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	<title>Psicologia e Ciência &#187; Epistemologia</title>
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		<title>Watson, Behaviorista Metodológico?</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 13:01:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Watson é caracterizado como Behaviorista Metodológico por muitos autores em Psicologia. Muitos inclusive, atribuem esta caracterização da obra de Watson a Skinner &#8211; coisa que Skinner não faz em nenhum de seus textos.

O livro Princípios Básicos de Análise do Comportamento de Márcio Borges Moreira e Carlos Augusto de Medeiros é um exemplo. Na página 217, [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Watson é caracterizado como Behaviorista Metodológico por muitos autores em Psicologia. Muitos inclusive, atribuem esta caracterização da obra de Watson a Skinner &#8211; coisa que Skinner não faz em nenhum de seus textos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="../wp-content/uploads/2009/08/john-b-watson-1-sized-204x300.jpg" alt="" width="204" height="300" /></p>
<p>O livro Princípios Básicos de Análise do Comportamento de Márcio Borges Moreira e Carlos Augusto de Medeiros é um exemplo. Na página 217, parágrafo 2 da edição de 2007, onde é feita uma citação do livro &#8220;Sobre o Behaviorismo&#8221;, os autores colocam um parêntese em uma frase referindo-se ao Behaviorismo Metodológico como o Behaviorismo de Watson. Coloco abaixo a frase:</p>
<p>&#8220;<em>O Behaviorismo Metodológico (de Watson) e algumas versões do positivismo lógico excluíam os acontecimentos privados porque não era possível um acordo público acerca de sua validade</em>&#8221;</p>
<p>O texto de  Strapasson e Carrara (2005), intitulado <em>John B. Watson, Behaviorista Metodológico? </em>apresenta uma discussão muito legal a respeito desta idéia.  Os autores dizem, basicamente, que:</p>
<p>A principal reinvidicação de Watson é sim relativa à restrição da pesquisa aos eventos  publicamente observáveis da atividade humana. Tal reinvidicação nasceu em protesto à psicologia introspeccionista da época que, devido ao seu caráter subjetivo, não poderia ser aceita como científica. Watson em seu manifesto Behaviorista defende a Psicologia Objetiva como única possibilidade desta tornar-se uma ciência, conforme explicam Strapasson e Carrara (2005).</p>
<p>Os autores ainda lembram que esta preocupação com o método (outra coisa que pode ter contribuído para ele ser classificado como Metodológico) é tida como característica definidora de seu Behaviorismo. Em detrimento da importância dada a ele para o método, obviamente sendo possível estudar somente o que é observável, em algumas de suas obras ele deixa uma brecha que muitas vezes passa a idéia da possibilidade de existência de um mundo metafísico &#8211; caracterizando-se assim, um dualista. Como exemplo, cito um trecho de uma obra dele que foi publicada em 1913:</p>
<p>&#8220;“<em>Seria então deixado para a Psicologia um mundo puramente físico, para</em> <em>usar o termo de Yerkes? <span style="text-decoration: underline;">Eu confesso que não sei</span>. Os planos aos quais sou mais</em> <em>favorável para a Psicologia levam praticamente a ignorar a consciência no</em> <em>sentido em que o termo é utilizado pelos psicólogos hoje. Eu tenho  virtualmente</em> <em>negado que esse campo da física é aberto à investigação experimental. Eu não</em> <em>quero ir além nesse problema no presente porque ele leva inevitavelmente para</em> <em>dentro da metafísica</em>”. (Watson, 1913, p. 175, apud. Strapassom  e Carrara, 2005)&#8221;</p>
<p>Porém, conforme explicam, ele não era dualista. Watson diz que atividades como o pensamento, até então não observáveis, ainda viriam a ser. Ele assim, atribuía às condições tecnológicas da época a dificuldade de observá-los;  caracterizando-os como comportamentos &#8211; assim como os publicamente observáveis &#8211; mas que ocorrem em escala tão pequena que só a partir do momento em que houver a tecnologia adequada tornar-se-á possível estudá-los (Strapasson e Carrara, 2005).</p>
<p>O próprio Lanshey, aparentemente o primeiro a usar o termo &#8220;Behaviorismo Metodológico&#8221;, não enquadra Watson deste modo. Watson teria de assumir um mundo mental (metafísico) para ser classificado como Metodológico, e isto Watson não faz, lembram os autores. Ele rejeita a discussão metafísica do mesmo modo que outros cientistas naturais:</p>
<p>“<em>O behaviorista gostaria de fixar a premissa, sem discutir suas muitas implicações metafísicas&#8230; O behaviorista&#8230; desvia seu olhar&#8230; da premissa metafísica e pede apenas para que permitam-no fazer observações sobre o que seu sujeito está fazendo sob dadas condições de estimulação. </em><em style="font-family: arial;"><span style="text-decoration: underline;">No lado metafísico ele pede apenas para ser colocado no mesmo cesto dos outros cientistas</span></em> <span style="text-decoration: underline;"><em style="font-family: arial;">naturais</em></span> <em>.</em>” (Watson, 1920, pp. 93-94, apud. Strapasson &amp; Carrara, 2005, grifo acrescentado)</p>
<p>Conforme discutem Strapasson e Carrara (2005), as características do Behaviorismo Metodológico não se aplicam a Watson à medida que sua proposta se tornaria inviável diante do compromisso epistemológico do BM. Watson dizia que o Behaviorismo deveria ser capaz de explicar toda a atividade Humana; coisa que o BM não admite por ter entre suas premissas (compromisso epistemológico) a idéia de que o mundo divide-se entre um mental e um físico, sendo possível apenas estudar o mundo físico.</p>
<p>Apenas nos primeiros escritos de Watson podem ser encontrados traços do Behaviorismo Metodológico, como em sua obra <em>The battle of behaviorism: An exposition and an exposure</em> (1913). Em outros trabalhos, como o livro  <em>Behaviorism</em> e no artigo <em>Is thinking merely the action of language mechanisms </em>é possível perceber um viés metafísico materialista com algumas tendências revisionistas. No amadurecer de sua obra, no entanto, Watson foi se afastando cada vez mais do que se chama de Behaviorismo Metodológico.</p>
<p>Só para citar, alguns autores mais famosos que de fato podem ser considerados defensores do Behaviorismo Metodológico são Stevens, Spancer e Borin, além de Lanshey.</p>
<p>Compreender o pensamento de Watson é importante, afinal ele é o pai do Behaviorismo. O Rodrigo me disponibilizou uma coletânea de textos sobre ele, dentre os quais, estão os que me referenciei para escrever esta matéria. Estes textos foram usados em um curso a respeito de Watson ministrado na USP em 2008; estou me colocando a disposição para enviá-los a quem tiver interesse. Quem quiser recebê-los, envie um email solicitando para: e.c.neto@hotmail.com</p>
<p>Autor do texto: Esequias Caetano de Almeida Neto.</p>
<p>Artigo Base para a discussão: Strapasson e Carrara (2005). John B. Watson, Behaviorista Metodológico?. Link: http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/psicologia/article/viewFile/9120/9206</p>


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		<title>O que o behaviorismo é e o que ele não é</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 01:02:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na data de hoje, pode ser encontrado no site do Sindicato dos(as) Trabalhadores(as)  em Educação Pública do Espírito Santo mais uma referência – no mínimo incorreta – ao behaviorismo. 


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-medium wp-image-1994 alignleft" title="skinner-80s-smiling" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/11/skinner-80s-smiling-206x300.jpg" alt="skinner-80s-smiling" width="206" height="300" />Na data de hoje, pode ser encontrado no site do Sindicato dos(as) Trabalhadores(as)  em Educação Pública do Espírito Santo (<a href="http://www.sindiupes.org/?sub=92">http://www.sindiupes.org/?sub=92</a>) mais uma referência – no mínimo incorreta – ao behaviorismo. Citando a publicação, o site critica as medidas políticas do estado em relação às bonificações oferecidas aos professores da rede pública estadual da seguinte forma:</p>
<p>“aplica um tratamento diferenciado, sob a justificativa de uma concepção educacional retrógada, que se baseia na punição e/ou na compensação (behaviorista).”</p>
<p>A presidenta da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental, Martha Hübner, afortunadamente pronunciou-se contra a infeliz menção à abordagem. Em sua carta, esclareceu:</p>
<p>“a origem e prática da denominada ‘recompensa’ não são, obviamente, behavioristas. O que o Behaviorismo fez foi estudar empiricamente seus efeitos (&#8230;). Há outros reforços [para além do reforço monetário], que chamamos de participação, atenção especial e tempo, muitos deles tão reivindicados pelo movimento sindical que seus dirigentes e os membros da sua base até poderiam ser chamados de behavioristas: solicitação de opiniões e idéias, intervalo extra, oportunidade de formação e voz ativa em decisões, citando só alguns.”</p>
<p>É lamentável notar que representantes tão sérios da opinião publica pouco se importam com a própria opinião pública, como fica claro na carta de Hübner – o estado do Espírito Santo está repleto de professores behavioristas que inevitavelmente se ofenderiam com as colocações apresentadas no site. E a ofensa repousa, principalmente, no desconhecimento daquilo que o behaviorismo é (uma ciência) e daquilo que o behaviorismo não é (um instrumento do controle coercitivo).</p>
<p>Equipe PeC</p>
<p>Leia a <a href="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Carta-da-ABPMC-ao-SINDIUPES.pdf">Carta da ABPMC ao SINDIUPES</a></p>


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		<title>Conceitos basicos da AC &#8211; Parte 3 &#8211; Reflexo Condicionado</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 22:16:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Reflexo Condicionado foi descoberto quase que por um acidente, Pavlov percebeu que o som dos seus passos foram pareados diversas vezes com um pedaço de carne que era dado aos cães e após um curto espaço de tempo, mesmo que não se apresentasse a comida, apenas com o som dos passos os cães começavam a salivar.


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Como prometido no texto sobre <a href="http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-ac-parte-2-reflexo-incondicionado/" target="_blank">Reflexos Incondicionados</a>, vamos prosseguir com a explicação e exploração do tema Reflexo Condicionado na Analise do Comportamento</p>
<p>O Reflexo Condicionado foi descoberto quase que por um acidente, Pavlov percebeu que o som dos seus passos foram pareados diversas vezes com um pedaço de carne que era dado aos cães e após um curto espaço de tempo, mesmo que não se apresentasse a comida, apenas com o som dos passos os cães começavam a salivar. O pareamento entre um estimulo incondicionado ( comida ) e um estimulo neutro ( som dos passos ) foi capaz de produzir uma resposta condicionada.</p>
<p>Pavlov quando notou que os cães respondiam salivando apenas com o som dos seus passos, começou a fazer experiências. Na sua pesquisa, adotou o seguinte procedimento : Antes de apresentar a comida, um estimulo sonoro era tocado, como campainhas. Apos algumas vezes que esse estimulo neutro era apresentado antes da comida, foi percebido que esse estimulo por si só já eliciaria o comportamento de salivar.</p>
<p>A ilustração abaixo mostra o processo do Pareamento de um estimulo Neutro ( Sn ) com um estimulo Incondicionado ( Si ) que a principio elicia uma resposta incondicionada ( Ri ) e no fim ela se transforma em uma resposta condicionada ( Rc )</p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1682" title="Sc" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Sc.JPG" alt="Sc" width="360" height="378" />Colocando o diagrama acima no exemplo.</p>
<p style="text-align: left;">Na Etapa 1 do procedimento de Pavlov, podemos dizer que a Comida ( Si ) eliciava a salivação ( Ri ). Na etapa 2, adicionamos um estimulo Neutro que no caso foi o som dos passos do Pavlov ( Sn ) precedendo a apresentação da Comida, então percebemos que houve um pareamento entre o som dos passos de Pavlov ( Sn ) com a apresentação da Comida ( Si ). Na etapa 3, o som dos passos de Pavlov se tornou um estimulo condicionado ( Sc ) e agora produzem uma resposta igualmente condicionada ( Rc ).</p>
<p style="text-align: left;">A partir disso, a comida não precisaria ser apresentada para que o som dos passos de Pavlov eliciem o comportamento de Salivar.</p>
<p style="text-align: left;">Diferentemente do Reflexo incondicionado que é controlado filogeneticamente, o reflexo condicionado é controlado Ontogeneticamente, pois é necessária uma história prévia de pareamentos.</p>
<p style="text-align: left;">O Condicionamento Reflexo ou Pavloviano é muito comum na nossa vida. Agora com esses novos conceitos, podemos responder as perguntas feitas no inicio do texto com facilidade. A criança chora ao ouvir o barulho da maquina do dentista pois em sua vivência, o som da maquina ( Estimulo Neutro ) era pareada com a dor ( estimulo incondicionado ) que a mesma provocava. Em algumas sessões de tratamento com o dentista, o som da maquina por sí só foi capaz de eliciar ansiedade, medo e todos os respondentes que foram pareados no momento do uso da maquina.</p>
<p>Um exemplo bem interessante são os dos Esquimós da região do Alaska. Um reflexo incondicionado característico a espécie humana é que quando sentimos dor intensa ou quando estamos muito tristes, choramos. É um reflexo incondicionado comum ao homem. Porem no Alaska o homem não pode chorar.</p>
<p>O reflexo incondicionado é alterado para o condicionado de não chorar, o estimulo que leva ao choro produz uma outra resposta. Geralmente, quando sentem dor ou quando estão muito tristes, os esquimós dão risada. Um reflexo incondicionado que se transformou em condicionado ontogeneticamente.</p>
<p>O organismo deles foi modificado, pois o frio é tão intenso que quando se chora, as lagrimas imediatamente se congelam e com isso ferem os olhos gravemente. Vejam, o organismo se modificou alterando um reflexo incondicionado para que o organismo se adaptasse ao ambiente. Aqueles que choram sofrem danos oculares, os que não possuem mais essa resposta se mantem intactos.</p>
<p>Algumas leis são importantes quando falamos em Reflexo Condicionado. São elas :</p>
<ol>
<li>Um estimulo Neutro só adquire poder de eliciar respostas incondicionadas se for apresentado ao mesmo tempo do Estimulo Incondicionado</li>
<li>Quanto mais o estimulo neutro for pareado com o estimulo incondicionado, mais poder de eliciar a resposta ele adquire.</li>
<li>Quanto menor o tempo de ocorrência entre um estímulo neutro e um incondicionado, mais eficiente será o condicionamento.</li>
<li>Em alguns casos os fatores biológicos interferem na capacidade de um estimulo neutro se tornar um estimulo condicionado.</li>
</ol>
<p>Pavlov foi um marco dentro da Psicologia, pois foi através das suas idéias que outros grandes nomes começaram, como o grande expoente do Behaviorismo Radical B. F. Skinner. É interessante citar que Pavlov utilizou o termo &#8220;Reforçador&#8221; quando discorria sobre o efeito do alimento no condicionamento de uma cachorro a salivar ao som de uma campainha. O Alimento reforçava a conecção entre um estimulo neutro e a salivação. ( Keller, F. S. 1969 ).</p>
<p>Os achados de Pavlov e as experiências de Condicionamento de reflexos foram muito importantes para a Psicologia, pois a partir de todos esses conceitos que os autores comportamentais puderam ampliar suas formas de entendimento do comportamento humano.</p>
<p>Referencias : Keller, F. S. 1969; Aprendizagem : Teoria do Reforço. (pp 7-14).</p>
<p>Por : Marcelo C. Souza</p>


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		<title>Conceitos Basicos da AC &#8211; Parte 2 &#8211; Reflexo Incondicionado</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 17:40:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Atualmente é uma preocupação da psicologia moderna, definições e conhecimentos sobre como as pessoas se comportam e como aprendemos e fazemos relações entre eventos. Já se perguntaram o porquê de uma criança chorar de medo ao ouvir o barulho da maquina do dentista? Já se perguntaram como aquele belo prato de comida nos faz sentir a boca cheia de água?

Vamos explorar os conceitos de reflexo inato e mostrar como esses processos acontecem e por que são tão importantes para o entendimento do comportamento humano em suas manifestações.




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			<content:encoded><![CDATA[<p>Atualmente é uma preocupação da psicologia moderna, definições e conhecimentos sobre como as pessoas se comportam e como aprendemos e fazemos relações entre eventos. Já se perguntaram o porquê de uma criança chorar de medo ao ouvir o barulho da maquina do dentista? Já se perguntaram como aquele belo prato de comida nos faz sentir a boca cheia de água?</p>
<p>Vamos explorar os conceitos de reflexo inato e mostrar como esses processos acontecem e por que são tão importantes para o entendimento do comportamento humano em suas manifestações.</p>
<p><strong>Reflexo Inato ou incondicionado</strong></p>
<p>Para falar em reflexos na Analise do Comportamento devemos voltar na história onde vamos encontrar um personagem chamado Ivan Petrovich Pavlov ( 1849 / 1936 ).</p>
<p>Pavlov foi um fisiologista Russo que ganhou o Nobel de Medicina, mas é conhecido até hoje pelos seus achados e contribuições a Psicologia.</p>
<p style="text-align: center;"><img title="Ivan Petrovich Pavlov" src="http://img19.imageshack.us/img19/9139/pavlov1.gif" alt="Pavlov" width="204" height="224" /></p>
<p style="text-align: center;">Ivan Petrovich Pavlov</p>
<p>Pavlov estudava o sistema digestivo de cães apresentando diversos tipos de comida e media a quantidade de saliva que era produzida. No entanto Pavlov começou a perceber que a saliva era produzida mesmo quando a comida não era apresentada.</p>
<p>Observando o que acontecia, Pavlov percebeu que a comida quando apresentada junto a outros estímulos no ambiente sinalizavam a presença da mesma e como conseqüência produzia as mesmas reações fisiológicas em seus cães que a presença real da comida.</p>
<p><strong><span style="color: #f51709; text-decoration: underline;">Estava descoberto o Reflexo Condicionado.</span></strong></p>
<p>Para falar sobre o Reflexo Condicionado precisamos antes entender o que é o reflexo incondicionado. O reflexo incondicionado também conhecido como comportamento respondente é definido como uma resposta que é filogeneticamente instalada no individuo e de regra geral esta ligada a sobrevivência.</p>
<p>É eliciado por um estimulo incondicionado, ou seja, que naturalmente produza uma resposta quase sempre sem o controle ativo do organismo. Por ser incondicionado é correto dizer que a resposta é eliciada sem nenhum tipo de historia previa de pareamento. Como exemplo podemos citar que em um dia de muito calor o corpo produza suor ou quando existe uma luz muito forte , a pupila se contraia.</p>
<p>Pavlov para falar de Estimulo incondicionado e respostas Incondicionadas partiu das suas observações sobre a sua experiência, onde a comida sempre eliciava a salivação nos cães. Para tal relação Pavlov chamou a comida de Estimulo Incondicionado e a salivação de Resposta Incondicionada. Para essa relação entre um estimulo incondicionado e uma resposta incondicionada, Pavlov usou o termo reflexo Incondicionado. Um estimulo incondicionado vai eliciar uma resposta incondicionada ou automática.</p>
<p>A ilustração abaixo mostra o processo de Comportamento Respondente ou inato.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img title="Diagrama reflexo Incondicionado" src="http://img194.imageshack.us/img194/3766/33032549.jpg" alt="Si" width="360" height="180" /></p>
<p>Alguns exemplos de Estímulos incondicionados e respectivas respostas incondicionadas são :</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img title="Exemplos de Estimulos e respostas incondicionadas" src="http://img263.imageshack.us/img263/7121/exemplos.jpg" alt="Exemplos" width="358" height="227" /></p>
<p style="TEXT-ALIGN: left"><strong>Reflexo Incondicionado e a Origem das Espécies</strong></p>
<p>O reflexo incondicionado como dito anteriormente é selecionado filogeneticamente. Mas o que quer dizer isso? Quando dizemos filogeneticamente, queremos dizer que o reflexo esta impresso no organismo em seu DNA e faz parte de toda uma espécie. Lembra que quando falei no Reflexo incondicionado, foi dito que geralmente ele esta ligado a sobrevivência da espécie ?</p>
<p>Pois bem, o reflexo incondicionado acabou sendo impresso no organismo pois contribuiu para a sobrevivência da espécie. O Behaviorismo Radical tem uma grande base na Evolução das Espécies de Charles Darwin. A Seleção Natural das espécies também depende dos reflexos incondicionados. Por exemplo, um animal que nasceu com uma alteração biológica onde o frio intenso a faz tremer e essa reação tem a função de tentar aumentar a temperatura corporal e sinalizar a morte, serviu como um diferencial entre os indivíduos que ao serem expostos ao frio morriam e aqueles que ao tremerem sabiam que precisavam aumentar sua temperatura rapidamente e com isso sobreviviam. O cruzamento entre os organismos que possuíam o reflexo de tremer ao frio foi sendo passado de geração em geração e gerou herdeiros com esse reflexo instalado, então todos os indivíduos pertencentes ao grupo adquiriram filogeneticamente o reflexo de tremer ao frio e portanto sobreviveram. Aqueles que não tinham o reflexo incondicionado de tremer morreram. O reflexo incondicionado teve a função de modificar organismos para serem mais fortes e mais adaptados ao ambiente.</p>
<p>O conceito de  reflexo Condicionado, que foi desenvolvido a partir dos conceitos de Reflexo incondicionado são importantíssimos, tendo em vista que foi a partir deles que Skinner começou a desenvolver os conceitos de comportamento Operante e revolucionar o próprio paradigma da Psicologia.</p>
<p>No proximo texto da série &#8221; Conceitos basicos&#8221; vamos falar do Reflexo Condicionado e da sua importância.</p>
<p>Marcelo C. Souza</p>


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		<title>Conceitos Básicos de AC &#8211; Parte 1 &#8211; Behaviorismo.</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 00:27:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos]]></category>
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		<category><![CDATA[Epistemologia]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Básicos de Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[História da Análise do Comportamento]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>O Behaviorismo teve sua origem em 1913, com a publicação do artigo &#8220;A psicologia como um behaviorista a vê&#8221;, de autoria de Watson; artigo este em que Watson criticava, dentre outras coisas, o uso da introspecção como método investigativo da Psicologia. De acordo com Watson, este método não era confiável porque estava muito sujeito aos caprichos do observador. Dois observadores diferentes podiam chegar a duas conclusões diferentes, mesmo observando a mesma coisa.</p>
<p style="text-align: center;"><img title="john-b-watson-1-sized" src="../wp-content/uploads/2009/08/john-b-watson-1-sized-204x300.jpg" alt="john-b-watson-1-sized" width="204" height="300" /></p>
<p>Ao publicar este artigo, Watson propõe uma mudança radical na Psicologia, tanto em seu objeto de estudo quanto em seu método de estudá-lo. O objeto deixaria de ser a consciência ou a mente, e passaria a ser o comportamento por si mesmo. A introspecção deixaria de ser usada e daria seu lugar a experimentação e observação direta. Deste modo, a psicologia se tornaria uma ciência natural capaz de explicar toda a atividade humana de maneira científica. Quem quiser conhecer melhor o pensamento de Watson, <a href="http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/psicologia/article/viewPDFInterstitial/9120/9206">clique aqui</a>.</p>
<p>Posteriormente, na década de 30, nascia o Behaviorismo Radical, foco de nossa discussão. O Behaviorismo Radical traz questões como &#8220;é possível uma ciência do comportamento?&#8221;, &#8220;ela poderia tratar todos os aspectos da natureza humana?&#8221;, &#8220;como deveria ser esta ciência?&#8221;. Skinner, assim como Watson, acreditava que é possível sim uma ciência do comportamento que trate de todos os aspectos da natureza humana; no entanto, ao contrário de Watson que preocupava-se mais com a criação dos métodos que esta ciência deveria empregar para investigar estes aspectos, Skinner preocupou-se mais com a criação de termos e conceitos capazes de explicá-los de maneira clara e precisa.</p>
<p style="text-align: center;"><img title="B.F. Skinner" src="../wp-content/uploads/2009/08/B.F.-Skinner-206x300.jpg" alt="B.F. Skinner" width="206" height="300" /></p>
<p>O Behaviorismo de Skinner aproximou-se muito do pragmatismo de James e Peirce, corrente de pensamento que preconizava a idéia de que algo é mais ou menos verdadeiro à medida em que nos permite explicar de maneira mais eficaz o que é observado. Ao aproximar-se do pragmatismo, Skinner afasta-se do positivismo lógico, escola filosófica que teve sua origem no Círculo de Viena e preconizava que a verdade deve ser atingida por consenso entre observadores. Isto abria um leque bem maior de possibilidades para o Behaviorismo; inclusive de criar condições de estudar eventos privados, coisa que o Behaviorismo de Watson não admitia sob a justificativa de naquele momento não existir ainda tecnologia adequada.</p>
<p>Na verdade, o Behaviorismo de Skinner não se encaixa completamente em nenhuma escola filosófica de seu tempo, mas possui aproximações com várias delas. Além do Pragmatismo, Skinner aproxima-se também do Darwinismo e seu modelo selecionista. Para Darwin, as espécies são selecionadas naturalmente à medida em que adquirem características que lhes permitam interagir de maneira mais eficaz com o ambiente que está em constante mudança. Com o conceito de Comportamento Operante, fortemente influenciado pelos estudos de Thorndike  e a lei do efeito, Skinner diz que um processo semelhante acontece na aprendizagem de nossos comportamentos; onde, sabendo que comportamento é interação constante entre o organismo e o ambiente, seriam selecionados aqueles comportamentos que produzissem alterações no ambiente &#8211; que posteriormente foram nomeadas como &#8220;reforço&#8221;, por Skinner -, de modo a aumentar sua freqüência; enquanto aqueles que não produzissem este mesmo tipo de conseqüências reforçadoras, diminuiriam de freqüência, entrando em extinção.</p>
<p>Influenciado também pelo conceito de Comportamento Respondente de Pavlov e Watson, ao criar o conceito de Comportamento Operante, Skinner exclui de vez a necessidade de qualquer tipo de explicação para o comportamento que incorporasse entidades metafísicas, ou que estivesse além dos elementos naturais. Skinner, deste modo, constituia-se um monista materialista. Ele defende que o comportamento deve ser explicado através da observação e descrição das relações entre eventos naturais, como o organismo e o ambiente. Ambiente para Skinner é um conceito que vai além do tradicional. Ele define ambiente como tudo aquilo o que é externo a uma ação. Deste modo, o próprio organismo pode ser parte do ambiente.</p>
<p>O conceito de Comportamento também vai além do tradicional. Ele define comportamento como a interação do organismo com o ambiente, e chama de &#8220;resposta&#8221; a ação ou ato emitido pelo organismo, seja este ato público, isto é, observável por mais de uma pessoa, ou privado, só acessível a quem o emite. Exemplos de respostas privadas são o pensamento, a emoção e o sentimento. Outras pessoas podem no máximo inferir o que alguém pensa ou sente a partir de algum ato (resposta) &#8211; acompanhamento &#8211; público, mas jamais pode saber exatamente. Estes eventos privados podem ser estudados através de relatos feitos por quem os emite. Estes relatos, do mesmo modo que outros comportamentos, também são aprendidos de acordo com a comunidade em que a pessoa cresce.</p>
<p>Skinner não atribui somente ao ambiente a construção de nosso repertório comportamental. Conforme será explicado a seguir, o ser humano já nasce com um repertório básico, mínimo para a sua sobrevivência, chamado de &#8220;reflexo inato&#8221;. Este repertório foi selecionado num primeiro nível de seleção, chamado filogenético, e é constituído de respostas como fechar o olho diante da aproximação súbita de um objeto, o sugar do bebê ao entrar em contato com o seio materno, o coração disparar diante de um susto, etc. Estes comportamentos não são aprendidos durante a vida da pessoa, ela já nasce com eles. À medida que o organismo vai vivendo, as relações que ele estabelece com o ambiente vão modificando o seu comportamento, o que pode acontecer através de pareamento, como no caso do condicionamento respondente, ou condicionamento operante, conforme será explicado adiante. A este nível de aprendizagem, Skinner chamou de Ontogenético. Como o organismo vive inserido em uma comunidade de falantes, que selecionam determinados comportamentos, dizemos que ele vive inserido em uma cultura, terceiro nível de aprendizagem, chamado por Skinner de Ontogenético-Cultural. Nas próximas postagens desta série de conceitos básicos de Análise do Comportamento, estes níveis de seleção serão melhor explicados. Acompanhe, vai ser legal.</p>
<p>Esequias Caetano de Almeida Neto.</p>


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		<title>Reducionismo Mentalista: atraso no estudo do comportamento?</title>
		<link>http://www.psicologiaeciencia.com.br/reducionismo-mentalista-atraso-no-estudo-do-comportamento/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 20:31:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<description><![CDATA[Assim como hoje muitos entendem o comportamento como algo inacessível à ciência, barrando assim a evolução dos estudos a respeito, há alguns séculos o que hoje se chama de física, química, biologia, também eram barradas pelos mesmos problemas.


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			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;">“Em suma, precisamos modificar em grande parte o comportamento humano; (&#8230;) o que precisamos é de uma Tecnologia do Comportamento” (Skinner, 1971).</span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://expressionando.files.wordpress.com/2009/02/vitruviano.jpg" alt="" width="170" height="200" /></p>
<p>Assim como hoje muitos entendem o comportamento como algo inacessível à ciência, barrando assim a evolução dos estudos a respeito, há alguns séculos o que hoje se chama de física, química, biologia, também eram barradas pelos mesmos problemas. Como comentado no <a href="http://www.psicologiaeciencia.com.br/a-historia-do-conhecimento-um-breve-apanhado/">texto anterior</a>, o físico Galileu Galilei, por exemplo, foi fortemente criticado e punido ao defender o Heliocentrismo, idéia esta que ameaçava o dogma de que a terra era o centro do universo.<br />
<img class="aligncenter" src="http://www.miliarium.com/Monografias/Directiva_Sustancias_Quimicas/Quimica.jpg" alt="" width="200" height="150" /><br />
Na química, atribuíam a natureza  (quente, frio, sólido, líquido, etc.) dos objetos a substâncias metafísicas existentes dentro deles;  substâncias estas que jamais foram estudadas por ninguém, nem ao menos vistas, mas diziam existir com base na suposta complexidade dos processos.  Se houvesse então alguma modificação na natureza ou composição dos objetos, ela era atribuída a uma mudança na quantidade ou qualidade da tal substância escondida e inobservável. Toda e qualquer conclusão a respeito desta substância e dos motivos das mudanças ocorridas no objeto observável não passava de opinião pessoal, impossível de ser verificada. A química nasceu de fato apenas a partir do momento em que deixaram de falar sobre a existência do que ninguém nunca viu, mas todo mundo dava detalhes, e adotou para sí um método de estudo calcado na observação e descrição de relações entre eventos, começando por <span style="color: #333333;">Lavoisier ao formular a lei de conservação da massa, rompendo com a teoria flogística.</span></p>
<blockquote><p><span style="color: #333333;">A teoria flogística dizia que  quando os objetos eram queimados eles perdiam flogisto, substância a que atribuiam o fato das coisas se queimarem. Lavoisier descobriu que, ao invés de perder flogisto, substância imaginária que diziam existir dentro dos objetos que se queimavam, os objetos absorviam oxigênio, substância contida no ar e responsável pelo fato do fogo manter-se aceso. Lavoisier descobriu também o gás carbônico e, posteriormente, ainda atribuiu ao oxigênio a cor vermelha do sangue arterial e ao gás carbônico a cor escura do sangue venoso. </span></p></blockquote>
<p>Na biologia, os estudiosos tiveram de romper com a idéia de que o corpo humano era intocável e movido por uma entidade mágica, chamada <em>vis viva</em> ou alma. Isso começou a acontecer após o século XVI, onde os fisiólogos começaram a dissecar animais e estudar o seu funcionamento; inclusive foi neste século que a Medicina também evoluiu, já que durante a idade média, sofria forte resistência por parte da igreja católica que condenava qualquer tipo de pesquisa científica pelos motivos já citados. Foi apenas no século XVII que Willian Harvey, contrariando toda a tradição filosófico-teológica a respeito do funcionamento do corpo, aventurou-se a abrir o corpo humano, descobrindo então o sistema circulatório e, por consequência, observando que os componentes de nosso organismo mais pareciam com uma máquina onde as partes se correlacionam, trabalhando em conjunto, do que com algo sagrado movido por uma força mágica.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.interney.net/blogs/media/blogs/heresialoira/evolucao_humana.jpg" alt="" width="200" height="170" /></p>
<p>As mesmas críticas sofreu &#8211; e ainda sofre &#8211; Darwin por propor a teoria da evolução das espécies, contradizendo assim a idéia de que o ser humano é o supra-sumo da criação ao demonstrar que somos apenas mais uma espécie como qualquer outra; propondo então que nossas características são fruto da evolução, não de uma força suprema criadora. Sua descoberta gerou muito incômodo e lhe rendeu muitas críticas, tanto é que ele hesitou por muitos anos em publicar o resultado de seus estudos, só o fazendo no momento em que, caso não publicasse seus resultados, perderia o crédito da descoberta para outra pessoa que estava chegando as mesmas conclusões.</p>
<p>Os estudos de Darwin também contribuíram muito para os estudos com humanos. A partir deles, chegou-se à conclusão de que é possível, por exemplo, fazer testagens de remédios (ou estudar o comportamento) em animais infra-humanos antes de estudar nos humanos, bem como utilizar material animal em alguns procedimentos médicos, justamente por terem descoberto que partilhamos de algumas características com os animais.<br />
Todas estas ciências só evoluíram a partir do momento em que adotaram para sí um método de estudo calcado na objetividade, abandonando inferências arbitrárias e desenvolvendo métodos de testagem e descrição de relações entre eventos físicos. Somente a partir do momento em que foi exigida uma certa criteriosidade que envolve a adoção de passos claros, bem descritos, estruturados e sistematizados, estas ciências foram capazes de estarem em condições de evoluírem e contribuírem de maneira sólida e crescente com o nosso conhecimento. O mais preocupante, porém nem tanto, é que para muitos na psicologia, chega a ser ofensa falar a respeito do uso deste tipo de procedimento controlado e sistematizado.<br />
É preocupante porque isso impede o desenvolvimento de técnicas de trabalho bem controladas; técnicas possíveis de manipulação, alteração e capazes de funcionar com qualquer pessoa -, onde realmente se sabe o que está sendo feito, porque está sendo feito, e porque se chega a um determinado resultado.</p>
<p>O que, como dito antes, diminui um pouco a preocupação, é que mesmo Darwin, bem mais antigo do que a psicologia científica, ainda é fortemente criticado e até rejeitado por alguns que não admitem a idéia de não seremos seres especiais, mas apenas uma espécie a mais entre os animais. Além disso, muitos se dizem Darwinistas, porém, ao citarmos o fato de que somos apenas animais que, em função do histórico de interação com o ambiente de nossa espécie desenvolvemos estas características que hoje temos, se sentem ofendidos. Muitos ignoram a teoria Darwinista a tal ponto que tem a capacidade de afirmar que Darwin disse que somos descendentes dos macacos, o que é uma mentira; Darwin nunca disse isso.<br />
Ao inferir a existência de estruturas metafísicas existentes dentro de nós que dão a nosso comportamento suas características, determinando-o assim, caímos no mesmo erro que os filósofos antigos caíam ao atribuir a <em>vis viva, </em>ou os religiosos, a alma, o fato de nosso corpo ter vida. Caímos também no mesmo erro que caiam os filósofos e religiosos ao dizer que a terra era o centro do universo, já que todos os fenômenos importantes observados &#8220;acontecem nela&#8221;. Caímos também, para concluir o raciocínio, no mesmo erro que caíam os filósofos ao atribuir a uma substância existente dentro dos objetos a sua natureza. Todas estas conclusões, assim como a vigente de que o comportamento é determinado por uma estrutura metafísica existente dentro de nós, advém da inferência: método onde o observador, a partir de sua própria experiência pessoal, subjetiva, atribui explicação a um fenômeno emitindo uma opinião pessoal sobre o que imagina que acontece. Uso o termo &#8220;imagina&#8221; porque é isto mesmo o que acontece. É o máximo que se pode fazer a respeito de algo que não pode ser observado e muito menos estudado: imaginar.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://vidaempaz.files.wordpress.com/2008/10/comportamento.jpg" alt="" width="200" height="150" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p>Ao dizer que um dado comportamento acontece porque há uma estrutura dentro de nossa cabeça que o controla, chegamos a outro problema: além de termos que explicar o comportamento observado, temos que explicar o funcionamento desta estrutura e como é que se dá a relação dela com o organismo para que este se comporte. Se esta estrutura não é física, não é observável, não é acessível, como estudá-la? O máximo que se pode fazer, é emitir uma opinião. E mais: como algo não físico pode interferir em algo físico?</p>
<p>Qual vantagem investigativa nos dá uma inferência, sabendo que esta trata-se apenas da opinião de quem a faz, estando sujeita a refletir mais da história de vida e aprendizagem proporcionada pela comunidade verbal do sujeito do que sobre o fenômeno o qual ele infere? Que valor pode ter uma opinião pessoal, sem menor possibilidade de verificação ou generalização, quando se fala em compreender alto tão complexo e diverso como o comportamento humano? Diante de uma outra inferência que, por ser feita por outra pessoa, com história de vida diferente, vivências diferentes, que certamente será também diferente, como saber se ela é um avanço ou apenas um ponto de vista diferente com relação aos estudos sobre a inobservável, indescritível e misteriosa mente? Isso é perigoso pois, como não se tem acesso ao objeto de estudo, não sendo possível então conhecer suas características, também não é possível estabelecer qualquer tipo de critério que sirva de base tanto para evolução daquele conhecimento, quanto pra julgar se ele é ou não mais acertado do que o outro anterior, o que se pode ter é apenas mais uma opinião, tão duvidosa e subjetiva quanto a outra. Como é possível avançar tecnologicamente em um campo onde tudo o que se tem são opiniões pessoais que, queira ou não, são construídas culturalmente? Como é possível falar sobre algo que não se conhece, não se observa, não se estuda? Depende única e exclusivamente da fé acreditar que a mente tem as características descritas pelo autor X ou pelo autor Y. Como já dito, mas volto a enfatizar, quando um autor fala a respeito desta entidade mágica, por se tratar apenas de uma opinião dele, ele nos conta mais a seu próprio respeito do que sobre a entidade a que se refere. As características que ele atribui a elas, por não poder observá-la, são características que ele imagina que ela possua, não que realmente possua.<span style="font-size: x-small;"> </span></p>
<p>Uma disciplina que se proponha a estudar algo tão complexo como o comportamento, então, não deve  depender de opiniões pessoais, já que estas, são apenas, com o perdão da redundância: opiniões pessoais. Para falar a respeito das leis que governam o nosso jeito de agir, não podemos nos esquecer, de modo algum, de que cada pessoa possui um modo particular de se comportar, aprendido a partir do momento em que nasce através da interação de sua carga genética com o ambiente onde está inserido; modo este que não pode ser reduzido a especulações ou simples inferências que tem mais a ver com quem as faz do que com o que está sendo estudado, criando então, discordâncias insoluveis entre os teóricos onde cada um fala o que acha que acontece.</p>
<p>Esequias Caetano de Almeida Neto.</p>


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		<title>Reforçamento Positivo na Análise do Comportamento &#8211; Definição e aplicações clínicas</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 19:39:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[avaliaçao Psicologica]]></category>
		<category><![CDATA[Reforçamento positivo]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Comportamental]]></category>

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		<description><![CDATA[Dentro da Análise do Comportamento, os procedimentos de reforçamento são muito utilizados. Mas será que esses procedimentos podem ser usados em qualquer situação ? O presente texto pretende discutir alguns aspectos do reforçamento positivo enquanto técnica comportamental e suas aplicações na clinica.


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Dentro de uma abordagem Analítico-comportamental , o reforçamento positivo está presente em muitas técnicas e sem duvida é um principio importante para a mudança comportamental.</p>
<p>Entender o conceito e a aplicação é fundamental para o analista do comportamento articular as sessões para que classes de respostas alvo sejam constantemente reforçadas afim de se mudar um comportamento problema, caso seja esse o objetivo.</p>
<p>O terapeuta deve no inicio ser um agente reforçador por si só, já que o cliente procura um terapeuta e o tem como alguém que detém um conhecimento que pode ajudá-lo  e qualquer ato ou palavra que alivie o sofrimento já tem um papel reforçador para respostas de compromisso e maior aderência ao processo psicoterápico. Ainda podemos falar que esses processos aprofundam e melhoram a relação terapêutica que se está sendo estabelecida entre terapeuta e cliente.</p>
<p>Ao lidar com o reforço positivo são necessários cuidados, é preciso estabelecer um criterioso levantamento de dados e fazer uma boa análise funcional para definir a princípio qual é o melhor esquema de reforçamento para o caso do cliente dentro dos objetivos da terapia.</p>
<p>Alguns clientes funcionam sobre um esquema de contingência de reforço positivo muito infrequente. Isso significa que esse cliente tem uma tolerância a frustração muito grande. Sendo assim, acabam não sendo sensiveis a novas contingências reforçadoras e não operam no ambiente, pois já se acostumaram a suportar frustração e condições aversivas. Nesse caso mantem seu comportamento inalterado, mesmo que seu padrão de respostas produzam conseqüências aversivas.</p>
<p>Clientes que são expostos a contingências de total privação ou de privação moderada de fontes reforçadoras experimentam um intenso sentimento de culpa assim que os reforçadores são apresentados,  isso acontece por possuírem repertórios modelados de uma extrema tolerância a frustração (Guilhardi, 2002, p. 136).</p>
<p>Contingências de reforçamento positivo escassas podem gerar sujeitos que não possuem repertórios comportamentais capazes de produzir reforçadores em ambiente natural intrinsecamente, precisando sempre de esquemas de reforço extrínseco sugerindo baixa auto-estima e dificuldades em relacionar-se em um ambiente social. Com isso pode-se dizer que o individuo sofre um impacto negativo em sua variabilidade comportamental e portanto vai ter dificuldades em buscar novas formas de reforçamento.</p>
<p>Segundo Horcones (1983), as palavras <em>“extrinseco e intrinseco”</em> referem-se apenas a origem das conseqüências. Se o cliente ao responder a estímulos discriminativos, obtém uma conseqüência reforçadora dizemos que o reforçamento é intrínseco e com isso se configura em uma resposta naturalmente reforçada.</p>
<p>Quando o responder do cliente é reforçado pelo ambiente através do terapeuta, dizemos que o reforço é extrínseco e arbitrário, já que foi possibilitado por outra fonte que não seja o próprio responder do sujeito. Em outras palavras, quando falamos de reforçamento positivo intrínseco, nos referimos ao uma relação entre resposta e conseqüência, em que a conseqüência é produto direto da resposta, ou seja, a conseqüência reforçadora é produto direto da resposta do próprio sujeito. Quando falamos de reforçamento positivo extrínseco, vamos nos referir a uma relação entre conseqüência e resposta, em que a conseqüência depende da própria resposta do individuo somado a outros eventos.</p>
<p>O reforçamento intermitente é mais eficaz que o CRF por facilitar a variabilidade comportamental, já que torna a sessão mais proxima ao ambiente natural onde é preciso operar no ambiente e algumas respostas vão ser reforçadas e outras não. O reforçamento de esquema intermitente mostra melhores resultados por que aumenta a tolerância a frustração e obriga o indivíduo a continuar operando para receber o reforço que outrora era sempre apresentado.  Isso é especialmente verdade quando falamos de comportamento social, onde algumas respostas são reforçadas e outras entram em extinção.</p>
<p>O reforçamento positivo é um processo que consiste em apresentar um estímulo conseqüente que aumente a probabilidade da emissão de respostas. Dentro do contexto clinico, é importante determinar respostas que devem ou não ser conseqüenciadas positivamente.  Mas também é sabido que, como no caso da psicoterapia o reforço é obtido dentro do contexto clínico, pode ser que o mesmo reforço não seja produzido em ambiente natural. É necessário que o terapeuta também ajude o cliente a instrumentarlizar-se para obter esses reforços em seu ambiente fora do contexto clínico, podendo generalizar fontes reforçadoras obtidas através de um novo repertório comportamental que foi ou está sendo modelado em terapia.</p>
<p>A terapia seria falha se o cliente só conseguisse operar em um ambiente clínico e só fosse reforçado nesse ambiente, não levando novos repertórios para seu ambiente natural. O reforço extrínseco deve ser capaz de instalar novos repertórios comportamentais para que o reforço seja intrínseco ao comportamento do cliente. Nesse caso, acontecerá a generalização e conseqüentemente repertórios inadequados, não assertivos e agressivos vão ser extintos.</p>
<p>Em alguns casos o terapeuta sozinho não consegue modelar novos repertórios comportamentais apenas em um ambiente clínico. Para esses casos, o trabalho conjunto com o A.T. (Acompanhante Terapêutico) mostra resultados interessantes. O terapeuta como fonte reforçadora em ambiente clínico modelando novos repertórios comportamentais e o A.T. como fonte reforçadora externa ao contexto clínico, e em alguns casos mais graves, dando modelos de novos repertórios para que o cliente possa ver uma classe de respostas mais ampla e com isso passe a imitar o Acompanhante Terapeutico.</p>
<p>Se espera com esse trabalho em conjunto que a generalização de reforçadores seja facilitada contribuindo para a instalação permanente de novas classes de respostas mais adaptadas e novos repertórios comportamentais. Em um próximo texto discutirei um pouco mais o trabalho do Acompanhante Terapeuta ( A.T.).</p>
<p>Agradeço ao Rodrigo Nunes Xavier a importante contribuição na elaboração do presente texto.</p>
<p>Referencias :</p>
<p>Madi, M. B. B. P. (2004). Reforçamento positivo: princípio, aplicação e efeitos desejáveis. Em C.N. Abreu e H.J. Guilhardi (orgs.) <em>Terapia Comportamental e Cognitivo-comportamental : práticas clínicas.</em> Capitulo 2, 41-54. São Paulo : Roca.</p>
<p>Kohlemberg, R.J. e Tsai, M. (2001). Suportes teóricos da FAP.  Em: <em>Psicoterapia Funcional Analitica: Criando Relações Terapeuticas Intensas e Curativas. </em>Santo André : ESETec. (pp.8-18).</p>
<p>Andery, M.A.P.A.; Sério, T.M. Consequências intrínsecas e extrínsecas. Em : C.E. Costa, J.C. Luzia, H. H. Nunes S´Antana(orgs.) <em>Primeiros Passos em Analise do Comportamento e Cognição, </em>Vol 2. Santo André : Esetec, 2004 (pp 43-48)</p>
<p>Por : Marcelo C. Souza</p>


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		<title>Behaviorismo Radical e Realismo</title>
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		<pubDate>Sat, 30 May 2009 13:11:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
		<category><![CDATA[Educativos]]></category>
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		<description><![CDATA[Olhando alguns livros eu encontrei algumas críticas ao Behaviorismo Radical que me chamaram a atenção. Pra variar, essa crítica se parece muito com as tradicionais confusões que acontecem entre o Behaviorismo Radical de Skinner e o Behaviorismo Metodológico.


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			<content:encoded><![CDATA[<div><a href="http://mentedespenteada2.blogs.sapo.pt/arquivo/tortura.png" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img style="border: 0px initial initial;" src="http://mentedespenteada2.blogs.sapo.pt/arquivo/tortura.png" border="0" alt="" width="150" height="150" /></a>Olhando alguns livros eu encontrei algumas críticas ao Behaviorismo Radical que me chamaram a atenção. Pra variar, essa crítica se parece muito com as tradicionais confusões que acontecem entre o Behaviorismo Radical de Skinner e o Behaviorismo Metodológico.Queria comentar em especial uma frase que encontrei em meu livro de Personalidade no capítulo onde ele fala sobre o Behaviorismo Radical, eis aqui:</p>
<p style="text-align: center;">&#8220;<em>Não há dúvida que o Behaviorismo &#8216;funciona&#8217;. A tortura também. Coloque-me nas mãos um Behaviorista firme, eficiente e realista, algumas drogas e aparelhos elétricos simples, que em seis meses farei com que ele recite em público o Credo de Anastácia</em><span>&#8220;.</span></p>
<p><span>A </span>brincadeira é de autoria do poeta W. H. Auden e está no livro <span>Teorias da Personalidade &#8211; Da teoria clássica a pesquisa moderna, </span>2ª edição, página 196.</p>
<p>A &#8220;proposta&#8221; do poeta aparentemente explicita que:</p>
<p>1 &#8211; O Behaviorismo Radical é realista.<br />
2 &#8211; O Behaviorista ignora os sentimentos.</p>
<p>O <span>realismo</span> representa a idéia de que os carros, os prédios, as casas, as pessoas que vejo estão lá realmente &#8211; que existe um mundo fora do sujeito e é este mundo que dá origem as nossas experiências. Se dou as costas para um carro, eu acredito que ao me virar ele estará lá novamente. É como se eu dissesse que o carro e tudo mais o que vejo está fora de mim, enquanto minha experiência, minha percepção a respeito disso, meus pensamentos, são coisas que estão dentro de mim.</p>
<p><a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/22/Wm_james.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img class="alignright" style="border: 0px initial initial;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/22/Wm_james.jpg" border="0" alt="" width="150" height="200" /></a><br />
Essa corrente filosófica pode ser contrastada com o <span>pragmatismo, </span>que teve como principais precursores Charles Pierce e William James. Para o pragmatista, não importa se o carro, o prédio ou qualquer outra coisa realmente exista, mas sim que este objeto exerça algum poder explicativo ou função no ambiente. Para James, a nossa concepção a respeito de algum objeto consiste em seus efeitos práticos apenas, nada mais.</p>
<p style="text-align: right; "><em><br />
</em></p>
<p>Embora não haja consenso entre todos os autores, Baum (2006) afirma que os <span>Behavioristas Radicais </span>preferem o pragmatismo ao realismo em função do escopo dualista que o realismo carrega. Se você afirma que &#8220;o mundo exterior é real&#8221;, estará levantando a questão &#8220;se estou separado deste mundo exterior real, onde eu estou?&#8221;. A psicologia popular responderia que você tem dentro de sí um mundo interior privado, subjetivo, em que você experimenta sensações, pensamentos e sentimentos. Somente o corpo externo pertence a este mundo exterior. Isso levaria a outra questão, &#8220;como é que esse mundo exterior influencia o comportamento?&#8221;. É impossível se chegar a alguma resposta já que não há como investigar a maneira pela qual uma variável não natural influencia um evento natural.</p>
<p><em><br />
</em></p>
<p><a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a4/Charles_Sanders_Peirce_theb3558.jpg/230px-Charles_Sanders_Peirce_theb3558.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img style="border: 0px initial initial;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a4/Charles_Sanders_Peirce_theb3558.jpg/230px-Charles_Sanders_Peirce_theb3558.jpg" border="0" alt="" width="150" height="220" /></a><span>Behaviorismo Metodológico </span>baseava-se no realismo. Eles diziam que a ciência lidava apenas com o objetivo, observável por mais de uma pessoa. Consideravam que a ciência era constituída de métodos para o estudo do mundo &#8220;fora da pessoa&#8221;. Ele supõe que o mundo objetivo está lá fora, acessivel a todos enquanto o subjetivo é a caixa preta, impossível de ser estudada pela ciência.</p>
<p>Se admitíssemos esse dualismo, uma ciência objetiva que lidasse somente com o comportamento exterior pareceria incompleta; por isso os behavioristas costumam ser acusados de ignorar o mundo interior dos pensamentos e dos sentimentos. O erro está em dizer que os Behavioristas Radicais ignoram estes processos internos. Nesse ponto sim existe consenso. Os Behavioristas Radicais estudam os processos internos como pensamento, sentimento, etc., apenas não atribuem a eles a causação dos comportamentos.</p>
<p>Para o <span>Behaviorista Radical </span>os sentimentos e os pensamentos são comportamentos como quaisquer outros. É possível estudá-los e descobrir sua função na contingência, assim como qualquer outro comportamento.</p>
<p>A melhor maneira de combater o preconceito com relação ao Behaviorismo Radical, inicialmente é discutir a respeito destas críticas. Não um debate, mas um esclarecimento sobre como é que o Behaviorismo encara diversos assuntos onde os críticos apontam certas deficiências. É necessário tomar cuidado com reducionismo. Ele também é outra variável que pode levar ao preconceito.</p>
<p>BIBILHOGRAFIA CONSULTADA E LEITURA INDICADA:
</p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">- </span><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">BAUM, W. M. <em>Compreender o behaviorismo</em></span><span style="font-size: small;">: ciência, comportamento e cultura</span><span style="font-size: small;">. Porto Alegre: Artes Médicas, 2006.</span></span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Esequias Caetano de Almeida Neto.</p>
</div>


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		<title>A história do conhecimento &#8211; um breve apanhado.</title>
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		<pubDate>Fri, 29 May 2009 20:53:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<description><![CDATA[Todas as ciências originaram-se da Filosofia e posteriormente se separaram dela. Antes que a astronomia existisse, por exemplo, especulava-se a respeito da organização do universo a partir do pressuposto de que Deus havia criado tudo daquele jeito.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<div style="text-align: center;">
<blockquote style="text-align: center;"><p><span style="font-family: 'lucida grande'; font-size: small;">&#8220;</span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: 'lucida grande';">Certas questões sobre a mente tem sido discutidas há mais de 2.500 anos e ainda permanecem sem respostas. Como pode, por exemplo, a mente mover o corpo? A questão foi colocada ainda em 1965 por Karl Popper nos seguintes termos: &#8216;O que queremos compreender é como tais mecanismos não físicos (&#8230;) podem atuar de modo a acarretar mudanças físicas no mundo físico&#8217;. E, é claro, também queremos saber de onde (e como) se originaram estes mecanismos. Para esta questão os gregos já tinham uma resposta simples: dos deuses. Como Dodds já assinalou, os gregos acreditavam que se um homem se comportava de modo insensato era porque um Deus hostil havia introduzido uma paixão desenfreada em seu peito. Um deus amistoso poderia dar a um guerreiro uma quantidade extra de inteligência, com o que poderia lutar brilhantemente. Aristóteles pensava que existia algo de divino no pensamento, e Zeno julgava que o intelecto era</span> <span style="font-family: 'lucida grande';">(o próprio) Deus. </span></span>&#8221; (<span>Beyond Freedom and Dignity</span>, Skinner, p. 14, parênteses adicionados)</p></blockquote>
<div style="text-align: left;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/_S4Jk_2LVO7M/SHfZzsVNLOI/AAAAAAAAAAo/4UYKpDwmMpM/S269/Ci%C3%AAncia%2Be%2BReligi%C3%A3o%2B2.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img class="aligncenter" src="http://1.bp.blogspot.com/_S4Jk_2LVO7M/SHfZzsVNLOI/AAAAAAAAAAo/4UYKpDwmMpM/S269/Ci%C3%AAncia%2Be%2BReligi%C3%A3o%2B2.jpg" border="0" alt="" width="200" height="200" /></a></p>
<p>Todas as ciências originaram-se da Filosofia e posteriormente se separaram dela. Antes que a astronomia existisse, por exemplo, especulava-se a respeito da organização do universo a partir do pressuposto de que Deus havia criado tudo daquele jeito.</p>
<p>As pessoas desenvolviam um raciocínio bem peculiar a partir de suas experiências pessoais. Com relação ao universo, era mais ou menos assim:</p>
<p>1 &#8211; Todos os eventos importantes acontecem na terra, então ela deve ser o centro do universo, tudo gira em torno dela (<a href="http://www.tiosam.net/enciclopedia/?q=Geocentrismo">geocentrismo</a>);</p>
<p>2 &#8211; O círculo é a forma geométrica mais perfeita, sendo assim, o sol deve girar em torno da terra obedecendo uma órbita circular. A lua, certamente, gira em outra órbita circular mais próxima. As estrelas se organizam em torno do conjunto, formando assim uma esfera perfeita.</p>
<p>A partir do momento em que as pessoas começaram a tentar entender os objetos e fenômenos naturais por meio da observação sistematizada, as coisas começaram a mudar. Nascia então, a ciência!</p>
<p><a href="http://www.suapesquisa.com/biografias/galileu/">Galileu</a>, por exemplo, apontou o telescópio para a lua observando que esta era cheia de crateras, ou seja, estava longe de ser a esfera perfeita que os filósofos imaginavam &#8211; rompendo então com a filosofia. Ele rompeu também com a idéia de que a terra era o centro do universo, apoiando a idéia de Copérnico. Muitas idéias de <a href="http://www.suapesquisa.com/aristoteles/">Aristóteles</a> sobre Física, por exemplo, foram colocadas em xeque com as observações de Galileu (vide links nos nomes deles).</div>
<div>
<p><a href="http://www.pucsp.br/pos/cesima/schenberg/cientistas/galileu2.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img class="aligncenter" src="http://www.pucsp.br/pos/cesima/schenberg/cientistas/galileu2.jpg" border="0" alt="" width="200" height="200" /></a><span style="font-size: x-small;">(Galileu Galilei)</span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><br />
</span></div>
<blockquote style="text-align: left;"><p>Algumas diferenças entre o raciocínio filosófico e o científico são:</p>
<p>• O raciocínio desenvolvido em Filosofia parte de suposições para conclusões. A medida que este vai se desenvolvendo, os argumentos vão tomando forma, criando-se então sentenças do tipo &#8220;se isto fosse assim, então aquilo seria assim&#8221;. O caminho traçado pela ciência é o caminho oposto. O raciocínio científico configura-se a partir de sentenças como &#8220;isto foi observado; o que esses fatos estão nos mostrando, e a que outras observações eles podem levar?&#8221;;</p>
<p>• A verdade filosófica é absoluta: se estas premissas forem enunciadas explicitamente, estando também correto o raciocínio, as conclusões seguem-se necessariamente. A verdade científica, pelo contrário, é sempre relativa e provisória: é suscetível de não ser confirmada por novas observações;</p>
<p>• As suposições filosóficas nos remetem a abstrações além do universo natural, como Deus, harmonia, forma ideal, assim por diante. As suposições científicas que são usadas na construção de teorias referem-se somente ao universo natural e sua possível forma de organização.</p></blockquote>
<p><a href="http://pliniov.blog.uol.com.br/images/aristoteles.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img class="aligncenter" src="http://pliniov.blog.uol.com.br/images/aristoteles.jpg" border="0" alt="" width="200" height="200" /></a><span style="font-size: x-small;">(Aristóteles)</span></div>
<div>Assim como especulavam sobre física, os gregos também especulavam sobre a química. Aristóteles, por exemplo, conjecturava que a matéria variava em suas propriedades por ser dotada de certas qualidades, essências ou princípios. O filósofo sugeriu que a matéria continha quatro destas qualidades, sendo elas o <span>quente, o frio, o úmido e o seco </span><span>(a lista foi aumentando com o passar do tempo)</span><span>. </span>Quando a substância era líquida é porque ela possuia em maior quantidade a qualidade <span>úmido; </span>quando era algo sólido, é porque possuía em maior quantidade a qualidade <span>seco;</span> assim por diante. Dizia-se que as substâncias esquentavam porque possuíam internamente a <span>essência calórica</span>. Queimavam porque possuíam <span>flogisto</span>.</p>
<p>Eles acreditavam que estas substâncias eram reais e ficavam escondidas dentro dos materiais (embora ninguém nunca as tivesse encontrado). A partir do momento em que os estudiosos deixaram de lado estas especulações e começaram a desenvolver estudos através da observação sistemática da mudança na matéria, nasceu o que hoje se chama de <span>Química, </span><span>que dentre outros benefícios nos trouxe a tão útil farmacologia.</span></p>
<p>O rompimento da biologia com a filosofia e a teologia se deu do mesmo modo. Antigamente o raciocínio que imperava era que, se existia alguma diferença entre os seres vivos e as coisas não vivas, era porque Deus havia dado às coisas vivas alguma coisa que as não vivas não tinham ganhado. Alguns chamavam essa &#8220;coisa&#8221; de alma; outros, de <span>vis viva</span>. Como o corpo era movido por entidades sagradas, ele era intocável. Ninguém poderia realizar nenhum tipo de procedimento invasivo nele pois, se o fizesse, estaria desrespeitando a Deus. Só a partir do século XVII que os cientistas começaram a dissecar animais e estudar o funcionamento do corpo humano.</p>
<p><a href="http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/WilliHar.html"></a></p>
<blockquote><p><a href="http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/WilliHar.html">Willian Harvey</a> observou como o coração bombeava o sangue através do corpo, descobrindo assim que o funcionamento do ser humano mais parecia com o de uma máquina do que com a ação de uma suposta força mágica. A partir daí, os estudiosos começaram a abandonar a idéia de que o organismo era movido por forças mágicas como a alma ou a <span>vis viva</span>, passando então a estudá-lo de forma sistemática, o que permitiu diversos avanços à medicina que com isto ganhou <span>status</span>científico.</p></blockquote>
<div style="text-align: center;">
<p><a href="http://www.acadciencias.org.br/img/darwin.jpg" class="broken_link"  onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img class="aligncenter" src="http://www.acadciencias.org.br/img/darwin.jpg" border="0" alt="" width="200" height="200" /></a> (Darwin)</div>
<div>O mesmo aconteceu com <a href="http://biografias.netsaber.com.br/ver_biografia_c_272.html">Darwin</a> ao publicar sua teoria da evolução das especies através da seleção natural. Muitos se ofenderam porque sua teoria ia contra o relato bíblico de que Deus havia criado todas as plantas e animais do modo que eram e em poucos dias. O próprio Darwin absteve-se de publicar seu livro por muito tempo, só o fazendo no momento em que percebeu que outros estudiosos também estavam chegando à mesma conclusão. A partir do momento em que se descobriu a evolução das espécies, muita coisa mudou no mundo. O ser humano deixou de ser considerado tão especial, passou a ser visto como apenas mais um animal dentre tantos que apenas evoluiu à sua maneira.</p>
<p>Em todos os exemplos citados, houve muita resistência com as novas descobertas científicas. Galileu, por exemplo, foi condenado pela Igreja Católica, sendo obrigado a voltar atrás em Roma e dizer que o heliocentrismo era apenas uma hipótese. Algum tempo depois, ele voltou a defendê-lo.</p>
<p>E, como não poderia deixar de ser, com a psicologia não é diferente. Sua ruptura com a filosofia é relativamente recente e, até a década de 1940, a maioria das universidades não tinha um departamento de Psicologia. Os professores de Psicologia em geral ficavam em departamentos de Filosofia.</p>
<p>Na verdade, ainda hoje, a Psicologia é altamente influenciada pela Filosofia e até pela Teologia. A Psicologia evoluiu muito pouco na prática desde os tempos de Platão e Aristóteles. Ainda hoje os psicólogos prendem-se excessivamente a questões semelhantes às que as outras ciências citadas se prendiam antes de adquirirem condições de evoluir a ponto de trazer maiores benefícios para a sociedade. Não digo que não traziam antes, mas deixo a questão: como estaria o mundo hoje se as ciências citadas não tivessem desenvolvido métodos sistematizados para abordar seus objetos de estudo, continuando assim a tratar deles com base em simples inferências não demonstráveis?</p>
<p>Em uma próxima postagem, trarei a tona a discussão que Skinner faz no primeiro capítulo de seu livro <span>Beyond Freedom and Dignity* </span><span>a respeito da necessidade de uma ciência psicológica que trabalhe com os problemas práticos da realidade e busque soluções para estes, deixando de perder tempo com questões impossíveis de serem estudadas, conjecturando teorias e mais teorias sem fundo natural.</span></p>
<p>*Livro &#8220;Para além da Liberdade e Dignidade&#8221;, traduzido como &#8220;O Mito da Liberdade&#8221; para o português.</p>
<p>Esequias Caetano de Almeida Neto.</p></div>
</div>


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		<title>Modelação &#8211; Children See Children Do</title>
		<link>http://www.psicologiaeciencia.com.br/modelacao-children-see-children-do/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 23:38:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
		<category><![CDATA[Epistemologia]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[A modelagem - Modelação sao ferramentas importantes de transferir conhecimentos e comportamentos. O grande problema é que através dos exemplos tambem passamos a outras pessoas comportamentos negativos, lesivos, agressivos e violentos.
Esse artigo é uma discussão sobre o video, Children See, Children Do de uma ONG americana.


No related posts.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><img class="aligncenter size-full wp-image-1158" title="mod" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/05/mod.jpg" alt="mod" width="576" height="432" /></div>
<div style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=CWUtywfwsMw">http://www.youtube.com/watch?v=CWUtywfwsMw</a></div>
<div>&#8220;&#8230; Quer exista ou não algo como imitação nao aprendida ou inata, uma coisa é certa: A imitação pode ser ensinada. Usando-se os procedimentos de condicionamento &#8211; tornando o reforço contingente à repetição do ato do outro &#8211; um organismo pode ser levado a imitar&#8221; ( Keller e Schoenfeld, 1950/1973, pag 378).</div>
<div>Imitação é um processo de aprendizagem pelo qual os individuos aprendem comportamentos novos ou modificam antigos por meio da observação de um modelo. Isso ocorre porque existe a probabilidade das pessoas serem reforçadas pelas mesmas consequências que reforçam o comportamento do modelo ( Keller e schoenfeld 1950/1973 : Bandura, 1969/1979; Malott, 1971/1981; Striefel, 1975; Mikulas 1977; Skinner 1989/1991; Baum 1994/1999; Catania 1998/1999).</div>
<p>Tanto a Imitação quanto a modelagem permitem ao individuo adquirir novos comportamentos. Mas por lógica a imitação é um comportamento aprendido através da observação de um modelo enquanto que na modelagem o comportamento é aprendido através de aproximação sucessiva se reforçando diferencialmente cada resposta que pertence a mesma classe para que se chegue no comportamento final desejado.</p>
<p>A historia mostra que os procedimentos de modelação e modelagem nos fizeram continuar nesse planeta. Afinal, toda vez que vemos como nossos pais fazem uma determinada tarefa e são bem sucedidos, tendemos a tentar imitar esse mesmo comportamento para que sejamos reforçados como os modelos são. Filogenéticamente isso foi muito importante. Observando os mais velhos caçando conseguimos sobreviver por muitos seculos e as técnicas de sobrevivencia são passadas de geração em geração. A natureza utiliza muito o processo de imitação, só observarmos um animal selvagem. Logo após seu nascimento em pouco tempo já esta observando os pais nas caçadas e aprende por observação como deve se fazer e repete.</p>
<p>Mas se os processos de Imitação e modelagem são tão importantes para a sobrevivencia humana, então porque o video Children see, Children Do nos chama tanto a atenção ?<br />
A imitação do modelo pode ser perigosa tambem, pois o mesmo nem sempre é adequada dentro de certos limites culturais e sociais. Mesmo lembrando da pluralidade da espécie humana, os modelos são escolhidos dentro da cultura vigente do local onde está inserida e mais do que isso, qual é o papel reforçador de se imitar um modelo ?</p>
<p>Sabemos que uma criança imita seus pais e se sentem poderosas com isso, porêm será que os pais entendem que são modelos aos seus filhos ? Será que os pais entendem que certos comportamentos são passados de forma quase que inevitavel ?<br />
Claro que existe uma grande diferença em ser um modelo para uma criança que ainda está desenvolvendo seu repertório comportamental e ser um modelo para um homem adulto.<br />
O video é um alerta que não se pode ignorar, precisamos rever urgentemente os nossos conceitos e começarmos a pensar no que estamos fazendo com nossas crianças.</p>
<p>A luz do Beraviorismo Radical, o que podemos fazer ?? Não apenas nos mantendo nos consultorios, mas partindo pra politicas publicas, sociais, trabalhos socio-educativos etc&#8230;<br />
Quando estava pensando nisso ouvi muitas pessoas, algumas da área da Psicologia e outras não e elas diziam que não devemos pensar, devemos fazer, colocar a mão na massa. De pensadores o mundo está cheio.</p>
<p>Mas ai comecei a pensar em outra questao. Ir e fazer é uma resposta óbvia, mas pergunto, fazer o quê ? Com que estratégia ? Quais parametros utilizar ? O que ja se tem de estudos nessa área ?Ir e fazer como ? Ir a viadutos e dar bebida e comida para moradores de rua ? É uma coisa boa ?</p>
<p>Bom, ja temos estudos que afirmam que ao fazer isso apenas reforçamos a vontade dessas pessoas em continuar na rua, portanto não resolvemos o problema apenas reforçando uma comportamento que gostariamos de extinguir. Pode se demorar a voltar com a comida, mas sempre se volta. E sabemos que o Reforço Intermitente é especialmente muito dificil de ser extinto.</p>
<p>O quê nao tira a bondade do ato, mas tal qual uma criança que nunca é frustrada, no futuro teremos problemas, pois ela esta sendo reforçada em algo que nao vai lhe ajudar .A questao nao é o quê fazer, mas como fazer.Nesse sentido devemos pensar de forma mais ampla, entendendo os mecanismos sociais que regulam a nossa sociedade e como podemos entender os reforçadores e punidores que à mantem da forma que está e como podemos extinguir os repertorios nao adaptativos.</p>
<p>Eu imagino que nem podemos falar em extinção ja que por definição ao se utilizar dela a frequência de comportamentos que se quer extinguir aumenta enormemente podendo levar ao situações até de perigo pois estamos falando da area social. O que estamos fazendo especificamente para mudarmos o mundo ???</p>
<p>O quê estou tentando dizer é : O quê devemos fazer, como devemos fazer e quais politicas adotar para que a sociedade mude seus valores e fique sobre controle de outros estimulos que visam o potencial humano e a saude.</p>
<div>Entendi quando é dito que que é preciso atitude. Mas por expêriencia vejo que atitude por si só pode ser perigosa, pois podemos estar sob controle de outras variaveis que não seriam eficientes para a resolução do problema, mas com topografias diferentes que mantenham o problema, mesmo que na forma pareça que estamos tentando resolve-lo.</div>
<div>A pergunta final, que na verdade já foi repetido inumeras vezes dentro desse texto é : O que estamos fazendo com as nossas crianças ?</div>
<div>
<p>Por : Marcelo C. Souza</p></div>


<p>No related posts.</p>]]></content:encoded>
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