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	<title>Psicologia e Ciência &#187; Ciência</title>
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		<title>Autismo &#8211; um breve histórico.</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 16:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;&#8230; Imagine chegar em um país onde você não entende a língua e não conhece os costumes – e ninguém entende o que você quer ou precisa. Você, na tentativa de se organizar e entender esse ambiente, provavelmente apresentará comportamentos que os nativos acharão estranhos&#8230;&#8221; (citação retirada do Manual de Treinamento ABA &#8211; Help us [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;&#8230; Imagine chegar em um país onde você não entende a língua e não conhece os costumes – e ninguém entende o que você quer ou precisa. Você, na tentativa de se organizar e entender esse ambiente, provavelmente apresentará comportamentos que os nativos acharão estranhos&#8230;&#8221; (citação retirada do Manual de Treinamento ABA &#8211; Help us learn &#8211; Ajude-nos a aprender.)</em></p>
<p>Esta frase pode ser utilizada para compreender a maneira de uma criança portadora do Transtorno de Espectro Autista pensar, sentir e se comportar. Muitos dizem realmente que o autista constrói para sí uma realidade paralela, alheia a nossa, e por viver &#8220;lá dentro&#8221; não consegue se comunicar com os outros que vivem no mundo &#8220;real&#8221;. Será verdade? Vamos resumir aqui um pouco da história do diagnóstico de autismo a partir do texto <em>Abordagem Comportamental do Autismo</em>, de autoria de Alexandre Costa e Silva, diretor de relações públicas da Associação Brasileira de Autismo.</p>
<p>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://2.bp.blogspot.com/_55anICIekBQ/STUwcRyZrXI/AAAAAAAAAIo/ca1B_AUflyY/s400/autismo.jpg" alt="" width="400" height="299" /></p>
<p style="text-align: center;">.</p>
<p><strong>Breve Histórico</strong>.</p>
<p>.</p>
<p>A palavra &#8220;autismo&#8221; deriva do grego &#8220;autos&#8221;, que significa &#8220;voltar-se para sí mesmo&#8221;. A primeira pessoa a utilizá-la foi o psiquiatra austríaco Eugen Bleuler para se referir a um dos critérios adotados em sua época para a realização de um diagnóstico de Esquizofrenia. Estes critérios, os quais ficaram conhecidos como &#8220;os quatro &#8216;A&#8217;s de Bleuler, são: alucinações, afeto desorganizado, incongruência e autismo. A palavra referia-se a tendência do esquizofrênico de &#8220;ensimesmar-se&#8221;, tornando-se alheio ao mundo social &#8211; fechando-se em seu mundo, como até hoje se acredita sobre o comportamento autista.</p>
<p>Em 1943 o psicólogo norte americano Leo Kanner estudou com mais atenção 11 pacientes com diagnóstico de esquizofrenia. Observou neles, o autismo como característica mais marcante; neste momento, teve origem a expressão &#8220;Distúrbio Autístico do Contato Afetivo&#8221; para se referir a estas crianças. O psicólogo chegou a dizer que as crianças autistas já nasciam assim, dado o fato de que o aparecimento da síndrome era muito precoce. A medida em que foi tendo contato com os pais destas crianças ele foi mudando de opinião. Começou a observar que os pais destas crianças estabeleciam um contato afetivo muito frio com elas, desenvolvendo então o termo &#8220;mãe geladeira&#8221; para referir-se as mães de autistas, que com seu jeito frio e distante de se relacionar com os filhos promoveu neles uma hostilidade inconsciente a qual seria direcionada para situações de demanda social.</p>
<p>As hipóteses de Kanner tiveram forte influência no referencial psicanalítico da síndrome que  pressupunha uma causa emocional ou psicológica para o fenômeno, a qual teve como seus principais precursores os psicanalistas Bruno Bettelheim e Francis Tustin.</p>
<p>Bettelheim, em sua terapêutica, incitava as crianças a baterem, xingarem e morderem em uma estátua que, pelo menos para ele, simbolizava a mãe delas. Tustin, por outro lado, acreditava em uma fase autística do desenvolvimento normal, na qual a criança ainda não tinha aprendido comportamentos sociais e era chamada por ela de fase do afeto materno,  funcionando como uma ponte entre este estado e a vida social. Se a mãe fosse fria e suprimisse este afeto, a criança não conseguiria atravessar esta ponte e entrar na vida social normal, ficando presa na fase autística do desenvolvimento. Em 1960, no entanto, a psicanalista publica um artigo no qual desfaz a idéia da fase autística do desenvolvimento.</p>
<p>Naquela época a busca pelo tratamento psicanalítico era muito intensa. Muitas vezes as crianças passavam por sessões diárias, inclusive no domingo. O preço pago era muito alto. Muitas famílias vendiam seus bens na esperança de que aquele método as ajudasse a corrigir o erro que haviam cometido na criação de seus filhos.</p>
<p>Com o advento da década do cérebro, no entanto, estas idéias começaram a ser deixadas de lado &#8211; além de não estarem satisfazendo as expectativas dos pais. A partir de 1980 foram surgindo novas tecnologias de estudo, as quais permitiam investigação mais minuciosa do funcionamento do cérebro da pessoa com exames como tomografia por emissão de pósitrons ou ressonância magnética. Doenças que anteriormente eram estudadas apenas a partir de uma perspectiva psicodinâmica passaram a ser estudadas de maneiras mais cuidadosas, deixando de lado o cogito cartesiano.</p>
<p>Já na década de 60 o psicólogo Ivar Lovaas e seus métodos analítico comportamentais começaram a ganhar espaço no tratamento da síndrome. Seus resultados apresentavam-se de maneira mais efetiva do que as tradicionais terapias psicodinâmicas. E já naquela época as psicologias comportamentais sofriam forte preconceito por parte dos psicólogos de outras abordagens.  Durante as décadas de 60 e 70 os psicólogos comportamentais eram consultados quase que apenas depois que todas as outras possibilidades haviam se esgotado e o comportamento do autista tornava-se insuportável para os pais e muito danoso para a criança.</p>
<p><strong>E como o autismo é visto hoje?</strong></p>
<p>.</p>
<p>É característico do autista apresentar alguns déficits e excessos comportamentais em diversas áreas, conforme melhor explicado adiante. O grau de comprometimento destes déficits podem variar de uma criança para outra e na mesma criança ao longo do tempo. Por este motivo, a expressão Transtorno do Espectro Autista  tem sido mais utilizada em detrimento da palavra Autista.</p>
<p>Manuais diagnósticos como o DSM &#8211; IV TR e o CID &#8211; 10 caracterizam o autismo como um transtorno pervasivo do desenvolvimento no qual existe comprometimento severo em áreas como: diminuição do contato ocular; dificuldade de mostrar, pegar ou usar objetos; padrões repetitivos e esteriotipados de comportamento; agitação ou torção das mãos ou dedos, movimentos corporais complexos; atraso ou ausência total da fala. A National Society for autistic children o encara como um distúrbio do desenvolvimento que se manifesta de forma incapacitante por toda a vida, aparecendo tipicamente nos três primeiros anos de vida. Define como critérios para diagnóstico do autismo o precoce comprometimento na esfera social e de comunicação.</p>
<p>Este Transtorno Invasivo do Desenvolvimento acomete apenas cinco entre cada dez mil nascidos, ocorre em famílias de todas as configurações raciais, étnicas ou sociais. Gauderer (1993) afirma que maioria das crianças com diagnóstico do Transtorno de Espectro Autista tem fisionomia normal, e sua expressão séria pode passar a idéia, geralmente errada, de inteligência extremada. Apesar da estrutura facial normal, no entanto, estão quase sempre ausentes a expressividade das emoções e receptividade presentes na criança com desenvolvimento típico.</p>
<p style="text-align: left;">Nem sempre o autismo está associado a deficiência mental. Às vezes ele ocorre em crianças com inteligência classificada como normal. O chamado &#8220;déficit intelectual&#8221; é mais intenso nas habilidades verbais e menos evidente em habilidades viso-espaciais. É muito comum, no entanto, crianças com este diagnóstico apresentarem desempenho além do normal em tarefas que exigem apenas atividades mecânicas ou memorização, ao contrário das tarefas nas quais é exigido  algum tipo de abstração, conceituação, sequenciação ou sentido.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Incidência</strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong> </strong>.<br />
Existem várias definições e critérios diagnósticos diferentes do que vem a ser o autismo. Em  decorrência disto, é difícil traçar um nível de incidência confiável, pois conforme variam as definições e critérios diagnósticos, variam também a quantidade de pessoas diagnosticadas. Os índices mais aceitos e divulgados, no entanto, trazem uma média de 5 a 15 casos em cada 10 000 pessoas. Pesquisas epidemiológicas utilizando o DSM &#8211; III-R identificam o dobro deste numero. Quando os criterios medicos são deixados de lado em detrimento dos educacionais, a média aumenta para 21 casos em cada 10 000 pessoas. Quando a síndrome é mais rigorosamente classificada e diagnosticada, entretanto, encontra-se uma prevalência de 2 casos para cada 10 000 pessoas.
</p>
<p style="text-align: left;">Independentemente de qual critério diagnostico seja adotado, sabe-se que pessoas do sexo masculino são em geral mais atingidas. De acordo com o DSM &#8211; IV, ele ocorre três ou quatro vezes mais em meninos do que em meninas. Estas, no entanto, tendem a apresentar limitacões mais severas.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Algumas hipóteses etiológicas</strong></p>
<p>Embora diversos tipos de alterações neurológicas e/ou genéticas tenham sido descritas como prováveis etiologias do autismo, não há nada comprovado ainda.  O transtorno pode estar diretamente associado a problemas cromossômicos, genéticos, metabólicos, e até mesmo doenças transmitidas ou adquiridas durante a gestação, durante e após o parto. A dificuldade em elaborar um diagnóstico de autismo é grande, quando se pensa que diversas síndromes possuem sintomatologia semelhante.<br />
Uma quantidade de 75 a 80% das crianças com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista apresenta algum tipo de retardo mental, o qual pode estar associado a inúmeros fatores biológicos.</p>
<p style="text-align: left;">Alguns autores, como Gauderer  afirmam que algumas alterações encefálicas em fases críticas do desenvolvimento embrionário podem dar origem a algum tipo de transtorno que se enquadre no diagnóstico de transtorno do espectro autista, mas os exames clínicos que vem sendo realizados não demonstram correlação significativo entre estas alterações e o transtorno.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><span style="text-decoration: underline;">Este texto trata-se de um resumo discutido do artigo <em>Abordagem Comportamental do Autismo</em>, de autoria de Alexandre Costa e Silva.</span></p>
<p style="text-align: left;">


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		<title>Parabenizações ao Prof. Ms. Robson B. Faggiani</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 16:32:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nós temos o grande prazer de parabenizar o Psicólogo Prof. Ms.  Robson B. Faggiani, membro do corpo clínico e pedagógico da Equipe Psicologia e Ciência pela publicação do seu artigo “Emergent conditional relations in a go/no-go procedure: Figure-ground and stimulus-position compound relations” no Jornal de Analise Experimental do Comportamento – JEAB / USA.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Nós temos o grande prazer de parabenizar o Psicólogo Prof. Ms.  Robson B. Faggiani, membro do corpo clínico e pedagógico da Equipe Psicologia e Ciência pela publicação do seu artigo “Emergent conditional relations in a go/no-go procedure: Figure-ground and stimulus-position compound relations” no Jornal de Analise Experimental do Comportamento – JEAB / USA.</p>
<p>Todos da área da Psicologia sabem que o JEAB &#8211; Journal of the Experimental Analysis of Behavior é uma das maiores referências mundiais na pesquisa científica em Psicologia Experimental e com certeza é conhecido pelo alto nível de exigência para aceitação de artigos científicos produzidos em todas as partes do mundo por grandes universidades de Psicologia.</p>
<p>Robson B.  Faggiani durante o seu curso de mestrado na Universidade de São Paulo – USP,  escreveu o artigo orientado pela Profa. Paula Debert ( USP ) e alguns colaboradores.</p>
<p>Para quem quiser conferir o trabalho na íntegra. O link é : <a href="http://seab.envmed.rochester.edu/jeab/articles/2009/jeab-92-02-0233.pdf">http://seab.envmed.rochester.edu/jeab/articles/2009/jeab-92-02-0233.pdf</a></p>
<p>O grupo Psicologia e Ciência fica muito feliz em ter um profissional de alto nível em sua equipe clínica e pedagógica.</p>


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		<title>Sobre o Ato Médico</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 15:37:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns dias eu recebí via e-mail uns slides que discutiam <em>Em que o ato médico vai nos afetar?. </em>Eu gostei bastante da argumentação do autor. Abaixo reproduzo a idéia trazida pelos slides, mas com uma discussão um pouco mais voltada para a questão do campo de trabalho dos profissionais da saúde. Quem quiser ler os slides na íntegra clique <a href="http://docs.google.com/present/edit?id=0AU0EZCgOA7huZGZiczR4dzNfODRmM21rNG1jbQ&amp;hl=en">aqui</a>.</p>
<p>Como todas as outras leis, a lei do ato médico representa parte de um contexto; e como tal, é fruto do momento histórico, cultural e social de quem a cria. O idealizador da lei tal qual foi criada há alguns anos, é médico &#8211; o que, por sí só, já explica boa parte de sua configuração exclusivista com relação as outras profissões.</p>
<p>Como toda lei, nesta também cabem interpretações.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.vestibular.brasilescola.com/arquivos/dbca9234388b3f9efa094380ed986ca3.jpg" alt="" width="299" height="400" /></p>
<p style="text-align: left;">Vou discutir uma parte da lei, a que mais tem causado polêmica.</p>
<p style="text-align: left;">O Art. 4º da lei do ato médico diz:</p>
<p style="text-align: left;">São atividades privativas do médico:<br />
I – formulação do diagnóstico nosológico e respectiva prescrição terapêutica;
</p>
<p style="text-align: left;">Diagnóstico nosológico: definido na própria lei como determinação da doença que acomete o ser humano, aqui definida como interrupção, cessação ou distúrbio da função do corpo, sistema ou órgão, caracterizada por no mínimo 2 (dois) dos seguintes critérios:</p>
<p style="text-align: left;">I – agente etiológico reconhecido;<br />
II – grupo identificável de sinais ou sintomas;<br />
III – alterações anatômicas ou psicopatológicas.
</p>
<p style="text-align: left;">De acordo com a lei, somente o médico passa a ter direito de identificar a doença (ou psicopatologia no caso dos psicólogos) com base em seus sintomas, conforme descrito no  CID 10 e/ou DSM-IV, e de determinar qual deve ser a <span style="text-decoration: underline;">terapêutica adotada</span>. A parte grifada cabe duas interpretações:</p>
<p style="text-align: left;">1 &#8211; Cabe ao médico determinar para qual profissional da saúde aquele paciente deve ser encaminhado, e;</p>
<p style="text-align: left;">2 &#8211; Cabe ao médico prescrever qual a terapêutica a ser adotada pelo outro profissional da saúde.</p>
<p style="text-align: left;">Creio que a lei se refere ao primeiro caso. Embora a formação médica seja bastante generalista, ele não possui o conhecimento específico que o profissional de uma outra área X possui com relação a seu campo de trabalho. De todo modo, os outros profissionais da saúde perdem autonomia à medida em que a lei restringe ao médico o diagnóstico e, por assim dizer, a liberação para que eles atendam algum paciente.</p>
<p style="text-align: left;">Quem aqui trabalha, estuda ou faz estágio em locais onde são os médicos que encaminham os pacientes deve saber a quantidade de diagnósticos errados, orientações comportamentais erradas e prescrições/ combinações farmacológicas erradas dadas por médicos. Não estou dizendo, aliás, que os médicos são todos ruins e que os outros profissionais da saúde são todos bons. O que estou questionando é:  será que o médico possui o conhecimento necessário para determinar quando e talvez como todos os outros profissionais da saúde devam atuar?</p>
<p style="text-align: left;">Aliás, mesmo que os médicos tivessem este conhecimento, será que são tão necessários assim? Cito como exemplo a Esquizofrenia, aquela psicopatologia que acometia o personagem Tarso da novela Caminho das Índias exibida na rede globo,  na qual a pessoa delira, alucina, possui afeto desorganizado, etc.</p>
<p style="text-align: left;">A medicina trata esta doença especialmente com base nos neurolépticos, mas isto é necessário? Não. Várias pesquisas demonstram que não é necessária a intervenção medicamentosa na Esquizofrenia. Onde estão as pesquisas? Deixo duas para quem quiser saber um pouco mais sobre o que estou falando. Quem se interessar por ler mais, sinta-se a vontade para pesquisar as referências citadas nestes dois estudos.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://docs.google.com/fileview?id=0B00EZCgOA7huOWRlYjA1NGUtM2Q1Zi00Y2U5LWFjZGYtZTUxZDk5Yzk4ZDQw&amp;hl=en">Análise Aplicada e o Comportamento Diagnosticado Esquizofrênico.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://docs.google.com/fileview?id=0B00EZCgOA7huNjg0YzliNGQtZGM1Mi00MTVjLTlkMDgtMDc5MDBiZmJkYTRm&amp;hl=en">Comportamento Verbal e Esquizofrenia: estratégia operante de intervenção.</a></p>
<p style="text-align: left;">Embora seja ultrapassada a idéia de que os remédios tem apenas função paliativa, é verdade que eles não promovem a independência da pessoa quando se trata de psicopatologia. Ele controla a doença, suprime os comportamentos indesejados por quem a trata ou convive com o ela; quando o que se pode fazer é ensiná-la a se comportar de formas mais adaptativas e/ou assumir o controle do próprio comportamento tornando-a assim, possivelmente independente da medicação ou terapia. Quem quiser entender melhor o que estou falando leia as duas pesquisas citadas acima.</p>
<p style="text-align: left;">A prescrição de drogas psicotrópicas, no entanto, é um comportamento muito reforçado pelo fato de que ela facilita o controle do comportamento alvo sem que se realize uma investigação mais cuidadosa das variáveis ambientais que o controlam, o que é mais difícil. Sidman (citado por <a href="http://docs.google.com/fileview?id=0B00EZCgOA7huMWVjOTljZWYtMDdkOC00NGM5LTlhZDctNTJhY2JkZTUzYTY5&amp;hl=en">Santos</a>, 2007) já dizia que elas são um meio de contra-controle muito útil por profissionais incapazes de encontrar estas variáveis de controle do comportamento.</p>
<p style="text-align: left;">Cito a Esquizofrenia como exemplo por ser esta uma das psicopatologias mais desafiadoras da Psiquiatria moderna, mas existem diversas outras tão complexas quanto ela, mas que também não precisam de acompanhamento medicamentoso para o tratamento.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>E com relação a necessidade do aval médico para os outros profissionais atenderem?</strong></p>
<p style="text-align: left;">O que se espera de qualquer profissional com curso superior é que ele conheça sua área de atuação e saiba discriminar se deve ou não intervir alí e a maneira como deve intervir, sem precisar de um aval médico.</p>
<p style="text-align: left;">Ter de passar pela avaliação médica antes de ser atendido por qualquer outro profissional da saúde equivale a:</p>
<p style="text-align: left;">1) dizer que os demais profissionais da saúde não conhecem seu campo de trabalho a ponto de não saberem se alguém precisa ou não de sua assistência;</p>
<p style="text-align: left;">2) não conseguem identificar as alterações ocorridas em seu objeto de trabalho, e;</p>
<p style="text-align: left;">3) não possuem responsabilidade, ética e habilidade para discriminar se alguém precisa ou não ser encaminhado para outro profissional.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Para a população de modo geral, o ato médico significa:</strong></p>
<p style="text-align: left;">1) enfrentar uma fila a mais, no caso do SUS, ou;</p>
<p style="text-align: left;">2) pagar uma consulta a mais, no caso dos atendimentos particulares.</p>
<p style="text-align: left;">Todos sabem como são grandes as filas do SUS. Tem gente que espera meses, ou até anos, para conseguir uma consulta. Imagine agora se todos os pacientes das outras 11 profissões da saúde tivessem antes que passar pelos médicos, como esta fila ia crescer? Se a fila cresce, fica mais difícil ainda conseguir marcar uma consulta.</p>
<p style="text-align: left;">Aqueles que não podem esperar pelas filas do SUS ou preferem pagar um atendimento particular também serão afetados.  A velha lei da oferta e da procura também vale nesta situação. Se todos os pacientes que antes procuravam diretamente a um outro profissional da saúde, a partir de agora terá de passar por uma avaliação médica anterior (afinal, só eles diagnosticam e prescrevem a terapêutica de acordo com esta lei), e os médicos podem tranquilamente aumentar o valor da consulta, já que a procura por eles vai aumentar drasticamente.</p>
<p style="text-align: left;">Nos planos de saúde há um tempo já funciona assim. Todo paciente tem de passar pelo médico para, só então, ser encaminhado a outros profissionais da saúde.</p>
<p style="text-align: left;">A lei já foi aprovada pelos deputados, agora está no senado para votação.</p>
<p style="text-align: left;">E você, o que acha da aprovação da lei do Ato Médico? Se você é contra, envie e-mails para os senadores que representam o seu estado. O endereço deles pode ser encontrado <a href="http://www.senado.gov.br/sf/senadores/senadores_atual.asp?o=3&amp;u=*&amp;p=*">aqui</a>. É o seu bolso que vai pagar pela lei do Ato Médico.</p>
<p style="text-align: left;">- &#8211; -<br />
Autor: Esequias Caetano de Almeida Neto.</p>


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		<title>O que o behaviorismo é e o que ele não é</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 01:02:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na data de hoje, pode ser encontrado no site do Sindicato dos(as) Trabalhadores(as)  em Educação Pública do Espírito Santo mais uma referência – no mínimo incorreta – ao behaviorismo. 


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<p>“aplica um tratamento diferenciado, sob a justificativa de uma concepção educacional retrógada, que se baseia na punição e/ou na compensação (behaviorista).”</p>
<p>A presidenta da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental, Martha Hübner, afortunadamente pronunciou-se contra a infeliz menção à abordagem. Em sua carta, esclareceu:</p>
<p>“a origem e prática da denominada ‘recompensa’ não são, obviamente, behavioristas. O que o Behaviorismo fez foi estudar empiricamente seus efeitos (&#8230;). Há outros reforços [para além do reforço monetário], que chamamos de participação, atenção especial e tempo, muitos deles tão reivindicados pelo movimento sindical que seus dirigentes e os membros da sua base até poderiam ser chamados de behavioristas: solicitação de opiniões e idéias, intervalo extra, oportunidade de formação e voz ativa em decisões, citando só alguns.”</p>
<p>É lamentável notar que representantes tão sérios da opinião publica pouco se importam com a própria opinião pública, como fica claro na carta de Hübner – o estado do Espírito Santo está repleto de professores behavioristas que inevitavelmente se ofenderiam com as colocações apresentadas no site. E a ofensa repousa, principalmente, no desconhecimento daquilo que o behaviorismo é (uma ciência) e daquilo que o behaviorismo não é (um instrumento do controle coercitivo).</p>
<p>Equipe PeC</p>
<p>Leia a <a href="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Carta-da-ABPMC-ao-SINDIUPES.pdf">Carta da ABPMC ao SINDIUPES</a></p>


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		<title>Autocontrole: você pode ter???</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 00:46:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos]]></category>
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		<category><![CDATA[Conceitos Básicos de Análise do Comportamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Tratado geralmente como uma características das pessoas, no sentido de que alguns têm autocontrole e outros não têm, a análise do comportamento tem proposto explicar fenômenos como este a partir das relações entre o ambiente e as respostas. Preparados para mudar sua forma de ver o autocontrole?


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Tratado geralmente como uma características das pessoas, no sentido de que alguns têm e outros não, a análise do comportamento tem proposto explicar fenômenos como este a partir das relações entre o ambiente e o organismo. Preparados para mudarem sua forma de ver o autocontrole?</p>
<p>Primeiramente, uma concepção internalista trata o autocontrole como derivado de traços de personalidade, de características inatas e de forças interiores. Argumentos à parte, tais concepções facilmente sucumbiriam a indagações tais como “por que as pessoas demonstram diferentes níveis de autocontrole em diferentes situações?”, “por que uma pessoa tem mais autocontrole em uma fase da vida e menos em outra?” e “por que as crianças são mais impulsivas que os adultos?”. São perguntas que enfraquecem o argumento de que o autocontrole pode ser determinado por um eu iniciador localizado no interior do sujeito.</p>
<p>A partir daí, podemos começar a buscar uma explicação externalista, ou seja, que parte da análise da interação entre resposta e ambiente para caracterizar o autocontrole. O primeiro passo para uma definição operacional do autocontrole é delimitar o que se pretende estudar. Os analistas do comportamento propõem que o autocontrole trata-se da escolha por um reforçador de maior magnitude com maior atraso atrasado em detrimento da escolha por um reforçador de menor magnitude e com menor atraso. A imagem abaixo ilustra esta definição:</p>
<p><img title="autocontrole" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/10/autocontrole1-300x128.jpg" alt="autocontrole" width="300" height="128" /></p>
<p>Como podemos ver, o autocontrole é a preferência por uma recompensa maior que ocorrerá no futuro, ao invés de uma recompensa menor que está disponível no presente. Esta definição parece útil, pois retrata bem o que pode ser entendido como autocontrole no cotidiano. Por exemplo, eu digo que tenho autocontrole quando resisto a um belo pedaço de bolo de chocolate. Em outras palavras, estou optando por ser paquerado na praia durante o verão e talvez até arrumar um casamento (um reforçador de maior magnitude e mais atrasado), ao invés de comer um pedaço de bolo que logo será esquecido (um reforçador menor e imediato).</p>
<p>Porém, em que condições alguém escolhe a alternativa de autocontrole ao invés da alternativa de impulsividade? Os analistas experimentais tentaram responder a esta pergunta e encontraram resultados interessantes.</p>
<p>O primeiro deles vem das pesquisas sobre a escolha de compromisso. Nestas pesquisas, um sujeito (pombo, rato, criança etc.) poderia optar por uma contingência em que escolheria entre um reforçador menor e imediato ou um reforçador maior e mais atrasado (em geral o reforçador era tempo de acesso a alimento); ou por outra contingência em que somente poderia ter acesso ao reforçador maior e mais atrasado (chamada <em>elo de compromisso</em>). Os resultados demonstram que os sujeitos preferem a primeira contingência e acessam ao reforçador menor e imediato quando o intervalo entre a escolha desta contingência e o acesso ao alimento é pequeno; porém os sujeitos preferem apenas o elo de compromisso – aquela contingência que só permite acesso ao reforçador maior e mais atrasado – quando há um intervalo maior entre a escolha das contingências e o acesso aos reforçadores. É como se os sujeitos dissessem “já que eu tenho que esperar mesmo, então vou esperar só pelo que vale a pena”. Outro resultado interessante é que os participantes escolhem a contingência que não os permitem “cair na tentação” de optar pela impulsividade.</p>
<p>Um fenômeno observado a partir dos estudos de autocontrole é a inversão de preferência. Os pesquisadores demonstraram que a magnitude do reforçador estabelece um determinado intervalo de tempo em que aquele reforçador controla a resposta que o produz. Ou seja, um reforçador de maior magnitude pode controlar uma resposta mesmo estando mais distante no tempo, ao passo que um reforçador menor somente pode controlar uma resposta mais imediata. Assim, os reforçadores disponíveis no ambiente poderiam concorrer pela resposta, sendo que a distancia temporal determinaria a escolha. Tentarei explicar melhor a partir da figura abaixo: <br />
<img class="aligncenter size-medium wp-image-1988" title="maria" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/10/maria1-300x153.jpg" alt="maria" width="300" height="153" /></p>
<p>Suponhamos que a moça rosa seja Maria, que tem diante de si a possibilidade de escolher entre dois reforçadores: um carro ou algumas guloseimas. O custo implicado em comprar um carro é maior que aquele implicado em comprar guloseimas, mas estão relacionados – então se Maria sempre comprar doces, dificilmente conseguirá comprar seu carro. Porém, o fato é que o carro é um reforçador de maior magnitude (GM) e controla o comportamento de Maria mesmo distante no tempo (linha amarela). Já as guloseimas são reforçadores menores (Gm) e só controlam o comportamento de Maria quando estão disponíveis imediatamente (linha verde). O fenômeno da inversão de preferência prevê, então, que Maria se comportará para comprar o seu carro mesmo muito antes de ir à concessionária (ponto x), poupando dinheiro por exemplo. Porém, quando Maria estiver passeando no shopping e ver uma loja com muitas guloseimas (ponto y), é muito provável que ela torre o dinheiro e compre suas balas prediletas. O ponto i da figura indica o momento em que Maria tende tanto a poupar como a torrar; é quando Maria fica confusa e seu comportamento é imprevisível.</p>
<p>A contribuição aplicada da análise do comportamento mais proeminente é a proposição de um procedimento que pode gerar a escolha pelo autocontrole em sujeitos que não demonstrem este repertório. O procedimento básico consiste em apresentar um reforçador de maior magnitude e um outro reforçador de menor magnitude simultaneamente, sendo que o sujeito pode escolher livremente entre ambos reforçadores. Uma vez observada a preferência pelo reforçador de maior magnitude, deve-se aumentar o intervalo de tempo ou o custo de resposta necessário para produzir o reforçador de maior magnitude. Este aumente deve ser realizado segundo um procedimento conhecido como <em>esvanecimento aditivo</em>, que é caracterizado pelo aumento gradual no intervalo ou no custo da resposta. Um exemplo é oferecer uma intervenção a crianças com TDAH que consista na apresentação de um prêmio maior e outro menor pela resolução de duas contas de matemática com nível de dificuldade semelhante. A partir do momento que a criança começar a preferir aquela conta que permite acesso ao reforçador de maior de magnitude, o terapeuta pode aumentar gradualmente a dificuldade dos problemas correlacionados ao reforço maior e manter o mesmo nível de dificuldade para aquele problema que permite acesso ao reforçador de menor magnitude. Em geral os resultados deste tipo de intervenção demonstram preferência pelos problemas de maior dificuldade em comparação ao repertório apresentado pela criança antes da intervenção.</p>
<p> <img title="estudando" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/10/estudando-300x225.jpg" alt="estudando" width="300" height="225" /></p>
<p>Então, como você vê o autocontrole agora? Se antes este só poderia ser entendido como uma aptidão inata, agora você pode contar com a compreensão analítico-comportamental deste complexo fenômeno estudado pela psicologia. E se você não sabia responder à pergunta-título desta publicação, o que me diria agora?</p>
<p> </p>
<p>Texto base: Hanna, E. S. &amp; Ribeiro, M. R. (2005). Autocontrole: um caso especial de comportamento de escolha. Em: J. Abreu-Rodrigues &amp; M. R. Ribeiro. <em>Análise do comportamento: teoria, pesquisa e aplicação</em>. Porto Alegre: Artmed.</p>


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		<title>Por que o ato de bocejar é contagiante?</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 21:22:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Certamente você já observou ou até mesmo já foi contagiado por este fenômeno, basta uma pessoa bocejar na sua frente que geralmente uma vontade incontrolável emerge e nos faz bocejar também.

Brincadeira a parte, bocejar é um tipo de comportamento presente na espécie humana e não só nela



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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1981" title="bocejo" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/10/bocejo1-300x300.jpg" alt="bocejo" width="299" height="294" /></p>
<p>Certamente você já observou ou até mesmo já foi contagiado por este fenômeno, basta uma pessoa bocejar na sua frente que geralmente uma vontade incontrolável emerge e nos faz bocejar também.</p>
<p>Brincadeira a parte, bocejar é um tipo de comportamento presente na espécie humana e não só nela. Estudos realizados com chimpanzés mostraram que os mesmos não conseguiram resistir ao impulso quando foram expostos a imagens animadas de outros chimpanzés bocejando. Existem também estudos mostrando que cães também bocejam. Provavelmente a origem do bocejo é rudimentar e está atrelada a história filogenética de diversas espécies.</p>
<p>O bocejo é uma resposta reflexa, assim como, o contrair da pupila, o reflexo patelar, o chorar quando se corta cebola, o sugar do bebê e etc. Trocando em miúdos, trata-se de respostas emitidas pelo organismo eliciadas por estímulos específicos. No caso do bocejar sabe-se que provavelmente o que gera a resposta é a baixa concentração de oxigênio no cérebro, fazendo assim o organismo se manter no estado de vigília levando o sono para longe.</p>
<p><strong>Mas ainda não foi dito: por que ao ver outro bocejar, nós bocejamos ?</strong></p>
<p>Neste caso, o que difere do bocejar sem ver alguém bocejando é o estímulo desencadeante, o bocejar alheio é um estímulo externo que desencadeia o nosso bocejar. A sensibilidade ao bocejar alheio provavelmente é inata, ou seja, ela é transmitida por nossos ancestrais através de uma carga genética, igual a todos os outros nossos comportamentos reflexos.</p>
<p>Estes tipos de comportamentos foram selecionados pelo ambiente ao longo da evolução da espécie (podemos depois discutir o porquê este comportamento foi, outrora, importante para as espécies) a fim de garantir a sobrevivência da mesma, um comportamento reflexo inato ou simplesmente um reflexo inato, como já foi dito, é uma relação entre um estímulo e uma resposta que não depende de condicionamento prévio e, por isso, bocejamos ao ver outra pessoa bocejar.</p>
<p>Porém, muitos estudos mostram que nem todos os indivíduos apresentam essa sensibilidade ao bocejar alheio, nestes casos, podem existir duas explicações cabíveis: insensibilidade ao estímulo ou aprendizagem.</p>
<p>A insensibilidade ao estímulo ocorre, pois o organismo pode não ter recebido essa sensibilidade através de seu gene devido a diversas mutações que o mesmo sofreu durante a história filogenética de sua família (filogêneses) e não podendo ser transmitido dos pais para sua prole.</p>
<p>Na segunda ocasião, o organismo pode ter nascido sensível ao estímulo, porém pode ter perdido a sensibilidade através de processos de aprendizagem durante sua história de vida (ontogêneses). O bocejar como reação ao bocejar alheio é, a princípio, um comportamento reflexo, mas pode deixar de ser através de suas experiências de vida.</p>
<p><strong>*A equipe Psicologia e Ciência agradece a Rodrigo Elias Fantini  ( <a href="mailto:ro_2005_22@hotmail.com">ro_2005_22@hotmail.com</a> ) pela contribuição ao  site com o presente texto.</strong></p>


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		<title>Conceitos básicos de AC &#8211; parte 9 &#8211; Comportamento Verbal &#8211; Definição</title>
		<link>http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-de-ac-parte-9-comportamento-verbal-definicao/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 11:33:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Brino Faggiani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<category><![CDATA[Conceitos Básicos de Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1832" title="brasil-330x220-lac-young-people-talking" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/brasil-330x220-lac-young-people-talking-300x200.jpg" alt="brasil-330x220-lac-young-people-talking" width="300" height="200" />O modo como a ‘linguagem’ é definida e estudada na abordagem analítico-comportamental reverte inteiramente as idéias com as quais estamos acostumados e apresenta uma forma prática e científica de investigar a origem, o que mantém e como classificar funcionalmente comportamentos verbais. Não cabe nos objetivos deste texto discutir as críticas aos sistemas tradicionais de entendimento da linguagem, portanto, é válido partir direto para o comportamento verbal de acordo com a análise do comportamento.</p>
<p>Dada a extensão do tema, vou dividi-lo em partes. Nesta primeira, vou definir comportamento verbal e comentar algumas de suas implicações. Depois, vou comentar sobre os diferentes tipos de operantes verbais e como eles podem ajudar na prática profissional.</p>
<p>Em consonância com o Behaviorismo Radical, Skinner definiu comportamento verbal como um (1) comportamento operante (2) reforçado pela mediação de um ouvinte (3) especialmente treinado para fazê-lo por uma comunidade verbal.</p>
<p><strong>1 &#8211; Comportamento operante</strong></p>
<p>Definir comportamento verbal como operante significa dizer que a ‘linguagem’ não tem nenhuma propriedade especial: ela é afetada pelo ambiente da mesma forma que qualquer outro comportamento. Essa é uma virada radical na concepção tradicional de linguagem como algo superior ou como uma ferramenta a ser utilizada por aqueles que a dominam. Sendo comportamento, não pode ser utilizada: é a própria ação; e não pode ser superior porque segue os mesmos princípios de qualquer comportamento. Vamos ver algumas implicações disso.</p>
<p>A primeira delas é que temos que analisar cada comportamento verbal isoladamente. Por exemplo, pedir por água não é igual a dizer água diante dela. Cada um desses comportamentos ocorre em um contexto específico e é aprendido separadamente. Pedimos por água controlados pela sede e o reforçador é o próprio líquido. Dizer ‘água’ quando a vemos está sob controle do estímulo água e o reforçamento é generalizado (não está sob controle de algo específico).</p>
<p>Na formulação de Skinner, portanto, a mesma forma verbal “água” pode ter diferentes funções, e ser capaz de falar “água” em um contexto não é sinal de saber falar “água” em todas as situações possíveis. A partir dessa concepção, Skinner criou algumas categorias funcionais para classificar o comportamento verbal (elas serão o assunto do próximo texto).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/coptoverbal.png" target="_blank"><img class="size-medium wp-image-1833 aligncenter" title="coptoverbal" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/coptoverbal-300x172.png" alt="coptoverbal" width="300" height="172" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Clique para ampliar</p>
<p>Outra implicação de o comportamento verbal ser operante é o fato de que o repertório de uma pessoa é produto de sua história de reforçamento. O modo como falamos e o quê falamos estão relacionados com os contextos em que fomos ensinados e as respostas que foram reforçadas. Um exemplo: atenção especial a verbalizações de melhora do cliente fazem com que relatos de avanço aumentem, enquanto o aparecimento de queixas diminui. A importância de saber disso é clara: é necessário tomar cuidado para não reforçar somente queixas nem somente melhoras, caso contrário a terapia pode ocorrer de maneira inadequada.</p>
<p><strong>2. Reforçado pela mediação de um ouvinte</strong></p>
<p>Apesar de o comportamento verbal ser operante, ele tem uma especificidade fundamental: é verbal somente o que é reforçado pela mediação de um ouvinte. Ir à cozinha e pegar a água é reforçado pela própria ação de quem se comportou. Pedir por água é reforçado pela ação de alguém que traz a água.</p>
<p>Dada que a especificidade do comportamento verbal é o fato de ele ser mediado, abre-se um grande leque de comportamentos que são considerados verbais pela análise do comportamento. Por exemplo, acenar, piscar o olho, cumprimentar apertando demasiadamente a mão, são comportamentos verbais, pois são reforçados por conta da ação de outra pessoa.</p>
<p>É importante notar que falante e ouvinte são definições funcionais, e não se referem a duas pessoas necessariamente. Assim sendo, uma pessoa pode ser ouvinte de si mesma, reforçando o próprio comportamento. É comum que nos surpreendamos falando conosco mesmo, escrevendo planos em uma agenda ou descrevendo as nossas ações enquanto as executamos.</p>
<p><strong>3. Treinado especialmente para fazê-lo por uma comunidade verbal</strong></p>
<p>Para que possamos dizer que uma pessoa é ouvinte, precisamos estar certos de que ela foi treinada nas especificidades de determinado idioma. Pedir água para um americano poderia não ser reforçado e, portanto, não seria um comportamento verbal. No entanto, pedir “water” resultaria na água. Isso acontece porque a comunidade verbal americana é diferente da brasileira e disso decorre que os falantes e ouvintes dessas comunidades possuem comportamentos verbais próprios.</p>
<p><strong>Síntese</strong></p>
<p>Agora que cada trecho da definição foi apresentado, veja-a novamente: comportamento verbal é um comportamento operante reforçado pela mediação de um ouvinte especialmente treinado para fazê-lo por uma comunidade verbal.</p>
<p>Notem que é uma definição funcional, não fazendo referência a formas específicas de resposta. Uma grande vantagem de se considerar linguagem como comportamento é a possibilidade de analisá-la em suas unidades funcionais e pesquisar maneiras de mudar esse comportamento para o benefício da comunidade. Um terapeuta ou professor experiente podem analisar os comportamentos verbais de seus clientes e alunos, identificando quais assuntos são necessários tratar ou ensinar e que tipo de repertório verbal vale a pena reforçar.</p>
<p>Em seguida, vou descrever os tipos de comportamento verbal e como esse conhecimento pode ser utlizado na prática profissional.</p>
<p>Robson Faggiani</p>


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		<title>Conceitos Básicos de AC – Parte 8 – Esquemas de reforço.</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 13:38:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos]]></category>
		<category><![CDATA[Educativos]]></category>
		<category><![CDATA[Análise Experimental do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Básicos de Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Esquemas de Reforço]]></category>

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		<description><![CDATA[Grande parte de nossas respostas não são reforçadas em 100% das vezes em que são emitidas. Por exemplo, não são todas as vezes em que você liga a sua televisão que você encontra alguma coisa interessante para assistir - o comportamento "ligar a  televisão, neste caso, não é reforçado todas as vezes-, mas mesmo assim você volta a  ligá-la em outra ocasião.


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Grande parte de nossas respostas não são reforçadas em 100% das vezes em que são emitidas. Por exemplo, não são todas as vezes em que você liga a sua televisão que você encontra alguma coisa interessante para assistir &#8211; o comportamento &#8220;ligar a  televisão, neste caso, não é reforçado todas as vezes-, mas mesmo assim você volta a  ligá-la em outra ocasião.</p>
<p>Se um comportamento é mantido por reforço, como explicar o fato de que ele volta a ocorrer mesmo não sendo reforçado em todas às vezes?</p>
<p>É aí que entra o que os Analistas do Comportamento chamam de &#8220;Esquemas de reforço&#8221;, conceito que traz consigo a idéia de que não só a apresentação de uma consequência vai alterar a  frequência de ocorrência de uma resposta, mas também, o modo ou esquema em que esta consequência é apresentada irá exercer controle sobre ela.</p>
<p>Na natureza existem diversos esquemas de reforço. Este texto, no entanto, irá se prender apenas aos principais.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="como-jogar-poker" src="../wp-content/uploads/2009/09/como-jogar-poker-248x300.jpg" alt="como-jogar-poker" width="248" height="300" /></p>
<p><strong>Esquema de Reforço Contínuo (CRF)</strong></p>
<p>No esquema de <strong>Reforço Contínuo </strong>(CRF), todas as respostas &#8211; sem exceção -, são reforçadas. Para compreender melhor, pense naquele namorado apaixonado que realiza todos os pedidos de sua namorada. Ele simplesmente não nega nada a ela. Todas as vezes que o comportamento da namorada&#8221;pedir algo&#8221; é emitido, ele  é reforçado. Este é o esquema de reforço mais adequado para que um determinado comportamento seja modelado.</p>
<p><strong>Esquemas de reforço intermitente.</strong></p>
<p>Agora, imagine um outro casal de namorados em que, nem todos os pedidos da namorada são atendidos pelo rapaz. Ele atender ou não, obedece a alguns critérios, dentre os quais podem estar a quantidade de vezes (insistência) em que a namorada pede, ou o tempo (espera) entre um pedido e o outro. A este esquema, os Analistas do Comportamento chamam de &#8220;Esquema de reforço intermitente&#8221;.</p>
<p>O esquema de reforço intermitente é tido como o mais eficaz na manutenção de respostas já modeladas. Uma de suas principais características, é tornar a resposta mais resistente à extinção; isto é, pode ser emitida mais vezes sem que necessariamente o reforçador tenha de ser apresentado.</p>
<p>Os esquemas de reforço intermitente dividem-se em <strong>Esquemas de Razão</strong> e <strong>Esquemas de Intervalo</strong>. Nos esquemas de razão, a apresentação do reforçador depende da quantidade de vezes em que uma resposta é emitida. Nos esquemas de intervalo, a apresentação do reforçador depende do tempo decorrido entre uma e outra apresentações do reforçador.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Esquemas de Razão.</strong></p>
<p>Os esquemas de Razão dividem-se em Esquemas de Razão Fixa (FR) e Esquemas de Razão Variada (VR).</p>
<p>Nos esquemas de <strong>Razão</strong> <strong>Fixa (FR),</strong> o organismo deve emitir uma quantidade fixa e invariável de respostas para que o reforçador seja apresentado. A quantidade de respostas <span style="text-decoration: underline;">não varia</span> entre um reforçador e outro.</p>
<p>Pense naquele vendedor de botas de couro que só recebe o seu salário a cada 30 botas vendidas. Antes que ele consiga vender as 30 botas, o seu patrão não lhe paga. Neste caso, temos um esquema de reforço de Razão Fixa (FR = 30), no qual a cada 30 (essa quantidade não varia) botas vendidas o reforçador é apresentado.</p>
<p>Este esquema é caracterizado pela alta taxa de respostas produzidas, uma vez que, como o reforço depende única e exclusivamente do responder do organismo, se ele responder com rapidez, irá produzir reforço também com maior rapidez. Logo após o reforço, o organismo demora um pouco para voltar a responder. Este tempo é chamado <em>pausa após reforço.</em> Esta pausa é atribuída ao fato de que não há produção de reforço imediatamente após um reforçamento anterior, permitindo discriminar de maneira clara que o próximo reforçador não estará disponível imediatamente após a primeira resposta emitida.</p>
<p>No esquema de <strong>Razão Variável</strong> (VR), a quantidade de respostas exigida para a apresentação do reforçador não é fixa. Ela <span style="text-decoration: underline;">varia</span>.</p>
<p>Um cabeleireiro corta cabelos neste esquema. Se ele recebe uma quantia de oito reais por corte, o reforço será contingente ao número de tesouradas que ele dará no cabelo de cada pessoa. No entanto, o número de tesouradas necessárias para cortar o cabelo de cada pessoa varia, o que significa que a razão (quantidade de tesouradas) é variável (VR).</p>
<p>Este esquema é caracterizado por pausas curtas, ou mesmo ausência de pausa após reforço. Isso ocorre porque não há como discriminar se o número de respostas para o próximo reforço é grande ou pequeno, uma vez que é variável. Este esquema é o que produz maiores taxas de respostas, já que exigem um número indeterminado de respostas para a disponibilização do próximo reforço, e por não apresentarem pausas após reforço. Para fazer alguém trabalhar muito e ganhar pouco, este é o esquema mais indicado.</p>
<p><strong>Esquemas de Intervalo.</strong></p>
<p>Nos esquemas de intervalo, a quantidade de respostas emitidas entre a apresentação de um reforçador e outro é irrelevante. Basta que alguma resposta seja emitida, de acordo com o intervalo. O que de fato determina se o reforçador será ou não apresentado, é o tempo decorrido desde a ultima apresentação de reforço.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Este esquema também se subdivide em Fixo e Variável.</span></p>
<p>No esquema de <strong>Intervalo Fixo</strong> (FI), o período exigido entre a apresentação do último reforçador e a disponibilidade do próximo reforçador é sempre o mesmo. Por exemplo, um atleta em treinamento recebe um beijo de sua namorada a cada 20 minutos de treino. Antes que ele complete os 20 minutos, sob hipótese alguma a sua namorada o beijará. Neste caso, temos um esquema de reforçamento de Intervalo Fixo (FI = 20).</p>
<p>Este é o esquema que produz as menores taxas de respostas. Os motivos pelos quais isso acontece, são 1) não é exigido um número mínimo de respostas para que o reforço seja disponibilizado; ou seja, tanto faz se o organismo responde muito ou pouco. O que importa para que o reforçador seja apresentado, é a resposta ser emitida no momento certo. E, 2) é o esquema que produz as maiores pausas após reforço. A discriminação temporal entre o reforçamento e o não reforçamento é facilitada pela regularidade dos intervalos.</p>
<p>O esquema de <strong>Intervalo Variado</strong> (VI) tem o mesmo raciocínio que o de intervalo fixo, com a diferença de que, no esquema em questão, os intervalos (tempo) entre o último reforçador e a próxima disponibilidade não são os mesmos, ou seja, são variáveis.</p>
<p>Achar uma música agradável no rádio está sob controle deste esquema. De tempos em tempos é possível encontrar, mas nunca se sabe quanto tempo exatamente é preciso ficar procurando pra achar.</p>
<p>Este esquema, apesar de ser um esquema de intervalo, produz um padrão com uma taxa relativamente alta de respostas. Não há como prever quando o próximo reforçador estará disponível. O organismo responderá quase o tempo todo. Caso ele fique muito tempo sem responder, perderá reforços; deste modo, permanecerá respondendo moderadamente o tempo todo.</p>
<p>Esequias Caetano de Almeida Neto.</p>


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		<title>Conceitos Básicos de AC &#8211; Parte 7 &#8211; Contexto (Controle de Estímulos)</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 19:40:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Brino Faggiani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Básicos de Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Controle de Estímulos]]></category>
		<category><![CDATA[Interessante]]></category>

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Compreender a ideia de contexto é um excelente passo para se começar a entender a Psicologia. Nós, psicólogos (sejamos analistas do comportamento ou não) adoramos este conceito. Para ser honesto, a noção de contexto não é querida apenas por psicólogos, mas por todos os cientistas que lidam com aspectos da conduta humana. A paixão pelo [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1736" title="alvo" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/alvo.jpg" alt="alvo" width="300" /></p>
<p>Compreender a ideia de contexto é um excelente passo para se começar a entender a Psicologia. Nós, psicólogos (sejamos analistas do comportamento ou não) adoramos este conceito. Para ser honesto, a noção de contexto não é querida apenas por psicólogos, mas por todos os cientistas que lidam com aspectos da conduta humana. A paixão pelo termo deriva de um fato muito simples: ele ajuda a tornar clara a complexidade humana.</p>
<p>Dada a amplitude da noção de contexto e sua apropriação por diversas áreas, não cabe neste texto explicar cada um dos seus usos. Ao invés disso, discutirei como contexto é definido e utilizado na análise do comportamento (no entanto, não vou falar sobre cultura).</p>
<p>Vamos começar, então. O primeiro passo é esquecer o nome &#8220;contexto&#8221; e entender o que é &#8220;controle de estímulos&#8221;.</p>
<h2>Controle de Estímulos</h2>
<p>A história começa com pombos e ratos. Acalmem-se, chegaremos até o conceito de atenção. Por enquanto, vamos entender como animais &#8216;inferiores&#8217; podem nos ajudar a compreender comportamentos humanos complexos.</p>
<p>No início dos seus estudos, Skinner colocava ratos e pompos em caixas de condicionamento (popularmente conhecidas como caixas de Skinner). Os animais podiam ganhar alimento ou água caso fizessem alguma coisa que o investigador julgasse bacana. Geralmente, os experimentadores achavam supimpa que os pombos bicassem um disco e os ratos pressionassem uma barra. E assim era. Quando eles emitiam esses comportamentos podiam se regozijar em um delicioso banquete de água e ração. Skinner percebeu que todo comportamento que precedia o banquete ocorria com mais frequência. A relação era relativamente simples: uma resposta (pressionar a barra) produzia um estímulo (o banquete). A comida produzida fortalecia a resposta que a precedia. Esse fenômeno é chamado de reforçamento. Você pode ler sobre ele <a href="http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-analise-do-comportamento-parte-5-o-reforcamento/" target="_blank">aqui</a>. Divirta-se.</p>
<p>O conceito de reforçamento abalou a Psicologia. Mas Skinner, que nunca foi um cara distraído, percebeu que havia mais na relação comportamental do que simplesmente o reforço. Ele notou que o contexto (olha ele aí) controlava o comportamento e fez experimentos que demonstraram que isso de fato ocorria. Os experimentos eram muito simples, mas mudaram o mundo dos pombos e ratos. Agora, os animais só podiam desfrutar de seu banquete caso uma luz colorida estivesse acesa. Quando ela estava apagada, os animais não recebiam suas delícias; não importava se dançassem, cantassem ou recitassem Shakespeare, não havia comida com a luz apagada.</p>
<p>Resumindo: com a luz acesa, pressionar a barra produzia água. Com a luz apagada, nada feito. Inicialmente, os animais agiam da mesma forma quer a luz estivesse ligada ou não. No entanto, não demorava muito para que eles passassem a pressionar a barra apenas com a luz acesa. Parecia que os ratos &#8220;sabiam&#8221; que só poderiam mergulhar em ração quando a luz banhasse sua calorosa morada. Skinner assim definiu o ocorrido: &#8220;a luz sinaliza a disponibilidade do reforçador contingente à resposta&#8221;. Traduzindo em palavras mais normais, os estímulos controlam o comportamento por estarem relacionados a eventos reforçadores. Eis uma notação do ocorrido:</p>
<p><em><span style="font-weight: normal;">contexto</span></em><em> &#8211;&gt; </em>resposta<em> &#8211;&gt; <span style="text-decoration: underline;"><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;">resultado</span></span></span></em></p>
<p><em>luz acesa</em> &#8211;&gt; <strong>pressionar a barra</strong> &#8211;&gt; <span style="text-decoration: underline;">luxuoso banquete</span></p>
<p><em>luz apagada</em> &#8211;&gt; <strong>pressionar a barra</strong> &#8211;&gt; <span style="text-decoration: underline;">nada não</span></p>
<p>Diz-se que a resposta de pressionar a barra está sob controle da luz: daí o termo “controle de estímulos”.</p>
<p>Olhando a notação acima, é comum pensar &#8220;até eu que sou mais bobo deixaria de pressionar a barra com a luz apagada&#8221;. Eu não poderia concordar mais. Acontece que essa descoberta simples ajudou a entender o que é a percepção. Vamos a ela?</p>
<h2>Percepção</h2>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1737" title="1272437.paquera_ig_estilo_225_300" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/1272437.paquera_ig_estilo_225_300.jpg" alt="1272437.paquera_ig_estilo_225_300" width="300" height="225" /></p>
<p>Lá está você, mais jovem, aprendendo o que são garotos(as). Inicialmente, você se comporta &#8220;como uma metralhadora&#8221; e atira seus papos e esforços para todos os lados. Depois de muitas falhas e algumas conquistas, você quase que automaticamente passa a notar um padrão bem claro. As pessoas que te olham e sorriem são aquelas com quem a conversa flui melhor. Com o tempo, sua percepção é aguçada e seus esforços não são mais desperdiçados; seu alvo é claro: a pessoa com sorriso aberto e olhar insinuante. É isso: você percebe os sinais. Já que o rato ganhou uma, eis também para você uma notação do ocorrido:</p>
<p><em>pessoa bacana sorrindo</em> &#8211;&gt; <strong>puxar conversa </strong>&#8211;&gt; <span style="text-decoration: underline;">papo agradável</span> (beijos, até)</p>
<p><em>pessoa bacana séria</em> &#8211;&gt; <strong>puxar conversa</strong> &#8211;&gt; <span style="text-decoration: underline;">tente outra vez</span></p>
<p>Nesse momento, algo deve ficar claríssimo: aprendemos a perceber somente os objetos e eventos relacionados ao que nos é importante de alguma forma. É o que ocorre após a resposta (seu resultado) que produz a percepção. Você não teria aprendido a diferenciar qual o melhor tipo de pessoa para paquerar se não tivesse resultados diferentes em situações diferentes. Foi o papo agradável, no seu caso, e a água, no caso do rato, que tornaram a luz acesa e os sorrisos eventos a serem notados. Se você obtivesse a mesma consequência com pessoas sorridentes e sérias, o sorriso não seria algo notável.</p>
<p>Pense em profissionais de diferentes áreas. Um dermatologista é capaz de dizer muito mais sobre um pedaço da pele do que você. Um psicólogo experiente parece ter uma percepção quase sobrenatural sobre os padrões de comportamento de alguém. Um bom engenheiro pode dizer sobre os pontos fortes e fracos de uma casa apenas observando suas colunas. Os pintores olham para um quadro e são capazes de descrever a direção das pinceladas, a técnica utilizada e o estilo do autor. A percepção aguçada dos bons profissionais é resultado de treino especial para detectar detalhes que outras pessoas não notam; é isso o que os faz especialistas. Mas eu disse que o controle pelo contexto (o controle de estímulos) é estabelecido por sua relação com algo importante. O que os profissionais ganham sabendo se comportar de forma diferente diante de estímulos específicos? Ora, para começar, dinheiro. E, mais importante ainda, sucesso e reconhecimento por algo que fazem bem.</p>
<p>É comum a muitas correntes da Psicologia, e mesmo pessoas leigas, afirmarem que a Percepção é pessoal e moldada pela experiência de cada um. Isso não podia ser mais verdade. Uma árvore é percebida de forma diferente por pessoas distintas. Um lenhador, por exemplo, que aprendeu sobre diferentes tipos de madeira durante sua profissão, provavelmente percebe a árvore em termos financeiros. Um casal de namorados pode perceber a árvore como um espaço romântico para estender uma toalha e dizer palavras de amor. O lenhador e os namorados percebem a árvore de forma diferente, pois ela está relacionada com consequências e respostas distintas para eles.</p>
<p>O exemplo dado acima é satisfatório, mas o comportamento humano é muito mais complexo. O lenhador pode perceber a árvore de forma diferente em contextos diferentes. Quando ele põe sua roupa de trabalho e é pressionado pelo chefe, uma árvore é dinheiro. Por outro lado, se ele está passeando com sua namorada em um parque, uma árvore pode lhe parecer o local perfeito para o amor. Essas aparentes, e falsas, contradições ocorrem porque o comportamento é, geralmente, controlado por muitos estímulos simultaneamente. Eis uma notação do comportamento do lenhador nos dois exemplos dados:</p>
<p><em>no trabalho + árvore</em> &#8211;&gt; <strong>derrubar</strong> &#8211;&gt; <span style="text-decoration: underline;">dinheiro</span></p>
<p><em> com a namorada + árvore</em> &#8211;&gt; <strong>conversar</strong> &#8211;&gt; <span style="text-decoration: underline;">carinhos e palavras de amor</span></p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1738" title="SinaisTr_nsitoFeminino" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/SinaisTr_nsitoFeminino-300x220.png" alt="SinaisTr_nsitoFeminino" width="300" height="220" />Há algo a ser dito. Vejam como cada contexto controla uma resposta diferente. Por que? Porque se o lenhador levar a namorada para conversar debaixo de uma árvore no meio do trabalho, vai ser mandado embora. Da mesma forma, se derrubar uma árvore no parque quando passeia com a namorada, provavelmente levará um fora. Os diferentes contextos controlam respostas diferentes porque cada contexto está relacionado a um reforçador específico. No caso, ora dinheiro, ora carinho.</p>
<p>Chega de percepção. Como faço para manter a atenção de vocês? Vamos ver!</p>
<h2>Atenção</h2>
<p>Assim como a percepção, a atenção está relacionada a consequências importantes para o comportamento. Vamos ao exemplo que vocês adoram: a paquera. Quando você está em um bar à procura de alguém interessante, você deliberadamente olha para todos os lados procurando o sinal da fortuna: sorrisos. Em outras palavras, você está &#8220;atento&#8221;. Atentar, nesse sentido, nada mais é do que procurar por uma indicação de que algo interessante está disponível. Achar esse sinal é importantíssimo para as pessoas. Para os animais também! O pombo que ganha água quando bica o disco na presença da luz azul e nunca da vermelha, praticamente não se importa quando a luz vermelha aparece. Mas a luz azul é tão interessante para o bichinho que até parece amor. Agora, duvido alguém me contrariar e afirmar que não adora o sorriso de quem se está paquerando.</p>
<p>Outro modo de entender o que é a “atenção” é no caso em que olhamos fixamente para algo (ou nos concentramos em ouvir, saborear, etc). De forma semelhante ao que foi dito anteriormente, essa forma de atentar está sob controle de estímulos relacionados a eventos importantes para nós. Os exemplos são muitos. Alguém que ouve música fica atento a ela porque isso lhe dá prazer. Um segurança olha fixamente para a tela que mostra o exterior do edifício porque caso algo lhe escape ele terá problemas. Prestamos atenção especialmente em alguns textos porque disso depende a nossa boa nota em uma disciplina ou simplesmente porque o texto é prazeroso.</p>
<p>Atenção também pode ser compreendida de outro modo, como uma reação natural a mudanças do ambiente. Parece que o nosso organismo foi filogeneticamente preparado para atentar a novos estímulos  automaticamente. Isso, claro, é uma forma de defesa: evita que sejamos pegos de surpresa. Qualquer barulho ou movimento inesperado chama a nossa &#8220;atenção&#8221; rapidamente, permitindo que nos preparemos para o que pode acontecer.</p>
<p>Os conceito de atenção e percepção têm implicações importantíssimas para a educação. Alunos só prestam atenção a informações que lhes são relevantes em algum nível. O fato de ser comum ouvir alunos reclamando sobre o que aprendem e ouvir professores reclamando sobre a falta de atenção e interesse dos alunos aponta para algo alarmante: estão ensinando conteúdos sem relação com o cotidiano dos estudantes.</p>
<p>Se você é professor, ou apenas alguém que gosta de chamar a atenção para si, lembrem-se da máxima: atenção é interesse. Enquanto você estiver mostrando informações relevantes terá toda a atenção da platéia.</p>
<h2>Conclusão: o Contexto</h2>
<p>Todas as ideias apresentadas acima se relacionam ao tema maior &#8220;contexto&#8221;. Quando dizemos que as pessoas se comportam de acordo com seu contexto, estamos nos referindo ao tipo de eventos descritos como controle de estímulos, percepção e atenção. Há, ainda, mais conceitos que poderiam ser discutidos dentro deste tema, como abstração, inteligência e cultura. No entanto, isso extrapolaria o objetivo central de explicar de forma resumida como a análise do comportamento compreende o contexto (controle de estímulos).</p>
<p>Fiquem à vontade para fazer comentários e tirar dúvidas&#8230;</p>
<p>Robson Brino Faggiani</p>


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		<title>Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 6 &#8211; A punição, o controle aversivo e a extinção</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 18:58:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
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		<category><![CDATA[Interessante]]></category>
		<category><![CDATA[Reforçamento positivo]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste post trataremos dos conceitos relacionados aos processos de punição, de controle aversivo e de extinção.


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste post trataremos dos conceitos relacionados aos processos de punição, de controle aversivo e de extinção.</p>
<p>A punição é uma operação que faz parte do reforçamento, isso porque também se trata de uma conseqüência que altera a probabilidade de uma resposta.</p>
<p>Porém a forma como a punição produz tal alteração é uma questão controversa. Há duas correntes teóricas que definem a punição de formas diferentes. Uma delas defende que a punição é um processo que diminui a probabilidade da emissão das respostas. Isso quer dizer que se alguém se comporta de determinada maneira, ou seja, se costuma fazer algo como andar de bicicleta ou pintar quadros, e tem esse comportamento punido, a probabilidade dessa pessoa voltar a fazer estas mesmas coisas será menor.</p>
<p><img title="punição" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/punição-300x240.jpg" alt="punição" width="300" height="240" /></p>
<p>Uma outra corrente teórica diz que a punição na verdade elicia reações emocionais e aumenta a probabilidade de respostas de fuga e esquiva – e por causa destes processos que a resposta sob análise se torna menos provável de ocorrer. Isso quer dizer que se eu puno o comportamento “andar de bicicleta” de alguém, essa pessoa passa a andar menos para não sentir ansiedade, medo ou para evitar que eu a puna novamente.</p>
<p>Apesar da semelhança entre as duas correntes, a diferença entre elas subsidia discussões sobre questões éticas para o uso da punição como método de modificação do comportamento. Porém, esclarecidas estas duas possibilidades de entender os processos punitivos, vamos às definições de punição positiva e negativa</p>
<p><em>A punição positiva</em></p>
<p>A compreensão deste processo requer um retorno ao conceito de reforço negativo. Lembre-se que um reforçador negativo é um estímulo que uma pessoa se comporta para remover. Lembre-se também que este estímulo também pode ser chamado de estímulo aversivo.</p>
<p>Pense agora em uma situação em que alguém faz alguma coisa e, como conseqüência, aquele mesmo estímulo aversivo é produzido pela resposta daquela pessoa. Por isso este processo é chamado de punição positiva, porque se trata da produção/adição de um estímulo aversivo.</p>
<p>Vamos supor que aquela mesma pessoa que fecha a janela pra evitar a chuva agora descobre uma chave em uma parede de sua casa. A pessoa gira a chave e um cano começa a jorrar água fria sobre a cabeça dela. Este é um processo de punição positiva: a resposta produz um estímulo aversivo. Um critério para averiguar se de fato se tratou de uma punição é a observação da diminuição da taxa da resposta. Se a pessoa não abrir mais aquela chave, de fato o jato de água fria puniu.</p>
<p><em>A punição negativa</em></p>
<p><em> </em>Este processo recai sobre o conceito de reforço positivo. Lembre-se que um estímulo reforçador é aquele que, quando produzido, aumenta a probabilidade da resposta que o produziu. Então, se passarmos agora a retirar um estímulo reforçador que está presente no ambiente da pessoa quando ela emite uma determinada resposta, dizemos que houve punição negativa – e este processo deve implicar na diminuição da probabilidade de emissão da resposta. É daí que surge o nome de punição negativa, pois trata-se da retirada/subtração de um estímulo reforçador produzida pela resposta.</p>
<p>Por exemplo, imagine um terapeuta que está sempre atento e pronto a discutir os temas relevantes na vida de seu cliente e isto tem feito o cliente trazer, a cada sessão, mais e mais temas para discutir com seu terapeuta. Porém agora o cliente passa a abordar temas que tratam da vida pessoal do terapeuta e, nestes momentos, o terapeuta se cala e não dá oportunidades para que o cliente prossiga na discussão. A partir daí, o cliente provavelmente não perguntará mais sobre este assunto. O terapeuta estaria, provavelmente, punindo negativamente a resposta de seu cliente. Este é um exemplo que dificilmente acontecerá na prática, mas serve apenas para ilustrar o conceito.</p>
<p><em>O controle aversivo</em></p>
<p>É importante considerar brevemente que o reforço negativo e a punição são estudados sob o tema de controle aversivo, pois todos tratam-se de variáveis de controle do comportamento por outras vias que não o reforçamento positivo. São processos amplamente discutidos devido aos efeitos que este tipo de controle pode gerar no comportamento, como supressão condicionada (parar de responder), os subprodutos emocionais (como o medo e a ansiedade) e o aumento de respostas de agressão quando uma pessoa está sob controle aversivo.</p>
<p><em>A extinção</em></p>
<p>Outra consideração importante se faz necessária para quando conseqüências que vinham sendo produzidas pelas respostas não mais as são. Se determinados estímulos reforçadores ou aversivos não são mais apresentados ou retirados, a tendência do responder é retornar à probabilidade de ocorrência anterior do processo de reforçamento.</p>
<p>Assim, se riscar o papel não o pinta mais, a criança desiste de desenhar; se fechar a janela não impede mais a chuva, a pessoa a larga como está; se abrir a chave não mais produz um banho frio, a pessoa volta a abri-la quando quiser; e se o terapeuta volta a atentar aos tópicos abordados pelo cliente, este volta a perguntar o que havia deixado de lado.</p>
<p>Ou seja, a extinção é o efeito da suspensão do reforçamento sobre o responder –- significa o retorno da probabilidade do responder a taxas anteriores.<strong></strong></p>


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