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	<title>Psicologia e Ciência</title>
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		<title>O que é Psicoterapia Analítica Funcional?</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 16:14:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Reforçamento positivo]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Comportamental]]></category>

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		<description><![CDATA[A PAF é uma terapia idiossincrática que é vivenciada de forma diferente entre aqueles que têm aprendido, praticado, recebido, pesquisado, ensinado e/ou escrito sobre ela. Então, começaremos com um banquete destas experiências. Esperamos que alguma delas faça mover o seu interior.


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste post, transcrevo uma parte do primeiro capítulo do livro sobre PAF publicado em 2009, traduzido por mim. Gostaria de lembrar que a lei brasileira esclarece que a pubicação em mídia de partes de artigos informativos não consitutui ofença aos direitos autorais desde que mencionadas as fontes da publicação e o nome do autor.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-2119" title="PAF" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2010/02/PAF-300x275.jpg" alt="PAF" width="300" height="275" />Por começar a ler este livro, imaginamos que você esteja intelectualmente curioso e ansioso para ampliar suas habilidades terapêuticas. Você já deve ter experiência em utilizar Psicoterapia Analítica Funcional (PAF) e agora busca por um aprofundamento, ou este pode ser apenas o seu primeiro contato. Se você não tem certeza do que a PAF se trata, deve estar esperando por uma definição comportamental precisa, ou deve estar procurando por uma resposta que fale com você de forma mais intuitiva. Este livro foi concebido de forma consistente com a abordagem comportamental, porém acreditamos que não exista uma intervenção terapêutica ou uma teoria básica que seja absoluta, contextualmente independente ou “melhor” por definição. Aliás, o “melhor” sempre depende do que alguém quer alcançar. A PAF é uma terapia idiossincrática que é vivenciada de forma diferente entre aqueles que têm aprendido, praticado, recebido, pesquisado, ensinado e/ou escrito sobre ela. Então, começaremos com um banquete destas experiências. Esperamos que alguma delas faça mover o seu interior.</p>
<p><em>1) Uma cliente</em></p>
<p>Uma cliente vinha lutando contra os sintomas de Transtorno de Estresse Pós Traumático em seguidas experiências negativas com profissionais de saúde renomados. Consistentemente com a literatura sobre TEPT, ela possuía uma vulnerabilidade anterior que explicava a intensidade incomum e a severidade dos seus sintomas. Sua história incluía abandono na infância, falta de cuidado pelas pessoas em quem confiava e a morte de familiares próximos. Segue uma transcrição retirada de um e-mail no qual ela descreve as reações à sessão de terapia com RJK realizada poucos dias antes.</p>
<p>Você sempre pede por associações livres e esta manhã eu acordei às 6:30 farta disso. Então, aqui vai. Por que, eu fico me perguntando, você [RJK] insiste tanto neste caminho ‘perverso’, onde primeiro me encoraja a me apegar a você (ostensivamente), ao mesmo tempo que fica falando sobre o encerramento de nossa terapia e, suponho, sobre outros encerramentos também? Em que tipo de trégua impensável, eu ainda fico imaginando, Freud e os Behavioristas se sentariam na mesma mesa para tomar chá? Bem, me ocorreu que você esteja utilizando apego terapêutico/transferência na terapia de dessensibilização/exposição. Você está me pedindo para <em>permanecer</em>, uma e outra vez, sobre a ponte da minha zona de conforto, onde uma pessoa está “conscientemente” apegada, confiando em você, sendo eu mesma de verdade, amortecendo nosso encerramento, a cada vez que me deleito com nossas sessões.  ‘Terapia de Exposição Transferencial’, hein?</p>
<p><em>2) Um estudante de graduação</em></p>
<p>A PAF me impele a me esticar e crescer, a ser teoricamente consistente e consistente com valores em todos os aspectos da minha vida. A PAF me desafia a ver a terapia pelos olhos do cliente, a me comprometer com a auto-introspecção e a analisar cuidadosamente a mim mesmo e as minhas interações.</p>
<p><em>3) Um terapeuta cognitivo-comportamental</em></p>
<p>Aprender sobre como ‘estar’ em uma relação terapêutica tem sido um das mais valiosas idéias que a PAF tem me dado para ‘levar pra casa’. Agora eu acho que a maior parte do tempo que trabalho com um cliente, estou consciente do meu ‘ser’ e me concentro com a finalidade de estar plenamente presente – o que tem se mostrado um processo poderoso, mesmo quando desconfortável. Tenho sido impactado de forma profunda, tanto profissionalmente como pessoalmente. Estou muito mais alerta aos meus padrões de esquiva. Tenho me aproximado do desejo de conectar o meu eu pessoal ao eu profissional de forma mais real, mais humana e mais presente. Aprender PAF tem sido uma força curativa e crescente na minha vida e a tem enriquecido imensamente. Esta experiência está sendo renovadora.</p>
<p><em>4) Um terapeuta comportamental-dialético</em></p>
<p>PAF se trata de viver plenamente enquanto se experimenta emoções, aceitando tantos riscos quanto nossos pacientes, ansiando por transformar o mundo, buscando alívio para o sofrimento enquanto seguimos em direção ao amor e à capacidade de amar. Eu realmente gosto desta combinação de criatividade, expansão de fronteiras, intensidade, encontros existenciais e uma técnica terapêutica poderosa.</p>
<p><em>5) Co-autor do livro</em></p>
<p>A PAF é uma psicoterapia interpessoalmente orientada destinada a aliviar os problemas do cliente que trata fundamentalmente de relações humanas. O sofrimento humano pode acontecer na presença ou na ausência de pessoas. Ainda que a dor emocional sentida pelos clientes venha da falta de conexões significativas. O que faz a PAF única é o uso de princípios comportamentais básicos, como modelagem contingente e o uso do reforçamento na sessão de terapia. O coração da PAF é a hipótese de que o mecanismo de mudança na clínica se dá pelo responder contingente do terapeuta ao problema do cliente, ao vivo, na sessão, enquanto ele ocorre.</p>
<p><em>6) Co-autor do livro</em></p>
<p>A PAF utiliza princípios comportamentais para criar um espaço sagrado repleto de consciência, coragem e amor, onde a relação terapêutica é o veiculo primário para a cura e a transformação do cliente. A PAF modela a eficácia interpessoal nutrindo as habilidades do cliente de falar e agir de modo sensível às suas verdades e dons, de dedicar-se à intimidade e de dar e receber amor em plenitude.</p>
<p>Nós originalmente desenvolvemos a PAF (Kolenberg &amp; Tsai, 1991) para explicar porque alguns de nossos clientes que recebiam a TCC padrão demonstravam uma transformação rápida e marcante em suas vidas, muito além daquilo que normalmente era esperado para o tratamento. Cada um destes casos inesquecíveis envolveu a ocorrência natural, e particularmente intensa, de uma relação terapeuta-cliente envolvente e emocional. Nós procuramos explicar tais relações terapeuta-cliente por meio de uma análise behaviorista radical (Skinner, 1945, 1953, 1957, 1974) do processo psicoterapêutico, realçada na história de cada caso.</p>
<p>Certamente, a noção de que a relação terapeuta-cliente ocupa um papel central na produção de mudança é inerente à literatura de psicoterapia e possui um suporte empírico considerável (veja o Capítulo 2). Nossa intenção ao utilizar os conceitos behavioristas radicais no entendimento deste fenômeno era prover uma nova perspectiva sobre a forma como a relação terapeuta-cliente contribui para os ganhos terapêuticos. Nós utilizamos uma abordagem “de cima para baixo”, que começava pelas observações clínicas de intervenções terapêuticas e seus efeitos, para então utilizar os conceitos comportamentais na explicação de tais efeitos. Nós também utilizamos uma abordagem “de baixo para cima”, aplicando conceitos comportamentais juntamente com contribuições experimentais e teóricas para informar, modelar e refinar as intervenções terapêuticas. A PAF que é praticada hoje reflete mais de duas décadas deste processo interativo.</p>
<p>Uma vantagem central da abordagem comportamental incorporada à PAF é que ela realça mecanismos hipotéticos de mudança que, por sua vez, podem ser utilizados em manuais de tratamento específicos que são facilmente ensináveis. Os conceitos e definições comportamentais permitem que os terapeutas disponham de um amplo leque de mecanismos terapêuticos significativos, tais como ‘coragem’, ‘amor terapêutico’, e ‘criação de um espaço sagrado’ (veja Capítulo 4), o que em geral não é feito nas terapias cognitivo-comportamentais. Trazer esta coragem e este amor pra dentro da relação com os clientes é um processo difícil que faz com que os terapeutas rumem em direção às pontes de suas zonas de conforto – o que freqüentemente evoca esquiva emocional. Nós também escolhemos o behaviorismo para facilitar com que os terapeutas aceitassem riscos de forma responsável e ética em benefício de seus clientes.</p>
<p>Autotes: <strong>Robert J. Kohlenberg, Mavis Tsai e Jonathan W. Kanter<br />
</strong>Fonte: Tsai, M; Kohlenberg, R. J.; Jonathan, W. K.; Kohlenberg, B.; Follette, W. &amp; Callaghan, G. M. A Guide to Functional Analytic Psychoterapy. Awareness, courage, love and behaviorism. New York: Springer.</p>


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		<title>Autismo &#8211; um breve histórico.</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 16:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Autismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Problemas de Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[Psicopatologia]]></category>
		<category><![CDATA[transtornos de desenvolvimento]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;&#8230; Imagine chegar em um país onde você não entende a língua e não conhece os costumes – e ninguém entende o que você quer ou precisa. Você, na tentativa de se organizar e entender esse ambiente, provavelmente apresentará comportamentos que os nativos acharão estranhos&#8230;&#8221; (citação retirada do Manual de Treinamento ABA &#8211; Help us [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;&#8230; Imagine chegar em um país onde você não entende a língua e não conhece os costumes – e ninguém entende o que você quer ou precisa. Você, na tentativa de se organizar e entender esse ambiente, provavelmente apresentará comportamentos que os nativos acharão estranhos&#8230;&#8221; (citação retirada do Manual de Treinamento ABA &#8211; Help us learn &#8211; Ajude-nos a aprender.)</em></p>
<p>Esta frase pode ser utilizada para compreender a maneira de uma criança portadora do Transtorno de Espectro Autista pensar, sentir e se comportar. Muitos dizem realmente que o autista constrói para sí uma realidade paralela, alheia a nossa, e por viver &#8220;lá dentro&#8221; não consegue se comunicar com os outros que vivem no mundo &#8220;real&#8221;. Será verdade? Vamos discutir aqui um pouco da história do diagnóstico de autismo.</p>
<p>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://2.bp.blogspot.com/_55anICIekBQ/STUwcRyZrXI/AAAAAAAAAIo/ca1B_AUflyY/s400/autismo.jpg" alt="" width="400" height="299" /></p>
<p style="text-align: center;">.</p>
<p><strong>Breve Histórico</strong>.</p>
<p>.</p>
<p>A palavra &#8220;autismo&#8221; deriva do grego &#8220;autos&#8221;, que significa &#8220;voltar-se para sí mesmo&#8221;. A primeira pessoa a utilizá-la foi o psiquiatra austríaco Eugen Bleuler para se referir a um dos critérios adotados em sua época para a realização de um diagnóstico de Esquizofrenia. Estes critérios, os quais ficaram conhecidos como &#8220;os quatro &#8216;A&#8217;s de Bleuler, são: alucinações, afeto desorganizado, incongruência e autismo. A palavra referia-se a tendência do esquizofrênico de &#8220;ensimesmar-se&#8221;, tornando-se alheio ao mundo social &#8211; fechando-se em seu mundo, como até hoje se acredita sobre o comportamento autista.</p>
<p>Em 1943 o psicólogo norte americano Leo Kanner estudou com mais atenção 11 pacientes com diagnóstico de esquizofrenia. Observou neles, o autismo como característica mais marcante; neste momento, teve origem a expressão &#8220;Distúrbio Autístico do Contato Afetivo&#8221; para se referir a estas crianças. O psicólogo chegou a dizer que as crianças autistas já nasciam assim, dado o fato de que o aparecimento da síndrome era muito precoce. A medida em que foi tendo contato com os pais destas crianças ele foi mudando de opinião. Começou a observar que os pais destas crianças estabeleciam um contato afetivo muito frio com elas, desenvolvendo então o termo &#8220;mãe geladeira&#8221; para referir-se as mães de autistas, que com seu jeito frio e distante de se relacionar com os filhos promoveu neles uma hostilidade inconsciente a qual seria direcionada para situações de demanda social.</p>
<p>As hipóteses de Kanner tiveram forte influência no referencial psicanalítico da síndrome que  pressupunha uma causa emocional ou psicológica para o fenômeno, a qual teve como seus principais precursores os psicanalistas Bruno Bettelheim e Francis Tustin.</p>
<p>Bettelheim, em sua terapêutica, incitava as crianças a baterem, xingarem e morderem em uma estátua que, pelo menos para ele, simbolizava a mãe delas. Tustin, por outro lado, acreditava em uma fase autística do desenvolvimento normal, na qual a criança ainda não tinha aprendido comportamentos sociais e era chamada por ela de fase do afeto materno,  funcionando como uma ponte entre este estado e a vida social. Se a mãe fosse fria e suprimisse este afeto, a criança não conseguiria atravessar esta ponte e entrar na vida social normal, ficando presa na fase autística do desenvolvimento. Em 1960, no entanto, a psicanalista publica um artigo no qual desfaz a idéia da fase autística do desenvolvimento.</p>
<p>Naquela época a busca pelo tratamento psicanalítico era muito intensa. Muitas vezes as crianças passavam por sessões diárias, inclusive no domingo. O preço pago era muito alto. Muitas famílias vendiam seus bens na esperança de que aquele método as ajudasse a corrigir o erro que haviam cometido na criação de seus filhos.</p>
<p>Com o advento da década do cérebro, no entanto, estas idéias começaram a ser deixadas de lado &#8211; além de não estarem satisfazendo as expectativas dos pais. A partir de 1980 foram surgindo novas tecnologias de estudo, as quais permitiam investigação mais minuciosa do funcionamento do cérebro da pessoa com exames como tomografia por emissão de pósitrons ou ressonância magnética. Doenças que anteriormente eram estudadas apenas a partir de uma perspectiva psicodinâmica passaram a ser estudadas de maneiras mais cuidadosas, deixando de lado o cogito cartesiano.</p>
<p>Já na década de 60 o psicólogo Ivar Lovaas e seus métodos analítico comportamentais começaram a ganhar espaço no tratamento da síndrome. Seus resultados apresentavam-se de maneira mais efetiva do que as tradicionais terapias psicodinâmicas. E já naquela época as psicologias comportamentais sofriam forte preconceito por parte dos psicólogos de outras abordagens.  Durante as décadas de 60 e 70 os psicólogos comportamentais eram consultados quase que apenas depois que todas as outras possibilidades haviam se esgotado e o comportamento do autista tornava-se insuportável para os pais e muito danoso para a criança.</p>
<p><strong>E como o autismo é visto hoje?</strong></p>
<p>.</p>
<p>É característico do autista apresentar alguns déficits e excessos comportamentais em diversas áreas, conforme melhor explicado adiante. O grau de comprometimento destes déficits podem variar de uma criança para outra e na mesma criança ao longo do tempo. Por este motivo, a expressão Transtorno do Espectro Autista  tem sido mais utilizada em detrimento da palavra Autista.</p>
<p>Manuais diagnósticos como o DSM &#8211; IV TR e o CID &#8211; 10 caracterizam o autismo como um transtorno pervasivo do desenvolvimento no qual existe comprometimento severo em áreas como: diminuição do contato ocular; dificuldade de mostrar, pegar ou usar objetos; padrões repetitivos e esteriotipados de comportamento; agitação ou torção das mãos ou dedos, movimentos corporais complexos; atraso ou ausência total da fala. A National Society for autistic children o encara como um distúrbio do desenvolvimento que se manifesta de forma incapacitante por toda a vida, aparecendo tipicamente nos três primeiros anos de vida. Define como critérios para diagnóstico do autismo o precoce comprometimento na esfera social e de comunicação.</p>
<p>Este Transtorno Invasivo do Desenvolvimento acomete apenas cinco entre cada dez mil nascidos, ocorre em famílias de todas as configurações raciais, étnicas ou sociais. Gauderer (1993) afirma que maioria das crianças com diagnóstico do Transtorno de Espectro Autista tem fisionomia normal, e sua expressão séria pode passar a idéia, geralmente errada, de inteligência extremada. Apesar da estrutura facial normal, no entanto, estão quase sempre ausentes a expressividade das emoções e receptividade presentes na criança com desenvolvimento típico.</p>
<p style="text-align: left;">Nem sempre o autismo está associado a deficiência mental. Às vezes ele ocorre em crianças com inteligência classificada como normal. O chamado &#8220;déficit intelectual&#8221; é mais intenso nas habilidades verbais e menos evidente em habilidades viso-espaciais. É muito comum, no entanto, crianças com este diagnóstico apresentarem desempenho além do normal em tarefas que exigem apenas atividades mecânicas ou memorização, ao contrário das tarefas nas quais é exigido  algum tipo de abstração, conceituação, sequenciação ou sentido.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Incidência</strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong></strong>.<br />
Existem várias definições e critérios diagnósticos diferentes do que vem a ser o autismo. Em  decorrência disto, é difícil traçar um nível de incidência confiável, pois conforme variam as definições e critérios diagnósticos, variam também a quantidade de pessoas diagnosticadas. Os índices mais aceitos e divulgados, no entanto, trazem uma média de 5 a 15 casos em cada 10 000 pessoas. Pesquisas epidemiológicas utilizando o DSM &#8211; III-R identificam o dobro deste numero. Quando os criterios medicos são deixados de lado em detrimento dos educacionais, a média aumenta para 21 casos em cada 10 000 pessoas. Quando a síndrome é mais rigorosamente classificada e diagnosticada, entretanto, encontra-se uma prevalência de 2 casos para cada 10 000 pessoas.
</p>
<p style="text-align: left;">Independentemente de qual critério diagnostico seja adotado, sabe-se que pessoas do sexo masculino são em geral mais atingidas. De acordo com o DSM &#8211; IV, ele ocorre três ou quatro vezes mais em meninos do que em meninas. Estas, no entanto, tendem a apresentar limitacões mais severas.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Algumas hipóteses etiológicas</strong></p>
<p>Embora diversos tipos de alterações neurológicas e/ou genéticas tenham sido descritas como prováveis etiologias do autismo, não há nada comprovado ainda.  O transtorno pode estar diretamente associado a problemas cromossômicos, genéticos, metabólicos, e até mesmo doenças transmitidas ou adquiridas durante a gestação, durante e após o parto. A dificuldade em elaborar um diagnóstico de autismo é grande, quando se pensa que diversas síndromes possuem sintomatologia semelhante.<br />
Uma quantidade de 75 a 80% das crianças com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista apresenta algum tipo de retardo mental, o qual pode estar associado a inúmeros fatores biológicos.</p>
<p style="text-align: left;">Alguns autores, como Gauderer  afirmam que algumas alterações encefálicas em fases críticas do desenvolvimento embrionário podem dar origem a algum tipo de transtorno que se enquadre no diagnóstico de transtorno do espectro autista, mas os exames clínicos que vem sendo realizados não demonstram correlação significativo entre estas alterações e o transtorno.</p>


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		<title>III Curso livre de introdução à Psicologia Clínica e ao comportamento humano</title>
		<link>http://www.psicologiaeciencia.com.br/iii-curso-livre-de-introducao-a-psicologia-clinica-e-ao-comportamento-humano/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 03:30:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[O curso tem por objetivo introduzir (1) o conhecimento teórico básico da análise do comportamento e a influência do ambiente na infância sobre o comportamento adulto; (2) os valores e princípios que norteiam a relação terapêutica e o estabelecimento do vínculo terapêutico; (3) as bases bio-fisiológicas do comportamento e (4) debater as queixas clínicas mais [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>O curso tem por objetivo introduzir (1) o conhecimento teórico básico da análise do comportamento e a influência do ambiente na infância sobre o comportamento adulto; (2) os valores e princípios que norteiam a relação terapêutica e o estabelecimento do vínculo terapêutico; (3) as bases bio-fisiológicas do comportamento e (4) debater as queixas clínicas mais comuns (transtornos de ansiedade e depressões) sob a ótica da Medicina Oriental e da Análise do Comportamento. A partir dessas informações espera-se contribuir com o conhecimento do comportamento humano e melhorar a qualidade da relação do indivíduo, consigo e com o outro.</p>
<p> </p>
<p><strong>RESPONSABILIDADE:</strong> <em>Grupo EthosKi: Psicologia e Acupuntura</em></p>
<p><strong>COORDENAÇÃO: </strong>Profa.Dra. Maria Christinna Monteiro Stroka</p>
<p><strong>CARGA HORÁRIA TOTAL: </strong>96hs</p>
<p><strong>DURAÇÃO: </strong>6 meses</p>
<p><strong>PERIODICIDADE:</strong> 24 encontros semanais, às quintas-feiras, das 19h às 22h.</p>
<p><strong>Inicio</strong> – 04/março/2010</p>
<p><strong>Término</strong> – 19/agosto/2010</p>
<p><strong>METODOLOGIA</strong>: aulas expositivas, debates e dinâmicas</p>
<p><strong>CERTIFICADO: </strong>mínimo de 75% de presença e de aproveitamento.</p>
<p><strong>VAGAS: </strong>06 (seis)*</p>
<p>* <em>O curso ocorrerá com no mínimo 3 alunos.</em></p>
<p><strong>PÚBLICO-ALVO: </strong>Especialmente organizado para psicólogos, psiquiatras, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, pedagogos e estudantes dessas áreas. O curso também poderá ser realizado por pessoas leigas nas áreas acima, que tenham interesse no entendimento e/ou conhecimento do comportamento humano, desde que estejam matriculados e freqüentando uma graduação universitária.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">INSCRIÇÃO:</span></strong></p>
<p>Por telefone: (11) 3086-4801 das 13h às 19h com Alana.</p>
<p>Pessoalmente: Rua Artur de Azevedo, 1217, cjs. 21 e 22, Pinheiros, São Paulo.</p>
<p> </p>
<p><strong>INVESTIMENTO MENSAL:</strong></p>
<p><strong><em>Profissionais:</em></strong><em> </em>R$ 250,00</p>
<p><strong><em>Estudantes: </em></strong>R$ 180,00</p>
<p> </p>
<p><strong><em><span style="text-decoration: underline;">Formas de pagamento e desconto para profissionais:</span></em></strong></p>
<p>Para pagamento até o dia 01 de cada mês: R$ 250,00.</p>
<p>Para pagamento até o dia 05 de cada mês: R$ 260,00.</p>
<p>Para pagamento até o dia 10 de cada mês: R$ 270,00.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><em><span style="text-decoration: underline;">Formas de pagamento e desconto para estudantes:</span></em></strong></p>
<p>Para pagamento até o dia 01 de cada mês: R$ 180,00.</p>
<p>Para pagamento até o dia 05 de cada mês: R$ 190,00.</p>
<p>Para pagamento até o dia 10 de cada mês: R$ 200,00.</p>
<p> </p>
<p align="center"><strong>CURSOS DE EXTENSÃO</strong></p>
<p> </p>
<p>É possível realizar cada uma das disciplinas, separadamente, na qualidade de <strong>curso de extensão</strong>, sem necessidade de estar inscrito no curso.</p>
<p> </p>
<p align="center"><strong>INVESTIMENTO POR DISCIPLINA:</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Mensalidade:</strong>    R$ 100,00 (profissionais)</p>
<p>                                    R$ 80,00 (estudantes)</p>
<p> </p>
<p align="center"><strong>DISCIPLINAS</strong></p>
<p> </p>
<p><strong><em>Módulo 1: </em></strong><em>04 de marco a 22 de abril</em></p>
<p> </p>
<p><strong>Conceitos Básicos da Análise do Comportamento: Entendendo como as pessoas aprendem.</strong></p>
<p><em>Professor Responsável: </em></p>
<p>Marcelo Souza, psicólogo, Grupo Psicologia e Ciência - crp 06/76621 -</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><strong>Psicologia Infantil: A influência da relação familiar na infância no comportamento das pessoas.</strong></p>
<p><em>Professora Responsável: </em></p>
<p>Simone Barbosa, psicóloga, Grupo Ethos Ki - crp 06/80230</p>
<p> </p>
<p><strong><em>Módulo 2: </em></strong><em>29 de abril a 24 de junho</em></p>
<p> </p>
<p><strong>Relação e Vínculo Terapêutico: Aprendendo a estabelecer as bases para uma relação com o outro, saudável e curativa.</strong></p>
<p><em>Professora Responsável:</em></p>
<p>Esp. Maria Inês Fernandez Rodriguez, psicóloga, Grupo Ethos Ki &#8211; crp 06/70982                </p>
<p> </p>
<p><strong>Bio-fisiologia do Comportamento: Como o cérebro atua nos nossos comportamentos e sentimentos?</strong></p>
<p><em>Professora Responsável: </em></p>
<p>Esp. Silvia Motta Cugnasca, psicóloga, Grupo Ethos Ki &#8211;  crp 06/77872</p>
<p> </p>
<p><strong><em>Módulo 3: </em></strong><em>01 de julho a 19 de agosto</em></p>
<p> </p>
<p><strong>Ansiedades e Depressões: Uma análise das doenças mais comuns do novo século pela ótica do pensamento oriental (Medicina Oriental) e do pensamento ocidental (Análise do Comportamento) e quais os cuidados a serem tomados quando o problema é identificado.</strong></p>
<p><em>Professoras Responsáveis: </em></p>
<p>Esp. Cristina Pinheiro Taguchi, psicóloga, Grupo Ethos Ki &#8211; crp 06/70904</p>
<p>Profa. Dra. Maria Christinna Monteiro Stroka, psicóloga, Grupo Ethos Ki &#8211; crp 06/11590</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>.</p>


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		<title>ABPMC contra o ato médico.</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 12:38:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A equipe Psicologia e Ciência manifesta o apoio a luta contra o Ato Médico, publicando aqui o e-mail enviado pela ABPMC (Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental) ao grupo Yahoo COMPORT.
O projeto de lei do Ato Médico (PL nº 7.703/2006) foi aprovado na Câmara e  breve será votado no Senado. Representa um retrocesso, ao [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>A equipe Psicologia e Ciência manifesta o apoio a luta contra o Ato Médico, publicando aqui o e-mail enviado pela <a href="http://www.abpmc.org.br/">ABPMC</a> (Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental) ao grupo <a href="http://br.groups.yahoo.com/group/COMPORT/">Yahoo COMPORT</a>.</p>
<p><em>O projeto de lei do Ato Médico (PL nº 7.703/2006) foi aprovado na Câmara e  breve será votado no Senado. Representa um retrocesso, ao dar a 340 mil médicos a exclusividade de exercer atos privativos de 3 milhões de profissionais da saúde (biomédicos, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, profissionais da educação física, psicólogos, técnicos em radiologia e terapeutas ocupacionais).</em></p>
<p><em>Em especial, ambos os projetos de lei estabelecem que caberia aos médicos o  direito de realizar o diagnóstico das doenças (nosológico) e a prescrição terapêutica (tipo de tratamento).</em></p>
<p><em>Na página do senado está sendo realizada uma <a href="http://www.senado.gov.br/sf/senado/centralderelacionamento/sepop/">enquete a respeito do Ato Médico</a>. Envio o link e vote CONTRA. A quantidade de votos a favor tem aumentado muito. Participem.</em></p>
<p><em>Há ainda uma página para <a href="http://www.atomediconao.com.br/">enviar um email aos senadores de seu Estado</a> solicitando que rejeitem o Projeto de Lei do Ato Médico.</em></p>
<p><em>É rápido e simples. Basta digitar seu nome  e e-mail.</em></p>
<p>Vamos lutar contra o corporativismo.  A equipe Psicologia e Ciência conta com o apoio de seus leitores.</p>
<p>Agradecemos.</p>
<p>Esequias Caetano de Almeida Neto.</p>


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		<title>Parabenizações ao Prof. Ms. Robson B. Faggiani</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 16:32:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
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		<description><![CDATA[Nós temos o grande prazer de parabenizar o Psicólogo Prof. Ms.  Robson B. Faggiani, membro do corpo clínico e pedagógico da Equipe Psicologia e Ciência pela publicação do seu artigo “Emergent conditional relations in a go/no-go procedure: Figure-ground and stimulus-position compound relations” no Jornal de Analise Experimental do Comportamento – JEAB / USA.
Todos da área [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Nós temos o grande prazer de parabenizar o Psicólogo Prof. Ms.  Robson B. Faggiani, membro do corpo clínico e pedagógico da Equipe Psicologia e Ciência pela publicação do seu artigo “Emergent conditional relations in a go/no-go procedure: Figure-ground and stimulus-position compound relations” no Jornal de Analise Experimental do Comportamento – JEAB / USA.</p>
<p>Todos da área da Psicologia sabem que o JEAB &#8211; Journal of the Experimental Analysis of Behavior é uma das maiores referências mundiais na pesquisa científica em Psicologia Experimental e com certeza é conhecido pelo alto nível de exigência para aceitação de artigos científicos produzidos em todas as partes do mundo por grandes universidades de Psicologia.</p>
<p>Robson B.  Faggiani durante o seu curso de mestrado na Universidade de São Paulo – USP,  escreveu o artigo orientado pela Profa. Paula Debert ( USP ) e alguns colaboradores.</p>
<p>Para quem quiser conferir o trabalho na íntegra. O link é : <a href="http://seab.envmed.rochester.edu/jeab/articles/2009/jeab-92-02-0233.pdf">http://seab.envmed.rochester.edu/jeab/articles/2009/jeab-92-02-0233.pdf</a></p>
<p>O grupo Psicologia e Ciência fica muito feliz em ter um profissional de alto nível em sua equipe clínica e pedagógica.</p>


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		<title>Psicologia e Ciência volta ao normal</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 15:37:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ola leitores.
O Site Psicologia e Ciência nos últimos 2 dias enfrentou alguns problemas técnicos. Devido ao grande número de visitas que temos recebido, o servidor teve problemas para aguentar o intenso tréfego de leitores dos nossos textos e serviços.
A Equipe Psicologia e Ciência em respeito a vocês leitores, acionou a equipe técnica que rapidamente resolveu o [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Ola leitores.</p>
<p>O Site Psicologia e Ciência nos últimos 2 dias enfrentou alguns problemas técnicos. Devido ao grande número de visitas que temos recebido, o servidor teve problemas para aguentar o intenso tréfego de leitores dos nossos textos e serviços.</p>
<p>A Equipe Psicologia e Ciência em respeito a vocês leitores, acionou a equipe técnica que rapidamente resolveu o problema.</p>
<p>Mas uma coisa boa veio dessa rápida queda, pois entendemos que o site esta sendo um grande sucesso.  Temos informações que já esta sendo referência para cursos e aulas de Analise Experimental do Comportamento e Análise Aplicada do Comportamento ( AEC e AAC ) por grupos particulares e universidades de psicologia do Brasil todo.</p>
<p>Mais uma vez agradecemos aos leitores por ter transformado o Psicologia e Ciência em uma referência sobre psicologia comportamental na internet.</p>
<p>O Site tem pouco menos de 6 meses e temos uma marca de quase 70 mil visitas. Além disso, agradecemos o grande número de emails recebidos pela equipe de parabenizações e pelos comentários diretos no site.</p>
<p>A equipe Psicologia e Ciência agradece o carinho e aproveito para informar que muitas surpresas vão ser reveladas em 2010.</p>
<p>Aguardem.</p>
<p>Equipe Psicologia e Ciência.</p>


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		<title>Caso Rosangela &#8211; Round 2</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 16:52:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todos devem lembrar da Psicologa Evangelica Rosangela, que foi processada pelo Conselho Federal de Psicologia, por supostamente tratar homosexuais que gostariam de reverter essa condição e se tornarem heterosexuais.


No related posts.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos devem lembrar da Psicologa Evangelica Rosangela, que foi processada pelo Conselho Federal de Psicologia, por supostamente tratar homosexuais que gostariam de reverter essa condição e se tornarem heterosexuais.</p>
<p>A psicóloga usava as definições de sexualidade egodistonica da propria Organização Mundial de Saude ( OMS ) para justificar a sua forma de atuação.<br />
O caso promoveu um longo debate sobre os limites da psicologia em atender nesses moldes pacientes homosexuais, pois para o Conselho Federal de Psicologia, a homosexualidade não pode ser entendida como uma doença a ser tratada e sim como uma condição humana. É preciso trabalhar os próprios preconceitos do cliente para que ele mesmo aceite sua condição de homosexual ( condição essa que supostamente seria irreversivel ).</p>
<p>O Conselho Federal de Psicologia baixou resolução a anos atras que impede qualquer psicologo a tratar a homosexualidade como doença e portanto, qualquer um que trate ou tente reverter um homosexual ( mesmo com a vontade e aprovação dele) esta sujeito a processo ético que pode estabelecer punições como censura publica até cassação do registro profissional.</p>
<p>A psicóloga Rosangela, bateu o pé contra o CFP e disse que entendia que pacientes em sofrimento e que a procuravam poderiam sim mudar e que ninguem nascia homosexual. Portanto era uma condição passivel de ser &#8220;desaprendida&#8221;.</p>
<p>Desde que o processo se instaurou contra ela, muitos psicologos e estudiosos se dividiram. Alguns entendem que é legitimo o trabalho de Rosangela e outros entendem que o que ela faz é uma violencia contra a &#8220;subjetividade&#8221; e contra a condição humana homosexual.</p>
<p>Nos ultimos dias, ela colocou nota em seu blog pessoal, dizendo que esta encerrando gradativamente suas atividades na clinica, pois esta sofrendo grande pressão politica do Conselho Federal de Psicologia e de orgãos Pró Homosexualidade. Alem disso esta sendo relatado que a própria esta sendo ameaçada de morte por militantes pró homosexualidade ( já devidamente registrados e comunicados a autoridade policial ).<br />
O fator decisivo é que desde que o processo começou, ninguem mais a tem procurado como cliente, pois as pessoas tem medo de serem expostas. Minando financeiramente a psicologa, fica impossivel que ela continue atendendo.</p>
<p>O assunto é realmente muito polemico e creio que não vão chegar a um consenso, pois a psicologia não pode dizer a um cliente homosexual em sofrimento que não pode fazer nada quanto ao caso dele, pois é impedido politicamente, mas tambem não pode dizer que pode atende-lo em sua demanda de querer mudar sua condição homosexual.</p>
<p>Creio que o problema não esta na homosexualidade e sim nas contingências incrivelmente aversivas que os homosexuais são expostos.</p>
<p>Mas esse é assunto pra outro post.</p>
<p>Fonte : <a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2009/11/psicologa-desiste-de-atender-quem-quer.html">http://e-paulopes.blogspot.com/2009/11/psicologa-desiste-de-atender-quem-quer.html</a></p>


<p>No related posts.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Sobre o Ato Médico</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 15:37:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Ato Médico]]></category>
		<category><![CDATA[Esquizofrenia]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento Medicamentoso]]></category>

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		<description><![CDATA[Há alguns dias eu recebí via e-mail uns slides que discutiam Em que o ato médico vai nos afetar?. Eu gostei bastante da argumentação do autor. Abaixo reproduzo a idéia trazida pelos slides, mas com uma discussão um pouco mais voltada para a questão do campo de trabalho dos profissionais da saúde. Quem quiser ler [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns dias eu recebí via e-mail uns slides que discutiam <em>Em que o ato médico vai nos afetar?. </em>Eu gostei bastante da argumentação do autor. Abaixo reproduzo a idéia trazida pelos slides, mas com uma discussão um pouco mais voltada para a questão do campo de trabalho dos profissionais da saúde. Quem quiser ler os slides na íntegra clique <a href="http://docs.google.com/present/edit?id=0AU0EZCgOA7huZGZiczR4dzNfODRmM21rNG1jbQ&amp;hl=en">aqui</a>.</p>
<p>Como todas as outras leis, a lei do ato médico representa parte de um contexto; e como tal, é fruto do momento histórico, cultural e social de quem a cria. O idealizador da lei tal qual foi criada há alguns anos, é médico &#8211; o que, por sí só, já explica boa parte de sua configuração exclusivista com relação as outras profissões.</p>
<p>Como toda lei, nesta também cabem interpretações.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.vestibular.brasilescola.com/arquivos/dbca9234388b3f9efa094380ed986ca3.jpg" alt="" width="299" height="400" /></p>
<p style="text-align: left;">Vou discutir uma parte da lei, a que mais tem causado polêmica.</p>
<p style="text-align: left;">O Art. 4º da lei do ato médico diz:</p>
<p style="text-align: left;">São atividades privativas do médico:<br />
I – formulação do diagnóstico nosológico e respectiva prescrição terapêutica;
</p>
<p style="text-align: left;">Diagnóstico nosológico: definido na própria lei como determinação da doença que acomete o ser humano, aqui definida como interrupção, cessação ou distúrbio da função do corpo, sistema ou órgão, caracterizada por no mínimo 2 (dois) dos seguintes critérios:</p>
<p style="text-align: left;">I – agente etiológico reconhecido;<br />
II – grupo identificável de sinais ou sintomas;<br />
III – alterações anatômicas ou psicopatológicas.
</p>
<p style="text-align: left;">De acordo com a lei, somente o médico passa a ter direito de identificar a doença (ou psicopatologia no caso dos psicólogos) com base em seus sintomas, conforme descrito no  CID 10 e/ou DSM-IV, e de determinar qual deve ser a <span style="text-decoration: underline;">terapêutica adotada</span>. A parte grifada cabe duas interpretações:</p>
<p style="text-align: left;">1 &#8211; Cabe ao médico determinar para qual profissional da saúde aquele paciente deve ser encaminhado, e;</p>
<p style="text-align: left;">2 &#8211; Cabe ao médico prescrever qual a terapêutica a ser adotada pelo outro profissional da saúde.</p>
<p style="text-align: left;">Creio que a lei se refere ao primeiro caso. Embora a formação médica seja bastante generalista, ele não possui o conhecimento específico que o profissional de uma outra área X possui com relação a seu campo de trabalho. De todo modo, os outros profissionais da saúde perdem autonomia à medida em que a lei restringe ao médico o diagnóstico e, por assim dizer, a liberação para que eles atendam algum paciente.</p>
<p style="text-align: left;">Quem aqui trabalha, estuda ou faz estágio em locais onde são os médicos que encaminham os pacientes deve saber a quantidade de diagnósticos errados, orientações comportamentais erradas e prescrições/ combinações farmacológicas erradas dadas por médicos. Não estou dizendo, aliás, que os médicos são todos ruins e que os outros profissionais da saúde são todos bons. O que estou questionando é:  será que o médico possui o conhecimento necessário para determinar quando e talvez como todos os outros profissionais da saúde devam atuar?</p>
<p style="text-align: left;">Aliás, mesmo que os médicos tivessem este conhecimento, será que são tão necessários assim? Cito como exemplo a Esquizofrenia, aquela psicopatologia que acometia o personagem Tarso da novela Caminho das Índias exibida na rede globo,  na qual a pessoa delira, alucina, possui afeto desorganizado, etc.</p>
<p style="text-align: left;">A medicina trata esta doença especialmente com base nos neurolépticos, mas isto é necessário? Não. Várias pesquisas demonstram que não é necessária a intervenção medicamentosa na Esquizofrenia. Onde estão as pesquisas? Deixo duas para quem quiser saber um pouco mais sobre o que estou falando. Quem se interessar por ler mais, sinta-se a vontade para pesquisar as referências citadas nestes dois estudos.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://docs.google.com/fileview?id=0B00EZCgOA7huOWRlYjA1NGUtM2Q1Zi00Y2U5LWFjZGYtZTUxZDk5Yzk4ZDQw&amp;hl=en">Análise Aplicada e o Comportamento Diagnosticado Esquizofrênico.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://docs.google.com/fileview?id=0B00EZCgOA7huNjg0YzliNGQtZGM1Mi00MTVjLTlkMDgtMDc5MDBiZmJkYTRm&amp;hl=en">Comportamento Verbal e Esquizofrenia: estratégia operante de intervenção.</a></p>
<p style="text-align: left;">Embora seja ultrapassada a idéia de que os remédios tem apenas função paliativa, é verdade que eles não promovem a independência da pessoa quando se trata de psicopatologia. Ele controla a doença, suprime os comportamentos indesejados por quem a trata ou convive com o ela; quando o que se pode fazer é ensiná-la a se comportar de formas mais adaptativas e/ou assumir o controle do próprio comportamento tornando-a assim, possivelmente independente da medicação ou terapia. Quem quiser entender melhor o que estou falando leia as duas pesquisas citadas acima.</p>
<p style="text-align: left;">A prescrição de drogas psicotrópicas, no entanto, é um comportamento muito reforçado pelo fato de que ela facilita o controle do comportamento alvo sem que se realize uma investigação mais cuidadosa das variáveis ambientais que o controlam, o que é mais difícil. Sidman (citado por <a href="http://docs.google.com/fileview?id=0B00EZCgOA7huMWVjOTljZWYtMDdkOC00NGM5LTlhZDctNTJhY2JkZTUzYTY5&amp;hl=en">Santos</a>, 2007) já dizia que elas são um meio de contra-controle muito útil por profissionais incapazes de encontrar estas variáveis de controle do comportamento.</p>
<p style="text-align: left;">Cito a Esquizofrenia como exemplo por ser esta uma das psicopatologias mais desafiadoras da Psiquiatria moderna, mas existem diversas outras tão complexas quanto ela, mas que também não precisam de acompanhamento medicamentoso para o tratamento.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>E com relação a necessidade do aval médico para os outros profissionais atenderem?</strong></p>
<p style="text-align: left;">O que se espera de qualquer profissional com curso superior é que ele conheça sua área de atuação e saiba discriminar se deve ou não intervir alí e a maneira como deve intervir, sem precisar de um aval médico.</p>
<p style="text-align: left;">Ter de passar pela avaliação médica antes de ser atendido por qualquer outro profissional da saúde equivale a:</p>
<p style="text-align: left;">1) dizer que os demais profissionais da saúde não conhecem seu campo de trabalho a ponto de não saberem se alguém precisa ou não de sua assistência;</p>
<p style="text-align: left;">2) não conseguem identificar as alterações ocorridas em seu objeto de trabalho, e;</p>
<p style="text-align: left;">3) não possuem responsabilidade, ética e habilidade para discriminar se alguém precisa ou não ser encaminhado para outro profissional.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Para a população de modo geral, o ato médico significa:</strong></p>
<p style="text-align: left;">1) enfrentar uma fila a mais, no caso do SUS, ou;</p>
<p style="text-align: left;">2) pagar uma consulta a mais, no caso dos atendimentos particulares.</p>
<p style="text-align: left;">Todos sabem como são grandes as filas do SUS. Tem gente que espera meses, ou até anos, para conseguir uma consulta. Imagine agora se todos os pacientes das outras 11 profissões da saúde tivessem antes que passar pelos médicos, como esta fila ia crescer? Se a fila cresce, fica mais difícil ainda conseguir marcar uma consulta.</p>
<p style="text-align: left;">Aqueles que não podem esperar pelas filas do SUS ou preferem pagar um atendimento particular também serão afetados.  A velha lei da oferta e da procura também vale nesta situação. Se todos os pacientes que antes procuravam diretamente a um outro profissional da saúde, a partir de agora terá de passar por uma avaliação médica anterior (afinal, só eles diagnosticam e prescrevem a terapêutica de acordo com esta lei), e os médicos podem tranquilamente aumentar o valor da consulta, já que a procura por eles vai aumentar drasticamente.</p>
<p style="text-align: left;">Nos planos de saúde há um tempo já funciona assim. Todo paciente tem de passar pelo médico para, só então, ser encaminhado a outros profissionais da saúde.</p>
<p style="text-align: left;">A lei já foi aprovada pelos deputados, agora está no senado para votação.</p>
<p style="text-align: left;">E você, o que acha da aprovação da lei do Ato Médico? Se você é contra, envie e-mails para os senadores que representam o seu estado. O endereço deles pode ser encontrado <a href="http://www.senado.gov.br/sf/senadores/senadores_atual.asp?o=3&amp;u=*&amp;p=*" class="broken_link" >aqui</a>. É o seu bolso que vai pagar pela lei do Ato Médico.</p>
<p style="text-align: left;">- &#8211; -<br />
Autor: Esequias Caetano de Almeida Neto.</p>


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		<title>Como os pais podem contribuir com a vida escolar de seu filho?</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 13:18:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Educativos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Filho com problemas na escola]]></category>

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O final do ano está chegando. Com ele se intensificam a pressão por boas notas e o nível de estresse em casa; especialmente nos casos onde a criança não teve um bom rendimento no decorrer do ano letivo e está correndo risco de não passar. Muitos pais encontram-se totalmente sem saber o que fazer diante [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">
<p>O final do ano está chegando. Com ele se intensificam a pressão por boas notas e o nível de estresse em casa; especialmente nos casos onde a criança não teve um bom rendimento no decorrer do ano letivo e está correndo risco de não passar. Muitos pais encontram-se totalmente sem saber o que fazer diante das notas baixas e possível desinteresse do filho pela escola. Alguns me procuraram via e-mail e pessoalmente, perguntado se existem algumas dicas que, de algum modo, possam contribuir para um melhor acompanhamento do filho. Não existem fórmulas: cada criança é uma criança. Existem, no entanto, alguns pontos podem contribuir para a melhor manutenção da relação pai X filho. Zoega, Souza e Marinho (2004) apresentam 14 destes pontos. Neste texto eu discuto cada dos pontos apresentados por eles, no entanto, da maneira como acho mais adequada a demanda que me vem sendo apresentada. Peço lincença aos autores (ZOEGA, SOUZA e MARINHO, 2004) para usar a idéia deles.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://inescarvalho.blog.br/wp-content/uploads/2009/09/1232388927_pais_estudando_com_o_filho_560x420.jpg" alt="" width="300" height="250" /></p>
<p>Seguem as dicas:</p>
<p><strong>1º &#8211; Tornar explícitos os direitos e deveres do filho: desde pequenas, as crianças devem aprender que direitos e deveres andam sempre juntos. Uns não existem sem os outros.</strong></p>
<p>Existem direitos que, pelo simples fato de existir, toda criança tem &#8211; como por exemplo, o amor e cuidado dos pais. Outros, no entanto, devem ser conquistados à medida em que alguns deveres são cumpridos. Caso a criança não cumpra seu dever, ela perde um direito específico (daqueles conquistados), o qual deve ter sido acertado anteriormente. Por exemplo, os pais estabelecem que a criança deve fazer a tarefa de casa e, somente após isto, ela poderá assistir TV, jogar video-game, etc. Caso a criança não cumpra o dever combinado, ela não poderá, sob nenhuma condição ter acesso a seu direito de jogar video game, ver TV, etc.</p>
<p><strong>2º &#8211; Estabelecer uma rotina organizada: rotina refere-se à definição clara e precisa do horário para a realização de cada atividade. </strong></p>
<p>É importante que os pais conheçam a quantidade e tipo de tarefas da criança para que possam organizar de maneira funcional a sua rotina. Estas informações devem ser coletadas com a própria criança e <span style="text-decoration: underline;">também</span> com seus professores (é importante o contato frequente dos pais com os professores). Quanto maior a clareza e quantidade de dados os pais tiverem a respeito do que a criança precisa fazer, mais fácil fica para organizar a rotina dela.</p>
<p>Os horários para cada tipo de atividade (estudar, jogar, comer, etc) devem ser estabelecidos e seguidos de maneira clara &#8211; hora certa pra brincar, pra comer, pra estudar, etc. Os estudos devem sempre ocupar status de prioridade &#8211; os primeiros da lista, o que diminui as chances da criança estar cansada quando for estudar. É interessante que os horários sejam combinados com a criança, respeitando suas preferências.</p>
<p>É interessante que os pais estabeleçam e sigam uma rotina também para sí. As crianças aprendem com muito mais facilidade através da observação.</p>
<p>Ambas as rotinas podem ser organizadas em um cartaz para consulta sempre que necessário, o qual deve ser fixado em algum cômodo da casa.</p>
<p><strong>3º &#8211; Estabelecer limites.</strong></p>
<p>Existem pesquisas que mostram que maioria dos jovens infratores são oriundos de lares onde: 1) ou a disciplina é relaxada &#8211; isto é, os pais relativizam as regras, não colocam limites; ou 2) os pais são autoritários e agressivos (GOMIDE, 2006). Para viverem em sociedade, no entanto, as crianças devem aprender que existem regras a serem cumpridas &#8211; e este aprendizado começa em casa, no respeito às regras estabelecidas pelos pais. A criança deve aprender, então, que a última palavra é sempre dos pais. Os pais não podem, sob hipótese alguma, permitir que a criança assuma o controle das regras da casa.</p>
<p><strong>4º &#8211; Supervisionar Atividades.</strong></p>
<p><strong> </strong>Quanto mais jovem a criança, maior a necessidade de supervisão de suas atividades. Existem pesquisas que apontam, inclusive, que o progresso na aprendizagem escolar está diretamente ligado a supervisão e organização das tarefas do lar (MATURANA, citado por ZOEGA, SOUZA E MARINHO, 2004). Os pais devem tomar cuidado, no entanto, para não fazerem a tarefa pela criança &#8211; sob pena de ensiná-la a delegar suas próprias obrigações a outros, esquivando-se delas.</p>
<p>Este acompanhamento consiste em verificar se a criança cumpre seus horários, se ela realmente faz o que se propôs a fazer, etc.</p>
<p><strong>5º &#8211; Dosar Adequadamente a Proteção e Incentivo à Independência.</strong></p>
<p><strong> </strong>Tarefa difícil: como saber o quanto uma criança pode ser independente e o quanto os pais ainda precisam tomar as atitudes por ela e protegê-la? A independência deve ser incentivada aos poucos, à medida em que a criança mostra-se capaz. Se os pais não permitem que a criança se exponha a certos desafios, ela jamais vai aprender a lidar com eles.</p>
<p><strong>6º &#8211; Prover um ambiente com recursos e instrumentos para estudar.</strong></p>
<p><strong> </strong>O ambiente adequado para estudo envolve ausência ou quantidade mínima de ruídos, distrações, arejado, iluminado e arejado. O estado físico também é relevante. Se a criança encontra-se cansada, estressada, com sono, com fome, com medo, mais dificilmente aprenderá a matéria e o gosto pelos estudos.<br />
<strong><br />
7º -  Estabelecer Interações Positivas.</strong></p>
<p><strong> </strong>Os castigo é uma estratégia muito usada pelos pais para que uma criança não volte a apresentar um comportamento indesejado. Existem, no entanto, dois aspectos que precisam ser mencionados: 1) fazer com que a criança deixe de se comportar de maneira adequada, não a leva, necessariamente, a aprender a comportar-se de maneira adequada; 2) castigos e punições, em geral, funcionam durante um curto período de tempo. Os pais sabem que, muitas vezes, uma criança volta a apresentar um comportamento punido em uma situação posterior (o que não sabem, é que a probabilidade dela apresentar este comportamento é maior na ausência dos pais &#8211; agentes punitivos).</p>
<p>Deste modo, fica claro que castigos e punições não contribuem para a aprendizagem do comportamento adequado por parte da criança (p.e.: bater nela por que ela está jogando video game ao invés de estudar não necessariamente faz com que ela faça de fato a atividade de casa, ela pode simplesmente fingir que fez para voltar a jogar). Além do mais, fazer com que a criança associe estudar com situações ou coisas desagradáveis pode, a longo prazo, fazer com que ela tenha pouco ou nenhum interesse pelos estudos.</p>
<p>É importante que os pais estabeleçam condições que propiciem &#8211; reforçem, no sentido de tornar  &#8220;agradável&#8221; para a criança &#8211; comportar-se da maneira adequada. Marinho (citado por ZOEGA, SOUZA E MARINHO, 2004) explica que maneiras interessantes de criar estas condições, envolvem acompanhar a criança nos estudos e apresentar recompensas imediadas ao estudar (p.e.: muito bom te ver estudando e poder te ajudar); descrever o comportamento que está sendo reforçado (p.e.: se a criança capricha em alguma coisa, dizer algo como &#8220;muito bom, parabéns pela dedicação); enfim, consequências que tornem o estudo algo agradável. Todo o bom desempenho da criança deve ser elogiado e/ou gratificado, de maneira sincera, o que aumenta as chances de que a criança aprenda a gostar daquilo.</p>
<p>É também necessário que os pais entendam que a princípio, não há como uma criança que não gosta de estudar começar a gostar de repente. É preciso &#8220;construir o gosto&#8221; dela pelos estudos. Ela dificilmente irá gostar naturalmente de estudar. Consequências a longo prazo, como formar-se e ganhar dinheiro, não tem tanto poder sobre um comportamento da criança como consequências imediatas, como ganhar pontos em um jogo de video-game. É mais eficaz se, diante de um elogio feito aos pais por um professor ou uma boa nota em uma prova, os pais convidarem a criança para fazer algo que ela goste e não seja costume da família, especificando por que é que ela está sendo convidada para isto (p.e.: legal, gostei de sua nota. Vamos ao cinema para comemorar?).</p>
<p>Quando se trata de elogio, no entanto, um cuidado deve ser tomado: não é aconselhável que se faça uma crítica ou desafio junto ao elogio. Por exemplo, &#8220;gostei de sua nota, mas vamos ver se melhora, tá?&#8221;. Isto é um elogio seguido de crítica/desafio, o que desvaloriza a nota alta da criança. Fica a sensação de que o pai nunca está satisfeito. Os pais devem procurar ressaltar sempre os aspectos positivos do comportamento da criança e, na medida do possível, não punir aspectos negativos. Por exemplo, um boletim com notas variando entre 10 e 6. É mais proveitoso que, ao invés de punirem a nota 6, os pais elogiem as notas mais altas, como o 10, ou o 9.</p>
<p>Quando o pai vai falar para a criança de sua evolução, é necessário muito cuidado também para não compará-la a outras crianças. A comparação deve sempre ser feita com ela própria, mostrando seus resultados anteriores e os atuais. Se por acaso o rendimento tiver caído, é melhor não comparar.</p>
<p><strong>8º &#8211; demonstrar afeto.</strong></p>
<p><strong> </strong>A disciplina e estabelecimento de limites e regras só são efetivos quando os pais demonstram afeto pelos filhos (ZOEGA, SOUZA E MARINHO, 2004). O afeto pode ser demonstrado através da organização de um tempo para passar com os filhos, fazendo junto a eles coisas que eles gostam e sintam prazer em fazer. É importante também que os pais demonstrem que gostam da criança independente dela obter ou não sucesso na escola. O amor deve ser incondicional.</p>
<p><strong>9º &#8211; modelo adequado de envolvimento com as atividades.</strong></p>
<p><strong> </strong>A criança aprende de maneira mais eficaz quando ela vê alguém fazendo do que quando ela ouve que deve fazer. E para que ela aprenda, aquele comportamento observado deve ser consequenciado com reforço (conforme explicado no tópico 7).</p>
<p>Se os pais demonstram envolvimento e responsabilidade pelos estudos e/ou trabalho, mais provavelmente a criança também apresentará. Se eles apresentam gosto pela leitura e demonstram isto para a criança, mais provavelmente ela mais provavelmente apresentará também.</p>
<p><strong>10º &#8211; promover diálogo.</strong></p>
<p><strong> </strong>Os pais devem ter disponibilidade para ouvir a criança, cuidando para não transformar estes momentos em monólogos onde eles apenas a questionam. Existem inúmeras pesquisas que demonstram que correlação negativa entre confiança da criança nos pais e envolvimento em atividades ilegais (GOMIDE, 2006).</p>
<p><strong>11º &#8211; apresentar nível de exigência compatível com o desenvolvimento da criança.</strong></p>
<p><strong> </strong>De nada adianta cobrar da criança um desempenho o qual ela não possui condições de obter. Isto gera estresse e frustração nos pais e na criança.</p>
<p><strong>12º &#8211; relacionar o teórico com a prática.</strong></p>
<p><strong></strong>Quando os pais valorizam o que a criança aprende e conseguem relacionar aquilo com suas experiências o interesse e aprendizagem da criança são mais efetivos.</p>
<p><strong>13º &#8211; incentivar o brincar e a socialização.</strong></p>
<p><strong></strong>A criança que brinca tem um melhor desenvolvimento cognitivo, emocional e social. O dia da criança não pode se transformar em um fazer tarefas contínuo, devem existir momentos para a diversão &#8211; muitos momentos.</p>
<p><strong>14º &#8211; Interessar-se pela vida do filho.</strong></p>
<p><strong></strong>Os pais devem demonstrar interesse pela vida de seu filho em TODOS os momentos, não apenas quando este apresenta bons resultados. É importante que os pais participem das atividades que a escola do filho promove, acompanhe-o em situações onde ele gostaria de ser acompanhado, etc.</p>
<p style="text-align: right;">Autor: Esequias Caetano de Almeida Neto</p>
<p>Referências:</p>
<p>Gomide, P. I. C. (2006). <em>Inventário de Estilos Parentais. Modelo teórico: manual de aplicação, apuração e interpretação</em>. Petrópolis: Vozes.</p>
<p>Zoega, M. R. S; Souza, S. R; Marinho, M.L. (2004). <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-166X2004000300009&amp;script=sci_arttext&amp;tlng=en"> <em>Envolvimento dos pais: incentivo a habilidade</em></a></p>
<p><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-166X2004000300009&amp;script=sci_arttext&amp;tlng=en"><em>de estudo em crianças. </em></a>Campinas: Estudos em Psicologia.</p>


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		<title>Watson, Behaviorista Metodológico?</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 13:01:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Watson é caracterizado como Behaviorista Metodológico por muitos autores em Psicologia. Muitos inclusive, atribuem esta caracterização da obra de Watson a Skinner &#8211; coisa que Skinner não faz em nenhum de seus textos.

O livro Princípios Básicos de Análise do Comportamento de Márcio Borges Moreira e Carlos Augusto de Medeiros é um exemplo. Na página 217, [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Watson é caracterizado como Behaviorista Metodológico por muitos autores em Psicologia. Muitos inclusive, atribuem esta caracterização da obra de Watson a Skinner &#8211; coisa que Skinner não faz em nenhum de seus textos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="../wp-content/uploads/2009/08/john-b-watson-1-sized-204x300.jpg" alt="" width="204" height="300" /></p>
<p>O livro Princípios Básicos de Análise do Comportamento de Márcio Borges Moreira e Carlos Augusto de Medeiros é um exemplo. Na página 217, parágrafo 2 da edição de 2007, onde é feita uma citação do livro &#8220;Sobre o Behaviorismo&#8221;, os autores colocam um parêntese em uma frase referindo-se ao Behaviorismo Metodológico como o Behaviorismo de Watson. Coloco abaixo a frase:</p>
<p>&#8220;<em>O Behaviorismo Metodológico (de Watson) e algumas versões do positivismo lógico excluíam os acontecimentos privados porque não era possível um acordo público acerca de sua validade</em>&#8221;</p>
<p>A principal reinvidicação de Watson é sim relativa à restrição da pesquisa aos eventos  publicamente observáveis da atividade humana. Tal reinvidicação nasceu em protesto à psicologia introspeccionista da época que, devido ao seu caráter subjetivo, não poderia ser aceita como científica. Watson em seu manifesto Behaviorista defende a Psicologia Objetiva como única possibilidade desta tornar-se uma ciência.</p>
<p>Esta preocupação com o método (outra coisa que pode ter contribuído para ele ser classificado como Metodológico) é tida como característica definidora de seu Behaviorismo. Em detrimento da importância dada a ele para o método, obviamente sendo possível estudar somente o que é observável, em algumas de suas obras ele deixa uma brecha que muitas vezes passa a idéia da possibilidade de existência de um mundo metafísico &#8211; caracterizando-se assim, um dualista. Como exemplo, cito um trecho de uma obra dele que foi publicada em 1913:</p>
<p>&#8220;“<em>Seria então deixado para a Psicologia um mundo puramente físico, para</em> <em>usar o termo de Yerkes? <span style="text-decoration: underline;">Eu confesso que não sei</span>. Os planos aos quais sou mais</em> <em>favorável para a Psicologia levam praticamente a ignorar a consciência no</em> <em>sentido em que o termo é utilizado pelos psicólogos hoje. Eu tenho  virtualmente</em> <em>negado que esse campo da física é aberto à investigação experimental. Eu não</em> <em>quero ir além nesse problema no presente porque ele leva inevitavelmente para</em> <em>dentro da metafísica</em>”. (Watson, 1913, p. 175, apud. Strapassom  e Carrara, 2005)&#8221;</p>
<p>Porém, ele não era dualista. Watson diz que atividades como o pensamento, até então não observáveis, ainda viriam a ser. Ele assim, atribuía às condições tecnológicas da época a dificuldade de observá-los;  caracterizando-os como comportamentos &#8211; assim como os publicamente observáveis &#8211; mas que ocorrem em escala tão pequena que só a partir do momento em que houver a tecnologia adequada tornar-se-á possível estudá-los.</p>
<p>O próprio Lanshey, aparentemente o primeiro a usar o termo &#8220;Behaviorismo Metodológico&#8221;, não enquadra Watson deste modo. Watson teria de assumir um mundo mental (metafísico) para ser classificado como Metodológico, e isto Watson não faz. Em uma de suas obras, Watson diz que rejeita a discussão metafísica do mesmo modo que os outros cientistas naturais:</p>
<p>“<em>O behaviorista gostaria de fixar a premissa, sem discutir suas muitas implicações metafísicas&#8230; O behaviorista&#8230; desvia seu olhar&#8230; da premissa metafísica e pede apenas para que permitam-no fazer observações sobre o que seu sujeito está fazendo sob dadas condições de estimulação. </em><em style="font-family: arial;"><span style="text-decoration: underline;">No lado metafísico ele pede apenas para ser colocado no mesmo cesto dos outros cientistas</span></em> <span style="text-decoration: underline;"><em style="font-family: arial;">naturais</em></span> <em>.</em>” (Watson, 1920, pp. 93-94, apud. Strapasson &amp;amp; Carrara, 2005, grifo acrescentado)</p>
<p>As características do Behaviorismo Metodológico não se aplicam a Watson à medida que sua proposta se tornaria inviável diante do compromisso epistemológico do BM. Watson dizia que o Behaviorismo deveria ser capaz de explicar toda a atividade Humana; coisa que o BM não admite por ter entre suas premissas (compromisso epistemológico) a idéia de que o mundo divide-se entre um mental e um físico, sendo possível apenas estudar o mundo físico.</p>
<p>Apenas nos primeiros escritos de Watson podem ser encontrados traços do Behaviorismo Metodológico, como em sua obra <em>The battle of behaviorism: An exposition and an exposure</em> (1913). Em outros trabalhos, como o livro  <em>Behaviorism</em> e no artigo <em>Is thinking merely the action of language mechanisms </em>é possível perceber um viés metafísico materialista com algumas tendências revisionistas. No amadurecer de sua obra, no entanto, Watson foi se afastando cada vez mais do que se chama de Behaviorismo Metodológico.</p>
<p>Só para citar, alguns autores mais famosos que de fato podem ser considerados defensores do Behaviorismo Metodológico são Stevens, Spancer e Borin, além de Lanshey.</p>
<p>Compreender o pensamento de Watson é importante, afinal ele é o pai do Behaviorismo. O Rodrigo me disponibilizou uma coletânea de textos sobre ele, dentre os quais, estão os que me referenciei para escrever esta matéria. Estes textos foram usados em um curso a respeito de Watson ministrado na USP em 2008; estou me colocando a disposição para enviá-los a quem tiver interesse. Quem quiser recebê-los, envie um email solicitando para: e.c.neto@hotmail.com</p>
<p>Autor do texto: Esequias Caetano de Almeida Neto.</p>


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