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	<title>Psicologia e Ciência &#187; Educativos</title>
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		<title>Como fazer e receber elogios</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Feb 2011 18:54:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Netoac</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Educativos]]></category>
		<category><![CDATA[Habilidades Sociais]]></category>

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		<description><![CDATA[Atendendo ao pedido de uma leitora, a discussão de hoje da série sobre Habilidades Sociais é: como fazer e receber elogios? Como já sabem os que acompanham a série, as idéias aqui trazidas são de Vicente Caballo, em seu livro Manual de Avaliação e Treinamento das Habilidades Sociais, publicado em 2006 pela editora SANTOS. 


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Atendendo ao pedido de uma leitora, a discussão de hoje da série sobre Habilidades Sociais é: <em>como fazer e receber elogios?</em> Como já sabem os que acompanham a série, as idéias aqui trazidas são de Vicente Caballo, em seu livro <em>Manual de Avaliação e Treinamento das Habilidades Sociais</em>, publicado em 2006 pela editora SANTOS.</p>
<p align="center"><strong>Como fazer elogios?</strong></p>
<p align="center">
<p align="center"><img src="http://img265.imageshack.us/img265/2122/joinha2632598rw6.gif" alt="" width="250" height="307" /></p>
<p>Elogios podem ser definidos como <em>&#8220;comportamentos verbais específicos que ressaltam características positivas de uma pessoa</em>&#8220;(Caballo, 2006, p. 254). O autor também cita diversos motivos pelos quais devemos fazer elogios, expressando nosso apreço &#8211; quando realmente há um porque de se elogiar. Dentre os motivos citados por Caballo, estão:</p>
<p><em>1. </em>Os outros desfrutam, ao ouvir expressões positivas, sinceras, sobre como nos sentimos com relação a eles;</p>
<p>2. Fazer elogios ajuda a fortalecer e aprofundar as relações entre as pessoas;</p>
<p>3. Quando fazemos elogios aos demais, é menos provável que se sintam esquecidos ou não apreciados;</p>
<p>4. Nos casos em que precisamos expressar sentimentos negativos ou defender nossos direitos diante de alguém, é menos provável que esta pessoa reaja de maneira inadequada quando, em outras situações, outros aspectos seus foram elogiados;</p>
<p>Gostaria de propor um exercício aos leitores. A maioria de nós não presta atenção quando as pessoas ao nosso redor agem da maneira que nos agradam (p. 255). Quando nos desagradam, no entanto, logo reclamamos. O exercício é o seguinte: a partir de hoje, preste um pouco mais de atenção nas coisas boas que as pessoas fazem para você; e, quando elas fizerem, retribua com um elogio. Vai ver como suas relações irão melhorar.</p>
<p>Porém, antes de sair por aí elogiando, existem alguns aspectos que devem ser levados em consideração. São eles:</p>
<p>1. Os comportamentos que são valorizados por aqueles que nos rodeiam, tendem a se repetir na presença destes. Mas como lembra Caballo (p.255), ignorar o comportamento que nos agrada e punir o que nos desagrada é uma maneira nada eficaz de ensinar ao outro como queremos que ele nos trate.</p>
<p>2. Os elogios, normalmente, podem ser feitos sobre o comportamento, a aparência ou posses da outra pessoa. São mais eficientes quando são <em>a) </em>específicos, isto é, dizendo <span style="text-decoration: underline;">exatamente</span> o que nos agrada na outra pessoa, e; <em>b)</em> referimo-nos a pessoa pelo nome.</p>
<p>3. Os elogios são mais significativos quando expressos em termos de nossos próprios sentimentos e não em termos absolutos. Ou seja, é melhor dizer &#8220;gostei de seu cabelo&#8221; do que &#8220;seu cabelo é lindo&#8221;.</p>
<p>4. Muita gente tem dificuldade em aceitar um elogio diretamente. Talvez por modéstia, ou simplesmente por não saber o que dizer. Alguns autores recomendam que, para evitar este tipo de problema, o elogio seja seguido de alguma pergunta; pois, deste modo, a pessoa pode focar sua atenção em responder a pergunta ao invés de procurar como reagir ao elogio.</p>
<p>Caballo (idem) ainda recomenda que, para que suas expressões positivas sejam mais confiáveis, caso não seja de seu costume elogiar, você comece aos poucos, e vá aumentando a frequência progressivamente. Diz ainda que, no início, é melhor que estes sejam expressos de maneira conservadora, pois expressões repentinas de apreço levantam suspeitas. Recomenda também que não ofereçamos expressões positivas quando queremos algo da outra pessoa. Nesta situação, provavelmente o elogio não será levado a sério e ainda pode pegar mal. Explica também que devolver o elogio que recebemos com outro igual pode soar superficial &#8211; como uma obrigação.</p>
<p>Quando elogiamos os demais, é provável que também sejamos elogiados. Para que estas trocas positivas continuem, é importante que saibamos como responder aos elogios.</p>
<p align="center"><strong>Como receber elogios?</strong></p>
<p align="center">
<p align="center"><strong><img src="http://4.bp.blogspot.com/_IQwIjoYpkBc/S-84oA3uC4I/AAAAAAAAAYg/zTnKCdhHu-w/s1600/JohnnyBravo3.gif" alt="" width="274" height="300" /></strong></p>
<p align="center">
<p>Se, ao recebermos elogios, nós os negamos (&#8221;quem? Eu?&#8221;), mudamos o foco da atenção (&#8221;eu também gostei de sua roupa&#8221;), ou recusamos (&#8221;Você gostou mesmo do que falei? Foi feito tão às pressas, nem ficou bom&#8221;), é provável que recebamos menos elogios no futuro.</p>
<p>Caballo (p.256.) explica que, muitas vezes, um simples &#8220;Obrigado!&#8221; ou um &#8220;Obrigado, você é muito gentil&#8221;  são mais do que suficientes para que quem elogiou sinta-se satisfeito e volta e elogiar no futuro.</p>
<p>Para concluir, gostaria de retomar o exercício proposto lá no início. Não se esqueça de fazer elogios às pessoas que te cercam. Ao fazer isto, procure se lembrar de tudo o que foi discutido neste texto e depois me diga se suas interações sociais não melhoraram.</p>


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		<title>Dependência Tecnológica em crianças</title>
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		<pubDate>Sun, 23 May 2010 17:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
		<category><![CDATA[Educativos]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>

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		<description><![CDATA[
Com que freqüência você negligencia tarefas para passar mais tempo on line ou jogando? Qual é a quantidade de tempo que passa em frente a telinha? Suas notas ou tarefas escolares sofrem por causa desse tempo? Com que frequencia você se sente deprimido, mal humorado ou nervoso quando está offline e esse sentimento vai embora [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://img257.imageshack.us/img257/6631/imagemdeumacriancapequex.jpg" alt="computador" width="396" height="322" /></p>
<p align="center"><em>Com que freqüência você negligencia tarefas para passar mais tempo on line ou jogando? Qual é a quantidade de tempo que passa em frente a telinha? Suas notas ou tarefas escolares sofrem por causa desse tempo? Com que frequencia você se sente deprimido, mal humorado ou nervoso quando está offline e esse sentimento vai embora assim que você volta a estar online?</em></p>
<p align="center">
<p>Essas são questões que fazem parte de um teste <em>formulado pelo</em><em> Centro de Recuperação para Dependência de Internet</em><em>, nos Estados Unidos</em><em>.</em></p>
<p>No mundo em que vivemos, os celulares estão cada vez mais avançados, computadores e videogames de última geração e diversas outras coisas. Quase tudo que nos rodeia, está cada vez mais desenvolvido. Isto, aliado ao aumento de acessibilidade das pessoas a esta modernidade, confirma cada vez mais que as pessoas estão, de uma forma ou de outra, intimamente ligadas a tecnologia.</p>
<p>Não seria diferente com as crianças e adolescentes, que a cada conversa com colegas na escola, trocam informações de aparelhos mais avançados, videogames mais reais, jogos alucinantes, novos sites e blogs com informações sobre password, formas de jogar, como conquistar determinada arma ou alcançar algum objetivo. No dia seguinte, na escola, a troca continua, mas cada vez mais avançada, com outras fases, pois a tecnologia é muito atraente, extremamente rápida e o assunto de ontem, já é passado.</p>
<p>Os sofás e cadeiras das casas estão cada vez mais confortáveis e aconchegantes para que as pessoas fiquem cada vez mais tempo sentadas, e obcecadas pela telinha. A cada momento, a liberação de dopamina no sangue ocorre e faz com que aquela criança queira ficar mais horas ao computador ou game.</p>
<p>A cada dia se confirma mais e mais uma das grandes queixas que ocorrem nesses últimos tempos nos consultórios, a psicopatologia contemporânea denominada DEPENDENCIA TECNOLOGICA OU COMPUTADOR E JOGOS DE VIDEOGAME.</p>
<p>Este vício cresce assustadoramente, atingindo cada vez mais crianças e adolescentes.</p>
<p>As crianças não controlam sua vontade, sendo impulsionadas a procurar a saciedade em suas casas ou lan houses. Abdicam de comprar lanches nas cantinas da escola para gastar em horas nas lan houses. As saídas com os pais vão diminuindo a cada fim de semana, até chegar o momento em que os sábados e domingos ficam entediantes e eles querem o quanto antes que chegue a segunda-feira para ficar mais tempo em frente ao computador. As atividades sociais como ir à casa de amigos, festas, cinema ou algum outro programa diminuem drasticamente.  Elas chegam a ficar horas no computador ou vídeo game, privando assim o sono e o descanso físico.</p>
<p>Usam mil justificativas para escapar de problemas da vida real. A criança vai se isolando, e deixando de lado qualquer atividade, relacionamentos etc. Se, em algum momento perceberem que podem ficar distantes da possibilidade de acessar o computador ou videogame, a irritação o envolve e o desconforto emocional aumenta.</p>
<p>O tempo passa e vai ficando cada vez mais difícil controlar o impulso e elas acabam perdendo o controle de sua vida, progressivamente.</p>
<p>As pessoas que estão ao seu redor demoram para perceber que estas crianças estão dependentes da tela. Vários aspectos podem reforçar o início desta patologia, como os psicológicos (baixa auto-estima, depressão, fobias sociais, dentre tantos outros) e sociais (solidão, isolamento e o estilo de vida nos grandes centros urbanos).</p>
<p>Como ocorre com um viciado em álcool ou em drogas, as crianças e os adolescentes também sofrem a abstinência de estar longe do jogo e o desempenho nas tarefas corriqueiras diminui drasticamente.</p>
<p>Nas principais cidades brasileiras existem pessoas especializadas no tratamento desta dependência; o que pode ser feito , com sessões de psicoterapia, a qual visa devolver a perspectiva do controle e da auto-regulação do uso do computador, além de orientar e esclarecer os pais com vista à sua contribuição no tratamento. Contamos também com a ajuda de psiquiatras para, caso necessário, auxiliar com algum tratamento medicamentoso leve.</p>
<p>É necessário que as pessoas voltem a atenção para este assunto; pois,  no mundo que estamos, cada vez mais interativo tecnologicamente, precisamos controlar esses momentos das crianças e adolescentes para uma vida mais saudável.</p>
<p>.</p>


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		<title>Equipe Psicologia e Ciência no SIPAT</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 03:38:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Educativos]]></category>

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		<description><![CDATA[O Psicólogo Marcelo C. Souza membro da equipe Psicologia e Ciência, apresentou na ultima terça feira, dia 04 de maio de 2010, um trabalho sobre &#8220;Prevenção e doenças do trabalho&#8221; no SIPAT ( Semana Internacional de Prevenção de Acidentes e doenças do Trabalho ) no auditório da Brasoftware em São Paulo / SP.
A Equipe Psicologia e Ciência [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>O Psicólogo Marcelo C. Souza membro da equipe Psicologia e Ciência, apresentou na ultima terça feira, dia 04 de maio de 2010, um trabalho sobre &#8220;Prevenção e doenças do trabalho&#8221; no SIPAT ( Semana Internacional de Prevenção de Acidentes e doenças do Trabalho ) no auditório da Brasoftware em São Paulo / SP.</p>
<p>A Equipe Psicologia e Ciência fica muito satisfeita com mais um trabalho desenvolvido com muita qualidade sendo reconhecido e apresentado ao publico do evento.</p>
<p>Os Slides usados na apresentação estão disponiveis em <a href="http://rapidshare.com/files/386281061/palestra.ppt">http://rapidshare.com/files/386281061/palestra.ppt</a></p>
<p>Segue algumas fotos da apresentação do trabalho :</p>
<p><img class="alignnone" src="http://img404.imageshack.us/img404/5770/sipat.jpg" alt="SIPAT" width="480" height="360" /></p>
<p> </p>
<p><img class="alignnone" src="http://img36.imageshack.us/img36/8385/sipat1.jpg" alt="SIPAT1" width="480" height="360" /></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>.</p>


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		<title>ENTENDA AS MUDANÇAS NO CÓDIGO DE ÉTICA DA MEDICINA</title>
		<link>http://www.psicologiaeciencia.com.br/entenda-as-mudancas-no-codigo-de-etica-da-medicina/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 15:53:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Educativos]]></category>
		<category><![CDATA[Código de Ética Médico]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[Esequias Caetano de Almeida Neto
A função do código de ética não é normatizar a natureza técnica do trabalho dos profissionais de uma determinada classe; mas, por outro lado, assegurar um padrão de conduta que fortaleça o reconhecimento social daquela categoria; expressando assim, normas que determinam a direção das relações entre os profissionais que a compõe [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Esequias Caetano de Almeida Neto</p>
<p>A função do código de ética não é normatizar a natureza técnica do trabalho dos profissionais de uma determinada classe; mas, por outro lado, assegurar um padrão de conduta que fortaleça o reconhecimento social daquela categoria; expressando assim, normas que determinam a direção das relações entre os profissionais que a compõe e destes com a sociedade. Um código de ética deve, portanto, ser pautado no respeito à pessoa humana e em seus direitos fundamentais (1); estando, deste modo, de acordo com a declaração universal dos direitos humanos.</p>
<p>Partindo do princípio acima apresentado, o Conselho Federal de Medicina (CFM) colocou em vigor neste dia 13 de abril de 2010 o Novo Código de Ética da Medicina, o qual, de acordo com o presidente do órgão, tem por objetivo melhorar a relação da classe médica com a população em geral (2). Muitas das mudanças já eram previstas em lei; mas, com a alteração no próprio código, o CFM passar a ter subsídios para que se abram processos éticos dentro do próprio órgão regulamentador da profissão. A penalidade para o profissional que descumprir o que está estabelecido pode chegar, inclusive, à perda do direito de exercer a profissão; se denunciado. Ao final deste artigo, orientarei sobre como agir caso você presencie o descumprimento de alguma das regras do código de ética por parte de um médico ou instituição de saúde.</p>
<p>Dentre as mudanças realizadas, está a proibição de consórcios ou cartões de desconto para procedimentos médicos. Com isto, ficam proibidos aqueles planos de longo prazo para pagamento de cirurgias plásticas, tão comuns hoje em dia (3). Proíbe-se também que os médicos permitam aos pais a escolha do sexo dos bebês em processos de inseminação artificial – aliás, a partir de agora, toda e qualquer manipulação genética é proibida aos médicos, exceto na Terapia Gênica ¹.</p>
<p>Se o objetivo da mudança é melhorar a relação da classe médica com a população, sendo o paciente o grande contemplado pelas mudanças (2), conforme afirma o presidente do CFM, vale compreender um pouco melhor os artigos do código. Neste texto, comentarei as partes mais relevantes para a população usuária do serviço público de saúde, o SUS – não me atendo somente ao que há de novo nele.</p>
<p>Acima já comentei algumas das mudanças realizadas no código de ética da Medicina. Falarei agora de outros artigos relevantes ao usuário da saúde, discutindo o que mudou neles:</p>
<p><strong>É vedado ao médico:</p>
<p>Art. 1º. Causar dano ao paciente, por ação ou omissão, caracterizável como imperícia, imprudência ou negligência</strong></p>
<p>Esta regra já existia no código de ética antigo, mas é bom comentar. O médico não pode, por exemplo, deixar de atender qualquer pessoa, dentro de um hospital, que necessite de cuidados emergenciais (acidentado, infartado, ou que tenha sofrido Acidente Vascular Cerebral – conhecido como derrame, por exemplo), independente de sua especialidade, caso não haja outro médico especialista em exercício no momento.</p>
<p><strong>Art. 8º Afastar-se de suas atividades profissionais, mesmo temporariamente, sem deixar outro médico encarregado de seus pacientes internados ou em estado grave. </strong></p>
<p><strong>Art. 9º Deixar de comparecer a plantão em horário preestabelecido ou abandoná-lo sem a presença de substituto, salvo por justo impedimento.</strong></p>
<p>Um das grandes queixas, principalmente dos usuários do SUS – inclusive estão entre os fatores que motivaram as mudanças no código de ética (3), é a falta de médicos nos plantões. As filas, já enormes, se agravam ainda mais por causa da impontualidade médica.</p>
<p>O código de ética antigo já estabelecia que o médico não pode deixar seu plantão e nem pacientes sob seus cuidados sem assistência. A diferença, agora, é que caso o médico não esteja presente, a instituição na qual ele atende será responsável por substituí-lo. Caso não o faça, o diretor técnico do hospital é quem deverá ser denunciado ao CRM. No caso dos hospitais e postos de saúde da rede pública, caso não seja feita a substituição imediata do médico, quem deverá ser denunciado é o secretário de saúde da cidade. O que não pode, é ficar sem médico.</p>
<p><strong>Art. 11. Receitar, atestar ou emitir laudos de forma secreta ou ilegível, sem a devida identificação de seu número de registro no Conselho Regional de Medicina da sua jurisdição, bem como assinar em branco folhas de receituários, atestados, laudos ou quaisquer outros documentos médicos.</strong></p>
<p>Em tese, o código de ética antigo já proibia o médico de emitir receitas ou laudos de forma ilegível. Existem inúmeros casos de pacientes que tomaram remédio errado porque o farmacêutico não conseguiu compreender o que estava escrito na letra.</p>
<p>O que mudou é que, a partir de agora, o médico é obrigado a informar o número de seu registro profissional no documento que emitir (número de seu CRM). Isto facilita a identificação do médico, em caso de denúncia.</p>
<p><strong>Art. 25. Deixar de denunciar prática de tortura ou de procedimentos degradantes, desumanos ou cruéis, praticá-las, bem como ser conivente com quem as realize ou fornecer meios, instrumentos, substâncias ou conhecimentos que as facilitem.</strong></p>
<p>No código de ética antigo já era previsto que deveria denunciar, caso presenciasse, sinais de tortura ou procedimentos degradantes em seus pacientes. Isto vale, inclusive, se estes sinais forem oriundos de condutas dos familiares do paciente. Por exemplo, se o médico perceber que o marido espanca a esposa, ele tem a obrigação de denunciá-lo. Isto não é opcional. O médico é obrigado a denunciar.</p>
<p><strong>Art. 34. Deixar de informar ao paciente o diagnóstico, o prognóstico, os riscos e os objetivos do tratamento, salvo quando a comunicação direta possa provocar-lhe dano, devendo, nesse caso, fazer a comunicação a seu representante legal.</strong></p>
<p>O código de ética antigo também estabelecia que o médico não pode esconder o diagnóstico, prognóstico ², riscos e objetivos do tratamento a que submete seu paciente. O problema é que, muitas vezes, quando vai explicar ao paciente, ele usa um amontoado de termos técnicos que quem não estudou medicina não compreende. É direito do paciente exigir uma explicação compreensível.  E é dever do médico fornecê-la. Pena é que poucos pacientes exigem.</p>
<p>Além disso, o código de ética médica estabelece também que o médico tem a obrigação de informar seu paciente sobre as condições de trabalho que ponham em risco sua saúde (Art. 12), bem como sobre os determinantes sociais, ambientais ou profissionais de sua doença (Art. 13). Tudo isto, de maneira compreensível. Caso o médico não fale, é direito do paciente perguntar. Caso o paciente se interesse por ler seu prontuário, o médico é obrigado a explicá-lo, do mesmo modo, de maneira compreensível (Art. 88).</p>
<p>² &#8211; prognóstico refere-se à previsão de evolução ou desfecho de uma doença ou caso clínico.</p>
<p><strong>Art. 41. Abreviar a vida do paciente, ainda que a pedido deste ou de seu representante legal. </strong></p>
<p>Esta regra também já existia. Contudo, no novo código, fica estabelecido que o médico deve evitar que pacientes terminais passem por tratamentos longos e desnecessários; ou seja, nos casos em que não há como salvar a vida do paciente, é sugerido que o mesmo seja levado para casa, onde serão ministrados medicamentos para aliviar a dor e para que o paciente passe seus derradeiros momentos ao lado da família, com o menor sofrimento possível. Tudo isto, claro, com o consentimento da família (3).<br />
Além dos artigos comentados, ainda vale lembrar que o médico tem o dever de tratar seu paciente com civilidade e consideração, respeitando sua dignidade (Art. 23); e, além disso, ter seu consentimento ou de seu representante legal para a realização de qualquer tipo de procedimento, salvo em caso de risco iminente de morte (Art. 22).</p>
<p>O médico não pode também revelar o que foi conversado com paciente menor de idade, inclusive a seus pais ou representantes legais, desde que o paciente tenha capacidade de discernimento, salvo quando a não revelação possa acarretar dano ao mesmo (Art. 74).</p>
<p>COMO PROCEDER DIANTE DA FALHA ÉTICA DE UM MÉDICO?</p>
<p>Conforme explica o próprio código de ética, são os Conselhos Regionais de Medicina (CRM’s) os responsáveis pela aplicação das sansões éticas aos profissionais que desrespeitem o código. Deste modo, a conduta correta a se adotar caso diante de uma falha ética cometido pelo profissional médico, é entrar em contato com o Conselho de sua região. Veja bem, o contato é com o CRM, e não com a secretaria de saúde.</p>
<p>No site do <a href="http://www.portalmedico.org.br " class="broken_link" >Conselho Federal de Medicina</a> existe, ao lado esquerdo da tela, um menu  com o título “Serviços à População”. Clicando nele, aparecerão outros sub-menús, dentre os quais, encontra-se o formulário para denúncia do profissional médico, todas as orientações sobre informações necessárias e a conduta a se adotar em caso de denúncia de algum profissional.</p>
<p>Denunciemos os profissionais anti-éticos. Só assim poderemos melhorar a qualidade do nosso serviço de saúde. É burocrático o processo, mas é nossa obrigação contribuir para que sejamos bem atendidos. Ao denunciar um médico anti-ético, estará prestando um bem não só para você e sua família, mas para toda a sociedade. Não seja cúmplice das faltas éticas.</p>
<p>Referências:</p>
<p>(1)    Código de ética do Psicólogo: http://www.psicologo.inf.br/codigo_de_etica_psicologo.asp<br />
(2)    Site Portal Médico – CRM &#8211; Revisão do Código de Ética Médica: http://www.portalmedico.org.br/modificacaocem/include/noticias/mostranoticia.asp?noticiaID=14394<br />
(3)    Jornal A Crítica – Campo Grande: http://www.acritica.net/index.php?conteudo=Noticias&amp;id=11688<br />
(4)    Terapia Gênica: http://www.cib.org.br/apresentacao/terapia_genica_alexandra_zilli_word.pdf<br />
(5)    Site Portal Médico – CRM – Novo código de ética da medicina: http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/CFM/2009/1931_2009.htm<br />
(6)    Site Portal Médico – CRM – Código de ética antigo: http://www.portalmedico.org.br/novoportal/index5.asp<br />
(7)    Dicionário Michaelis: http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&amp;palavra=progn%F3stico</p>


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		<title>Autismo &#8211; um breve histórico.</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 16:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;&#8230; Imagine chegar em um país onde você não entende a língua e não conhece os costumes – e ninguém entende o que você quer ou precisa. Você, na tentativa de se organizar e entender esse ambiente, provavelmente apresentará comportamentos que os nativos acharão estranhos&#8230;&#8221; (citação retirada do Manual de Treinamento ABA &#8211; Help us [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;&#8230; Imagine chegar em um país onde você não entende a língua e não conhece os costumes – e ninguém entende o que você quer ou precisa. Você, na tentativa de se organizar e entender esse ambiente, provavelmente apresentará comportamentos que os nativos acharão estranhos&#8230;&#8221; (citação retirada do Manual de Treinamento ABA &#8211; Help us learn &#8211; Ajude-nos a aprender.)</em></p>
<p>Esta frase pode ser utilizada para compreender a maneira de uma criança portadora do Transtorno de Espectro Autista pensar, sentir e se comportar. Muitos dizem realmente que o autista constrói para sí uma realidade paralela, alheia a nossa, e por viver &#8220;lá dentro&#8221; não consegue se comunicar com os outros que vivem no mundo &#8220;real&#8221;. Será verdade? Vamos resumir aqui um pouco da história do diagnóstico de autismo a partir do texto <em>Abordagem Comportamental do Autismo</em>, de autoria de Alexandre Costa e Silva, diretor de relações públicas da Associação Brasileira de Autismo.</p>
<p>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://2.bp.blogspot.com/_55anICIekBQ/STUwcRyZrXI/AAAAAAAAAIo/ca1B_AUflyY/s400/autismo.jpg" alt="" width="400" height="299" /></p>
<p style="text-align: center;">.</p>
<p><strong>Breve Histórico</strong>.</p>
<p>.</p>
<p>A palavra &#8220;autismo&#8221; deriva do grego &#8220;autos&#8221;, que significa &#8220;voltar-se para sí mesmo&#8221;. A primeira pessoa a utilizá-la foi o psiquiatra austríaco Eugen Bleuler para se referir a um dos critérios adotados em sua época para a realização de um diagnóstico de Esquizofrenia. Estes critérios, os quais ficaram conhecidos como &#8220;os quatro &#8216;A&#8217;s de Bleuler, são: alucinações, afeto desorganizado, incongruência e autismo. A palavra referia-se a tendência do esquizofrênico de &#8220;ensimesmar-se&#8221;, tornando-se alheio ao mundo social &#8211; fechando-se em seu mundo, como até hoje se acredita sobre o comportamento autista.</p>
<p>Em 1943 o psicólogo norte americano Leo Kanner estudou com mais atenção 11 pacientes com diagnóstico de esquizofrenia. Observou neles, o autismo como característica mais marcante; neste momento, teve origem a expressão &#8220;Distúrbio Autístico do Contato Afetivo&#8221; para se referir a estas crianças. O psicólogo chegou a dizer que as crianças autistas já nasciam assim, dado o fato de que o aparecimento da síndrome era muito precoce. A medida em que foi tendo contato com os pais destas crianças ele foi mudando de opinião. Começou a observar que os pais destas crianças estabeleciam um contato afetivo muito frio com elas, desenvolvendo então o termo &#8220;mãe geladeira&#8221; para referir-se as mães de autistas, que com seu jeito frio e distante de se relacionar com os filhos promoveu neles uma hostilidade inconsciente a qual seria direcionada para situações de demanda social.</p>
<p>As hipóteses de Kanner tiveram forte influência no referencial psicanalítico da síndrome que  pressupunha uma causa emocional ou psicológica para o fenômeno, a qual teve como seus principais precursores os psicanalistas Bruno Bettelheim e Francis Tustin.</p>
<p>Bettelheim, em sua terapêutica, incitava as crianças a baterem, xingarem e morderem em uma estátua que, pelo menos para ele, simbolizava a mãe delas. Tustin, por outro lado, acreditava em uma fase autística do desenvolvimento normal, na qual a criança ainda não tinha aprendido comportamentos sociais e era chamada por ela de fase do afeto materno,  funcionando como uma ponte entre este estado e a vida social. Se a mãe fosse fria e suprimisse este afeto, a criança não conseguiria atravessar esta ponte e entrar na vida social normal, ficando presa na fase autística do desenvolvimento. Em 1960, no entanto, a psicanalista publica um artigo no qual desfaz a idéia da fase autística do desenvolvimento.</p>
<p>Naquela época a busca pelo tratamento psicanalítico era muito intensa. Muitas vezes as crianças passavam por sessões diárias, inclusive no domingo. O preço pago era muito alto. Muitas famílias vendiam seus bens na esperança de que aquele método as ajudasse a corrigir o erro que haviam cometido na criação de seus filhos.</p>
<p>Com o advento da década do cérebro, no entanto, estas idéias começaram a ser deixadas de lado &#8211; além de não estarem satisfazendo as expectativas dos pais. A partir de 1980 foram surgindo novas tecnologias de estudo, as quais permitiam investigação mais minuciosa do funcionamento do cérebro da pessoa com exames como tomografia por emissão de pósitrons ou ressonância magnética. Doenças que anteriormente eram estudadas apenas a partir de uma perspectiva psicodinâmica passaram a ser estudadas de maneiras mais cuidadosas, deixando de lado o cogito cartesiano.</p>
<p>Já na década de 60 o psicólogo Ivar Lovaas e seus métodos analítico comportamentais começaram a ganhar espaço no tratamento da síndrome. Seus resultados apresentavam-se de maneira mais efetiva do que as tradicionais terapias psicodinâmicas. E já naquela época as psicologias comportamentais sofriam forte preconceito por parte dos psicólogos de outras abordagens.  Durante as décadas de 60 e 70 os psicólogos comportamentais eram consultados quase que apenas depois que todas as outras possibilidades haviam se esgotado e o comportamento do autista tornava-se insuportável para os pais e muito danoso para a criança.</p>
<p><strong>E como o autismo é visto hoje?</strong></p>
<p>.</p>
<p>É característico do autista apresentar alguns déficits e excessos comportamentais em diversas áreas, conforme melhor explicado adiante. O grau de comprometimento destes déficits podem variar de uma criança para outra e na mesma criança ao longo do tempo. Por este motivo, a expressão Transtorno do Espectro Autista  tem sido mais utilizada em detrimento da palavra Autista.</p>
<p>Manuais diagnósticos como o DSM &#8211; IV TR e o CID &#8211; 10 caracterizam o autismo como um transtorno pervasivo do desenvolvimento no qual existe comprometimento severo em áreas como: diminuição do contato ocular; dificuldade de mostrar, pegar ou usar objetos; padrões repetitivos e esteriotipados de comportamento; agitação ou torção das mãos ou dedos, movimentos corporais complexos; atraso ou ausência total da fala. A National Society for autistic children o encara como um distúrbio do desenvolvimento que se manifesta de forma incapacitante por toda a vida, aparecendo tipicamente nos três primeiros anos de vida. Define como critérios para diagnóstico do autismo o precoce comprometimento na esfera social e de comunicação.</p>
<p>Este Transtorno Invasivo do Desenvolvimento acomete apenas cinco entre cada dez mil nascidos, ocorre em famílias de todas as configurações raciais, étnicas ou sociais. Gauderer (1993) afirma que maioria das crianças com diagnóstico do Transtorno de Espectro Autista tem fisionomia normal, e sua expressão séria pode passar a idéia, geralmente errada, de inteligência extremada. Apesar da estrutura facial normal, no entanto, estão quase sempre ausentes a expressividade das emoções e receptividade presentes na criança com desenvolvimento típico.</p>
<p style="text-align: left;">Nem sempre o autismo está associado a deficiência mental. Às vezes ele ocorre em crianças com inteligência classificada como normal. O chamado &#8220;déficit intelectual&#8221; é mais intenso nas habilidades verbais e menos evidente em habilidades viso-espaciais. É muito comum, no entanto, crianças com este diagnóstico apresentarem desempenho além do normal em tarefas que exigem apenas atividades mecânicas ou memorização, ao contrário das tarefas nas quais é exigido  algum tipo de abstração, conceituação, sequenciação ou sentido.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Incidência</strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong> </strong>.<br />
Existem várias definições e critérios diagnósticos diferentes do que vem a ser o autismo. Em  decorrência disto, é difícil traçar um nível de incidência confiável, pois conforme variam as definições e critérios diagnósticos, variam também a quantidade de pessoas diagnosticadas. Os índices mais aceitos e divulgados, no entanto, trazem uma média de 5 a 15 casos em cada 10 000 pessoas. Pesquisas epidemiológicas utilizando o DSM &#8211; III-R identificam o dobro deste numero. Quando os criterios medicos são deixados de lado em detrimento dos educacionais, a média aumenta para 21 casos em cada 10 000 pessoas. Quando a síndrome é mais rigorosamente classificada e diagnosticada, entretanto, encontra-se uma prevalência de 2 casos para cada 10 000 pessoas.
</p>
<p style="text-align: left;">Independentemente de qual critério diagnostico seja adotado, sabe-se que pessoas do sexo masculino são em geral mais atingidas. De acordo com o DSM &#8211; IV, ele ocorre três ou quatro vezes mais em meninos do que em meninas. Estas, no entanto, tendem a apresentar limitacões mais severas.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Algumas hipóteses etiológicas</strong></p>
<p>Embora diversos tipos de alterações neurológicas e/ou genéticas tenham sido descritas como prováveis etiologias do autismo, não há nada comprovado ainda.  O transtorno pode estar diretamente associado a problemas cromossômicos, genéticos, metabólicos, e até mesmo doenças transmitidas ou adquiridas durante a gestação, durante e após o parto. A dificuldade em elaborar um diagnóstico de autismo é grande, quando se pensa que diversas síndromes possuem sintomatologia semelhante.<br />
Uma quantidade de 75 a 80% das crianças com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista apresenta algum tipo de retardo mental, o qual pode estar associado a inúmeros fatores biológicos.</p>
<p style="text-align: left;">Alguns autores, como Gauderer  afirmam que algumas alterações encefálicas em fases críticas do desenvolvimento embrionário podem dar origem a algum tipo de transtorno que se enquadre no diagnóstico de transtorno do espectro autista, mas os exames clínicos que vem sendo realizados não demonstram correlação significativo entre estas alterações e o transtorno.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><span style="text-decoration: underline;">Este texto trata-se de um resumo discutido do artigo <em>Abordagem Comportamental do Autismo</em>, de autoria de Alexandre Costa e Silva.</span></p>
<p style="text-align: left;">


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		<title>Parabenizações ao Prof. Ms. Robson B. Faggiani</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 16:32:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nós temos o grande prazer de parabenizar o Psicólogo Prof. Ms.  Robson B. Faggiani, membro do corpo clínico e pedagógico da Equipe Psicologia e Ciência pela publicação do seu artigo “Emergent conditional relations in a go/no-go procedure: Figure-ground and stimulus-position compound relations” no Jornal de Analise Experimental do Comportamento – JEAB / USA.
Todos da área [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Nós temos o grande prazer de parabenizar o Psicólogo Prof. Ms.  Robson B. Faggiani, membro do corpo clínico e pedagógico da Equipe Psicologia e Ciência pela publicação do seu artigo “Emergent conditional relations in a go/no-go procedure: Figure-ground and stimulus-position compound relations” no Jornal de Analise Experimental do Comportamento – JEAB / USA.</p>
<p>Todos da área da Psicologia sabem que o JEAB &#8211; Journal of the Experimental Analysis of Behavior é uma das maiores referências mundiais na pesquisa científica em Psicologia Experimental e com certeza é conhecido pelo alto nível de exigência para aceitação de artigos científicos produzidos em todas as partes do mundo por grandes universidades de Psicologia.</p>
<p>Robson B.  Faggiani durante o seu curso de mestrado na Universidade de São Paulo – USP,  escreveu o artigo orientado pela Profa. Paula Debert ( USP ) e alguns colaboradores.</p>
<p>Para quem quiser conferir o trabalho na íntegra. O link é : <a href="http://seab.envmed.rochester.edu/jeab/articles/2009/jeab-92-02-0233.pdf">http://seab.envmed.rochester.edu/jeab/articles/2009/jeab-92-02-0233.pdf</a></p>
<p>O grupo Psicologia e Ciência fica muito feliz em ter um profissional de alto nível em sua equipe clínica e pedagógica.</p>


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		<title>Sobre o Ato Médico</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 15:37:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ato Médico]]></category>
		<category><![CDATA[Esquizofrenia]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns dias eu recebí via e-mail uns slides que discutiam <em>Em que o ato médico vai nos afetar?. </em>Eu gostei bastante da argumentação do autor. Abaixo reproduzo a idéia trazida pelos slides, mas com uma discussão um pouco mais voltada para a questão do campo de trabalho dos profissionais da saúde. Quem quiser ler os slides na íntegra clique <a href="http://docs.google.com/present/edit?id=0AU0EZCgOA7huZGZiczR4dzNfODRmM21rNG1jbQ&amp;hl=en">aqui</a>.</p>
<p>Como todas as outras leis, a lei do ato médico representa parte de um contexto; e como tal, é fruto do momento histórico, cultural e social de quem a cria. O idealizador da lei tal qual foi criada há alguns anos, é médico &#8211; o que, por sí só, já explica boa parte de sua configuração exclusivista com relação as outras profissões.</p>
<p>Como toda lei, nesta também cabem interpretações.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.vestibular.brasilescola.com/arquivos/dbca9234388b3f9efa094380ed986ca3.jpg" alt="" width="299" height="400" /></p>
<p style="text-align: left;">Vou discutir uma parte da lei, a que mais tem causado polêmica.</p>
<p style="text-align: left;">O Art. 4º da lei do ato médico diz:</p>
<p style="text-align: left;">São atividades privativas do médico:<br />
I – formulação do diagnóstico nosológico e respectiva prescrição terapêutica;
</p>
<p style="text-align: left;">Diagnóstico nosológico: definido na própria lei como determinação da doença que acomete o ser humano, aqui definida como interrupção, cessação ou distúrbio da função do corpo, sistema ou órgão, caracterizada por no mínimo 2 (dois) dos seguintes critérios:</p>
<p style="text-align: left;">I – agente etiológico reconhecido;<br />
II – grupo identificável de sinais ou sintomas;<br />
III – alterações anatômicas ou psicopatológicas.
</p>
<p style="text-align: left;">De acordo com a lei, somente o médico passa a ter direito de identificar a doença (ou psicopatologia no caso dos psicólogos) com base em seus sintomas, conforme descrito no  CID 10 e/ou DSM-IV, e de determinar qual deve ser a <span style="text-decoration: underline;">terapêutica adotada</span>. A parte grifada cabe duas interpretações:</p>
<p style="text-align: left;">1 &#8211; Cabe ao médico determinar para qual profissional da saúde aquele paciente deve ser encaminhado, e;</p>
<p style="text-align: left;">2 &#8211; Cabe ao médico prescrever qual a terapêutica a ser adotada pelo outro profissional da saúde.</p>
<p style="text-align: left;">Creio que a lei se refere ao primeiro caso. Embora a formação médica seja bastante generalista, ele não possui o conhecimento específico que o profissional de uma outra área X possui com relação a seu campo de trabalho. De todo modo, os outros profissionais da saúde perdem autonomia à medida em que a lei restringe ao médico o diagnóstico e, por assim dizer, a liberação para que eles atendam algum paciente.</p>
<p style="text-align: left;">Quem aqui trabalha, estuda ou faz estágio em locais onde são os médicos que encaminham os pacientes deve saber a quantidade de diagnósticos errados, orientações comportamentais erradas e prescrições/ combinações farmacológicas erradas dadas por médicos. Não estou dizendo, aliás, que os médicos são todos ruins e que os outros profissionais da saúde são todos bons. O que estou questionando é:  será que o médico possui o conhecimento necessário para determinar quando e talvez como todos os outros profissionais da saúde devam atuar?</p>
<p style="text-align: left;">Aliás, mesmo que os médicos tivessem este conhecimento, será que são tão necessários assim? Cito como exemplo a Esquizofrenia, aquela psicopatologia que acometia o personagem Tarso da novela Caminho das Índias exibida na rede globo,  na qual a pessoa delira, alucina, possui afeto desorganizado, etc.</p>
<p style="text-align: left;">A medicina trata esta doença especialmente com base nos neurolépticos, mas isto é necessário? Não. Várias pesquisas demonstram que não é necessária a intervenção medicamentosa na Esquizofrenia. Onde estão as pesquisas? Deixo duas para quem quiser saber um pouco mais sobre o que estou falando. Quem se interessar por ler mais, sinta-se a vontade para pesquisar as referências citadas nestes dois estudos.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://docs.google.com/fileview?id=0B00EZCgOA7huOWRlYjA1NGUtM2Q1Zi00Y2U5LWFjZGYtZTUxZDk5Yzk4ZDQw&amp;hl=en">Análise Aplicada e o Comportamento Diagnosticado Esquizofrênico.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://docs.google.com/fileview?id=0B00EZCgOA7huNjg0YzliNGQtZGM1Mi00MTVjLTlkMDgtMDc5MDBiZmJkYTRm&amp;hl=en">Comportamento Verbal e Esquizofrenia: estratégia operante de intervenção.</a></p>
<p style="text-align: left;">Embora seja ultrapassada a idéia de que os remédios tem apenas função paliativa, é verdade que eles não promovem a independência da pessoa quando se trata de psicopatologia. Ele controla a doença, suprime os comportamentos indesejados por quem a trata ou convive com o ela; quando o que se pode fazer é ensiná-la a se comportar de formas mais adaptativas e/ou assumir o controle do próprio comportamento tornando-a assim, possivelmente independente da medicação ou terapia. Quem quiser entender melhor o que estou falando leia as duas pesquisas citadas acima.</p>
<p style="text-align: left;">A prescrição de drogas psicotrópicas, no entanto, é um comportamento muito reforçado pelo fato de que ela facilita o controle do comportamento alvo sem que se realize uma investigação mais cuidadosa das variáveis ambientais que o controlam, o que é mais difícil. Sidman (citado por <a href="http://docs.google.com/fileview?id=0B00EZCgOA7huMWVjOTljZWYtMDdkOC00NGM5LTlhZDctNTJhY2JkZTUzYTY5&amp;hl=en">Santos</a>, 2007) já dizia que elas são um meio de contra-controle muito útil por profissionais incapazes de encontrar estas variáveis de controle do comportamento.</p>
<p style="text-align: left;">Cito a Esquizofrenia como exemplo por ser esta uma das psicopatologias mais desafiadoras da Psiquiatria moderna, mas existem diversas outras tão complexas quanto ela, mas que também não precisam de acompanhamento medicamentoso para o tratamento.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>E com relação a necessidade do aval médico para os outros profissionais atenderem?</strong></p>
<p style="text-align: left;">O que se espera de qualquer profissional com curso superior é que ele conheça sua área de atuação e saiba discriminar se deve ou não intervir alí e a maneira como deve intervir, sem precisar de um aval médico.</p>
<p style="text-align: left;">Ter de passar pela avaliação médica antes de ser atendido por qualquer outro profissional da saúde equivale a:</p>
<p style="text-align: left;">1) dizer que os demais profissionais da saúde não conhecem seu campo de trabalho a ponto de não saberem se alguém precisa ou não de sua assistência;</p>
<p style="text-align: left;">2) não conseguem identificar as alterações ocorridas em seu objeto de trabalho, e;</p>
<p style="text-align: left;">3) não possuem responsabilidade, ética e habilidade para discriminar se alguém precisa ou não ser encaminhado para outro profissional.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Para a população de modo geral, o ato médico significa:</strong></p>
<p style="text-align: left;">1) enfrentar uma fila a mais, no caso do SUS, ou;</p>
<p style="text-align: left;">2) pagar uma consulta a mais, no caso dos atendimentos particulares.</p>
<p style="text-align: left;">Todos sabem como são grandes as filas do SUS. Tem gente que espera meses, ou até anos, para conseguir uma consulta. Imagine agora se todos os pacientes das outras 11 profissões da saúde tivessem antes que passar pelos médicos, como esta fila ia crescer? Se a fila cresce, fica mais difícil ainda conseguir marcar uma consulta.</p>
<p style="text-align: left;">Aqueles que não podem esperar pelas filas do SUS ou preferem pagar um atendimento particular também serão afetados.  A velha lei da oferta e da procura também vale nesta situação. Se todos os pacientes que antes procuravam diretamente a um outro profissional da saúde, a partir de agora terá de passar por uma avaliação médica anterior (afinal, só eles diagnosticam e prescrevem a terapêutica de acordo com esta lei), e os médicos podem tranquilamente aumentar o valor da consulta, já que a procura por eles vai aumentar drasticamente.</p>
<p style="text-align: left;">Nos planos de saúde há um tempo já funciona assim. Todo paciente tem de passar pelo médico para, só então, ser encaminhado a outros profissionais da saúde.</p>
<p style="text-align: left;">A lei já foi aprovada pelos deputados, agora está no senado para votação.</p>
<p style="text-align: left;">E você, o que acha da aprovação da lei do Ato Médico? Se você é contra, envie e-mails para os senadores que representam o seu estado. O endereço deles pode ser encontrado <a href="http://www.senado.gov.br/sf/senadores/senadores_atual.asp?o=3&amp;u=*&amp;p=*">aqui</a>. É o seu bolso que vai pagar pela lei do Ato Médico.</p>
<p style="text-align: left;">- &#8211; -<br />
Autor: Esequias Caetano de Almeida Neto.</p>


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		<title>Como os pais podem contribuir com a vida escolar de seu filho?</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 13:18:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Educativos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Filho com problemas na escola]]></category>

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O final do ano está chegando. Com ele se intensificam a pressão por boas notas e o nível de estresse em casa; especialmente nos casos onde a criança não teve um bom rendimento no decorrer do ano letivo e está correndo risco de não passar. Muitos pais encontram-se totalmente sem saber o que fazer diante [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">
<p>O final do ano está chegando. Com ele se intensificam a pressão por boas notas e o nível de estresse em casa; especialmente nos casos onde a criança não teve um bom rendimento no decorrer do ano letivo e está correndo risco de não passar. Muitos pais encontram-se totalmente sem saber o que fazer diante das notas baixas e possível desinteresse do filho pela escola. Alguns me procuraram via e-mail e pessoalmente, perguntado se existem algumas dicas que, de algum modo, possam contribuir para um melhor acompanhamento do filho. Não existem fórmulas: cada criança é uma criança. Existem, no entanto, alguns pontos podem contribuir para a melhor manutenção da relação pai X filho. Zoega, Souza e Marinho (2004) apresentam 14 destes pontos. Neste texto eu discuto cada dos pontos apresentados por eles, no entanto, da maneira como acho mais adequada a demanda que me vem sendo apresentada. Peço lincença aos autores (ZOEGA, SOUZA e MARINHO, 2004) para usar a idéia deles.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://inescarvalho.blog.br/wp-content/uploads/2009/09/1232388927_pais_estudando_com_o_filho_560x420.jpg" alt="" width="300" height="250" /></p>
<p>Seguem as dicas:</p>
<p><strong>1º &#8211; Tornar explícitos os direitos e deveres do filho: desde pequenas, as crianças devem aprender que direitos e deveres andam sempre juntos. Uns não existem sem os outros.</strong></p>
<p>Existem direitos que, pelo simples fato de existir, toda criança tem &#8211; como por exemplo, o amor e cuidado dos pais. Outros, no entanto, devem ser conquistados à medida em que alguns deveres são cumpridos. Caso a criança não cumpra seu dever, ela perde um direito específico (daqueles conquistados), o qual deve ter sido acertado anteriormente. Por exemplo, os pais estabelecem que a criança deve fazer a tarefa de casa e, somente após isto, ela poderá assistir TV, jogar video-game, etc. Caso a criança não cumpra o dever combinado, ela não poderá, sob nenhuma condição ter acesso a seu direito de jogar video game, ver TV, etc.</p>
<p><strong>2º &#8211; Estabelecer uma rotina organizada: rotina refere-se à definição clara e precisa do horário para a realização de cada atividade. </strong></p>
<p>É importante que os pais conheçam a quantidade e tipo de tarefas da criança para que possam organizar de maneira funcional a sua rotina. Estas informações devem ser coletadas com a própria criança e <span style="text-decoration: underline;">também</span> com seus professores (é importante o contato frequente dos pais com os professores). Quanto maior a clareza e quantidade de dados os pais tiverem a respeito do que a criança precisa fazer, mais fácil fica para organizar a rotina dela.</p>
<p>Os horários para cada tipo de atividade (estudar, jogar, comer, etc) devem ser estabelecidos e seguidos de maneira clara &#8211; hora certa pra brincar, pra comer, pra estudar, etc. Os estudos devem sempre ocupar status de prioridade &#8211; os primeiros da lista, o que diminui as chances da criança estar cansada quando for estudar. É interessante que os horários sejam combinados com a criança, respeitando suas preferências.</p>
<p>É interessante que os pais estabeleçam e sigam uma rotina também para sí. As crianças aprendem com muito mais facilidade através da observação.</p>
<p>Ambas as rotinas podem ser organizadas em um cartaz para consulta sempre que necessário, o qual deve ser fixado em algum cômodo da casa.</p>
<p><strong>3º &#8211; Estabelecer limites.</strong></p>
<p>Existem pesquisas que mostram que maioria dos jovens infratores são oriundos de lares onde: 1) ou a disciplina é relaxada &#8211; isto é, os pais relativizam as regras, não colocam limites; ou 2) os pais são autoritários e agressivos (GOMIDE, 2006). Para viverem em sociedade, no entanto, as crianças devem aprender que existem regras a serem cumpridas &#8211; e este aprendizado começa em casa, no respeito às regras estabelecidas pelos pais. A criança deve aprender, então, que a última palavra é sempre dos pais. Os pais não podem, sob hipótese alguma, permitir que a criança assuma o controle das regras da casa.</p>
<p><strong>4º &#8211; Supervisionar Atividades.</strong></p>
<p><strong> </strong>Quanto mais jovem a criança, maior a necessidade de supervisão de suas atividades. Existem pesquisas que apontam, inclusive, que o progresso na aprendizagem escolar está diretamente ligado a supervisão e organização das tarefas do lar (MATURANA, citado por ZOEGA, SOUZA E MARINHO, 2004). Os pais devem tomar cuidado, no entanto, para não fazerem a tarefa pela criança &#8211; sob pena de ensiná-la a delegar suas próprias obrigações a outros, esquivando-se delas.</p>
<p>Este acompanhamento consiste em verificar se a criança cumpre seus horários, se ela realmente faz o que se propôs a fazer, etc.</p>
<p><strong>5º &#8211; Dosar Adequadamente a Proteção e Incentivo à Independência.</strong></p>
<p><strong> </strong>Tarefa difícil: como saber o quanto uma criança pode ser independente e o quanto os pais ainda precisam tomar as atitudes por ela e protegê-la? A independência deve ser incentivada aos poucos, à medida em que a criança mostra-se capaz. Se os pais não permitem que a criança se exponha a certos desafios, ela jamais vai aprender a lidar com eles.</p>
<p><strong>6º &#8211; Prover um ambiente com recursos e instrumentos para estudar.</strong></p>
<p><strong> </strong>O ambiente adequado para estudo envolve ausência ou quantidade mínima de ruídos, distrações, arejado, iluminado e arejado. O estado físico também é relevante. Se a criança encontra-se cansada, estressada, com sono, com fome, com medo, mais dificilmente aprenderá a matéria e o gosto pelos estudos.<br />
<strong><br />
7º -  Estabelecer Interações Positivas.</strong></p>
<p><strong> </strong>Os castigo é uma estratégia muito usada pelos pais para que uma criança não volte a apresentar um comportamento indesejado. Existem, no entanto, dois aspectos que precisam ser mencionados: 1) fazer com que a criança deixe de se comportar de maneira adequada, não a leva, necessariamente, a aprender a comportar-se de maneira adequada; 2) castigos e punições, em geral, funcionam durante um curto período de tempo. Os pais sabem que, muitas vezes, uma criança volta a apresentar um comportamento punido em uma situação posterior (o que não sabem, é que a probabilidade dela apresentar este comportamento é maior na ausência dos pais &#8211; agentes punitivos).</p>
<p>Deste modo, fica claro que castigos e punições não contribuem para a aprendizagem do comportamento adequado por parte da criança (p.e.: bater nela por que ela está jogando video game ao invés de estudar não necessariamente faz com que ela faça de fato a atividade de casa, ela pode simplesmente fingir que fez para voltar a jogar). Além do mais, fazer com que a criança associe estudar com situações ou coisas desagradáveis pode, a longo prazo, fazer com que ela tenha pouco ou nenhum interesse pelos estudos.</p>
<p>É importante que os pais estabeleçam condições que propiciem &#8211; reforçem, no sentido de tornar  &#8220;agradável&#8221; para a criança &#8211; comportar-se da maneira adequada. Marinho (citado por ZOEGA, SOUZA E MARINHO, 2004) explica que maneiras interessantes de criar estas condições, envolvem acompanhar a criança nos estudos e apresentar recompensas imediadas ao estudar (p.e.: muito bom te ver estudando e poder te ajudar); descrever o comportamento que está sendo reforçado (p.e.: se a criança capricha em alguma coisa, dizer algo como &#8220;muito bom, parabéns pela dedicação); enfim, consequências que tornem o estudo algo agradável. Todo o bom desempenho da criança deve ser elogiado e/ou gratificado, de maneira sincera, o que aumenta as chances de que a criança aprenda a gostar daquilo.</p>
<p>É também necessário que os pais entendam que a princípio, não há como uma criança que não gosta de estudar começar a gostar de repente. É preciso &#8220;construir o gosto&#8221; dela pelos estudos. Ela dificilmente irá gostar naturalmente de estudar. Consequências a longo prazo, como formar-se e ganhar dinheiro, não tem tanto poder sobre um comportamento da criança como consequências imediatas, como ganhar pontos em um jogo de video-game. É mais eficaz se, diante de um elogio feito aos pais por um professor ou uma boa nota em uma prova, os pais convidarem a criança para fazer algo que ela goste e não seja costume da família, especificando por que é que ela está sendo convidada para isto (p.e.: legal, gostei de sua nota. Vamos ao cinema para comemorar?).</p>
<p>Quando se trata de elogio, no entanto, um cuidado deve ser tomado: não é aconselhável que se faça uma crítica ou desafio junto ao elogio. Por exemplo, &#8220;gostei de sua nota, mas vamos ver se melhora, tá?&#8221;. Isto é um elogio seguido de crítica/desafio, o que desvaloriza a nota alta da criança. Fica a sensação de que o pai nunca está satisfeito. Os pais devem procurar ressaltar sempre os aspectos positivos do comportamento da criança e, na medida do possível, não punir aspectos negativos. Por exemplo, um boletim com notas variando entre 10 e 6. É mais proveitoso que, ao invés de punirem a nota 6, os pais elogiem as notas mais altas, como o 10, ou o 9.</p>
<p>Quando o pai vai falar para a criança de sua evolução, é necessário muito cuidado também para não compará-la a outras crianças. A comparação deve sempre ser feita com ela própria, mostrando seus resultados anteriores e os atuais. Se por acaso o rendimento tiver caído, é melhor não comparar.</p>
<p><strong>8º &#8211; demonstrar afeto.</strong></p>
<p><strong> </strong>A disciplina e estabelecimento de limites e regras só são efetivos quando os pais demonstram afeto pelos filhos (ZOEGA, SOUZA E MARINHO, 2004). O afeto pode ser demonstrado através da organização de um tempo para passar com os filhos, fazendo junto a eles coisas que eles gostam e sintam prazer em fazer. É importante também que os pais demonstrem que gostam da criança independente dela obter ou não sucesso na escola. O amor deve ser incondicional.</p>
<p><strong>9º &#8211; modelo adequado de envolvimento com as atividades.</strong></p>
<p><strong> </strong>A criança aprende de maneira mais eficaz quando ela vê alguém fazendo do que quando ela ouve que deve fazer. E para que ela aprenda, aquele comportamento observado deve ser consequenciado com reforço (conforme explicado no tópico 7).</p>
<p>Se os pais demonstram envolvimento e responsabilidade pelos estudos e/ou trabalho, mais provavelmente a criança também apresentará. Se eles apresentam gosto pela leitura e demonstram isto para a criança, mais provavelmente ela mais provavelmente apresentará também.</p>
<p><strong>10º &#8211; promover diálogo.</strong></p>
<p><strong> </strong>Os pais devem ter disponibilidade para ouvir a criança, cuidando para não transformar estes momentos em monólogos onde eles apenas a questionam. Existem inúmeras pesquisas que demonstram que correlação negativa entre confiança da criança nos pais e envolvimento em atividades ilegais (GOMIDE, 2006).</p>
<p><strong>11º &#8211; apresentar nível de exigência compatível com o desenvolvimento da criança.</strong></p>
<p><strong> </strong>De nada adianta cobrar da criança um desempenho o qual ela não possui condições de obter. Isto gera estresse e frustração nos pais e na criança.</p>
<p><strong>12º &#8211; relacionar o teórico com a prática.</strong></p>
<p><strong></strong>Quando os pais valorizam o que a criança aprende e conseguem relacionar aquilo com suas experiências o interesse e aprendizagem da criança são mais efetivos.</p>
<p><strong>13º &#8211; incentivar o brincar e a socialização.</strong></p>
<p><strong></strong>A criança que brinca tem um melhor desenvolvimento cognitivo, emocional e social. O dia da criança não pode se transformar em um fazer tarefas contínuo, devem existir momentos para a diversão &#8211; muitos momentos.</p>
<p><strong>14º &#8211; Interessar-se pela vida do filho.</strong></p>
<p><strong></strong>Os pais devem demonstrar interesse pela vida de seu filho em TODOS os momentos, não apenas quando este apresenta bons resultados. É importante que os pais participem das atividades que a escola do filho promove, acompanhe-o em situações onde ele gostaria de ser acompanhado, etc.</p>
<p style="text-align: right;">Autor: Esequias Caetano de Almeida Neto</p>
<p>Referências:</p>
<p>Gomide, P. I. C. (2006). <em>Inventário de Estilos Parentais. Modelo teórico: manual de aplicação, apuração e interpretação</em>. Petrópolis: Vozes.</p>
<p>Zoega, M. R. S; Souza, S. R; Marinho, M.L. (2004). <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-166X2004000300009&amp;script=sci_arttext&amp;tlng=en"> <em>Envolvimento dos pais: incentivo a habilidade</em></a></p>
<p><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-166X2004000300009&amp;script=sci_arttext&amp;tlng=en"><em>de estudo em crianças. </em></a>Campinas: Estudos em Psicologia.</p>


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		<title>Watson, Behaviorista Metodológico?</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 13:01:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Watson é caracterizado como Behaviorista Metodológico por muitos autores em Psicologia. Muitos inclusive, atribuem esta caracterização da obra de Watson a Skinner &#8211; coisa que Skinner não faz em nenhum de seus textos.

O livro Princípios Básicos de Análise do Comportamento de Márcio Borges Moreira e Carlos Augusto de Medeiros é um exemplo. Na página 217, [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Watson é caracterizado como Behaviorista Metodológico por muitos autores em Psicologia. Muitos inclusive, atribuem esta caracterização da obra de Watson a Skinner &#8211; coisa que Skinner não faz em nenhum de seus textos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="../wp-content/uploads/2009/08/john-b-watson-1-sized-204x300.jpg" alt="" width="204" height="300" /></p>
<p>O livro Princípios Básicos de Análise do Comportamento de Márcio Borges Moreira e Carlos Augusto de Medeiros é um exemplo. Na página 217, parágrafo 2 da edição de 2007, onde é feita uma citação do livro &#8220;Sobre o Behaviorismo&#8221;, os autores colocam um parêntese em uma frase referindo-se ao Behaviorismo Metodológico como o Behaviorismo de Watson. Coloco abaixo a frase:</p>
<p>&#8220;<em>O Behaviorismo Metodológico (de Watson) e algumas versões do positivismo lógico excluíam os acontecimentos privados porque não era possível um acordo público acerca de sua validade</em>&#8221;</p>
<p>O texto de  Strapasson e Carrara (2005), intitulado <em>John B. Watson, Behaviorista Metodológico? </em>apresenta uma discussão muito legal a respeito desta idéia.  Os autores dizem, basicamente, que:</p>
<p>A principal reinvidicação de Watson é sim relativa à restrição da pesquisa aos eventos  publicamente observáveis da atividade humana. Tal reinvidicação nasceu em protesto à psicologia introspeccionista da época que, devido ao seu caráter subjetivo, não poderia ser aceita como científica. Watson em seu manifesto Behaviorista defende a Psicologia Objetiva como única possibilidade desta tornar-se uma ciência, conforme explicam Strapasson e Carrara (2005).</p>
<p>Os autores ainda lembram que esta preocupação com o método (outra coisa que pode ter contribuído para ele ser classificado como Metodológico) é tida como característica definidora de seu Behaviorismo. Em detrimento da importância dada a ele para o método, obviamente sendo possível estudar somente o que é observável, em algumas de suas obras ele deixa uma brecha que muitas vezes passa a idéia da possibilidade de existência de um mundo metafísico &#8211; caracterizando-se assim, um dualista. Como exemplo, cito um trecho de uma obra dele que foi publicada em 1913:</p>
<p>&#8220;“<em>Seria então deixado para a Psicologia um mundo puramente físico, para</em> <em>usar o termo de Yerkes? <span style="text-decoration: underline;">Eu confesso que não sei</span>. Os planos aos quais sou mais</em> <em>favorável para a Psicologia levam praticamente a ignorar a consciência no</em> <em>sentido em que o termo é utilizado pelos psicólogos hoje. Eu tenho  virtualmente</em> <em>negado que esse campo da física é aberto à investigação experimental. Eu não</em> <em>quero ir além nesse problema no presente porque ele leva inevitavelmente para</em> <em>dentro da metafísica</em>”. (Watson, 1913, p. 175, apud. Strapassom  e Carrara, 2005)&#8221;</p>
<p>Porém, conforme explicam, ele não era dualista. Watson diz que atividades como o pensamento, até então não observáveis, ainda viriam a ser. Ele assim, atribuía às condições tecnológicas da época a dificuldade de observá-los;  caracterizando-os como comportamentos &#8211; assim como os publicamente observáveis &#8211; mas que ocorrem em escala tão pequena que só a partir do momento em que houver a tecnologia adequada tornar-se-á possível estudá-los (Strapasson e Carrara, 2005).</p>
<p>O próprio Lanshey, aparentemente o primeiro a usar o termo &#8220;Behaviorismo Metodológico&#8221;, não enquadra Watson deste modo. Watson teria de assumir um mundo mental (metafísico) para ser classificado como Metodológico, e isto Watson não faz, lembram os autores. Ele rejeita a discussão metafísica do mesmo modo que outros cientistas naturais:</p>
<p>“<em>O behaviorista gostaria de fixar a premissa, sem discutir suas muitas implicações metafísicas&#8230; O behaviorista&#8230; desvia seu olhar&#8230; da premissa metafísica e pede apenas para que permitam-no fazer observações sobre o que seu sujeito está fazendo sob dadas condições de estimulação. </em><em style="font-family: arial;"><span style="text-decoration: underline;">No lado metafísico ele pede apenas para ser colocado no mesmo cesto dos outros cientistas</span></em> <span style="text-decoration: underline;"><em style="font-family: arial;">naturais</em></span> <em>.</em>” (Watson, 1920, pp. 93-94, apud. Strapasson &amp; Carrara, 2005, grifo acrescentado)</p>
<p>Conforme discutem Strapasson e Carrara (2005), as características do Behaviorismo Metodológico não se aplicam a Watson à medida que sua proposta se tornaria inviável diante do compromisso epistemológico do BM. Watson dizia que o Behaviorismo deveria ser capaz de explicar toda a atividade Humana; coisa que o BM não admite por ter entre suas premissas (compromisso epistemológico) a idéia de que o mundo divide-se entre um mental e um físico, sendo possível apenas estudar o mundo físico.</p>
<p>Apenas nos primeiros escritos de Watson podem ser encontrados traços do Behaviorismo Metodológico, como em sua obra <em>The battle of behaviorism: An exposition and an exposure</em> (1913). Em outros trabalhos, como o livro  <em>Behaviorism</em> e no artigo <em>Is thinking merely the action of language mechanisms </em>é possível perceber um viés metafísico materialista com algumas tendências revisionistas. No amadurecer de sua obra, no entanto, Watson foi se afastando cada vez mais do que se chama de Behaviorismo Metodológico.</p>
<p>Só para citar, alguns autores mais famosos que de fato podem ser considerados defensores do Behaviorismo Metodológico são Stevens, Spancer e Borin, além de Lanshey.</p>
<p>Compreender o pensamento de Watson é importante, afinal ele é o pai do Behaviorismo. O Rodrigo me disponibilizou uma coletânea de textos sobre ele, dentre os quais, estão os que me referenciei para escrever esta matéria. Estes textos foram usados em um curso a respeito de Watson ministrado na USP em 2008; estou me colocando a disposição para enviá-los a quem tiver interesse. Quem quiser recebê-los, envie um email solicitando para: e.c.neto@hotmail.com</p>
<p>Autor do texto: Esequias Caetano de Almeida Neto.</p>
<p>Artigo Base para a discussão: Strapasson e Carrara (2005). John B. Watson, Behaviorista Metodológico?. Link: http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/psicologia/article/viewFile/9120/9206</p>


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		<title>Bullying &#8211; O terrorismo psicológico</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 15:54:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma das maiores preocupações da Psicologia e dos educadores sem duvida é o Bullying. A palavra não tem uma tradução exata e no português é traduzida mais ou menos como “assedio moral”.

O bullying já é uma patologia social. É definido como a imposição de sofrimento intencional em relações de desigualdade. Para exemplificar, podemos falar de um aluno dito “popular” de uma escola que faz de tudo para humilhar e expor um defeito (às vezes nem tão aparente) do colega que só tira notas altas ou então o rapaz musculoso que inferniza a vida de um colega mais fraco fisicamente ou um “tímido” que é exposto de forma que cause maior constrangimento possível.



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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1979" title="bullying" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/bullying1-300x270.jpg" alt="bullying" width="314" height="344" />Uma das maiores preocupações da Psicologia e dos educadores sem duvida é o Bullying. A palavra não tem uma tradução exata e no português é traduzida mais ou menos como “assedio moral”.</p>
<p>O bullying já é uma patologia social. É definido como a imposição de sofrimento intencional em relações de desigualdade. Para exemplificar, podemos falar de um aluno dito “popular” de uma escola que faz de tudo para humilhar e expor um defeito (às vezes nem tão aparente) do colega que só tira notas altas ou então o rapaz musculoso que inferniza a vida de um colega mais fraco fisicamente ou um “tímido” que é exposto de forma que cause maior constrangimento possível. No Brasil a forma mais típica de Bullying são os apelidos humilhantes exaltando defeitos físicos e as agressões físicas.</p>
<p>O Bullying infelizmente é presente no mundo todo e em alguns países, as vitimas cometem atos extremos com mais freqüência como homicídios e suicídio como vimos nos recentes ataques em escolas dos Estados Unidos, onde vitimas de Bullying invadiram a própria escola com armas pesadas e assassinaram muitos colegas e logo após cometeram suicídio. Nas cartas deixadas pelos suicidas, vemos referencias as constantes humilhações que passaram e que tomados pela depressão e transtornos de ansiedade não viram outra forma de acabar com o sofrimento que não fosse com o suicídio, mas não antes de levar todos os agressores consigo. Uma explosão de raiva e ódio sem limites como reação ao que sofreram.</p>
<p>No Brasil, é mais raro acontecer assassinatos como resultado de anos de humilhações e agressores físicas que as vitimas sofrem. Porem, a taxa de suicídios é alta, mas infelizmente é velada. Medicamente o Bullying não é reconhecido como causadora de suicídios (que são atribuídos a depressão, que por sua vez foi resultado direto da vitimização).</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Cyber Bullying :</span></strong></p>
<p>Infelizmente, estão sendo criadas novas formas de humilhação. Alem do bullying tradicional que envolve humilhações e agressão física, hoje em dia temos o Cyber Bullying, que é a pratica de humilhação e exposição publica caluniosa e difamatória através da Internet. Essa é uma forma mais agressiva do Bullying tradicional, já que calunias e difamações por internet têm um alcance muito maior e conta com o anonimato do agressor. Ele não precisa mais ser uma pessoa forte ou popular, pode ser feita por qualquer um, inclusive vitimas em busca de vingança. Um exemplo claro são os perfis falsos em redes de relacionamentos.</p>
<p>Segundo a delegacia de crimes virtuais, essa é a pratica mais comum de Cyber Bullying. Cria-se um perfil falso da vitima com informações reais como telefone, endereço e fotos e se relaciona a comunidades que podem ser aversivas e difamatórias. Como uma mulher ter seu perfil com descrição de garotas de programa ou um menino ter seu perfil associado a comunidades ligadas a pedofilia ou mesmo fazendo montagens com fotos. Geralmente com fundo pornográfico.</p>
<p>Cabe ressaltar que não se tem uma legislação especifica sobre crimes virtuais, mas já existe jurisprudência no cyber espaço e em breve deve ser regulamentada leis especificas.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">O Bullying marca vidas :</span></strong></p>
<p>As marcas que ficam nas vítimas de bullying são muito fortes e infelizmente, na maioria das vezes mudam permanentemente a vida das vitimas. As marcas mais comuns são: Depressão, baixa auto-estima, muita dificuldade em relacionamentos sociais e muitas vezes transtornos de ansiedade se instalam.</p>
<p>O importante é ressaltar que o atendimento psicológico oferece resultados promissores em relação a todas essas marcas, principalmente as terapias de abordagem comportamental.</p>
<p>Claro que não se pode mudar o passado, mas com o atendimento psicológico podemos fazer um “controle de danos” e com isso saber lidar com os problemas decorrentes antes que esses se agravem.</p>
<p>Com os anos de atendimento clinico, percebo que as vitimas de Bullying paralisam e não conseguem ver que precisam de ajuda. Tenho percebido que o discurso é sempre depressivo e muitos acham que não tem possibilidade de mudar. Julgam que não tem nada a fazer alem de se acostumar e esperar o tempo passar para ver se melhora. Muitas vezes se sentem até responsáveis por serem vitimas. Infelizmente as coisas não funcionam assim e o tempo não ajuda a melhorar.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Mudar de escola resolve ??</span></strong></p>
<p>Existe uma crença de que mudar de escola ou mudar de cidade vai fazer que a pessoa deixe de ser vitima. Infelizmente também não funciona, pois o padrão comportamental da pessoa em questão vai fazer com que seja atacada em qualquer lugar. Vai virar alvo na casa nova, na escola nova ou em qualquer lugar que esteja. O problema é o padrão comportamental que predispõe uma pessoa a ser vitima e esse padrão é justamente o que precisa mudar. Nesse ponto o atendimento psicológico de orientação Comportamental é fundamental, pois vai desenvolver novos repertórios comportamentais incompatíveis com o perfil das vitimas de Bullying (geralmente pessoas tímidas, caladas e com baixa auto-estima).</p>
<p>A vitima precisa de orientação.  Isso inclui ir a delegacias especializadas em crimes virtuais ou então procurar atendimento jurídico, psicológico e medico sempre que precisar.</p>
<p>O Bullying deve ser sempre combatido e jamais tolerado em escolas ou qualquer outro lugar. Já se tem informações que esta dentro das empresas e academias. Cabe lembrar que não é só aquele que pratica o Bullying que é o agressor. Na verdade, os espectadores que não fazem nada e ainda dão risada da vitima que esta sendo humilhada é tão agressor quanto o Bullyer (como é chamado o agressor principal), são chamados de agressores passivos e são esses agressores que reforçam o comportamento do agressor que por sua vez aumenta muito a freqüência dos comportamentos agressivos pois obtém reforço social.</p>
<p>É um problema muito serio que marca vidas, talvez se as pessoas entendessem que Bullying não é bobagem e que não é uma brincadeira de mau gosto como muito se prega e sim uma agressão psicológica e muitas vezes física também que deixa marcas para toda uma vida.</p>
<p>Então, você quer ser uma vitima para sempre ou quer mudar sua vida?</p>
<p>Procure seus pais, o diretor da escola, um psicólogo qualificado e competente e conte o problema. Não se silencie, não deixe que a situação se agrave.</p>
<p>Por : Marcelo C. Souza</p>


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