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	<title>Psicologia e Ciência &#187; Beh. Radical</title>
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		<title>Desenvolvimento infantil: uma leitura comportamental</title>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2010 05:51:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dentro da Psicologia, diversos autores postularam fases ou estágios (ou estádios, como alguns autores colocam) do desenvolvimento; nas quais, cada fase destas, engloba um conjunto de comportamentos, cognições e sentimentos que o indivíduo pode apresentar. Nestes estádios ou fases, geralmente agrupados por 1) estruturas psíquicas da personalidade; 2) estruturas cognitivas ou redes de pensamento possíveis; [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Dentro da Psicologia, diversos autores postularam fases ou estágios (ou estádios, como alguns autores colocam) do desenvolvimento; nas quais, cada fase destas, engloba um conjunto de comportamentos, cognições e sentimentos que o indivíduo pode apresentar. Nestes estádios ou fases, geralmente agrupados por 1) estruturas psíquicas da personalidade; 2) estruturas cognitivas ou redes de pensamento possíveis; e, por fim, 3) idade cronológica da pessoa.</p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter" src="http://3.bp.blogspot.com/_lVW-QTf4SN0/SYoopvespPI/AAAAAAAAANw/Ik2Fpyk_pF0/s400/crianca-brincando1.jpg" alt="" width="400" height="300" /><br />
A exemplo de autores que teorizam dentro do primeiro tipo de divisão dos estágios do desenvolvimento, podemos citar Freud e Erickson, com suas teorias do desenvolvimento psicossexual e psicossocial, respectivamente. No segundo modelo, o autor mais proeminente talvez seja Piaget, o qual postula sobre os estádios do desenvolvimento cognitivo. Quanto à divisão por idade cronológica, podem ser citados Hurlock e Gesell, os quais se referem ao comportamento dos três anos, comportamento dos quatro anos, e assim por diante.</p>
<p>Bijou e Baer (1980) levantam certas críticas a estes modelos de teoria do desenvolvimento e apresentam a proposta de Kantor, autor interbehaviorista, que explica o desenvolvimento não com base em estruturas da personalidade ou cognitivas, mas no tipo de interação que o indivíduo é capaz de estabelecer com o ambiente. Os autores explicam que embora estas divisões pela idade cronológica ou teorias da personalidade sejam bastantes práticas e objetivas, elas são muito arbitrárias para alguém que deseje realizar um estudo mais detalhado das relações entre períodos sucessivos. Advertem também que interações significativas não ocorrem de maneira sincronizada o bastante para que se fale de comportamentos esperados por cada fase da vida, e que, mais do que esta fase, são as relações que a criança estabelece com seu meio que favorecem ou não o aparecimento de certos tipos de comportamento.</p>
<p>Conforme explicam os autores, ao eliminarmos as teorias que dividem o desenvolvimento pela idade cronológica ou teorias da personalidade, nos resta dividir e delimitar o fim de cada estágio de acordo com dois outros tipos de critérios. O primeiro baseia-se em fatos observáveis, manifestações comportamentais, eventos sociais e maturação biológica. O segundo, por sua vez, divide o desenvolvimento de acordo com o tipo de interação que o indivíduo é capaz de estabelecer com o meio que o cerca. É esta segunda perspectiva a adotada por Kantor.</p>
<p>Bijou e Baer (p. 30) apresentam os três estágios propostos por Kantor. São eles:</p>
<p>1-    Fundamental: “aquele no qual o indivíduo comporta-se como um sistema unificado – um organismo –, mas é bastante limitado pelas suas características orgânicas”. As interações que o indivíduo estabelece nesta fase são basicamente reflexas, e são de certo modo comuns a todos da espécie. Além dos reflexos, são também apresentados movimentos aleatórios, descoordenados, aparentemente desligados ainda de estimulação ambiental e, basicamente, sob controle orgânico. Quando confrontados com o meio, estes movimentos serão modelados de modo a tornarem-se coordenados e adquirirem funções no ambiente. Deste modo, a criança passa a ser capaz de estabelecer outros tipos de interações ao longo do tempo, passando ao próximo estágio.</p>
<p>2-    Básico: A movimentação aleatória e reflexa inicial vai dando lugar a movimentos coordenados, sistemáticos, os quais agem sobre o ambiente com certa finalidade. Torna-se mais independente de seus cuidadores, sendo capaz de executar tarefas cada vez mais complexas. “É nesse momento em que a criança passa por experiências que não são comuns a todas as crianças (&#8230;), e as habilidades e conhecimentos adquiridos na fase anterior – e nesta também &#8211; tornam-se mais elaboradas”, à medida que a criança vai experienciando e explorando o mundo.</p>
<p>3-    Societário: é neste estágio em que a criança começa a se socializar e explorar as regras sociais, instrução formal, elementos culturais e simbólicos cada vez mais complexos. Novamente, esta habilidade vai se desenvolvendo e tornando-se cada vez mais refinada à medida que a criança vai experienciando o mundo.<br />
Bijou e Baer (p. 31) ainda lembram que, em geral, podemos dizer que o primeiro estágio tem início no pré-natal e vai até a idade em que comumente se chama de fim da infância. O segundo estágio, por sua vez, começa neste ponto e vai até a idade escolar ou pré-escolar. Já o terceiro, no qual a criança torna-se um ser social, começa neste ponto e vai até a idade adulta.</p>
<p>Como é possível observar, a divisão em estágios do desenvolvimento se dá, em uma perspectiva comportamental, de acordo com o caráter predominante das interações que o indivíduo estabelece naquele período. Estes marcos são, nas palavras de Bijou e Baer (p.31), simples acidentes sociológicos, e não essências do desenvolvimento. É bastante comum que se observem características de múltiplos estágios em uma criança só, pois um esvai-se no outro à medida que a criança é estimulada.</p>


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		<title>Dependência Tecnológica em crianças</title>
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		<pubDate>Sun, 23 May 2010 17:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
		<category><![CDATA[Educativos]]></category>
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		<description><![CDATA[
Com que freqüência você negligencia tarefas para passar mais tempo on line ou jogando? Qual é a quantidade de tempo que passa em frente a telinha? Suas notas ou tarefas escolares sofrem por causa desse tempo? Com que frequencia você se sente deprimido, mal humorado ou nervoso quando está offline e esse sentimento vai embora [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://img257.imageshack.us/img257/6631/imagemdeumacriancapequex.jpg" alt="computador" width="396" height="322" /></p>
<p align="center"><em>Com que freqüência você negligencia tarefas para passar mais tempo on line ou jogando? Qual é a quantidade de tempo que passa em frente a telinha? Suas notas ou tarefas escolares sofrem por causa desse tempo? Com que frequencia você se sente deprimido, mal humorado ou nervoso quando está offline e esse sentimento vai embora assim que você volta a estar online?</em></p>
<p align="center">
<p>Essas são questões que fazem parte de um teste <em>formulado pelo</em><em> Centro de Recuperação para Dependência de Internet</em><em>, nos Estados Unidos</em><em>.</em></p>
<p>No mundo em que vivemos, os celulares estão cada vez mais avançados, computadores e videogames de última geração e diversas outras coisas. Quase tudo que nos rodeia, está cada vez mais desenvolvido. Isto, aliado ao aumento de acessibilidade das pessoas a esta modernidade, confirma cada vez mais que as pessoas estão, de uma forma ou de outra, intimamente ligadas a tecnologia.</p>
<p>Não seria diferente com as crianças e adolescentes, que a cada conversa com colegas na escola, trocam informações de aparelhos mais avançados, videogames mais reais, jogos alucinantes, novos sites e blogs com informações sobre password, formas de jogar, como conquistar determinada arma ou alcançar algum objetivo. No dia seguinte, na escola, a troca continua, mas cada vez mais avançada, com outras fases, pois a tecnologia é muito atraente, extremamente rápida e o assunto de ontem, já é passado.</p>
<p>Os sofás e cadeiras das casas estão cada vez mais confortáveis e aconchegantes para que as pessoas fiquem cada vez mais tempo sentadas, e obcecadas pela telinha. A cada momento, a liberação de dopamina no sangue ocorre e faz com que aquela criança queira ficar mais horas ao computador ou game.</p>
<p>A cada dia se confirma mais e mais uma das grandes queixas que ocorrem nesses últimos tempos nos consultórios, a psicopatologia contemporânea denominada DEPENDENCIA TECNOLOGICA OU COMPUTADOR E JOGOS DE VIDEOGAME.</p>
<p>Este vício cresce assustadoramente, atingindo cada vez mais crianças e adolescentes.</p>
<p>As crianças não controlam sua vontade, sendo impulsionadas a procurar a saciedade em suas casas ou lan houses. Abdicam de comprar lanches nas cantinas da escola para gastar em horas nas lan houses. As saídas com os pais vão diminuindo a cada fim de semana, até chegar o momento em que os sábados e domingos ficam entediantes e eles querem o quanto antes que chegue a segunda-feira para ficar mais tempo em frente ao computador. As atividades sociais como ir à casa de amigos, festas, cinema ou algum outro programa diminuem drasticamente.  Elas chegam a ficar horas no computador ou vídeo game, privando assim o sono e o descanso físico.</p>
<p>Usam mil justificativas para escapar de problemas da vida real. A criança vai se isolando, e deixando de lado qualquer atividade, relacionamentos etc. Se, em algum momento perceberem que podem ficar distantes da possibilidade de acessar o computador ou videogame, a irritação o envolve e o desconforto emocional aumenta.</p>
<p>O tempo passa e vai ficando cada vez mais difícil controlar o impulso e elas acabam perdendo o controle de sua vida, progressivamente.</p>
<p>As pessoas que estão ao seu redor demoram para perceber que estas crianças estão dependentes da tela. Vários aspectos podem reforçar o início desta patologia, como os psicológicos (baixa auto-estima, depressão, fobias sociais, dentre tantos outros) e sociais (solidão, isolamento e o estilo de vida nos grandes centros urbanos).</p>
<p>Como ocorre com um viciado em álcool ou em drogas, as crianças e os adolescentes também sofrem a abstinência de estar longe do jogo e o desempenho nas tarefas corriqueiras diminui drasticamente.</p>
<p>Nas principais cidades brasileiras existem pessoas especializadas no tratamento desta dependência; o que pode ser feito , com sessões de psicoterapia, a qual visa devolver a perspectiva do controle e da auto-regulação do uso do computador, além de orientar e esclarecer os pais com vista à sua contribuição no tratamento. Contamos também com a ajuda de psiquiatras para, caso necessário, auxiliar com algum tratamento medicamentoso leve.</p>
<p>É necessário que as pessoas voltem a atenção para este assunto; pois,  no mundo que estamos, cada vez mais interativo tecnologicamente, precisamos controlar esses momentos das crianças e adolescentes para uma vida mais saudável.</p>
<p>.</p>


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		<title>O que é Psicoterapia Analítica Funcional?</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 16:14:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Reforçamento positivo]]></category>
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		<description><![CDATA[A PAF é uma terapia idiossincrática que é vivenciada de forma diferente entre aqueles que têm aprendido, praticado, recebido, pesquisado, ensinado e/ou escrito sobre ela. Então, começaremos com um banquete destas experiências. Esperamos que alguma delas faça mover o seu interior.


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste post, transcrevo uma parte do primeiro capítulo do livro sobre PAF publicado em 2009, traduzido por mim. Gostaria de lembrar que a lei brasileira esclarece que a pubicação em mídia de partes de artigos informativos não consitutui ofença aos direitos autorais desde que mencionadas as fontes da publicação e o nome do autor.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-2119" title="PAF" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2010/02/PAF-300x275.jpg" alt="PAF" width="300" height="275" />Por começar a ler este livro, imaginamos que você esteja intelectualmente curioso e ansioso para ampliar suas habilidades terapêuticas. Você já deve ter experiência em utilizar Psicoterapia Analítica Funcional (PAF) e agora busca por um aprofundamento, ou este pode ser apenas o seu primeiro contato. Se você não tem certeza do que a PAF se trata, deve estar esperando por uma definição comportamental precisa, ou deve estar procurando por uma resposta que fale com você de forma mais intuitiva. Este livro foi concebido de forma consistente com a abordagem comportamental, porém acreditamos que não exista uma intervenção terapêutica ou uma teoria básica que seja absoluta, contextualmente independente ou “melhor” por definição. Aliás, o “melhor” sempre depende do que alguém quer alcançar. A PAF é uma terapia idiossincrática que é vivenciada de forma diferente entre aqueles que têm aprendido, praticado, recebido, pesquisado, ensinado e/ou escrito sobre ela. Então, começaremos com um banquete destas experiências. Esperamos que alguma delas faça mover o seu interior.</p>
<p><em>1) Uma cliente</em></p>
<p>Uma cliente vinha lutando contra os sintomas de Transtorno de Estresse Pós Traumático em seguidas experiências negativas com profissionais de saúde renomados. Consistentemente com a literatura sobre TEPT, ela possuía uma vulnerabilidade anterior que explicava a intensidade incomum e a severidade dos seus sintomas. Sua história incluía abandono na infância, falta de cuidado pelas pessoas em quem confiava e a morte de familiares próximos. Segue uma transcrição retirada de um e-mail no qual ela descreve as reações à sessão de terapia com RJK realizada poucos dias antes.</p>
<p>Você sempre pede por associações livres e esta manhã eu acordei às 6:30 farta disso. Então, aqui vai. Por que, eu fico me perguntando, você [RJK] insiste tanto neste caminho ‘perverso’, onde primeiro me encoraja a me apegar a você (ostensivamente), ao mesmo tempo que fica falando sobre o encerramento de nossa terapia e, suponho, sobre outros encerramentos também? Em que tipo de trégua impensável, eu ainda fico imaginando, Freud e os Behavioristas se sentariam na mesma mesa para tomar chá? Bem, me ocorreu que você esteja utilizando apego terapêutico/transferência na terapia de dessensibilização/exposição. Você está me pedindo para <em>permanecer</em>, uma e outra vez, sobre a ponte da minha zona de conforto, onde uma pessoa está “conscientemente” apegada, confiando em você, sendo eu mesma de verdade, amortecendo nosso encerramento, a cada vez que me deleito com nossas sessões.  ‘Terapia de Exposição Transferencial’, hein?</p>
<p><em>2) Um estudante de graduação</em></p>
<p>A PAF me impele a me esticar e crescer, a ser teoricamente consistente e consistente com valores em todos os aspectos da minha vida. A PAF me desafia a ver a terapia pelos olhos do cliente, a me comprometer com a auto-introspecção e a analisar cuidadosamente a mim mesmo e as minhas interações.</p>
<p><em>3) Um terapeuta cognitivo-comportamental</em></p>
<p>Aprender sobre como ‘estar’ em uma relação terapêutica tem sido um das mais valiosas idéias que a PAF tem me dado para ‘levar pra casa’. Agora eu acho que a maior parte do tempo que trabalho com um cliente, estou consciente do meu ‘ser’ e me concentro com a finalidade de estar plenamente presente – o que tem se mostrado um processo poderoso, mesmo quando desconfortável. Tenho sido impactado de forma profunda, tanto profissionalmente como pessoalmente. Estou muito mais alerta aos meus padrões de esquiva. Tenho me aproximado do desejo de conectar o meu eu pessoal ao eu profissional de forma mais real, mais humana e mais presente. Aprender PAF tem sido uma força curativa e crescente na minha vida e a tem enriquecido imensamente. Esta experiência está sendo renovadora.</p>
<p><em>4) Um terapeuta comportamental-dialético</em></p>
<p>PAF se trata de viver plenamente enquanto se experimenta emoções, aceitando tantos riscos quanto nossos pacientes, ansiando por transformar o mundo, buscando alívio para o sofrimento enquanto seguimos em direção ao amor e à capacidade de amar. Eu realmente gosto desta combinação de criatividade, expansão de fronteiras, intensidade, encontros existenciais e uma técnica terapêutica poderosa.</p>
<p><em>5) Co-autor do livro</em></p>
<p>A PAF é uma psicoterapia interpessoalmente orientada destinada a aliviar os problemas do cliente que trata fundamentalmente de relações humanas. O sofrimento humano pode acontecer na presença ou na ausência de pessoas. Ainda que a dor emocional sentida pelos clientes venha da falta de conexões significativas. O que faz a PAF única é o uso de princípios comportamentais básicos, como modelagem contingente e o uso do reforçamento na sessão de terapia. O coração da PAF é a hipótese de que o mecanismo de mudança na clínica se dá pelo responder contingente do terapeuta ao problema do cliente, ao vivo, na sessão, enquanto ele ocorre.</p>
<p><em>6) Co-autor do livro</em></p>
<p>A PAF utiliza princípios comportamentais para criar um espaço sagrado repleto de consciência, coragem e amor, onde a relação terapêutica é o veiculo primário para a cura e a transformação do cliente. A PAF modela a eficácia interpessoal nutrindo as habilidades do cliente de falar e agir de modo sensível às suas verdades e dons, de dedicar-se à intimidade e de dar e receber amor em plenitude.</p>
<p>Nós originalmente desenvolvemos a PAF (Kolenberg &amp; Tsai, 1991) para explicar porque alguns de nossos clientes que recebiam a TCC padrão demonstravam uma transformação rápida e marcante em suas vidas, muito além daquilo que normalmente era esperado para o tratamento. Cada um destes casos inesquecíveis envolveu a ocorrência natural, e particularmente intensa, de uma relação terapeuta-cliente envolvente e emocional. Nós procuramos explicar tais relações terapeuta-cliente por meio de uma análise behaviorista radical (Skinner, 1945, 1953, 1957, 1974) do processo psicoterapêutico, realçada na história de cada caso.</p>
<p>Certamente, a noção de que a relação terapeuta-cliente ocupa um papel central na produção de mudança é inerente à literatura de psicoterapia e possui um suporte empírico considerável (veja o Capítulo 2). Nossa intenção ao utilizar os conceitos behavioristas radicais no entendimento deste fenômeno era prover uma nova perspectiva sobre a forma como a relação terapeuta-cliente contribui para os ganhos terapêuticos. Nós utilizamos uma abordagem “de cima para baixo”, que começava pelas observações clínicas de intervenções terapêuticas e seus efeitos, para então utilizar os conceitos comportamentais na explicação de tais efeitos. Nós também utilizamos uma abordagem “de baixo para cima”, aplicando conceitos comportamentais juntamente com contribuições experimentais e teóricas para informar, modelar e refinar as intervenções terapêuticas. A PAF que é praticada hoje reflete mais de duas décadas deste processo interativo.</p>
<p>Uma vantagem central da abordagem comportamental incorporada à PAF é que ela realça mecanismos hipotéticos de mudança que, por sua vez, podem ser utilizados em manuais de tratamento específicos que são facilmente ensináveis. Os conceitos e definições comportamentais permitem que os terapeutas disponham de um amplo leque de mecanismos terapêuticos significativos, tais como ‘coragem’, ‘amor terapêutico’, e ‘criação de um espaço sagrado’ (veja Capítulo 4), o que em geral não é feito nas terapias cognitivo-comportamentais. Trazer esta coragem e este amor pra dentro da relação com os clientes é um processo difícil que faz com que os terapeutas rumem em direção às pontes de suas zonas de conforto – o que freqüentemente evoca esquiva emocional. Nós também escolhemos o behaviorismo para facilitar com que os terapeutas aceitassem riscos de forma responsável e ética em benefício de seus clientes.</p>
<p>Autotes: <strong>Robert J. Kohlenberg, Mavis Tsai e Jonathan W. Kanter<br />
</strong>Fonte: Tsai, M; Kohlenberg, R. J.; Jonathan, W. K.; Kohlenberg, B.; Follette, W. &amp; Callaghan, G. M. A Guide to Functional Analytic Psychoterapy. Awareness, courage, love and behaviorism. New York: Springer.</p>


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		<title>Parabenizações ao Prof. Ms. Robson B. Faggiani</title>
		<link>http://www.psicologiaeciencia.com.br/parabenizacoes-ao-prof-ms-robson-b-faggiani/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 16:32:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nós temos o grande prazer de parabenizar o Psicólogo Prof. Ms.  Robson B. Faggiani, membro do corpo clínico e pedagógico da Equipe Psicologia e Ciência pela publicação do seu artigo “Emergent conditional relations in a go/no-go procedure: Figure-ground and stimulus-position compound relations” no Jornal de Analise Experimental do Comportamento – JEAB / USA.
Todos da área [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Nós temos o grande prazer de parabenizar o Psicólogo Prof. Ms.  Robson B. Faggiani, membro do corpo clínico e pedagógico da Equipe Psicologia e Ciência pela publicação do seu artigo “Emergent conditional relations in a go/no-go procedure: Figure-ground and stimulus-position compound relations” no Jornal de Analise Experimental do Comportamento – JEAB / USA.</p>
<p>Todos da área da Psicologia sabem que o JEAB &#8211; Journal of the Experimental Analysis of Behavior é uma das maiores referências mundiais na pesquisa científica em Psicologia Experimental e com certeza é conhecido pelo alto nível de exigência para aceitação de artigos científicos produzidos em todas as partes do mundo por grandes universidades de Psicologia.</p>
<p>Robson B.  Faggiani durante o seu curso de mestrado na Universidade de São Paulo – USP,  escreveu o artigo orientado pela Profa. Paula Debert ( USP ) e alguns colaboradores.</p>
<p>Para quem quiser conferir o trabalho na íntegra. O link é : <a href="http://seab.envmed.rochester.edu/jeab/articles/2009/jeab-92-02-0233.pdf">http://seab.envmed.rochester.edu/jeab/articles/2009/jeab-92-02-0233.pdf</a></p>
<p>O grupo Psicologia e Ciência fica muito feliz em ter um profissional de alto nível em sua equipe clínica e pedagógica.</p>


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		<title>O que o behaviorismo é e o que ele não é</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 01:02:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na data de hoje, pode ser encontrado no site do Sindicato dos(as) Trabalhadores(as)  em Educação Pública do Espírito Santo mais uma referência – no mínimo incorreta – ao behaviorismo. 


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-medium wp-image-1994 alignleft" title="skinner-80s-smiling" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/11/skinner-80s-smiling-206x300.jpg" alt="skinner-80s-smiling" width="206" height="300" />Na data de hoje, pode ser encontrado no site do Sindicato dos(as) Trabalhadores(as)  em Educação Pública do Espírito Santo (<a href="http://www.sindiupes.org/?sub=92">http://www.sindiupes.org/?sub=92</a>) mais uma referência – no mínimo incorreta – ao behaviorismo. Citando a publicação, o site critica as medidas políticas do estado em relação às bonificações oferecidas aos professores da rede pública estadual da seguinte forma:</p>
<p>“aplica um tratamento diferenciado, sob a justificativa de uma concepção educacional retrógada, que se baseia na punição e/ou na compensação (behaviorista).”</p>
<p>A presidenta da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental, Martha Hübner, afortunadamente pronunciou-se contra a infeliz menção à abordagem. Em sua carta, esclareceu:</p>
<p>“a origem e prática da denominada ‘recompensa’ não são, obviamente, behavioristas. O que o Behaviorismo fez foi estudar empiricamente seus efeitos (&#8230;). Há outros reforços [para além do reforço monetário], que chamamos de participação, atenção especial e tempo, muitos deles tão reivindicados pelo movimento sindical que seus dirigentes e os membros da sua base até poderiam ser chamados de behavioristas: solicitação de opiniões e idéias, intervalo extra, oportunidade de formação e voz ativa em decisões, citando só alguns.”</p>
<p>É lamentável notar que representantes tão sérios da opinião publica pouco se importam com a própria opinião pública, como fica claro na carta de Hübner – o estado do Espírito Santo está repleto de professores behavioristas que inevitavelmente se ofenderiam com as colocações apresentadas no site. E a ofensa repousa, principalmente, no desconhecimento daquilo que o behaviorismo é (uma ciência) e daquilo que o behaviorismo não é (um instrumento do controle coercitivo).</p>
<p>Equipe PeC</p>
<p>Leia a <a href="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Carta-da-ABPMC-ao-SINDIUPES.pdf">Carta da ABPMC ao SINDIUPES</a></p>


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		<title>Conceitos Básicos de AC – Parte 8 – Esquemas de reforço.</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 13:38:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
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		<category><![CDATA[Educativos]]></category>
		<category><![CDATA[Análise Experimental do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Básicos de Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Esquemas de Reforço]]></category>

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		<description><![CDATA[Grande parte de nossas respostas não são reforçadas em 100% das vezes em que são emitidas. Por exemplo, não são todas as vezes em que você liga a sua televisão que você encontra alguma coisa interessante para assistir - o comportamento "ligar a  televisão, neste caso, não é reforçado todas as vezes-, mas mesmo assim você volta a  ligá-la em outra ocasião.


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Grande parte de nossas respostas não são reforçadas em 100% das vezes em que são emitidas. Por exemplo, não são todas as vezes em que você liga a sua televisão que você encontra alguma coisa interessante para assistir &#8211; o comportamento &#8220;ligar a  televisão, neste caso, não é reforçado todas as vezes-, mas mesmo assim você volta a  ligá-la em outra ocasião.</p>
<p>Se um comportamento é mantido por reforço, como explicar o fato de que ele volta a ocorrer mesmo não sendo reforçado em todas às vezes?</p>
<p>É aí que entra o que os Analistas do Comportamento chamam de &#8220;Esquemas de reforço&#8221;, conceito que traz consigo a idéia de que não só a apresentação de uma consequência vai alterar a  frequência de ocorrência de uma resposta, mas também, o modo ou esquema em que esta consequência é apresentada irá exercer controle sobre ela.</p>
<p>Na natureza existem diversos esquemas de reforço. Este texto, no entanto, irá se prender apenas aos principais.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="como-jogar-poker" src="../wp-content/uploads/2009/09/como-jogar-poker-248x300.jpg" alt="como-jogar-poker" width="248" height="300" /></p>
<p><strong>Esquema de Reforço Contínuo (CRF)</strong></p>
<p>No esquema de <strong>Reforço Contínuo </strong>(CRF), todas as respostas &#8211; sem exceção -, são reforçadas. Para compreender melhor, pense naquele namorado apaixonado que realiza todos os pedidos de sua namorada. Ele simplesmente não nega nada a ela. Todas as vezes que o comportamento da namorada&#8221;pedir algo&#8221; é emitido, ele  é reforçado. Este é o esquema de reforço mais adequado para que um determinado comportamento seja modelado.</p>
<p><strong>Esquemas de reforço intermitente.</strong></p>
<p>Agora, imagine um outro casal de namorados em que, nem todos os pedidos da namorada são atendidos pelo rapaz. Ele atender ou não, obedece a alguns critérios, dentre os quais podem estar a quantidade de vezes (insistência) em que a namorada pede, ou o tempo (espera) entre um pedido e o outro. A este esquema, os Analistas do Comportamento chamam de &#8220;Esquema de reforço intermitente&#8221;.</p>
<p>O esquema de reforço intermitente é tido como o mais eficaz na manutenção de respostas já modeladas. Uma de suas principais características, é tornar a resposta mais resistente à extinção; isto é, pode ser emitida mais vezes sem que necessariamente o reforçador tenha de ser apresentado.</p>
<p>Os esquemas de reforço intermitente dividem-se em <strong>Esquemas de Razão</strong> e <strong>Esquemas de Intervalo</strong>. Nos esquemas de razão, a apresentação do reforçador depende da quantidade de vezes em que uma resposta é emitida. Nos esquemas de intervalo, a apresentação do reforçador depende do tempo decorrido entre uma e outra apresentações do reforçador.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Esquemas de Razão.</strong></p>
<p>Os esquemas de Razão dividem-se em Esquemas de Razão Fixa (FR) e Esquemas de Razão Variada (VR).</p>
<p>Nos esquemas de <strong>Razão</strong> <strong>Fixa (FR),</strong> o organismo deve emitir uma quantidade fixa e invariável de respostas para que o reforçador seja apresentado. A quantidade de respostas <span style="text-decoration: underline;">não varia</span> entre um reforçador e outro.</p>
<p>Pense naquele vendedor de botas de couro que só recebe o seu salário a cada 30 botas vendidas. Antes que ele consiga vender as 30 botas, o seu patrão não lhe paga. Neste caso, temos um esquema de reforço de Razão Fixa (FR = 30), no qual a cada 30 (essa quantidade não varia) botas vendidas o reforçador é apresentado.</p>
<p>Este esquema é caracterizado pela alta taxa de respostas produzidas, uma vez que, como o reforço depende única e exclusivamente do responder do organismo, se ele responder com rapidez, irá produzir reforço também com maior rapidez. Logo após o reforço, o organismo demora um pouco para voltar a responder. Este tempo é chamado <em>pausa após reforço.</em> Esta pausa é atribuída ao fato de que não há produção de reforço imediatamente após um reforçamento anterior, permitindo discriminar de maneira clara que o próximo reforçador não estará disponível imediatamente após a primeira resposta emitida.</p>
<p>No esquema de <strong>Razão Variável</strong> (VR), a quantidade de respostas exigida para a apresentação do reforçador não é fixa. Ela <span style="text-decoration: underline;">varia</span>.</p>
<p>Um cabeleireiro corta cabelos neste esquema. Se ele recebe uma quantia de oito reais por corte, o reforço será contingente ao número de tesouradas que ele dará no cabelo de cada pessoa. No entanto, o número de tesouradas necessárias para cortar o cabelo de cada pessoa varia, o que significa que a razão (quantidade de tesouradas) é variável (VR).</p>
<p>Este esquema é caracterizado por pausas curtas, ou mesmo ausência de pausa após reforço. Isso ocorre porque não há como discriminar se o número de respostas para o próximo reforço é grande ou pequeno, uma vez que é variável. Este esquema é o que produz maiores taxas de respostas, já que exigem um número indeterminado de respostas para a disponibilização do próximo reforço, e por não apresentarem pausas após reforço. Para fazer alguém trabalhar muito e ganhar pouco, este é o esquema mais indicado.</p>
<p><strong>Esquemas de Intervalo.</strong></p>
<p>Nos esquemas de intervalo, a quantidade de respostas emitidas entre a apresentação de um reforçador e outro é irrelevante. Basta que alguma resposta seja emitida, de acordo com o intervalo. O que de fato determina se o reforçador será ou não apresentado, é o tempo decorrido desde a ultima apresentação de reforço.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Este esquema também se subdivide em Fixo e Variável.</span></p>
<p>No esquema de <strong>Intervalo Fixo</strong> (FI), o período exigido entre a apresentação do último reforçador e a disponibilidade do próximo reforçador é sempre o mesmo. Por exemplo, um atleta em treinamento recebe um beijo de sua namorada a cada 20 minutos de treino. Antes que ele complete os 20 minutos, sob hipótese alguma a sua namorada o beijará. Neste caso, temos um esquema de reforçamento de Intervalo Fixo (FI = 20).</p>
<p>Este é o esquema que produz as menores taxas de respostas. Os motivos pelos quais isso acontece, são 1) não é exigido um número mínimo de respostas para que o reforço seja disponibilizado; ou seja, tanto faz se o organismo responde muito ou pouco. O que importa para que o reforçador seja apresentado, é a resposta ser emitida no momento certo. E, 2) é o esquema que produz as maiores pausas após reforço. A discriminação temporal entre o reforçamento e o não reforçamento é facilitada pela regularidade dos intervalos.</p>
<p>O esquema de <strong>Intervalo Variado</strong> (VI) tem o mesmo raciocínio que o de intervalo fixo, com a diferença de que, no esquema em questão, os intervalos (tempo) entre o último reforçador e a próxima disponibilidade não são os mesmos, ou seja, são variáveis.</p>
<p>Achar uma música agradável no rádio está sob controle deste esquema. De tempos em tempos é possível encontrar, mas nunca se sabe quanto tempo exatamente é preciso ficar procurando pra achar.</p>
<p>Este esquema, apesar de ser um esquema de intervalo, produz um padrão com uma taxa relativamente alta de respostas. Não há como prever quando o próximo reforçador estará disponível. O organismo responderá quase o tempo todo. Caso ele fique muito tempo sem responder, perderá reforços; deste modo, permanecerá respondendo moderadamente o tempo todo.</p>
<p>Esequias Caetano de Almeida Neto.</p>


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		<title>Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 5 &#8211; O reforçamento</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 19:59:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Por reforçamento pode-se entender qualquer operação que altere a chance de uma resposta ocorrer no futuro. Assim, operações como reforçamento positivo, reforçamento negativo, extinção, punição positiva e punição negativa podem ser englobadas em um único e amplo conceito chamado reforçamento.</p>
<p>Primeiramente vamos nos ater às operações conhecidas como reforçamento (ou reforço) positivo e reforçamento (ou reforço) negativo. Um breve parêntese pode ser importante: quando usamos a palavra reforço, podemos estar nos referindo a três coisas diferentes: 1. Um reforçador, quer dizer, um estímulo que quando produzido por uma resposta aumenta a probabilidade desta; 2. Um reforçamento, ou seja, uma operação em que reforçadores são apresentados; e 3. Um reforçamento enquanto procedimento, ou seja, uma situação em que alguém deliberadamente provê conseqüências especialmente para instalar, manter ou manejar o responder de um organismo.</p>
<p>Agora podemos passar a uma apresentação melhor das operações de reforço.</p>
<p><em>O reforço positivo</em></p>
<p>Reforço positivo é uma operação em que um evento produzido por uma resposta aumenta a probabilidade desta resposta ocorrer no futuro.</p>
<p>Vejamos uma situação natural em que esta operação pode ocorrer. Se uma criança, brincando com materiais gráficos, produz no papel um risco colorido com um lápis de cor e, depois disto, passa a riscar papéis quando os encontra pela frente, podemos dizer que o risco (ou o papel riscado) reforçou positivamente a resposta de riscar.</p>
<p>O mesmo pode acontecer em uma situação planejada, como quando um terapeuta discute com o cliente como ele pode resolver os problemas que ele acabou de contar na sessão – o terapeuta reforçou respostas do cliente relacionadas a discutir as dificuldades de sua vida, o que é de muito interesse de um terapeuta.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1703" title="terapeuta" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/terapeuta-300x225.jpg" alt="terapeuta" width="300" height="225" /></p>
<p>De maneira mais geral, uma representação gráfica da relação entre a resposta e o reforçador positivo pode ser formulada da seguinte maneira:</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1711" title="reforçopositivo" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/reforçopositivo2.jpg" alt="reforçopositivo" width="91" height="81" /></p>
<p>Esta representação provavelmente será lida por um analista do comportamento da seguinte forma: dada a emissão de uma resposta, um estímulo é produzido e este estímulo retroage sobre a probabilidade futura de ocorrência desta resposta. Isso quer dizer que, se a pessoa faz algo que produz um reforço, então é bem capaz que ela volte a fazer isso.</p>
<p>Uma observação final é a de que muitos autores já definiram o reforço como um estímulo agradável, apetitivo, prazeroso, etc. Hoje este tipo de definição não é aceita, sendo que a única característica do estimulo que o caracteriza como reforçador é o aumento da probabilidade de ocorrência da resposta que o produziu.</p>
<p><em>O reforço negativo</em></p>
<p>Se por um lado o reforço positivo é marcado pela produção de um evento, o reforço negativo é marcado pela eliminação de um evento. Daí os nomes positivo (produção, adição) e negativo (eliminação, subtração). Desta forma, reforçamento negativo é uma operação em que uma resposta tem sua probabilidade de ocorrência aumentada pela eliminação de um estímulo.</p>
<p>Por exemplo, se uma pessoa está do lado de uma janela e começa a chover no seu rosto, ela pode fechar a janela e impedir que a chuva continue a molhando. Se das próximas vezes que chover ela fechar a janela, a porta, etc., podemos dizer que estas respostas foram negativamente reforçadas pela remoção da chuva.</p>
<p>Os analistas do comportamento chamam de estímulo aversivo o evento que é eliminado no reforçamento negativo. Existem muitos estímulos aversivos conhecidos, como o choque elétrico, os jatos de ar quente, as estimulações dolorosas diversas, etc. Mas definiremos um estímulo aversivo baseados principalmente na probabilidade de uma pessoa, ou um animal, se comportar para eliminar este estímulo.</p>
<p>As respostas negativamente reforçadas são chamadas de fuga na literatura analítico-comportamental. Um esquema gráfico de uma resposta de fuga pode ser este apresentado a seguir:</p>
<p><img title="reforçonegativo" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/reforçonegativo1.jpg" alt="reforçonegativo" width="138" height="58" /></p>
<p>Você pode ler este esquema da seguinte forma: dado um estímulo aversivo, uma resposta que o elimine será negativamente reforçada. Isso quer dizer que se uma pessoa fizer algo que termine uma estimulação aversiva, é muito provável que ela volte a fazer isso quando a estimulação aversiva voltar a acontecer.</p>
<p>Um outro tipo de resposta negativamente reforçada é chamado de esquiva. Na esquiva, o estimulo aversivo não precisa ser apresentado – exige-se apenas a presença de um outro evento que indique que o aversivo pode aparecer. Por exemplo, aquela pessoa que aprendeu a fechar a janela pra se livrar da chuva pode começar a fechar a casa toda quando o céu ficar cheio de nuvens carregadas.</p>
<p>Em resumo, pode-se dizer que reforço positivo e negativo são processos em que as conseqüências do responder aumentam a probabilidade futura da emissão de uma dada resposta.</p>


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		<title>Conceitos básicos da AC &#8211; Parte 4 &#8211; O Comportamento Operante</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 00:01:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Básicos de Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[História da Análise do Comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Há um tipo de comportamento caracterizado por uma dada propriedade: sua causa está nas modificações que são operadas no mundo. Assim é o comportamento operante, um tipo especial de responder que é sensível às conseqüências que produz. 


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Como foi discutido até agora, há um tipo de comportamento que tem sua origem na história evolutiva das espécies e é caracterizado pela relação entre um estímulo eliciador e uma resposta. Porém há um tipo de comportamento caracterizado por outra propriedade: sua causa está nas modificações que são <em>operadas</em> no mundo. Assim é o comportamento operante, um tipo especial de responder que é sensível às conseqüências que produz. Por causa desta sensibilidade às conseqüências que cozinhamos, construímos, namoramos e brincamos, pois depois de fazer tais coisas obtemos saciação, abrigo, carinho e satisfação.</p>
<p>O comportamento operante tem um componente derivado da seleção natural, que é tal sensibilidade às conseqüências. Porém é caracterizado por uma variedade infinita de possibilidades: uma conseqüência pode ser produzida de qualquer forma, seja por um toque de mãos ou por um pedido, e a forma como se produziu aquela conseqüência tenderá a se repedir no tempo.</p>
<p>O conceito de operante é muito relevante para a ciência como um todo, pois contraria uma proposição científica que influenciou a psicologia por muito tempo. Em geral, entendia-se que um comportamento só poderia ser causado por algo que o precedesse. Porém a definição de controle pelas conseqüências trata-se de uma descoberta empírica (apoiada em dados observados com rigor experimental) e é compatível com compreensões científicas contemporâneas, como a física quântica e a seleção natural.</p>
<p>A análise do comportamento operante requer a compreensão de alguns conceitos. Os mais importantes aqui são <em>comportamento, antecedente, resposta </em>e <em>conseqüência.</em> Vamos a eles:</p>
<ul>
<li><em>Comp<img class="alignleft size-medium wp-image-1687" title="futebol" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/08/futebol-300x201.jpg" alt="futebol" width="300" height="201" />ortamento:</em> é a relação entre estímulos e respostas. Usualmente se diz que um comportamento é algo que uma pessoa faz, como chutar. Na verdade, quando nos referimos a um comportamento precisamos descrever o que a pessoa faz e alguma relação entre este fazer e o ambiente. Podemos completar o exemplo acima dizendo que um comportamento é algo que uma pessoa faz com alguma coisa, como chutar a bola que o outro jogador tocou e marcar um gol.<em></em></li>
<li><em>Antecedente: </em>É alguma propriedade do ambiente que sinaliza uma oportunidade para a resposta ser emitida. No exemplo acima, o toque da bola pelo outro jogador é um antecedente para chutar a gol. Este conceito será melhor explorado na postagem sobre controle de estímulos.<em></em></li>
<li><em>Resposta: </em>É o que uma pessoa faz, como olhar para a bola, mirar o gol, sentir a adrenalina, chutar, gritar, etc. Quando analisamos uma resposta, nem sempre é necessário descrever sua relação com os estímulos do ambiente. Nestes casos, o mais importante é verificar se a resposta foi ou não emitida.<em></em></li>
<li><em>Conseqüência: </em>é uma modificação no ambiente efetivamente produzida pela resposta. O gol de nosso exemplo foi produzido pelo chute.<em></em></li>
</ul>


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		<title>Conceitos basicos da AC &#8211; Parte 3 &#8211; Reflexo Condicionado</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 22:16:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Beh. Radical]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos]]></category>
		<category><![CDATA[Epistemologia]]></category>
		<category><![CDATA[Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos Básicos de Análise do Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Comportamental]]></category>

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		<description><![CDATA[O Reflexo Condicionado foi descoberto quase que por um acidente, Pavlov percebeu que o som dos seus passos foram pareados diversas vezes com um pedaço de carne que era dado aos cães e após um curto espaço de tempo, mesmo que não se apresentasse a comida, apenas com o som dos passos os cães começavam a salivar.


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Como prometido no texto sobre <a href="http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-ac-parte-2-reflexo-incondicionado/" target="_blank">Reflexos Incondicionados</a>, vamos prosseguir com a explicação e exploração do tema Reflexo Condicionado na Analise do Comportamento</p>
<p>O Reflexo Condicionado foi descoberto quase que por um acidente, Pavlov percebeu que o som dos seus passos foram pareados diversas vezes com um pedaço de carne que era dado aos cães e após um curto espaço de tempo, mesmo que não se apresentasse a comida, apenas com o som dos passos os cães começavam a salivar. O pareamento entre um estimulo incondicionado ( comida ) e um estimulo neutro ( som dos passos ) foi capaz de produzir uma resposta condicionada.</p>
<p>Pavlov quando notou que os cães respondiam salivando apenas com o som dos seus passos, começou a fazer experiências. Na sua pesquisa, adotou o seguinte procedimento : Antes de apresentar a comida, um estimulo sonoro era tocado, como campainhas. Apos algumas vezes que esse estimulo neutro era apresentado antes da comida, foi percebido que esse estimulo por si só já eliciaria o comportamento de salivar.</p>
<p>A ilustração abaixo mostra o processo do Pareamento de um estimulo Neutro ( Sn ) com um estimulo Incondicionado ( Si ) que a principio elicia uma resposta incondicionada ( Ri ) e no fim ela se transforma em uma resposta condicionada ( Rc )</p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1682" title="Sc" src="http://www.psicologiaeciencia.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Sc.JPG" alt="Sc" width="360" height="378" />Colocando o diagrama acima no exemplo.</p>
<p style="text-align: left;">Na Etapa 1 do procedimento de Pavlov, podemos dizer que a Comida ( Si ) eliciava a salivação ( Ri ). Na etapa 2, adicionamos um estimulo Neutro que no caso foi o som dos passos do Pavlov ( Sn ) precedendo a apresentação da Comida, então percebemos que houve um pareamento entre o som dos passos de Pavlov ( Sn ) com a apresentação da Comida ( Si ). Na etapa 3, o som dos passos de Pavlov se tornou um estimulo condicionado ( Sc ) e agora produzem uma resposta igualmente condicionada ( Rc ).</p>
<p style="text-align: left;">A partir disso, a comida não precisaria ser apresentada para que o som dos passos de Pavlov eliciem o comportamento de Salivar.</p>
<p style="text-align: left;">Diferentemente do Reflexo incondicionado que é controlado filogeneticamente, o reflexo condicionado é controlado Ontogeneticamente, pois é necessária uma história prévia de pareamentos.</p>
<p style="text-align: left;">O Condicionamento Reflexo ou Pavloviano é muito comum na nossa vida. Agora com esses novos conceitos, podemos responder as perguntas feitas no inicio do texto com facilidade. A criança chora ao ouvir o barulho da maquina do dentista pois em sua vivência, o som da maquina ( Estimulo Neutro ) era pareada com a dor ( estimulo incondicionado ) que a mesma provocava. Em algumas sessões de tratamento com o dentista, o som da maquina por sí só foi capaz de eliciar ansiedade, medo e todos os respondentes que foram pareados no momento do uso da maquina.</p>
<p>Um exemplo bem interessante são os dos Esquimós da região do Alaska. Um reflexo incondicionado característico a espécie humana é que quando sentimos dor intensa ou quando estamos muito tristes, choramos. É um reflexo incondicionado comum ao homem. Porem no Alaska o homem não pode chorar.</p>
<p>O reflexo incondicionado é alterado para o condicionado de não chorar, o estimulo que leva ao choro produz uma outra resposta. Geralmente, quando sentem dor ou quando estão muito tristes, os esquimós dão risada. Um reflexo incondicionado que se transformou em condicionado ontogeneticamente.</p>
<p>O organismo deles foi modificado, pois o frio é tão intenso que quando se chora, as lagrimas imediatamente se congelam e com isso ferem os olhos gravemente. Vejam, o organismo se modificou alterando um reflexo incondicionado para que o organismo se adaptasse ao ambiente. Aqueles que choram sofrem danos oculares, os que não possuem mais essa resposta se mantem intactos.</p>
<p>Algumas leis são importantes quando falamos em Reflexo Condicionado. São elas :</p>
<ol>
<li>Um estimulo Neutro só adquire poder de eliciar respostas incondicionadas se for apresentado ao mesmo tempo do Estimulo Incondicionado</li>
<li>Quanto mais o estimulo neutro for pareado com o estimulo incondicionado, mais poder de eliciar a resposta ele adquire.</li>
<li>Quanto menor o tempo de ocorrência entre um estímulo neutro e um incondicionado, mais eficiente será o condicionamento.</li>
<li>Em alguns casos os fatores biológicos interferem na capacidade de um estimulo neutro se tornar um estimulo condicionado.</li>
</ol>
<p>Pavlov foi um marco dentro da Psicologia, pois foi através das suas idéias que outros grandes nomes começaram, como o grande expoente do Behaviorismo Radical B. F. Skinner. É interessante citar que Pavlov utilizou o termo &#8220;Reforçador&#8221; quando discorria sobre o efeito do alimento no condicionamento de uma cachorro a salivar ao som de uma campainha. O Alimento reforçava a conecção entre um estimulo neutro e a salivação. ( Keller, F. S. 1969 ).</p>
<p>Os achados de Pavlov e as experiências de Condicionamento de reflexos foram muito importantes para a Psicologia, pois a partir de todos esses conceitos que os autores comportamentais puderam ampliar suas formas de entendimento do comportamento humano.</p>
<p>Referencias : Keller, F. S. 1969; Aprendizagem : Teoria do Reforço. (pp 7-14).</p>
<p>Por : Marcelo C. Souza</p>


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		<title>Conceitos Basicos da AC &#8211; Parte 2 &#8211; Reflexo Incondicionado</title>
		<link>http://www.psicologiaeciencia.com.br/conceitos-basicos-da-ac-parte-2-reflexo-incondicionado/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 17:40:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Atualmente é uma preocupação da psicologia moderna, definições e conhecimentos sobre como as pessoas se comportam e como aprendemos e fazemos relações entre eventos. Já se perguntaram o porquê de uma criança chorar de medo ao ouvir o barulho da maquina do dentista? Já se perguntaram como aquele belo prato de comida nos faz sentir a boca cheia de água?

Vamos explorar os conceitos de reflexo inato e mostrar como esses processos acontecem e por que são tão importantes para o entendimento do comportamento humano em suas manifestações.




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			<content:encoded><![CDATA[<p>Atualmente é uma preocupação da psicologia moderna, definições e conhecimentos sobre como as pessoas se comportam e como aprendemos e fazemos relações entre eventos. Já se perguntaram o porquê de uma criança chorar de medo ao ouvir o barulho da maquina do dentista? Já se perguntaram como aquele belo prato de comida nos faz sentir a boca cheia de água?</p>
<p>Vamos explorar os conceitos de reflexo inato e mostrar como esses processos acontecem e por que são tão importantes para o entendimento do comportamento humano em suas manifestações.</p>
<p><strong>Reflexo Inato ou incondicionado</strong></p>
<p>Para falar em reflexos na Analise do Comportamento devemos voltar na história onde vamos encontrar um personagem chamado Ivan Petrovich Pavlov ( 1849 / 1936 ).</p>
<p>Pavlov foi um fisiologista Russo que ganhou o Nobel de Medicina, mas é conhecido até hoje pelos seus achados e contribuições a Psicologia.</p>
<p style="text-align: center;"><img title="Ivan Petrovich Pavlov" src="http://img19.imageshack.us/img19/9139/pavlov1.gif" alt="Pavlov" width="204" height="224" /></p>
<p style="text-align: center;">Ivan Petrovich Pavlov</p>
<p>Pavlov estudava o sistema digestivo de cães apresentando diversos tipos de comida e media a quantidade de saliva que era produzida. No entanto Pavlov começou a perceber que a saliva era produzida mesmo quando a comida não era apresentada.</p>
<p>Observando o que acontecia, Pavlov percebeu que a comida quando apresentada junto a outros estímulos no ambiente sinalizavam a presença da mesma e como conseqüência produzia as mesmas reações fisiológicas em seus cães que a presença real da comida.</p>
<p><strong><span style="color: #f51709; text-decoration: underline;">Estava descoberto o Reflexo Condicionado.</span></strong></p>
<p>Para falar sobre o Reflexo Condicionado precisamos antes entender o que é o reflexo incondicionado. O reflexo incondicionado também conhecido como comportamento respondente é definido como uma resposta que é filogeneticamente instalada no individuo e de regra geral esta ligada a sobrevivência.</p>
<p>É eliciado por um estimulo incondicionado, ou seja, que naturalmente produza uma resposta quase sempre sem o controle ativo do organismo. Por ser incondicionado é correto dizer que a resposta é eliciada sem nenhum tipo de historia previa de pareamento. Como exemplo podemos citar que em um dia de muito calor o corpo produza suor ou quando existe uma luz muito forte , a pupila se contraia.</p>
<p>Pavlov para falar de Estimulo incondicionado e respostas Incondicionadas partiu das suas observações sobre a sua experiência, onde a comida sempre eliciava a salivação nos cães. Para tal relação Pavlov chamou a comida de Estimulo Incondicionado e a salivação de Resposta Incondicionada. Para essa relação entre um estimulo incondicionado e uma resposta incondicionada, Pavlov usou o termo reflexo Incondicionado. Um estimulo incondicionado vai eliciar uma resposta incondicionada ou automática.</p>
<p>A ilustração abaixo mostra o processo de Comportamento Respondente ou inato.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img title="Diagrama reflexo Incondicionado" src="http://img194.imageshack.us/img194/3766/33032549.jpg" alt="Si" width="360" height="180" /></p>
<p>Alguns exemplos de Estímulos incondicionados e respectivas respostas incondicionadas são :</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img title="Exemplos de Estimulos e respostas incondicionadas" src="http://img263.imageshack.us/img263/7121/exemplos.jpg" alt="Exemplos" width="358" height="227" /></p>
<p style="TEXT-ALIGN: left"><strong>Reflexo Incondicionado e a Origem das Espécies</strong></p>
<p>O reflexo incondicionado como dito anteriormente é selecionado filogeneticamente. Mas o que quer dizer isso? Quando dizemos filogeneticamente, queremos dizer que o reflexo esta impresso no organismo em seu DNA e faz parte de toda uma espécie. Lembra que quando falei no Reflexo incondicionado, foi dito que geralmente ele esta ligado a sobrevivência da espécie ?</p>
<p>Pois bem, o reflexo incondicionado acabou sendo impresso no organismo pois contribuiu para a sobrevivência da espécie. O Behaviorismo Radical tem uma grande base na Evolução das Espécies de Charles Darwin. A Seleção Natural das espécies também depende dos reflexos incondicionados. Por exemplo, um animal que nasceu com uma alteração biológica onde o frio intenso a faz tremer e essa reação tem a função de tentar aumentar a temperatura corporal e sinalizar a morte, serviu como um diferencial entre os indivíduos que ao serem expostos ao frio morriam e aqueles que ao tremerem sabiam que precisavam aumentar sua temperatura rapidamente e com isso sobreviviam. O cruzamento entre os organismos que possuíam o reflexo de tremer ao frio foi sendo passado de geração em geração e gerou herdeiros com esse reflexo instalado, então todos os indivíduos pertencentes ao grupo adquiriram filogeneticamente o reflexo de tremer ao frio e portanto sobreviveram. Aqueles que não tinham o reflexo incondicionado de tremer morreram. O reflexo incondicionado teve a função de modificar organismos para serem mais fortes e mais adaptados ao ambiente.</p>
<p>O conceito de  reflexo Condicionado, que foi desenvolvido a partir dos conceitos de Reflexo incondicionado são importantíssimos, tendo em vista que foi a partir deles que Skinner começou a desenvolver os conceitos de comportamento Operante e revolucionar o próprio paradigma da Psicologia.</p>
<p>No proximo texto da série &#8221; Conceitos basicos&#8221; vamos falar do Reflexo Condicionado e da sua importância.</p>
<p>Marcelo C. Souza</p>


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