p>
<p>É importante notar que falante e ouvinte são definições funcionais, e não se referem a duas pessoas necessariamente. Assim sendo, uma pessoa pode ser ouvinte de si mesma, reforçando o próprio comportamento. É comum que nos surpreendamos falando conosco mesmo, escrevendo planos em uma agenda ou descrevendo as nossas ações enquanto as executamos.</p>
<p><strong>3. Treinado especialmente para fazê-lo por uma comunidade verbal</strong></p>
<p>Para que possamos dizer que uma pessoa é ouvinte, precisamos estar certos de que ela foi treinada nas especificidades de determinado idioma. Pedir água para um americano poderia não ser reforçado e, portanto, não seria um comportamento verbal. No entanto, pedir “water” resultaria na água. Isso acontece porque a comunidade verbal americana é diferente da brasileira e disso decorre que os falantes e ouvintes dessas comunidades possuem comportamentos verbais próprios.</p>
<p><strong>Síntese</strong></p>
<p>Agora que cada trecho da definição foi apresentado, veja-a novamente: comportamento verbal é um comportamento operante reforçado pela mediação de um ouvinte especialmente treinado para fazê-lo por uma comunidade verbal.</p>
<p>Notem que é uma definição funcional, não fazendo referência a formas específicas de resposta. Uma grande vantagem de se considerar linguagem como comportamento é a possibilidade de analisá-la em suas unidades funcionais e pesquisar maneiras de mudar esse comportamento para o benefício da comunidade. Um terapeuta ou professor experiente podem analisar os comportamentos verbais de seus clientes e alunos, identificando quais assuntos são necessários tratar ou ensinar e que tipo de repertório verbal vale a pena reforçar.</p>
<p>Em seguida, vou descrever os tipos de comportamento verbal e como esse conhecimento pode ser utlizado na prática profissional.</p>
<p>Robson Faggiani</p>


<p>Related posts:<ol><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-ac-parte-4-o-comportamento-operante/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 4 &#8211; O Comportamento Operante'>Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 4 &#8211; O Comportamento Operante</a> <small>Há um tipo de comportamento caracterizado por uma dada propriedade:...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/comportamento-verbal-instrucao-e-regra/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Comportamento Verbal &#8211; Instrução e Regra'>Comportamento Verbal &#8211; Instrução e Regra</a> <small>O comportamento verbal é uma parte importante dos estudos da...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-de-ac-%e2%80%93-parte-8-%e2%80%93-esquemas-de-reforco/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos Básicos de AC – Parte 8 – Esquemas de reforço.'>Conceitos Básicos de AC – Parte 8 – Esquemas de reforço.</a> <small>Grande parte de nossas respostas não são reforçadas em 100%...</small></li></ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-de-ac-parte-9-comportamento-verbal-definicao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Conceitos Básicos de AC &#8211; Parte 7 &#8211; Contexto (Controle de Estímulos)</title>
		<link>http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-de-ac-parte-7-contexto-controle-de-estimulos/</link>
		<comments>http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-de-ac-parte-7-contexto-controle-de-estimulos/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 19:40:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Brino Faggiani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Básicos de Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Controle de Estímulos]]></category>
		<category><![CDATA[Interessante]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.psicologiaeciencia.com.br/?p=1735</guid>
		<description><![CDATA[
Compreender a ideia de contexto é um excelente passo para se começar a entender a Psicologia. Nós, psicólogos (sejamos analistas do comportamento ou não) adoramos este conceito. Para ser honesto, a noção de contexto não é querida apenas por psicólogos, mas por todos os cientistas que lidam com aspectos da conduta humana. A paixão pelo [...]


Related posts:<ol><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-ac-parte-iv-a-punicao-o-controle-aversivo-e-a-extincao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 6 &#8211; A punição, o controle aversivo e a extinção'>Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 6 &#8211; A punição, o controle aversivo e a extinção</a> <small>Neste post trataremos dos conceitos relacionados aos processos de punição,...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-ac-parte-4-o-comportamento-operante/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 4 &#8211; O Comportamento Operante'>Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 4 &#8211; O Comportamento Operante</a> <small>Há um tipo de comportamento caracterizado por uma dada propriedade:...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-de-ac-parte-9-comportamento-verbal-definicao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos básicos de AC &#8211; parte 9 &#8211; Comportamento Verbal &#8211; Definição'>Conceitos básicos de AC &#8211; parte 9 &#8211; Comportamento Verbal &#8211; Definição</a> <small>O modo como a ‘linguagem’ é definida e estudada na...</small></li></ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1736" title="alvo" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/alvo.jpg" alt="alvo" width="300" /></p>
<p>Compreender a ideia de contexto é um excelente passo para se começar a entender a Psicologia. Nós, psicólogos (sejamos analistas do comportamento ou não) adoramos este conceito. Para ser honesto, a noção de contexto não é querida apenas por psicólogos, mas por todos os cientistas que lidam com aspectos da conduta humana. A paixão pelo termo deriva de um fato muito simples: ele ajuda a tornar clara a complexidade humana.</p>
<p>Dada a amplitude da noção de contexto e sua apropriação por diversas áreas, não cabe neste texto explicar cada um dos seus usos. Ao invés disso, discutirei como contexto é definido e utilizado na análise do comportamento (no entanto, não vou falar sobre cultura).</p>
<p>Vamos começar, então. O primeiro passo é esquecer o nome &#8220;contexto&#8221; e entender o que é &#8220;controle de estímulos&#8221;.</p>
<h2>Controle de Estímulos</h2>
<p>A história começa com pombos e ratos. Acalmem-se, chegaremos até o conceito de atenção. Por enquanto, vamos entender como animais &#8216;inferiores&#8217; podem nos ajudar a compreender comportamentos humanos complexos.</p>
<p>No início dos seus estudos, Skinner colocava ratos e pompos em caixas de condicionamento (popularmente conhecidas como caixas de Skinner). Os animais podiam ganhar alimento ou água caso fizessem alguma coisa que o investigador julgasse bacana. Geralmente, os experimentadores achavam supimpa que os pombos bicassem um disco e os ratos pressionassem uma barra. E assim era. Quando eles emitiam esses comportamentos podiam se regozijar em um delicioso banquete de água e ração. Skinner percebeu que todo comportamento que precedia o banquete ocorria com mais frequência. A relação era relativamente simples: uma resposta (pressionar a barra) produzia um estímulo (o banquete). A comida produzida fortalecia a resposta que a precedia. Esse fenômeno é chamado de reforçamento. Você pode ler sobre ele <a href="http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-analise-do-comportamento-parte-5-o-reforcamento/" target="_blank">aqui</a>. Divirta-se.</p>
<p>O conceito de reforçamento abalou a Psicologia. Mas Skinner, que nunca foi um cara distraído, percebeu que havia mais na relação comportamental do que simplesmente o reforço. Ele notou que o contexto (olha ele aí) controlava o comportamento e fez experimentos que demonstraram que isso de fato ocorria. Os experimentos eram muito simples, mas mudaram o mundo dos pombos e ratos. Agora, os animais só podiam desfrutar de seu banquete caso uma luz colorida estivesse acesa. Quando ela estava apagada, os animais não recebiam suas delícias; não importava se dançassem, cantassem ou recitassem Shakespeare, não havia comida com a luz apagada.</p>
<p>Resumindo: com a luz acesa, pressionar a barra produzia água. Com a luz apagada, nada feito. Inicialmente, os animais agiam da mesma forma quer a luz estivesse ligada ou não. No entanto, não demorava muito para que eles passassem a pressionar a barra apenas com a luz acesa. Parecia que os ratos &#8220;sabiam&#8221; que só poderiam mergulhar em ração quando a luz banhasse sua calorosa morada. Skinner assim definiu o ocorrido: &#8220;a luz sinaliza a disponibilidade do reforçador contingente à resposta&#8221;. Traduzindo em palavras mais normais, os estímulos controlam o comportamento por estarem relacionados a eventos reforçadores. Eis uma notação do ocorrido:</p>
<p><em><span style="font-weight: normal;">contexto</span></em><em> &#8211;&gt; </em>resposta<em> &#8211;&gt; <span style="text-decoration: underline;"><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;">resultado</span></span></span></em></p>
<p><em>luz acesa</em> &#8211;&gt; <strong>pressionar a barra</strong> &#8211;&gt; <span style="text-decoration: underline;">luxuoso banquete</span></p>
<p><em>luz apagada</em> &#8211;&gt; <strong>pressionar a barra</strong> &#8211;&gt; <span style="text-decoration: underline;">nada não</span></p>
<p>Diz-se que a resposta de pressionar a barra está sob controle da luz: daí o termo “controle de estímulos”.</p>
<p>Olhando a notação acima, é comum pensar &#8220;até eu que sou mais bobo deixaria de pressionar a barra com a luz apagada&#8221;. Eu não poderia concordar mais. Acontece que essa descoberta simples ajudou a entender o que é a percepção. Vamos a ela?</p>
<h2>Percepção</h2>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1737" title="1272437.paquera_ig_estilo_225_300" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/1272437.paquera_ig_estilo_225_300.jpg" alt="1272437.paquera_ig_estilo_225_300" width="300" height="225" /></p>
<p>Lá está você, mais jovem, aprendendo o que são garotos(as). Inicialmente, você se comporta &#8220;como uma metralhadora&#8221; e atira seus papos e esforços para todos os lados. Depois de muitas falhas e algumas conquistas, você quase que automaticamente passa a notar um padrão bem claro. As pessoas que te olham e sorriem são aquelas com quem a conversa flui melhor. Com o tempo, sua percepção é aguçada e seus esforços não são mais desperdiçados; seu alvo é claro: a pessoa com sorriso aberto e olhar insinuante. É isso: você percebe os sinais. Já que o rato ganhou uma, eis também para você uma notação do ocorrido:</p>
<p><em>pessoa bacana sorrindo</em> &#8211;&gt; <strong>puxar conversa </strong>&#8211;&gt; <span style="text-decoration: underline;">papo agradável</span> (beijos, até)</p>
<p><em>pessoa bacana séria</em> &#8211;&gt; <strong>puxar conversa</strong> &#8211;&gt; <span style="text-decoration: underline;">tente outra vez</span></p>
<p>Nesse momento, algo deve ficar claríssimo: aprendemos a perceber somente os objetos e eventos relacionados ao que nos é importante de alguma forma. É o que ocorre após a resposta (seu resultado) que produz a percepção. Você não teria aprendido a diferenciar qual o melhor tipo de pessoa para paquerar se não tivesse resultados diferentes em situações diferentes. Foi o papo agradável, no seu caso, e a água, no caso do rato, que tornaram a luz acesa e os sorrisos eventos a serem notados. Se você obtivesse a mesma consequência com pessoas sorridentes e sérias, o sorriso não seria algo notável.</p>
<p>Pense em profissionais de diferentes áreas. Um dermatologista é capaz de dizer muito mais sobre um pedaço da pele do que você. Um psicólogo experiente parece ter uma percepção quase sobrenatural sobre os padrões de comportamento de alguém. Um bom engenheiro pode dizer sobre os pontos fortes e fracos de uma casa apenas observando suas colunas. Os pintores olham para um quadro e são capazes de descrever a direção das pinceladas, a técnica utilizada e o estilo do autor. A percepção aguçada dos bons profissionais é resultado de treino especial para detectar detalhes que outras pessoas não notam; é isso o que os faz especialistas. Mas eu disse que o controle pelo contexto (o controle de estímulos) é estabelecido por sua relação com algo importante. O que os profissionais ganham sabendo se comportar de forma diferente diante de estímulos específicos? Ora, para começar, dinheiro. E, mais importante ainda, sucesso e reconhecimento por algo que fazem bem.</p>
<p>É comum a muitas correntes da Psicologia, e mesmo pessoas leigas, afirmarem que a Percepção é pessoal e moldada pela experiência de cada um. Isso não podia ser mais verdade. Uma árvore é percebida de forma diferente por pessoas distintas. Um lenhador, por exemplo, que aprendeu sobre diferentes tipos de madeira durante sua profissão, provavelmente percebe a árvore em termos financeiros. Um casal de namorados pode perceber a árvore como um espaço romântico para estender uma toalha e dizer palavras de amor. O lenhador e os namorados percebem a árvore de forma diferente, pois ela está relacionada com consequências e respostas distintas para eles.</p>
<p>O exemplo dado acima é satisfatório, mas o comportamento humano é muito mais complexo. O lenhador pode perceber a árvore de forma diferente em contextos diferentes. Quando ele põe sua roupa de trabalho e é pressionado pelo chefe, uma árvore é dinheiro. Por outro lado, se ele está passeando com sua namorada em um parque, uma árvore pode lhe parecer o local perfeito para o amor. Essas aparentes, e falsas, contradições ocorrem porque o comportamento é, geralmente, controlado por muitos estímulos simultaneamente. Eis uma notação do comportamento do lenhador nos dois exemplos dados:</p>
<p><em>no trabalho + árvore</em> &#8211;&gt; <strong>derrubar</strong> &#8211;&gt; <span style="text-decoration: underline;">dinheiro</span></p>
<p><em> com a namorada + árvore</em> &#8211;&gt; <strong>conversar</strong> &#8211;&gt; <span style="text-decoration: underline;">carinhos e palavras de amor</span></p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1738" title="SinaisTr_nsitoFeminino" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/SinaisTr_nsitoFeminino-300x220.png" alt="SinaisTr_nsitoFeminino" width="300" height="220" />Há algo a ser dito. Vejam como cada contexto controla uma resposta diferente. Por que? Porque se o lenhador levar a namorada para conversar debaixo de uma árvore no meio do trabalho, vai ser mandado embora. Da mesma forma, se derrubar uma árvore no parque quando passeia com a namorada, provavelmente levará um fora. Os diferentes contextos controlam respostas diferentes porque cada contexto está relacionado a um reforçador específico. No caso, ora dinheiro, ora carinho.</p>
<p>Chega de percepção. Como faço para manter a atenção de vocês? Vamos ver!</p>
<h2>Atenção</h2>
<p>Assim como a percepção, a atenção está relacionada a consequências importantes para o comportamento. Vamos ao exemplo que vocês adoram: a paquera. Quando você está em um bar à procura de alguém interessante, você deliberadamente olha para todos os lados procurando o sinal da fortuna: sorrisos. Em outras palavras, você está &#8220;atento&#8221;. Atentar, nesse sentido, nada mais é do que procurar por uma indicação de que algo interessante está disponível. Achar esse sinal é importantíssimo para as pessoas. Para os animais também! O pombo que ganha água quando bica o disco na presença da luz azul e nunca da vermelha, praticamente não se importa quando a luz vermelha aparece. Mas a luz azul é tão interessante para o bichinho que até parece amor. Agora, duvido alguém me contrariar e afirmar que não adora o sorriso de quem se está paquerando.</p>
<p>Outro modo de entender o que é a “atenção” é no caso em que olhamos fixamente para algo (ou nos concentramos em ouvir, saborear, etc). De forma semelhante ao que foi dito anteriormente, essa forma de atentar está sob controle de estímulos relacionados a eventos importantes para nós. Os exemplos são muitos. Alguém que ouve música fica atento a ela porque isso lhe dá prazer. Um segurança olha fixamente para a tela que mostra o exterior do edifício porque caso algo lhe escape ele terá problemas. Prestamos atenção especialmente em alguns textos porque disso depende a nossa boa nota em uma disciplina ou simplesmente porque o texto é prazeroso.</p>
<p>Atenção também pode ser compreendida de outro modo, como uma reação natural a mudanças do ambiente. Parece que o nosso organismo foi filogeneticamente preparado para atentar a novos estímulos  automaticamente. Isso, claro, é uma forma de defesa: evita que sejamos pegos de surpresa. Qualquer barulho ou movimento inesperado chama a nossa &#8220;atenção&#8221; rapidamente, permitindo que nos preparemos para o que pode acontecer.</p>
<p>Os conceito de atenção e percepção têm implicações importantíssimas para a educação. Alunos só prestam atenção a informações que lhes são relevantes em algum nível. O fato de ser comum ouvir alunos reclamando sobre o que aprendem e ouvir professores reclamando sobre a falta de atenção e interesse dos alunos aponta para algo alarmante: estão ensinando conteúdos sem relação com o cotidiano dos estudantes.</p>
<p>Se você é professor, ou apenas alguém que gosta de chamar a atenção para si, lembrem-se da máxima: atenção é interesse. Enquanto você estiver mostrando informações relevantes terá toda a atenção da platéia.</p>
<h2>Conclusão: o Contexto</h2>
<p>Todas as ideias apresentadas acima se relacionam ao tema maior &#8220;contexto&#8221;. Quando dizemos que as pessoas se comportam de acordo com seu contexto, estamos nos referindo ao tipo de eventos descritos como controle de estímulos, percepção e atenção. Há, ainda, mais conceitos que poderiam ser discutidos dentro deste tema, como abstração, inteligência e cultura. No entanto, isso extrapolaria o objetivo central de explicar de forma resumida como a análise do comportamento compreende o contexto (controle de estímulos).</p>
<p>Fiquem à vontade para fazer comentários e tirar dúvidas&#8230;</p>
<p>Robson Brino Faggiani</p>


<p>Related posts:<ol><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-ac-parte-iv-a-punicao-o-controle-aversivo-e-a-extincao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 6 &#8211; A punição, o controle aversivo e a extinção'>Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 6 &#8211; A punição, o controle aversivo e a extinção</a> <small>Neste post trataremos dos conceitos relacionados aos processos de punição,...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-ac-parte-4-o-comportamento-operante/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 4 &#8211; O Comportamento Operante'>Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 4 &#8211; O Comportamento Operante</a> <small>Há um tipo de comportamento caracterizado por uma dada propriedade:...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-de-ac-parte-9-comportamento-verbal-definicao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos básicos de AC &#8211; parte 9 &#8211; Comportamento Verbal &#8211; Definição'>Conceitos básicos de AC &#8211; parte 9 &#8211; Comportamento Verbal &#8211; Definição</a> <small>O modo como a ‘linguagem’ é definida e estudada na...</small></li></ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-de-ac-parte-7-contexto-controle-de-estimulos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 6 &#8211; A punição, o controle aversivo e a extinção</title>
		<link>http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-ac-parte-iv-a-punicao-o-controle-aversivo-e-a-extincao/</link>
		<comments>http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-ac-parte-iv-a-punicao-o-controle-aversivo-e-a-extincao/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 18:58:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Básicos de Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Interessante]]></category>
		<category><![CDATA[Reforçamento positivo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.psicologiaeciencia.com.br/?p=1726</guid>
		<description><![CDATA[Neste post trataremos dos conceitos relacionados aos processos de punição, de controle aversivo e de extinção.


Related posts:<ol><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-analise-do-comportamento-parte-5-o-reforcamento/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 5 &#8211; O reforçamento'>Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 5 &#8211; O reforçamento</a> <small>Por reforçamento pode-se entender qualquer operação que altere a chance...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-de-ac-parte-7-contexto-controle-de-estimulos/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos Básicos de AC &#8211; Parte 7 &#8211; Contexto (Controle de Estímulos)'>Conceitos Básicos de AC &#8211; Parte 7 &#8211; Contexto (Controle de Estímulos)</a> <small> Compreender a ideia de contexto é um excelente passo...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-ac-parte-4-o-comportamento-operante/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 4 &#8211; O Comportamento Operante'>Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 4 &#8211; O Comportamento Operante</a> <small>Há um tipo de comportamento caracterizado por uma dada propriedade:...</small></li></ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste post trataremos dos conceitos relacionados aos processos de punição, de controle aversivo e de extinção.</p>
<p>A punição é uma operação que faz parte do reforçamento, isso porque também se trata de uma conseqüência que altera a probabilidade de uma resposta.</p>
<p>Porém a forma como a punição produz tal alteração é uma questão controversa. Há duas correntes teóricas que definem a punição de formas diferentes. Uma delas defende que a punição é um processo que diminui a probabilidade da emissão das respostas. Isso quer dizer que se alguém se comporta de determinada maneira, ou seja, se costuma fazer algo como andar de bicicleta ou pintar quadros, e tem esse comportamento punido, a probabilidade dessa pessoa voltar a fazer estas mesmas coisas será menor.</p>
<p><img title="punição" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/punição-300x240.jpg" alt="punição" width="300" height="240" /></p>
<p>Uma outra corrente teórica diz que a punição na verdade elicia reações emocionais e aumenta a probabilidade de respostas de fuga e esquiva – e por causa destes processos que a resposta sob análise se torna menos provável de ocorrer. Isso quer dizer que se eu puno o comportamento “andar de bicicleta” de alguém, essa pessoa passa a andar menos para não sentir ansiedade, medo ou para evitar que eu a puna novamente.</p>
<p>Apesar da semelhança entre as duas correntes, a diferença entre elas subsidia discussões sobre questões éticas para o uso da punição como método de modificação do comportamento. Porém, esclarecidas estas duas possibilidades de entender os processos punitivos, vamos às definições de punição positiva e negativa</p>
<p><em>A punição positiva</em></p>
<p>A compreensão deste processo requer um retorno ao conceito de reforço negativo. Lembre-se que um reforçador negativo é um estímulo que uma pessoa se comporta para remover. Lembre-se também que este estímulo também pode ser chamado de estímulo aversivo.</p>
<p>Pense agora em uma situação em que alguém faz alguma coisa e, como conseqüência, aquele mesmo estímulo aversivo é produzido pela resposta daquela pessoa. Por isso este processo é chamado de punição positiva, porque se trata da produção/adição de um estímulo aversivo.</p>
<p>Vamos supor que aquela mesma pessoa que fecha a janela pra evitar a chuva agora descobre uma chave em uma parede de sua casa. A pessoa gira a chave e um cano começa a jorrar água fria sobre a cabeça dela. Este é um processo de punição positiva: a resposta produz um estímulo aversivo. Um critério para averiguar se de fato se tratou de uma punição é a observação da diminuição da taxa da resposta. Se a pessoa não abrir mais aquela chave, de fato o jato de água fria puniu.</p>
<p><em>A punição negativa</em></p>
<p><em> </em>Este processo recai sobre o conceito de reforço positivo. Lembre-se que um estímulo reforçador é aquele que, quando produzido, aumenta a probabilidade da resposta que o produziu. Então, se passarmos agora a retirar um estímulo reforçador que está presente no ambiente da pessoa quando ela emite uma determinada resposta, dizemos que houve punição negativa – e este processo deve implicar na diminuição da probabilidade de emissão da resposta. É daí que surge o nome de punição negativa, pois trata-se da retirada/subtração de um estímulo reforçador produzida pela resposta.</p>
<p>Por exemplo, imagine um terapeuta que está sempre atento e pronto a discutir os temas relevantes na vida de seu cliente e isto tem feito o cliente trazer, a cada sessão, mais e mais temas para discutir com seu terapeuta. Porém agora o cliente passa a abordar temas que tratam da vida pessoal do terapeuta e, nestes momentos, o terapeuta se cala e não dá oportunidades para que o cliente prossiga na discussão. A partir daí, o cliente provavelmente não perguntará mais sobre este assunto. O terapeuta estaria, provavelmente, punindo negativamente a resposta de seu cliente. Este é um exemplo que dificilmente acontecerá na prática, mas serve apenas para ilustrar o conceito.</p>
<p><em>O controle aversivo</em></p>
<p>É importante considerar brevemente que o reforço negativo e a punição são estudados sob o tema de controle aversivo, pois todos tratam-se de variáveis de controle do comportamento por outras vias que não o reforçamento positivo. São processos amplamente discutidos devido aos efeitos que este tipo de controle pode gerar no comportamento, como supressão condicionada (parar de responder), os subprodutos emocionais (como o medo e a ansiedade) e o aumento de respostas de agressão quando uma pessoa está sob controle aversivo.</p>
<p><em>A extinção</em></p>
<p>Outra consideração importante se faz necessária para quando conseqüências que vinham sendo produzidas pelas respostas não mais as são. Se determinados estímulos reforçadores ou aversivos não são mais apresentados ou retirados, a tendência do responder é retornar à probabilidade de ocorrência anterior do processo de reforçamento.</p>
<p>Assim, se riscar o papel não o pinta mais, a criança desiste de desenhar; se fechar a janela não impede mais a chuva, a pessoa a larga como está; se abrir a chave não mais produz um banho frio, a pessoa volta a abri-la quando quiser; e se o terapeuta volta a atentar aos tópicos abordados pelo cliente, este volta a perguntar o que havia deixado de lado.</p>
<p>Ou seja, a extinção é o efeito da suspensão do reforçamento sobre o responder –- significa o retorno da probabilidade do responder a taxas anteriores.<strong></strong></p>


<p>Related posts:<ol><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-analise-do-comportamento-parte-5-o-reforcamento/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 5 &#8211; O reforçamento'>Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 5 &#8211; O reforçamento</a> <small>Por reforçamento pode-se entender qualquer operação que altere a chance...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-de-ac-parte-7-contexto-controle-de-estimulos/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos Básicos de AC &#8211; Parte 7 &#8211; Contexto (Controle de Estímulos)'>Conceitos Básicos de AC &#8211; Parte 7 &#8211; Contexto (Controle de Estímulos)</a> <small> Compreender a ideia de contexto é um excelente passo...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-ac-parte-4-o-comportamento-operante/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 4 &#8211; O Comportamento Operante'>Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 4 &#8211; O Comportamento Operante</a> <small>Há um tipo de comportamento caracterizado por uma dada propriedade:...</small></li></ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-ac-parte-iv-a-punicao-o-controle-aversivo-e-a-extincao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>12</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 5 &#8211; O reforçamento</title>
		<link>http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-analise-do-comportamento-parte-5-o-reforcamento/</link>
		<comments>http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-analise-do-comportamento-parte-5-o-reforcamento/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 19:59:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Básicos de Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Reforçamento positivo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.psicologiaeciencia.com.br/?p=1700</guid>
		<description><![CDATA[Por reforçamento pode-se entender qualquer operação que altere a chance de uma resposta ocorrer no futuro. Assim, operações como reforçamento positivo, reforçamento negativo, extinção, punição positiva e punição negativa podem ser englobadas em um único e amplo conceito chamado reforçamento. Primeiramente vamos nos ater às operações conhecidas como reforçamento (ou reforço) positivo e reforçamento (ou reforço) negativo.


Related posts:<ol><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-ac-parte-iv-a-punicao-o-controle-aversivo-e-a-extincao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 6 &#8211; A punição, o controle aversivo e a extinção'>Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 6 &#8211; A punição, o controle aversivo e a extinção</a> <small>Neste post trataremos dos conceitos relacionados aos processos de punição,...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/reforcamento-positivo-na-analise-do-comportamento-definicao-e-aplicacoes-clinicas/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Reforçamento Positivo na Análise do Comportamento &#8211; Definição e aplicações clínicas'>Reforçamento Positivo na Análise do Comportamento &#8211; Definição e aplicações clínicas</a> <small>Dentro da Análise do Comportamento, os procedimentos de reforçamento são...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-de-ac-%e2%80%93-parte-8-%e2%80%93-esquemas-de-reforco/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos Básicos de AC – Parte 8 – Esquemas de reforço.'>Conceitos Básicos de AC – Parte 8 – Esquemas de reforço.</a> <small>Grande parte de nossas respostas não são reforçadas em 100%...</small></li></ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por reforçamento pode-se entender qualquer operação que altere a chance de uma resposta ocorrer no futuro. Assim, operações como reforçamento positivo, reforçamento negativo, extinção, punição positiva e punição negativa podem ser englobadas em um único e amplo conceito chamado reforçamento.</p>
<p>Primeiramente vamos nos ater às operações conhecidas como reforçamento (ou reforço) positivo e reforçamento (ou reforço) negativo. Um breve parêntese pode ser importante: quando usamos a palavra reforço, podemos estar nos referindo a três coisas diferentes: 1. Um reforçador, quer dizer, um estímulo que quando produzido por uma resposta aumenta a probabilidade desta; 2. Um reforçamento, ou seja, uma operação em que reforçadores são apresentados; e 3. Um reforçamento enquanto procedimento, ou seja, uma situação em que alguém deliberadamente provê conseqüências especialmente para instalar, manter ou manejar o responder de um organismo.</p>
<p>Agora podemos passar a uma apresentação melhor das operações de reforço.</p>
<p><em>O reforço positivo</em></p>
<p>Reforço positivo é uma operação em que um evento produzido por uma resposta aumenta a probabilidade desta resposta ocorrer no futuro.</p>
<p>Vejamos uma situação natural em que esta operação pode ocorrer. Se uma criança, brincando com materiais gráficos, produz no papel um risco colorido com um lápis de cor e, depois disto, passa a riscar papéis quando os encontra pela frente, podemos dizer que o risco (ou o papel riscado) reforçou positivamente a resposta de riscar.</p>
<p>O mesmo pode acontecer em uma situação planejada, como quando um terapeuta discute com o cliente como ele pode resolver os problemas que ele acabou de contar na sessão – o terapeuta reforçou respostas do cliente relacionadas a discutir as dificuldades de sua vida, o que é de muito interesse de um terapeuta.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1703" title="terapeuta" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/terapeuta-300x225.jpg" alt="terapeuta" width="300" height="225" /></p>
<p>De maneira mais geral, uma representação gráfica da relação entre a resposta e o reforçador positivo pode ser formulada da seguinte maneira:</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1711" title="reforçopositivo" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/reforçopositivo2.jpg" alt="reforçopositivo" width="91" height="81" /></p>
<p>Esta representação provavelmente será lida por um analista do comportamento da seguinte forma: dada a emissão de uma resposta, um estímulo é produzido e este estímulo retroage sobre a probabilidade futura de ocorrência desta resposta. Isso quer dizer que, se a pessoa faz algo que produz um reforço, então é bem capaz que ela volte a fazer isso.</p>
<p>Uma observação final é a de que muitos autores já definiram o reforço como um estímulo agradável, apetitivo, prazeroso, etc. Hoje este tipo de definição não é aceita, sendo que a única característica do estimulo que o caracteriza como reforçador é o aumento da probabilidade de ocorrência da resposta que o produziu.</p>
<p><em>O reforço negativo</em></p>
<p>Se por um lado o reforço positivo é marcado pela produção de um evento, o reforço negativo é marcado pela eliminação de um evento. Daí os nomes positivo (produção, adição) e negativo (eliminação, subtração). Desta forma, reforçamento negativo é uma operação em que uma resposta tem sua probabilidade de ocorrência aumentada pela eliminação de um estímulo.</p>
<p>Por exemplo, se uma pessoa está do lado de uma janela e começa a chover no seu rosto, ela pode fechar a janela e impedir que a chuva continue a molhando. Se das próximas vezes que chover ela fechar a janela, a porta, etc., podemos dizer que estas respostas foram negativamente reforçadas pela remoção da chuva.</p>
<p>Os analistas do comportamento chamam de estímulo aversivo o evento que é eliminado no reforçamento negativo. Existem muitos estímulos aversivos conhecidos, como o choque elétrico, os jatos de ar quente, as estimulações dolorosas diversas, etc. Mas definiremos um estímulo aversivo baseados principalmente na probabilidade de uma pessoa, ou um animal, se comportar para eliminar este estímulo.</p>
<p>As respostas negativamente reforçadas são chamadas de fuga na literatura analítico-comportamental. Um esquema gráfico de uma resposta de fuga pode ser este apresentado a seguir:</p>
<p><img title="reforçonegativo" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/reforçonegativo1.jpg" alt="reforçonegativo" width="138" height="58" /></p>
<p>Você pode ler este esquema da seguinte forma: dado um estímulo aversivo, uma resposta que o elimine será negativamente reforçada. Isso quer dizer que se uma pessoa fizer algo que termine uma estimulação aversiva, é muito provável que ela volte a fazer isso quando a estimulação aversiva voltar a acontecer.</p>
<p>Um outro tipo de resposta negativamente reforçada é chamado de esquiva. Na esquiva, o estimulo aversivo não precisa ser apresentado – exige-se apenas a presença de um outro evento que indique que o aversivo pode aparecer. Por exemplo, aquela pessoa que aprendeu a fechar a janela pra se livrar da chuva pode começar a fechar a casa toda quando o céu ficar cheio de nuvens carregadas.</p>
<p>Em resumo, pode-se dizer que reforço positivo e negativo são processos em que as conseqüências do responder aumentam a probabilidade futura da emissão de uma dada resposta.</p>


<p>Related posts:<ol><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-ac-parte-iv-a-punicao-o-controle-aversivo-e-a-extincao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 6 &#8211; A punição, o controle aversivo e a extinção'>Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 6 &#8211; A punição, o controle aversivo e a extinção</a> <small>Neste post trataremos dos conceitos relacionados aos processos de punição,...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/reforcamento-positivo-na-analise-do-comportamento-definicao-e-aplicacoes-clinicas/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Reforçamento Positivo na Análise do Comportamento &#8211; Definição e aplicações clínicas'>Reforçamento Positivo na Análise do Comportamento &#8211; Definição e aplicações clínicas</a> <small>Dentro da Análise do Comportamento, os procedimentos de reforçamento são...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-de-ac-%e2%80%93-parte-8-%e2%80%93-esquemas-de-reforco/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos Básicos de AC – Parte 8 – Esquemas de reforço.'>Conceitos Básicos de AC – Parte 8 – Esquemas de reforço.</a> <small>Grande parte de nossas respostas não são reforçadas em 100%...</small></li></ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-analise-do-comportamento-parte-5-o-reforcamento/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 4 &#8211; O Comportamento Operante</title>
		<link>http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-ac-parte-4-o-comportamento-operante/</link>
		<comments>http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-ac-parte-4-o-comportamento-operante/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 00:01:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Básicos de Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[História da Análise do Comportamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.psicologiaeciencia.com.br/?p=1686</guid>
		<description><![CDATA[Há um tipo de comportamento caracterizado por uma dada propriedade: sua causa está nas modificações que são operadas no mundo. Assim é o comportamento operante, um tipo especial de responder que é sensível às conseqüências que produz. 


Related posts:<ol><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-de-ac-parte-9-comportamento-verbal-definicao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos básicos de AC &#8211; parte 9 &#8211; Comportamento Verbal &#8211; Definição'>Conceitos básicos de AC &#8211; parte 9 &#8211; Comportamento Verbal &#8211; Definição</a> <small>O modo como a ‘linguagem’ é definida e estudada na...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-de-ac-parte-1-behaviorismo-2/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos Básicos de AC &#8211; Parte 1 &#8211; Behaviorismo.'>Conceitos Básicos de AC &#8211; Parte 1 &#8211; Behaviorismo.</a> <small>O Behaviorismo teve sua origem em 1913, com a publicação...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-analise-do-comportamento-parte-5-o-reforcamento/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 5 &#8211; O reforçamento'>Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 5 &#8211; O reforçamento</a> <small>Por reforçamento pode-se entender qualquer operação que altere a chance...</small></li></ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como foi discutido até agora, há um tipo de comportamento que tem sua origem na história evolutiva das espécies e é caracterizado pela relação entre um estímulo eliciador e uma resposta. Porém há um tipo de comportamento caracterizado por outra propriedade: sua causa está nas modificações que são <em>operadas</em> no mundo. Assim é o comportamento operante, um tipo especial de responder que é sensível às conseqüências que produz. Por causa desta sensibilidade às conseqüências que cozinhamos, construímos, namoramos e brincamos, pois depois de fazer tais coisas obtemos saciação, abrigo, carinho e satisfação.</p>
<p>O comportamento operante tem um componente derivado da seleção natural, que é tal sensibilidade às conseqüências. Porém é caracterizado por uma variedade infinita de possibilidades: uma conseqüência pode ser produzida de qualquer forma, seja por um toque de mãos ou por um pedido, e a forma como se produziu aquela conseqüência tenderá a se repedir no tempo.</p>
<p>O conceito de operante é muito relevante para a ciência como um todo, pois contraria uma proposição científica que influenciou a psicologia por muito tempo. Em geral, entendia-se que um comportamento só poderia ser causado por algo que o precedesse. Porém a definição de controle pelas conseqüências trata-se de uma descoberta empírica (apoiada em dados observados com rigor experimental) e é compatível com compreensões científicas contemporâneas, como a física quântica e a seleção natural.</p>
<p>A análise do comportamento operante requer a compreensão de alguns conceitos. Os mais importantes aqui são <em>comportamento, antecedente, resposta </em>e <em>conseqüência.</em> Vamos a eles:</p>
<ul>
<li><em>Comp<img class="alignleft size-medium wp-image-1687" title="futebol" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/08/futebol-300x201.jpg" alt="futebol" width="300" height="201" />ortamento:</em> é a relação entre estímulos e respostas. Usualmente se diz que um comportamento é algo que uma pessoa faz, como chutar. Na verdade, quando nos referimos a um comportamento precisamos descrever o que a pessoa faz e alguma relação entre este fazer e o ambiente. Podemos completar o exemplo acima dizendo que um comportamento é algo que uma pessoa faz com alguma coisa, como chutar a bola que o outro jogador tocou e marcar um gol.<em></em></li>
<li><em>Antecedente: </em>É alguma propriedade do ambiente que sinaliza uma oportunidade para a resposta ser emitida. No exemplo acima, o toque da bola pelo outro jogador é um antecedente para chutar a gol. Este conceito será melhor explorado na postagem sobre controle de estímulos.<em></em></li>
<li><em>Resposta: </em>É o que uma pessoa faz, como olhar para a bola, mirar o gol, sentir a adrenalina, chutar, gritar, etc. Quando analisamos uma resposta, nem sempre é necessário descrever sua relação com os estímulos do ambiente. Nestes casos, o mais importante é verificar se a resposta foi ou não emitida.<em></em></li>
<li><em>Conseqüência: </em>é uma modificação no ambiente efetivamente produzida pela resposta. O gol de nosso exemplo foi produzido pelo chute.<em></em></li>
</ul>


<p>Related posts:<ol><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-de-ac-parte-9-comportamento-verbal-definicao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos básicos de AC &#8211; parte 9 &#8211; Comportamento Verbal &#8211; Definição'>Conceitos básicos de AC &#8211; parte 9 &#8211; Comportamento Verbal &#8211; Definição</a> <small>O modo como a ‘linguagem’ é definida e estudada na...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-de-ac-parte-1-behaviorismo-2/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos Básicos de AC &#8211; Parte 1 &#8211; Behaviorismo.'>Conceitos Básicos de AC &#8211; Parte 1 &#8211; Behaviorismo.</a> <small>O Behaviorismo teve sua origem em 1913, com a publicação...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-analise-do-comportamento-parte-5-o-reforcamento/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 5 &#8211; O reforçamento'>Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 5 &#8211; O reforçamento</a> <small>Por reforçamento pode-se entender qualquer operação que altere a chance...</small></li></ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-ac-parte-4-o-comportamento-operante/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Reforçamento Positivo na Análise do Comportamento &#8211; Definição e aplicações clínicas</title>
		<link>http://www.psicologiaeciencia.com.br/reforcamento-positivo-na-analise-do-comportamento-definicao-e-aplicacoes-clinicas/</link>
		<comments>http://www.psicologiaeciencia.com.br/reforcamento-positivo-na-analise-do-comportamento-definicao-e-aplicacoes-clinicas/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 19:39:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Epistemologia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[avaliaçao Psicologica]]></category>
		<category><![CDATA[Reforçamento positivo]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Comportamental]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.psicologiaeciencia.com.br/?p=1240</guid>
		<description><![CDATA[Dentro da Análise do Comportamento, os procedimentos de reforçamento são muito utilizados. Mas será que esses procedimentos podem ser usados em qualquer situação ? O presente texto pretende discutir alguns aspectos do reforçamento positivo enquanto técnica comportamental e suas aplicações na clinica.


Related posts:<ol><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-analise-do-comportamento-parte-5-o-reforcamento/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 5 &#8211; O reforçamento'>Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 5 &#8211; O reforçamento</a> <small>Por reforçamento pode-se entender qualquer operação que altere a chance...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/act/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Análise Funcional da Cognição:Aplicações em Psicologia Clínica'>Análise Funcional da Cognição:Aplicações em Psicologia Clínica</a> <small>UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO INSTITUTO DE PSICOLOGIA Disciplina de Pós-Graduação...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-de-ac-parte-9-comportamento-verbal-definicao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos básicos de AC &#8211; parte 9 &#8211; Comportamento Verbal &#8211; Definição'>Conceitos básicos de AC &#8211; parte 9 &#8211; Comportamento Verbal &#8211; Definição</a> <small>O modo como a ‘linguagem’ é definida e estudada na...</small></li></ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dentro de uma abordagem Analítico-comportamental , o reforçamento positivo está presente em muitas técnicas e sem duvida é um principio importante para a mudança comportamental.</p>
<p>Entender o conceito e a aplicação é fundamental para o analista do comportamento articular as sessões para que classes de respostas alvo sejam constantemente reforçadas afim de se mudar um comportamento problema, caso seja esse o objetivo.</p>
<p>O terapeuta deve no inicio ser um agente reforçador por si só, já que o cliente procura um terapeuta e o tem como alguém que detém um conhecimento que pode ajudá-lo  e qualquer ato ou palavra que alivie o sofrimento já tem um papel reforçador para respostas de compromisso e maior aderência ao processo psicoterápico. Ainda podemos falar que esses processos aprofundam e melhoram a relação terapêutica que se está sendo estabelecida entre terapeuta e cliente.</p>
<p>Ao lidar com o reforço positivo são necessários cuidados, é preciso estabelecer um criterioso levantamento de dados e fazer uma boa análise funcional para definir a princípio qual é o melhor esquema de reforçamento para o caso do cliente dentro dos objetivos da terapia.</p>
<p>Alguns clientes funcionam sobre um esquema de contingência de reforço positivo muito infrequente. Isso significa que esse cliente tem uma tolerância a frustração muito grande. Sendo assim, acabam não sendo sensiveis a novas contingências reforçadoras e não operam no ambiente, pois já se acostumaram a suportar frustração e condições aversivas. Nesse caso mantem seu comportamento inalterado, mesmo que seu padrão de respostas produzam conseqüências aversivas.</p>
<p>Clientes que são expostos a contingências de total privação ou de privação moderada de fontes reforçadoras experimentam um intenso sentimento de culpa assim que os reforçadores são apresentados,  isso acontece por possuírem repertórios modelados de uma extrema tolerância a frustração (Guilhardi, 2002, p. 136).</p>
<p>Contingências de reforçamento positivo escassas podem gerar sujeitos que não possuem repertórios comportamentais capazes de produzir reforçadores em ambiente natural intrinsecamente, precisando sempre de esquemas de reforço extrínseco sugerindo baixa auto-estima e dificuldades em relacionar-se em um ambiente social. Com isso pode-se dizer que o individuo sofre um impacto negativo em sua variabilidade comportamental e portanto vai ter dificuldades em buscar novas formas de reforçamento.</p>
<p>Segundo Horcones (1983), as palavras <em>“extrinseco e intrinseco”</em> referem-se apenas a origem das conseqüências. Se o cliente ao responder a estímulos discriminativos, obtém uma conseqüência reforçadora dizemos que o reforçamento é intrínseco e com isso se configura em uma resposta naturalmente reforçada.</p>
<p>Quando o responder do cliente é reforçado pelo ambiente através do terapeuta, dizemos que o reforço é extrínseco e arbitrário, já que foi possibilitado por outra fonte que não seja o próprio responder do sujeito. Em outras palavras, quando falamos de reforçamento positivo intrínseco, nos referimos ao uma relação entre resposta e conseqüência, em que a conseqüência é produto direto da resposta, ou seja, a conseqüência reforçadora é produto direto da resposta do próprio sujeito. Quando falamos de reforçamento positivo extrínseco, vamos nos referir a uma relação entre conseqüência e resposta, em que a conseqüência depende da própria resposta do individuo somado a outros eventos.</p>
<p>O reforçamento intermitente é mais eficaz que o CRF por facilitar a variabilidade comportamental, já que torna a sessão mais proxima ao ambiente natural onde é preciso operar no ambiente e algumas respostas vão ser reforçadas e outras não. O reforçamento de esquema intermitente mostra melhores resultados por que aumenta a tolerância a frustração e obriga o indivíduo a continuar operando para receber o reforço que outrora era sempre apresentado.  Isso é especialmente verdade quando falamos de comportamento social, onde algumas respostas são reforçadas e outras entram em extinção.</p>
<p>O reforçamento positivo é um processo que consiste em apresentar um estímulo conseqüente que aumente a probabilidade da emissão de respostas. Dentro do contexto clinico, é importante determinar respostas que devem ou não ser conseqüenciadas positivamente.  Mas também é sabido que, como no caso da psicoterapia o reforço é obtido dentro do contexto clínico, pode ser que o mesmo reforço não seja produzido em ambiente natural. É necessário que o terapeuta também ajude o cliente a instrumentarlizar-se para obter esses reforços em seu ambiente fora do contexto clínico, podendo generalizar fontes reforçadoras obtidas através de um novo repertório comportamental que foi ou está sendo modelado em terapia.</p>
<p>A terapia seria falha se o cliente só conseguisse operar em um ambiente clínico e só fosse reforçado nesse ambiente, não levando novos repertórios para seu ambiente natural. O reforço extrínseco deve ser capaz de instalar novos repertórios comportamentais para que o reforço seja intrínseco ao comportamento do cliente. Nesse caso, acontecerá a generalização e conseqüentemente repertórios inadequados, não assertivos e agressivos vão ser extintos.</p>
<p>Em alguns casos o terapeuta sozinho não consegue modelar novos repertórios comportamentais apenas em um ambiente clínico. Para esses casos, o trabalho conjunto com o A.T. (Acompanhante Terapêutico) mostra resultados interessantes. O terapeuta como fonte reforçadora em ambiente clínico modelando novos repertórios comportamentais e o A.T. como fonte reforçadora externa ao contexto clínico, e em alguns casos mais graves, dando modelos de novos repertórios para que o cliente possa ver uma classe de respostas mais ampla e com isso passe a imitar o Acompanhante Terapeutico.</p>
<p>Se espera com esse trabalho em conjunto que a generalização de reforçadores seja facilitada contribuindo para a instalação permanente de novas classes de respostas mais adaptadas e novos repertórios comportamentais. Em um próximo texto discutirei um pouco mais o trabalho do Acompanhante Terapeuta ( A.T.).</p>
<p>Agradeço ao Rodrigo Nunes Xavier a importante contribuição na elaboração do presente texto.</p>
<p>Referencias :</p>
<p>Madi, M. B. B. P. (2004). Reforçamento positivo: princípio, aplicação e efeitos desejáveis. Em C.N. Abreu e H.J. Guilhardi (orgs.) <em>Terapia Comportamental e Cognitivo-comportamental : práticas clínicas.</em> Capitulo 2, 41-54. São Paulo : Roca.</p>
<p>Kohlemberg, R.J. e Tsai, M. (2001). Suportes teóricos da FAP.  Em: <em>Psicoterapia Funcional Analitica: Criando Relações Terapeuticas Intensas e Curativas. </em>Santo André : ESETec. (pp.8-18).</p>
<p>Andery, M.A.P.A.; Sério, T.M. Consequências intrínsecas e extrínsecas. Em : C.E. Costa, J.C. Luzia, H. H. Nunes S´Antana(orgs.) <em>Primeiros Passos em Analise do Comportamento e Cognição, </em>Vol 2. Santo André : Esetec, 2004 (pp 43-48)</p>
<p>Por : Marcelo C. Souza</p>


<p>Related posts:<ol><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-analise-do-comportamento-parte-5-o-reforcamento/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 5 &#8211; O reforçamento'>Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 5 &#8211; O reforçamento</a> <small>Por reforçamento pode-se entender qualquer operação que altere a chance...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/act/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Análise Funcional da Cognição:Aplicações em Psicologia Clínica'>Análise Funcional da Cognição:Aplicações em Psicologia Clínica</a> <small>UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO INSTITUTO DE PSICOLOGIA Disciplina de Pós-Graduação...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-de-ac-parte-9-comportamento-verbal-definicao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Conceitos básicos de AC &#8211; parte 9 &#8211; Comportamento Verbal &#8211; Definição'>Conceitos básicos de AC &#8211; parte 9 &#8211; Comportamento Verbal &#8211; Definição</a> <small>O modo como a ‘linguagem’ é definida e estudada na...</small></li></ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.psicologiaeciencia.com.br/reforcamento-positivo-na-analise-do-comportamento-definicao-e-aplicacoes-clinicas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A história do conhecimento &#8211; um breve apanhado.</title>
		<link>http://www.psicologiaeciencia.com.br/a-historia-do-conhecimento-um-breve-apanhado/</link>
		<comments>http://www.psicologiaeciencia.com.br/a-historia-do-conhecimento-um-breve-apanhado/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 May 2009 20:53:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Educativos]]></category>
		<category><![CDATA[Epistemologia]]></category>
		<category><![CDATA[história da ciência]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.psicologiaeciencia.com.br/?p=1187</guid>
		<description><![CDATA[Todas as ciências originaram-se da Filosofia e posteriormente se separaram dela. Antes que a astronomia existisse, por exemplo, especulava-se a respeito da organização do universo a partir do pressuposto de que Deus havia criado tudo daquele jeito.


Related posts:<ol><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/autismo-um-breve-historico/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Autismo &#8211; um breve histórico.'>Autismo &#8211; um breve histórico.</a> <small>&#8220;&#8230; Imagine chegar em um país onde você não entende...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/o-que-o-behaviorismo-e-e-o-que-ele-nao-e/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O que o behaviorismo é e o que ele não é'>O que o behaviorismo é e o que ele não é</a> <small>Na data de hoje, pode ser encontrado no site do...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/terapia-comportamental-breve-introducao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Terapia Comportamental &#8211; Breve Introdução'>Terapia Comportamental &#8211; Breve Introdução</a> <small>Alunos meus e leitores do blog parecem dividir um mesmo...</small></li></ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<div style="text-align: center;">
<blockquote style="text-align: center;"><p><span style="font-family: 'lucida grande'; font-size: small;">&#8220;</span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: 'lucida grande';">Certas questões sobre a mente tem sido discutidas há mais de 2.500 anos e ainda permanecem sem respostas. Como pode, por exemplo, a mente mover o corpo? A questão foi colocada ainda em 1965 por Karl Popper nos seguintes termos: &#8216;O que queremos compreender é como tais mecanismos não físicos (&#8230;) podem atuar de modo a acarretar mudanças físicas no mundo físico&#8217;. E, é claro, também queremos saber de onde (e como) se originaram estes mecanismos. Para esta questão os gregos já tinham uma resposta simples: dos deuses. Como Dodds já assinalou, os gregos acreditavam que se um homem se comportava de modo insensato era porque um Deus hostil havia introduzido uma paixão desenfreada em seu peito. Um deus amistoso poderia dar a um guerreiro uma quantidade extra de inteligência, com o que poderia lutar brilhantemente. Aristóteles pensava que existia algo de divino no pensamento, e Zeno julgava que o intelecto era</span> <span style="font-family: 'lucida grande';">(o próprio) Deus. </span></span>&#8221; (<span>Beyond Freedom and Dignity</span>, Skinner, p. 14, parênteses adicionados)</p></blockquote>
<div style="text-align: left;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/_S4Jk_2LVO7M/SHfZzsVNLOI/AAAAAAAAAAo/4UYKpDwmMpM/S269/Ci%C3%AAncia%2Be%2BReligi%C3%A3o%2B2.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img class="aligncenter" src="http://1.bp.blogspot.com/_S4Jk_2LVO7M/SHfZzsVNLOI/AAAAAAAAAAo/4UYKpDwmMpM/S269/Ci%C3%AAncia%2Be%2BReligi%C3%A3o%2B2.jpg" border="0" alt="" width="200" height="200" /></a></p>
<p>Todas as ciências originaram-se da Filosofia e posteriormente se separaram dela. Antes que a astronomia existisse, por exemplo, especulava-se a respeito da organização do universo a partir do pressuposto de que Deus havia criado tudo daquele jeito.</p>
<p>As pessoas desenvolviam um raciocínio bem peculiar a partir de suas experiências pessoais. Com relação ao universo, era mais ou menos assim:</p>
<p>1 &#8211; Todos os eventos importantes acontecem na terra, então ela deve ser o centro do universo, tudo gira em torno dela (<a href="http://www.tiosam.net/enciclopedia/?q=Geocentrismo">geocentrismo</a>);</p>
<p>2 &#8211; O círculo é a forma geométrica mais perfeita, sendo assim, o sol deve girar em torno da terra obedecendo uma órbita circular. A lua, certamente, gira em outra órbita circular mais próxima. As estrelas se organizam em torno do conjunto, formando assim uma esfera perfeita.</p>
<p>A partir do momento em que as pessoas começaram a tentar entender os objetos e fenômenos naturais por meio da observação sistematizada, as coisas começaram a mudar. Nascia então, a ciência!</p>
<p><a href="http://www.suapesquisa.com/biografias/galileu/">Galileu</a>, por exemplo, apontou o telescópio para a lua observando que esta era cheia de crateras, ou seja, estava longe de ser a esfera perfeita que os filósofos imaginavam &#8211; rompendo então com a filosofia. Ele rompeu também com a idéia de que a terra era o centro do universo, apoiando a idéia de Copérnico. Muitas idéias de <a href="http://www.suapesquisa.com/aristoteles/">Aristóteles</a> sobre Física, por exemplo, foram colocadas em xeque com as observações de Galileu (vide links nos nomes deles).</div>
<div>
<p><a href="http://www.pucsp.br/pos/cesima/schenberg/cientistas/galileu2.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img class="aligncenter" src="http://www.pucsp.br/pos/cesima/schenberg/cientistas/galileu2.jpg" border="0" alt="" width="200" height="200" /></a><span style="font-size: x-small;">(Galileu Galilei)</span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><br />
</span></div>
<blockquote style="text-align: left;"><p>Algumas diferenças entre o raciocínio filosófico e o científico são:</p>
<p>• O raciocínio desenvolvido em Filosofia parte de suposições para conclusões. A medida que este vai se desenvolvendo, os argumentos vão tomando forma, criando-se então sentenças do tipo &#8220;se isto fosse assim, então aquilo seria assim&#8221;. O caminho traçado pela ciência é o caminho oposto. O raciocínio científico configura-se a partir de sentenças como &#8220;isto foi observado; o que esses fatos estão nos mostrando, e a que outras observações eles podem levar?&#8221;;</p>
<p>• A verdade filosófica é absoluta: se estas premissas forem enunciadas explicitamente, estando também correto o raciocínio, as conclusões seguem-se necessariamente. A verdade científica, pelo contrário, é sempre relativa e provisória: é suscetível de não ser confirmada por novas observações;</p>
<p>• As suposições filosóficas nos remetem a abstrações além do universo natural, como Deus, harmonia, forma ideal, assim por diante. As suposições científicas que são usadas na construção de teorias referem-se somente ao universo natural e sua possível forma de organização.</p></blockquote>
<p><a href="http://pliniov.blog.uol.com.br/images/aristoteles.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img class="aligncenter" src="http://pliniov.blog.uol.com.br/images/aristoteles.jpg" border="0" alt="" width="200" height="200" /></a><span style="font-size: x-small;">(Aristóteles)</span></div>
<div>Assim como especulavam sobre física, os gregos também especulavam sobre a química. Aristóteles, por exemplo, conjecturava que a matéria variava em suas propriedades por ser dotada de certas qualidades, essências ou princípios. O filósofo sugeriu que a matéria continha quatro destas qualidades, sendo elas o <span>quente, o frio, o úmido e o seco </span><span>(a lista foi aumentando com o passar do tempo)</span><span>. </span>Quando a substância era líquida é porque ela possuia em maior quantidade a qualidade <span>úmido; </span>quando era algo sólido, é porque possuía em maior quantidade a qualidade <span>seco;</span> assim por diante. Dizia-se que as substâncias esquentavam porque possuíam internamente a <span>essência calórica</span>. Queimavam porque possuíam <span>flogisto</span>.</p>
<p>Eles acreditavam que estas substâncias eram reais e ficavam escondidas dentro dos materiais (embora ninguém nunca as tivesse encontrado). A partir do momento em que os estudiosos deixaram de lado estas especulações e começaram a desenvolver estudos através da observação sistemática da mudança na matéria, nasceu o que hoje se chama de <span>Química, </span><span>que dentre outros benefícios nos trouxe a tão útil farmacologia.</span></p>
<p>O rompimento da biologia com a filosofia e a teologia se deu do mesmo modo. Antigamente o raciocínio que imperava era que, se existia alguma diferença entre os seres vivos e as coisas não vivas, era porque Deus havia dado às coisas vivas alguma coisa que as não vivas não tinham ganhado. Alguns chamavam essa &#8220;coisa&#8221; de alma; outros, de <span>vis viva</span>. Como o corpo era movido por entidades sagradas, ele era intocável. Ninguém poderia realizar nenhum tipo de procedimento invasivo nele pois, se o fizesse, estaria desrespeitando a Deus. Só a partir do século XVII que os cientistas começaram a dissecar animais e estudar o funcionamento do corpo humano.</p>
<p><a href="http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/WilliHar.html"></a></p>
<blockquote><p><a href="http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/WilliHar.html">Willian Harvey</a> observou como o coração bombeava o sangue através do corpo, descobrindo assim que o funcionamento do ser humano mais parecia com o de uma máquina do que com a ação de uma suposta força mágica. A partir daí, os estudiosos começaram a abandonar a idéia de que o organismo era movido por forças mágicas como a alma ou a <span>vis viva</span>, passando então a estudá-lo de forma sistemática, o que permitiu diversos avanços à medicina que com isto ganhou <span>status</span>científico.</p></blockquote>
<div style="text-align: center;">
<p><a href="http://www.acadciencias.org.br/img/darwin.jpg" class="broken_link"  onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img class="aligncenter" src="http://www.acadciencias.org.br/img/darwin.jpg" border="0" alt="" width="200" height="200" /></a> (Darwin)</div>
<div>O mesmo aconteceu com <a href="http://biografias.netsaber.com.br/ver_biografia_c_272.html">Darwin</a> ao publicar sua teoria da evolução das especies através da seleção natural. Muitos se ofenderam porque sua teoria ia contra o relato bíblico de que Deus havia criado todas as plantas e animais do modo que eram e em poucos dias. O próprio Darwin absteve-se de publicar seu livro por muito tempo, só o fazendo no momento em que percebeu que outros estudiosos também estavam chegando à mesma conclusão. A partir do momento em que se descobriu a evolução das espécies, muita coisa mudou no mundo. O ser humano deixou de ser considerado tão especial, passou a ser visto como apenas mais um animal dentre tantos que apenas evoluiu à sua maneira.</p>
<p>Em todos os exemplos citados, houve muita resistência com as novas descobertas científicas. Galileu, por exemplo, foi condenado pela Igreja Católica, sendo obrigado a voltar atrás em Roma e dizer que o heliocentrismo era apenas uma hipótese. Algum tempo depois, ele voltou a defendê-lo.</p>
<p>E, como não poderia deixar de ser, com a psicologia não é diferente. Sua ruptura com a filosofia é relativamente recente e, até a década de 1940, a maioria das universidades não tinha um departamento de Psicologia. Os professores de Psicologia em geral ficavam em departamentos de Filosofia.</p>
<p>Na verdade, ainda hoje, a Psicologia é altamente influenciada pela Filosofia e até pela Teologia. A Psicologia evoluiu muito pouco na prática desde os tempos de Platão e Aristóteles. Ainda hoje os psicólogos prendem-se excessivamente a questões semelhantes às que as outras ciências citadas se prendiam antes de adquirirem condições de evoluir a ponto de trazer maiores benefícios para a sociedade. Não digo que não traziam antes, mas deixo a questão: como estaria o mundo hoje se as ciências citadas não tivessem desenvolvido métodos sistematizados para abordar seus objetos de estudo, continuando assim a tratar deles com base em simples inferências não demonstráveis?</p>
<p>Em uma próxima postagem, trarei a tona a discussão que Skinner faz no primeiro capítulo de seu livro <span>Beyond Freedom and Dignity* </span><span>a respeito da necessidade de uma ciência psicológica que trabalhe com os problemas práticos da realidade e busque soluções para estes, deixando de perder tempo com questões impossíveis de serem estudadas, conjecturando teorias e mais teorias sem fundo natural.</span></p>
<p>*Livro &#8220;Para além da Liberdade e Dignidade&#8221;, traduzido como &#8220;O Mito da Liberdade&#8221; para o português.</p>
<p>Esequias Caetano de Almeida Neto.</p></div>
</div>


<p>Related posts:<ol><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/autismo-um-breve-historico/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Autismo &#8211; um breve histórico.'>Autismo &#8211; um breve histórico.</a> <small>&#8220;&#8230; Imagine chegar em um país onde você não entende...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/o-que-o-behaviorismo-e-e-o-que-ele-nao-e/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O que o behaviorismo é e o que ele não é'>O que o behaviorismo é e o que ele não é</a> <small>Na data de hoje, pode ser encontrado no site do...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/terapia-comportamental-breve-introducao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Terapia Comportamental &#8211; Breve Introdução'>Terapia Comportamental &#8211; Breve Introdução</a> <small>Alunos meus e leitores do blog parecem dividir um mesmo...</small></li></ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.psicologiaeciencia.com.br/a-historia-do-conhecimento-um-breve-apanhado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Metacontingências e Planejamento da Qualidade de Vida em uma Cultura.</title>
		<link>http://www.psicologiaeciencia.com.br/metacontingencias-e-planejamento-da-qualidade-de-vida-em-uma-cultura/</link>
		<comments>http://www.psicologiaeciencia.com.br/metacontingencias-e-planejamento-da-qualidade-de-vida-em-uma-cultura/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 May 2009 23:08:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Educativos]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[metacontingencia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.psicologiaeciencia.com.br/?p=1139</guid>
		<description><![CDATA[O termo metacontingência é usado quando estamos falando de contingências entrelaçadas de varios sujeitos e essas mesmas contingências entrelaçadas produzem um produto agregado final.

Sabendo disso, podemos  entender como uma unica pessoa ou uma unica ideia pode desencadear acontecimentos que podem ser muito positivos e ao mesmo tempo pode ser muito destrutivo. O presente artigo pretende fazer uma discussão sobre a metacontingência e como essa ferramente é importante para se planejar contingências sobre uma cultura visando o bem estar e qualidade de vida de toda uma população.


Related posts:<ol><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/a-evolucao-de-uma-cultura/' rel='bookmark' title='Permanent Link: A Evolução de uma Cultura'>A Evolução de uma Cultura</a> <small>Qual é a importancia de um unico individuo dentro de...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/psicologia-e-qualidade-de-vida/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Psicologia e Qualidade de Vida.'>Psicologia e Qualidade de Vida.</a> <small>Por quê as pessoas fazem Psicoterapia e por quê esta...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/depressao-a-vida-em-preto-e-branco/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Depressão &#8211; A vida em Preto e Branco'>Depressão &#8211; A vida em Preto e Branco</a> <small>A depressão é uma das psicopatologias mais comuns e mais...</small></li></ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Compreender como entrelaçamento de contingências atuam na produção de uma consequência final, aumenta as chances de se elaborar planejamentos culturais adequados e eficazes. Os planejamentos bem sucedidos por sua vez podem tornar mais eficazes prevenções de doenças, molhorias no trânsito, processos educacionais, processos politicos dentre outros assuntos que dizem respeito a um individuo dentro de uma sociedade&#8221; ( Alencar, E. 2008 ).</p>
<p>A partir dessa explicação entendo melhor a importância, o poder e o perigo que apenas uma pessoa pode ter em uma cultura. O entrelaçamento de contingências realmente é alvo a ser mais estudado pois é o que acaba ditando como o grupo se comporta e atua no mundo. O responder de um individuo vira um Sd ( Estimulo Discriminativo ) para outro individuo e assim se forma uma cadeia que leva a uma consequência final que pode ser desde a paz mundial, até a 3º Guerra Mundial. Alguma lembrança do filme &#8221; Efeito Borboleta&#8221; ??<br />
Acho que esse filme ilustra exatamente como as escolhas de uma pessoa interferem em outro individuo criando cadeias de comportamentos e eventos que levam a consequências desastrosas e mudando uma escolha, a cadeia muda e a consequência muda drasticamente. Claro que é um filme, apenas uma ficção, mas o conteudo e a mensagem não é. Fica a mensagem&#8230;</p>
<p>Pensando por um lado mais positivo, a metacontingência pode ser uma grande aliada na produção e organização de bem estar dentro de uma cultura, pois levam a uma consequência previsivel e portanto controlavel. É preciso um reforçador imediato para induzir outro reforçador atrazado. Um exemplo bem sucedido são as campanhas de vacinação, pois são necessários comportamentos operantes de diversos profissionais para que a campanha de certo. Um perfeito exemplo de entrelaçamento de contingências controlada com consequência previsivel, um operante de uma individua server como estimulo discriminativo para outra pessoa e assim se forma uma cadeia de contingências entrelaçadas que levam a uma consequência final reforçadora, previsivel e manipulavel positivamente. No caso a consequência imediata é o evitamento de um surto de determinada doença e como consequências atrazada a erradicação da mesma no futuro.</p>
<p>Me parece muito inteligente o estudo das relaçoes funcionais entre as contingências e uma consequência unica atrazada para todos os operantes entrelaçados.<br />
O conceito de metacontingência é um tanto quanto complicado, mas muito lógico. Temos a contingência como unidade de análise do comportamento de um individuo e a Metacontingência como unidade de análise de uma cultura formada por diversos individuos, cada um com suas contingências se entrelaçando resultando em uma consequência final.</p>
<p>Concluo que a forma de entender e manejar a cultura e os grupo é sem duvida através da metacontingência manipulando variáveis e planejando as consequências desejaveis sempre visando o bem estar e o avanço da qualidade de vida do grupo.</p>
<p>Talvez a resposta para todos os problemas sociais esteja na mão das metacontingências no sentido de termos um instrumento eficiente na criação de campanhas sociais com custo de resposta favoravel a consequência imediata reforçadora e a atrasada também reforçadora.</p>
<p>Nesse caso, o instrumento parece ser realmente promissor.</p>
<p>Por : Marcelo C. Souza</p>


<p>Related posts:<ol><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/a-evolucao-de-uma-cultura/' rel='bookmark' title='Permanent Link: A Evolução de uma Cultura'>A Evolução de uma Cultura</a> <small>Qual é a importancia de um unico individuo dentro de...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/psicologia-e-qualidade-de-vida/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Psicologia e Qualidade de Vida.'>Psicologia e Qualidade de Vida.</a> <small>Por quê as pessoas fazem Psicoterapia e por quê esta...</small></li><li><a href='http://www.psicologiaeciencia.com.br/depressao-a-vida-em-preto-e-branco/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Depressão &#8211; A vida em Preto e Branco'>Depressão &#8211; A vida em Preto e Branco</a> <small>A depressão é uma das psicopatologias mais comuns e mais...</small></li></ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.psicologiaeciencia.com.br/metacontingencias-e-planejamento-da-qualidade-de-vida-em-uma-cultura/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
<!-- WP Super Cache is installed but broken. The path to wp-cache-phase1.php in wp-content/advanced-cache.php must be fixed! -->
