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Bullying – O terrorismo psicológico

bullyingUma das maiores preocupações da Psicologia e dos educadores sem duvida é o Bullying. A palavra não tem uma tradução exata e no português é traduzida mais ou menos como “assedio moral”.

O bullying já é uma patologia social. É definido como a imposição de sofrimento intencional em relações de desigualdade. Para exemplificar, podemos falar de um aluno dito “popular” de uma escola que faz de tudo para humilhar e expor um defeito (às vezes nem tão aparente) do colega que só tira notas altas ou então o rapaz musculoso que inferniza a vida de um colega mais fraco fisicamente ou um “tímido” que é exposto de forma que cause maior constrangimento possível. No Brasil a forma mais típica de Bullying são os apelidos humilhantes exaltando defeitos físicos e as agressões físicas.

O Bullying infelizmente é presente no mundo todo e em alguns países, as vitimas cometem atos extremos com mais freqüência como homicídios e suicídio como vimos nos recentes ataques em escolas dos Estados Unidos, onde vitimas de Bullying invadiram a própria escola com armas pesadas e assassinaram muitos colegas e logo após cometeram suicídio. Nas cartas deixadas pelos suicidas, vemos referencias as constantes humilhações que passaram e que tomados pela depressão e transtornos de ansiedade não viram outra forma de acabar com o sofrimento que não fosse com o suicídio, mas não antes de levar todos os agressores consigo. Uma explosão de raiva e ódio sem limites como reação ao que sofreram.

No Brasil, é mais raro acontecer assassinatos como resultado de anos de humilhações e agressores físicas que as vitimas sofrem. Porem, a taxa de suicídios é alta, mas infelizmente é velada. Medicamente o Bullying não é reconhecido como causadora de suicídios (que são atribuídos a depressão, que por sua vez foi resultado direto da vitimização).

Cyber Bullying :

Infelizmente, estão sendo criadas novas formas de humilhação. Alem do bullying tradicional que envolve humilhações e agressão física, hoje em dia temos o Cyber Bullying, que é a pratica de humilhação e exposição publica caluniosa e difamatória através da Internet. Essa é uma forma mais agressiva do Bullying tradicional, já que calunias e difamações por internet têm um alcance muito maior e conta com o anonimato do agressor. Ele não precisa mais ser uma pessoa forte ou popular, pode ser feita por qualquer um, inclusive vitimas em busca de vingança. Um exemplo claro são os perfis falsos em redes de relacionamentos.

Segundo a delegacia de crimes virtuais, essa é a pratica mais comum de Cyber Bullying. Cria-se um perfil falso da vitima com informações reais como telefone, endereço e fotos e se relaciona a comunidades que podem ser aversivas e difamatórias. Como uma mulher ter seu perfil com descrição de garotas de programa ou um menino ter seu perfil associado a comunidades ligadas a pedofilia ou mesmo fazendo montagens com fotos. Geralmente com fundo pornográfico.

Cabe ressaltar que não se tem uma legislação especifica sobre crimes virtuais, mas já existe jurisprudência no cyber espaço e em breve deve ser regulamentada leis especificas.

O Bullying marca vidas :

As marcas que ficam nas vítimas de bullying são muito fortes e infelizmente, na maioria das vezes mudam permanentemente a vida das vitimas. As marcas mais comuns são: Depressão, baixa auto-estima, muita dificuldade em relacionamentos sociais e muitas vezes transtornos de ansiedade se instalam.

O importante é ressaltar que o atendimento psicológico oferece resultados promissores em relação a todas essas marcas, principalmente as terapias de abordagem comportamental.

Claro que não se pode mudar o passado, mas com o atendimento psicológico podemos fazer um “controle de danos” e com isso saber lidar com os problemas decorrentes antes que esses se agravem.

Com os anos de atendimento clinico, percebo que as vitimas de Bullying paralisam e não conseguem ver que precisam de ajuda. Tenho percebido que o discurso é sempre depressivo e muitos acham que não tem possibilidade de mudar. Julgam que não tem nada a fazer alem de se acostumar e esperar o tempo passar para ver se melhora. Muitas vezes se sentem até responsáveis por serem vitimas. Infelizmente as coisas não funcionam assim e o tempo não ajuda a melhorar.

Mudar de escola resolve ??

Existe uma crença de que mudar de escola ou mudar de cidade vai fazer que a pessoa deixe de ser vitima. Infelizmente também não funciona, pois o padrão comportamental da pessoa em questão vai fazer com que seja atacada em qualquer lugar. Vai virar alvo na casa nova, na escola nova ou em qualquer lugar que esteja. O problema é o padrão comportamental que predispõe uma pessoa a ser vitima e esse padrão é justamente o que precisa mudar. Nesse ponto o atendimento psicológico de orientação Comportamental é fundamental, pois vai desenvolver novos repertórios comportamentais incompatíveis com o perfil das vitimas de Bullying (geralmente pessoas tímidas, caladas e com baixa auto-estima).

A vitima precisa de orientação.  Isso inclui ir a delegacias especializadas em crimes virtuais ou então procurar atendimento jurídico, psicológico e medico sempre que precisar.

O Bullying deve ser sempre combatido e jamais tolerado em escolas ou qualquer outro lugar. Já se tem informações que esta dentro das empresas e academias. Cabe lembrar que não é só aquele que pratica o Bullying que é o agressor. Na verdade, os espectadores que não fazem nada e ainda dão risada da vitima que esta sendo humilhada é tão agressor quanto o Bullyer (como é chamado o agressor principal), são chamados de agressores passivos e são esses agressores que reforçam o comportamento do agressor que por sua vez aumenta muito a freqüência dos comportamentos agressivos pois obtém reforço social.

É um problema muito serio que marca vidas, talvez se as pessoas entendessem que Bullying não é bobagem e que não é uma brincadeira de mau gosto como muito se prega e sim uma agressão psicológica e muitas vezes física também que deixa marcas para toda uma vida.

Então, você quer ser uma vitima para sempre ou quer mudar sua vida?

Procure seus pais, o diretor da escola, um psicólogo qualificado e competente e conte o problema. Não se silencie, não deixe que a situação se agrave.

Por : Marcelo C. Souza

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28 Responses

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  1. Klavier said

    Eu sofri bullying quase a minha vida escolar inteira. É bem verdade mesmo que se o padrão comportamental da vitima não mudar, ela continuará sendo vitima em qualquer outra escola para a qual ela se mude, porém, sem dúvida alguma, um ambiente menos coersitivo contribui bastante para a diminuição/extinção desse comportamento de vitima (geralmente passivo, depressivo e pessimista). Tentar mudar o comportamente da vitima, mas ela ainda estando em contato com o ambiente coersitivo inalterado, é o mesmo que tentar enxugar gelo: a água cristalizada vai parecer seca por alguns momentos mas a água liquida sempre volta. Portanto, além do tratamento com a vitima, é muito importante também um tratamento que aja diretamente no ambiente coersitivo, por isso os professores, diretores e demais funcionários da escola (ou seja lá qual for o ambiente onde se observa bullying) devem estar sempre atentos para que este “terrorismo” não se perpetue.

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  2. na minha opinião isso deve ser punido pois ninguém conseguira depois controlar esses adolescentes que praticam esse ato de agresividade com o colega tanto na escola, na rua , e em outros lugares ..
    Рpor isso eu sou muito favor a punir e educar essas crian̤as (adolescentes ) .

  3. jessica said

    na minha opiniao deveria punir para ver talvez se consegiimos um mundo melhor

  4. tiago said

    bbbbbuuuuurrrrrrrrrrooooooooooossssssssss
    quem faz isso

  5. matheus said

    pra mim quem pratica deve sofre ate morre do mesmo jeito morrer aos poucos

  6. jenifer said

    adoreiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    por mim,essas pessoas que praticam o bullying deveriam sofrer o resto da vida,e também serem levadas nem que fossem a força para um reformatório,para que só saissem de lá com 18 anos de idade e com um bom emprego,para que virassem pessoas mesmo um dia.
    galera,concordo completamente com vocês……….bjus!!!!!!!1

  7. Paulo said

    Violencia gera violencia. Identificar os autores e as vitimas do bullying e tratar de ambos, pois geralmente o autor também sofre de algum tipo de volencia familiar que o leva a descontar o seu ódio nos outros ao seu redor.

  8. Victor said

    Dizendo que o padrão comportamental da vítima predispõe que esta seja alvo de bullying é o mesmo que dizer que a culpa é da própria vítima, o que isentaria qualquer agressor de culpa. Na verdade, o problema é o padrão comportamental do agressor, tanto é que se, supostamente, uma pessoa que é vítima desses assédios mudar para um ambiente escolar onde não existam bullyers, ela não sofrerá mais assédios. Ao contrário, se a culpa fosse da vítima, mudando para um ambiente de paz qualquer, SEMPRE surgiriam novas pessoas para agredi-la, o que não é certo.

  9. Marcelo said

    Ola Victor

    Não entendo como “culpa” da vitima, mas entendo que a vitima nunca é vitima a toa. O bullying só existe em uma relação entre vitima e agressor, tanto no padrão comportamental de ambos como nas relações de poder entre ambos.

    O padrão comportamental da vitima a PREDISPÕE a ser vitima, isso não quer dizer que sempre ela vai ser vitima. Pois como disse anteriormente, é a relação e não uma causa determinista.

    O agressor em um ambiente pode se tornar vitima em outro. Depende do contexto e das relações estabelecidas. O texto foi em referencia as vitimas e não foquei no agressor. Mas suas observações são extremamente válidas.

    Relações de agressividade existem em qualquer contexto, como se lida com ela é o que vai fazer a diferença. Vitimas de Bullying quase sempre são sensiveis a agressão, tem baixa auto estima e o poder de reação é sempre bem baixo, até ocorrer a saturação e consequentemente a explosão violenta da vitima.

    O problema é que esse processo pode levar anos.

    Abraços

  10. eu odeio isso meu colega e pertubado por todo o mundo e eu nao posso fazer nada porque os garotos sao maiores e mais fortes

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  11. camila said

    eu preciso de ajuda eu to sofrendo bullying na minha escola eu me sinto uma fracassada todo dia eu peço pra desaparecer simplesmente morre.
    estou sendo humilhada nao so pelos alunos tambem pelos professores
    me ajudem

  12. Rodrigo said

    Olha, Hoje mesmo eu fui vitima na minha escola, na brincadeira nos brincando né tipo dar um tapa no outro sabe de leve brincando mesmo so que tem gente que nao sabe brincar pega e bate de verdade ai veio tres Supostos colegas e me deram tapa Cada um deles, Cara isso doi agente pede para parar mais nao para

    E quando agente menos espera achando que já estava tudo acabado chego em casa Meu irmão “um estupido” pega e me acorda me puxando da cama para eu ajudar ele só que eu não queria ele veio e queria me bater meu pai veio e falo vc vai ajudar ele nem que eu tenha que te bater e me deu um tapa na minha cara com o cinto na mão Ai fui obrigado a ir ajudar Ai eu ajudando meu irmão nos começamos a discutir ai ele me chingou de varias coisa que não prefiro comentar dai eu vim para meu quarto chorei comecei a passar mal dores de cabeça constante olhos vermelhos de choro e na hora que eu estava no meu quarto eu pensei, vou procurar na internet sobre isso meu eu li essa pagina eu me indentifiquei com algumas coisas daqui e vou ver se minha mae pode pagar algum tratamento por que assim não da eu nao estou aguentando ja penssei muitas vezes em suicidio essa nao foi a primeira vez que ocorreu essas brigas e nem esse penssamento 🙁

  13. Marcelo said

    Ola Camila.

    Entendo que você poderia conversar com seus pais e explicar o que está acontecendo. e eles devem cobrar explicações a sua escola. Poderia marcar uma reunião com o cordenador pedagógico da escola ou com a prórpia diretoria e cobrar medidas para acabar com o problema.

    Caso isso não resolva e o bullying que sofre envolva calunia, difamação e agressoes, vale fazer um boletim de ocorrencia na delegacia mais próxima e conversar com um advogado.

    Não desanime e recomendo muito que procure orientação psicológica, pois sabemos que o sofrimento que a vitima passa é muito grande e sempre vem com problemas relacionados a auto estima.

    Caso esteja em São Paulo capital, podemos nos encontrar no consultório ok ?

    Qualquer coisa pode me escrever no marcelocds11@gmail.com

    Um grande abraço

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  14. Marcelo said

    Ola Rodrigo.

    Seu caso é muito parecido com varios outros que já atendi. Realmente eu entendo seu sofrimento, nossa auto estima fica muito abalada né. Nos sentimos muito impotentes frente a tamanha violencia.

    Existem diversos tipos de tratamento, as terapias comportamentais são muito eficientes, mas alem da terapia, acredito que seja necessário mudar algumas coisas em seu ambiente não é ?

    Converse com sua mãe sobre os tratamentos, se estiver em SP capital, podemos conversar pessoalmente no consultório, basta entrar em contato comigo mesmo pelo meu email pessoal : marcelocds11@gmail.com

    Caso não esteja, pde procurar um terapeuta comportamental ou cognitivo comportamental ai na sua cidade. Caso não possa pagar, pode tambem procurar as clinicas escola de universidades que tenha o curso de psicologia. Geralmente, essas universidades possuem clinicas em que os alunos atendem a população de graça ou por um valor simbólico.

    Existe tambem a possibilidade de atendimento clinico na rede de saude publica, basta se informar em algum posto de saude ou hospital publico de referencia ok ?

    Um grande abraço

    Marcelo Souza
    Equipe Psicologia e Ciência

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  15. Anónimo said

    Concordo que os agressores são todos uns filhos de uma prostituta! Devia ser considerado crime! Eles matam pessoas para todos os efeitos! Destroem-nas por dentro. Falo por experiência própria, toda a infância sofri bullying na escola com colegas mais fortes ou com menos dinheiro, na primária e no ensino básico. No 7º e 8º ano, porém, consegui ficar amigo de dois ou três porque comecei a adoptar o comportamento deles sendo rufia (comecei a estudar menos, copiar nos testes, riscar as paredes, partir janelas, subir para o ultimo andar do edificio da escola sem o porteiro ver e arrombar a bibilioteca tendo chegado a roubar livros – devolvi-os depois passado algum tempo – ouvir música hip-hop e rap, trazer facas, etc. tal como eles faziam) mas uma coisa nunca consegui fazer: fazer bullying aos mais fracos ou novos como eles faziam. Para que os meus “amigos” nao desconfiassem cheguei a gozar com os meninos e tirar-lhes coisas mas nunca bati em nenhum. Às escondidas dos meus “amigos” chegava à beira dos meninos depois do sucedido e pedir-lhes desculpa e devolver-lhes o que lhes tínhamos tirado e levá-los aos curativos da escola para tratarem das feridas, mas obrigava-os a prometerem-me que nao dissessem nada a ninguém. Cheguei a dar-lhes conselhos para se comportarem durante uns tempos como os rufias. No ensino secundário os “amigos” saíram da escola pq nao quiseram prosseguir os estudos e aí eu mudei completamente.

  16. Teodósio said

    Olá. A minha situação é a seguinte, tive os que eu considero os melhores três anos da minha vida no ensino secundário entre os meus quinze e dezoito anos. Sentia-me capaz de qualquer coisa e tinha uma auto-estima elevada.
    Contudo, na universidade tudo mudou pq fui alvo de algo que se enquadra com o bullying. No início as pessoas adoraram-me pq eu entrei com grandes notas e era mt auto-confiante e sociável. Fiquei rapidamente com fama de inteligente e popular. Nas festas de início até palmas recebi de dezenas de colegas quando actuei em espectáculos praxísiticos. Porém, o curso para que eu fui não é fácil e comecei por tirar notas bastante fracas nos primeiros testes, tal como os meus colegas. Passado uns meses comecei por ser alvo de violência psicológica que consistiu em humilhações pessoais por um outro meu colega popular que aparentava antes ser mt meu amigo. Começou a tentar convencer toda a gente que eu era inferior o que me atingiu profundamente pq eu tinha mta auto-estima na altura. Até a mim próprio me tentou convencer de que eu nao era bom em nada. Foram humilhações em q disse-me coisas que me ofendiam profundamente pq atingiam assuntos importantes para mim: “porque vais às aulas se já sabes que vais chumbar?”(levo os estudos mt a sério e a ideia de tirar uma má nota preocupa-me bastante) “andaste numa escola a comprar os testes motivo pelo qual entraste com boas notas!”(só Deus sabe o esforço que fiz para ter boas notas!) “Nunca comeste uma gaja na vida” (sempre fui um pouco tímido com as mulheres mas nada de anormal) “A tua irmã é uma puta”(a minha irmã é uma mulher casada já de alguma idade mas aparenta ter menos dez anos e uma vez ela foi-me buscar á univ e os olhares dos meus supostos amigos foram inevitáveis) “Nunca na vida vais conseguir acabar o curso, muda para outro e pode ser que nesse sejas aluno medíocre e nao a nulidade que és neste”(exagerado mas a verdade é que desci mt nas notas na faculdade em relação ao secundário) “Nao passaste nada no exame de condução chumbaste!” (quando tirei a carta de condução),etc etc etc. tudo à frente de toda a gente. Eu nunca sabia como reagir. As pessoas ao fim de um ou dois anos perderam-me o respeito e muitas delas passaram a adoptar a atitude dele embora nao de modo tao agressivo. Tinha começado a saìr à noite nos primeiros meses e ia com ele e colegas de faculdade e ele era sempre mt simpatico comigo mas passou depois a insistir durante mais de um ano para eu beber bebidas alcoolicas e eu ao fim desse tempo lá cedi. Comecei a beber cada vez mais na tentativa de ser novamente aceite (e até acabei por gostar de beber) mas continuavam sempre a inferiorizar-me pelo que agora detesto embebedar-me pq associo à primeira vez que fiquei assim às mãos daquele idiota. Fui uma semana de férias com eles mas foram simplesmente as piores férias da minha vida (tive quase um coma alcoolico numa das noites e noutra até a um bar de prostitutas me levaram e eu nem sei como consenti em entrar lá, contudo nao cedi à pressao de ter sexo com uma delas mas fiquei com a fama do virgemzinho). A verdade é que ele nunca foi mt de estudar como eu, tendo entrado com média fraca na faculdade mas já conseguiu acabar o curso e eu continuo lá. Os acontecimentos dos últimos cinco anos têm-me deixado completamente deprimido, pelo que nunca mais me concentrei a estudar da mesma forma dantes e consequentemente acabei por chumbar já a muitas disciplinas e já fiquei atrasado dois anos no curso. Já tive praticamente todos os sintomas de depressao nervosa, incluindo pensar em suicídio mas nunca tive coragem para tentar qualquer acto pq adoro a minha família e eles nao me merecem perder e acho que enquanto há vida há esperança. Ainda não consegui ter um relacionamento amoroso desde que ando na universidade pq associei os meus falhanços (que nem foram mts é certo) a tudo o que requer coragem na vida, incluindo engatar uma miúda, pelo que quando estou numa de agir nesse sentido recuo pq tenho a certeza de que vou levar uma tampa que mtas vezes na realidade certamente nem levaria, e já fui tomar copo com miudas a convite delas mas nao voltei a contactá-las pq preferi pensar que aquilo nao quis dizer nada e que elas nao estariam interessadas em mim, etc. Resumindo, hoje nao tenho amigos mas apenas conhecidos: um que me agride psicologicamente, outros que me desrespeitam e outros que ate me respeitam mas sao distantes pq nao me dou mt a conhecer. Já la vao quatro anos nisto e a minha auto-confiança agora está mt baixa mesmo. Será que o gajo me conseguiu convencer de que sou inferior? Grato pela atenção

  17. kecia said

    bullying é ruim diga naaaaaaaaaaaão para o bullying

  18. A pratica do bulying deve ser vista como uma ridicularização da vida. Sendo principalmente praticada na adolescência, fase de grandes descobertas, em que o Ser Humano começa a reconhecer o mundo que nos rodeia. Nas diferenças o bullying e praticado, mas como não ser diferentes? O que devemos fazer é respeitar e compriender a diferença de todos, pois todos somos diferentes.

  19. Anna said

    O certo seria a vítima mudar de ambiente e de comportamento.Se ficar no mesmo ambiente com o comportamento mudado ñ adianta, a primeira impressão é a que fica , mas se for para um outro ambiente e tiver o mesmo padrão de comportamento, que normalmente mostram uma pessoa frágil, tb ñ vai adiantar nada

  20. Marcelo said

    Ola Anna

    Pelo contrário. Se a vitima muda o comportamento os agressores mudam junto. O padrão comportamental é importante para definir quem é vitima e quem é agressor. Sabemos na ciência do comportamento que quando uma contingência muda, o comportamento muda junto. Mudar de ambiente sem mudar de comportamento não adianta nada, mas mudar de comportamento sem mudar de ambiente causa alterações bem marcantes.

    A terapia funciona nesse caminho, pois não adianta ficar sempre fugindo do problema. Basta mudar a sua forma de se comportar que o ambiente todo em volta também muda. Não podemos nos esquecer que somos parte de um sistema que se relaciona.

    Se um comportamento existe é por que ele foi selecionado pelas consequências e está sendo reforçado de alguma maneira.

    Abraços

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  21. katty silva said

    nao pratiquem bulling,,,,,,,,,,,,,,,,,bulling mata!!!!

  22. vanessa pessoa said

    bulling e muito feio!!!!

  23. kamilla said

    eu acho que quem comete e tem a covardia de cometer o bullying é uma pessoa sem coraçao
    sem moral e sem um pingo de sensibilidade

  24. Pequenino said

    Sofri bullying da pré escola ao 3º ano e poucas vezes vi professor preocupado com bullying.
    Minha vida tem sido abaixo de remédios fortissimos, e pra fim de papo meu psicologo nem sabia o que era bullying eu que ensinei a ele. Então antes de coorporativisar o bullying procure introduzir ética nas relações escolares. Ética também no trabalho pois é onde também existe terror psicologico, com o chamado esporro e a famosa puxação de tapete.
    Outra, a tv produz padrões de beleza estética ao qual o ser humano deveria ter a sorte de ter nascido. Fora deste padrão vai viver o terror da solidão e sofrer com apelidos. Quem não queria ter a vida dos personagens da Malhação. Eu ao menos queria, ter a vida social perfeita, amigos perfeitos, namoradas perfeitas, mas não é assim então coloquem na cabeça ou mudamos este mundo ou ele não durará muito tempo. E tenho dito.

  25. Pequenino said

    Mudar de comportamento. kkkk. Quem tem que mudar o comportamento é o agressor. Este argumento é bem Brasil mesmo, colocar culpa na vítima. Esta é a solução da psicologia????

  26. O Bullying aconteceu na vida e deixou sequelas , que hoje através de muita terapia e remédios aprendi superá-las e transformar em uma “experiência positiva” (para mim).
    Eu estudava na melhor escola da minha cidade a mais cara e bem conceituada e o estudo tinha fama de ser o mais forte possível.
    Para sobreviver lá você tinha que fazer parte de um padrão de beleza estipulado pelos os alunos da escola.Em um lugar onde 99 % das pessoas possuem cabelos lisos e pela bem clara ser uma menina de cabelo crespo e pele morena era praticamente inaceitável.
    As agressões do Bullying começaram com apelidos como “bombril“ (por causa do meu cabelo) , “palha de aço“ entre outros do gênero.
    O tempo foi passando, e eu continuava estudando na mesma escola , o Bullying tornou uma coisa seria na minha vida , quando fui para o ginásio foi a onde começaram as humilhações sem limites
    Sofri preconceito racial em várias situações , algumas eu me lembro muito bem:
    Eu tinha doze anos e discutia com uma menina da mesma idade , até que uma hora ela falou:
    -“Neguinha,Neguinha,seu lugar e na senzala“
    Me senti tão envergonhada pelo o que ela falou , que não contei para ninguém , pois ela tinha conseguido me humilhar e me deixar sem resposta.
    Mais a pior humilhação que eu vivi na escola , foi em uma aula de educação física onde jogava vôlei eu , minha melhor amiga e uns garotos do outro ano.Um menino em especial começou (no meio da aula) a me humilhar e a dizer frases ofensivas como:
    -“Volta pra África“
    -“Como você faz para atravessar a rua de noite“
    -“Leva seus filhos na natação para desencardir“
    Essas frases que ouvi machucaram mais do que uma agressão física (doeram mais que um tapa) , o pior que o professor responsável pela turma viu ele me ofendendo e não tomou atitude nenhuma.
    Nesse dia eu me senti humilhada, muito constrangida (pois estava na presença da minha melhor amiga) e confusa pois , não entendia como uma pessoa podia ofender tanto a outra só por ser diferente.
    Chegou uma hora que a quadra de educação física começou a girar e eu não era capaz de reconhecer mais os rostos e as vozes das pessoas que estavam me agredindo , foi como se naquela hora eu tivesse entrado em uma bolha de plástico onde não ouvia mais nada , e tudo que queria era ficar sozinha com minha dor por ser tão ridicularizada só por não fazer parte de um padrão de beleza.
    Eu tentei pedir ajuda para o professor mais em vez de me tirar da situação ele me expões ainda mais , me obrigando a continuar no jogo , e me disse que não podia fazer nada para me ajudar.
    Esse professor , me dava a impressão , que fazia coisas de propósito para me humilhar como, me colocar de “pegadora” em um jogo de pega-pega , sabendo que eu não corria muito bem. È claro que isso só acarretou mais humilhações.
    Eu contei para minha mãe esse episódio e ela ficou muito brava , foi até a escola conversou com a diretora e exigiu uma postura da direção escolar diante o ocorrido.Os pais do garoto foram chamados para uma reunião , com a diretoria , e ele teve que se desculpar em publico comigo , mais já era tarde de mais , as sequelas já haviam sido feitas em mim.
    Por mais que a minha mãe insistisse eu me recusava a mudar de escola , pois achava que iria conseguir contornar a situação sozinha , e tinha esperança de um dia ainda ser aceita.
    Os meses foram passando e minha situação com o Bullying só piorava.
    Então cheguei ao meu estremo perdi completamente a minha identidade (a ponte de não saber descrever minhas próprias características , o meu jeito de ser) ,fiquei complexada com o meu cabelo e minha cor (achava que os outros só iam me julgar pela minha aparência , e quem ia gostar e respeitar uma menina morena e de cabelo crespo?) , minhas notas decaíram completamente e quando eu chegava em casa da escola só queria dormir (pois a realidade que eu encontrava nos meus sonhos quando dormia era bem diferente da qual eu vivia) , segurança só sentia quando estava do lado da minha mãe , desenvolvi varias doenças emocionais como fobia social, ansiedade , e depressão.
    Por causa das situações constrangedores que sofri na escola me isolei socialmente e desenvolvi um medo tão grande de ser humilhada que não conseguia mais falar com as outras pessoas nem mesmo o meu nome eu consegui responder
    Meus pais não tinham ideia do que acontecia comigo na escola , eles achavam que era apenas brincadeiras de mal gosto , comum entre os adolescentes , mais não que a coisa tinha tomado uma proporção tão grande.
    Sem saber o que acontecia dentro da escola , eles começaram a me cobrar melhoras nos estudos e não suportei a pressão de “fingir que estava tudo bem“ , então eu adoeci fisicamente , fiquei mais de um mês tendo febre e dores de cabeça terríveis , ia a médicos que faziam exames e não descobriam o que eu tinha , era tudo emocional.
    Um dia resolvi me abrir com a minha mãe e contar o que acontecia , foi ai que ela começou a procurar ajuda para mim com profissionais.
    Mais a situação já estava tão grave que eu acabei repetindo de ano e mudei de escola.Só que as marcas causadas pelo Bullying eu levei junto comigo e antes de eu superar isso , era impossível recomeçar.
    Foi necessário meus pais recorrerem a um Psiquiatra, que me receitou remédios anti -depressivos ,em altas doses (tomava mais de vinte comprimidos em uma semana) e me afastou durante aquele ano da escola , para tratamento.
    Para eu superar o Bullying por completo e conseguir falar a respeito sem chorar e sentir dor , levou mais ou menos três , quatro anos.
    O Bullying na minha vida fez com que eu perdesse a minha identidade e a capacidade de conviver socialmente.Eu tive que aprender tudo novamente como eu era , qual era o meu jeito de ser , do que eu gosta ou não e conviver socialmente , aprender como me aproximar das pessoas e conversar (me socializar)
    Eu sou muito feliz hoje , pois mudei de escola e arrumei novas amigas , que não me julgam pela a aparência e sim por quem eu sou . Aprendi a transformar o Bullying em uma experiência de conhecimento (sobre mim e os outros) e para que os outros possam te aceitar você tem que se aceitar do jeito que você é , e não tentar mudar para impressionar alguém.
    Eu transformei minha história de Bullying em exemplo para outras pessoas que já passaram ou passam por isso , hoje eu tento ajuda-las e orienta-las através do meu Blogger (wetalkaboutbullying.blogspot.com) , pois se eu consegui superar o Bullying essas pessoas com a ajuda certa também conseguem.

  27. isabella said

    credoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo ennnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnn

  28. valéria said

    O primeiro passo é o reconhecimento pela sociedade, pelos pais e sobretudo pelas escolas de que o bullying existe, é danoso e não pode ser admitido. À escola cabe a responsabilidade maior de envolver todos seus membros na não aceitação do bullying privilegiando a prevenção. Diante de casos ocorrido, à escola compete reunir todos os participantes e as famílias. Os pais e os alunos têm que obrigatoriamente participar

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